10 fevereiro 2008

Resistência Feminina revelou-se um sucesso

O Indoor Karting Famalicão realizou, no passado dia 31 de Janeiro, uma prova de resistência com a duração de 2 horas, dedicada exclusivamente às "Apaixonadas" pelo mundo motorizado. A motivação foi grande e os treinos livres foram animando os dias que antecederam o evento.

Na folha de inscrições apresentaram-se 7 equipas, formadas por 3 a 4 participantes, naturalmente do sexo feminino. Após uma sessão de treinos cronometrados de 15 minutos, cautelosamente disputados pelas mais e menos experientes, realçaram-se na primeira linha da grelha de partida as equipas que se demonstraram sempre mais rápidas, " São-Carlos.com" e "No Name".

Após a largada para a corrida de 2 horas, assinalada pela bandeira de xadrez, os primeiros minutos foram verdadeiramente emocionantes, o andamento em nada era semelhante ao que tinha sido nos treinos cronometrados e, durante o primeiro turno de condução as melhores voltas de cada equipa não faziam diferenças significativas.

Ao final da primeira hora de corrida havia um escalonamento já mais esclarecedor com as equipa "No Name", "São-Carlos.com" e "Gonçalves & Leitão" a ocuparem as três primeiras posições. A vitória ficou decidida apenas na última volta e quase na linha da meta, concluindo-se a corrida com um elevado nível competitivo e correcção entre todas as participantes, tendo a tabela classificativa sido a segunte:
1º No Name
2º São-Carlos.com
3º Gonçalves & Leitão
4º RPM
5º Câmara Municipal V. N. Famalicão
6º Cidade Hoje
7º ERA-Famalicão

A bem da verdade desportiva, o Indoor Karting Famalicão informa que, apesar de não ter sido apresentado, no final da prova, qualquer protesto formal por parte da equipa "São-Carlos.com" que detectou o lapso verificado, durante a prova, de ausência de contagem por parte do sistema electrónico de cronometragem, de 2 voltas do Kart nº.13, pertencente à equipa "São-Carlos.com", a Direcção de Prova, nos dias seguintes, averiguou o sucedido e concluíu da veracidade da reclamação informal.

Assim, impotente na resolução desta questão e sem prejuízo do mérito de todas as equipas participantes, o Indoor Karting Famalicão apresenta, desta forma, a todas as participantes deste evento, um sincero pedido de desculpa.

05 fevereiro 2008

João Ruivo no Montelongo

A dupla famalicense João Ruivo/Alberto Silva estará presente no Rali Montelongo, primeira prova do Campeonato Open de Ralis, que terá lugar nos dias 15 e 16 de Fevereiro. Esta presença tem um carácter pontual, pois são conhecidas as intenções de Ruivo para o Campeonato de Portugal de Ralis.

Tal como sucedeu com outros pilotos que ainda não confirmaram a presença no principal campeonato de ralis, João Ruivo - 3º classificado em 2007 e vencedor da categoria reservada às 2 Rodas Motrizes - apresenta-se em Fafe com o intuito de pontuar. "Estaremos no Rali Montelongo para garantir, desde logo, uma pontuação, pois não sabemos ainda o nosso futuro. Vamos fazer o rali com um carro gentilmente cedido pela IntegraSupport, e procuraremos pontuar para, e caso fiquemos neste campeonato, termos já esses ponto", explicou o famalicense do Fiat Stilo Multijet.

Quanto ao Campeonato de Portugal de Ralis, João Ruivo afirma que "está tudo a ser tratado e haverá novidades em breve".

04 fevereiro 2008

Troféu de Inverno: Famalicenses em destaque

O Kartódromo de Viana do Castelo recebeu, no passado fim de semana, a segunda prova do Troféu de Inverno em karting, com os famalicenses em destaque. Das várias dezenas de pilotos inscritos destacamos quatro que honraram o nome de Famalicão: João Ferreira e Vasco Barros, na Rotax Jovem; César Machado, na Rotax Júnior; Mário Dias, na Rotax DD2, que ao longo da jornada registaram boas prestações.

Na categoria reservada aos mais novos, João Ferreira foi segundo classificado. Depois de ter conquistado o terceiro melhor tempo nos treinos cronometrados, o jovem famalicense arrecadou mais dois resultados idênticos, mostrando uma rápida adaptação a esta categoria após alguns meses da estreia. João Ferreira foi terceiro, mas a condução anti-desportiva de um dos seus adversários ditou a sua desclassificação e o piloto de Famalicão terminou em segundo. "Estou muito satisfeito, pois foi uma prova muito renhida. Estou em crer que se tivesse com o motor novo poderia discutir o primeiro lugar de igual para igual", confessou João Ferreira.

Vasco Barros cumpriu nesta jornada a sua segunda prova, estando ainda numa fase de aprendizagem. Esta jovem promessa do desporto motorizado famalicense terminou a prova no 7º lugar. "Ainda estou a aprender. Tudo para mim ainda é novo e, por vezes, perco muito tempo nas ultrapassagens para não cometer erros. Por isso, para já, estou contente com o meu desempenho", comentou o sempre bem disposto Vasco Barros.

Já uma afirmação no karting, César Machado também marcou presença em Viana do Castelo, saindo desta prova com um segundo lugar no Rotax Júnior. Resultado que para o piloto teve sabor a derrota, pois comandou os treinos cronometrados e a primeira manga. E na final, um toque com outro concorrente colocou-o fora de prova. "Viemos a esta prova com o intuito de rodar, pois após o mundial nunca mais tinha andado de karting. Ainda assim, saio daqui um pouco triste. Mas as corridas são assim mesmo", disse César Machado.

O piloto do Indoor Karting de Famalicão, Mário Dias, também não faltou à chamada, tendo feito uma corrida de trás para a frente. Nos treinos cronometrados, o piloto utilizou pneus com mistura antiga, realizando um péssimo tempo. Como um mal nunca vem só, Mário Dias, na primeira manga, esqueceu-se de colocar gasolina no seu karting, chegando à balança com menos dois quilos que o permitido, sendo desclassificado da respectiva corrida. Na final, o piloto do IK Famalicão arrancou do último lugar da grelha mas puxou dos galões, terminando a prova na primeira posição. No somatório da jornada, Mário Dias foi sexto classificado. "Cometi dois erros, que até parecia a primeira vez que estava a correr. Mas aconteceram. Ao arrancar de último nunca pensei ganhar, mas não baixei os braços e já nas voltas finais consegui a liderança, o que valeu pelos dois erros que inicialmente cometi", disse Mário Dias.
A última prova do troféu de Inverno realiza-se no decorrer do mês de Fevereiro.
Fonte: Jornal Cidade Hoje
Fotos: Nuno Pimenta

Filipe Martins: O navegador que quer ser piloto

Filipe Martins foi, por certo, o co-piloto famalicense a disputar mais provas durante a temporada de 2007, com participações nos campeonatos nacionais de ralis e todo-o-terreno, bem como nos campeonatos regionais de ralis Norte e Douro. Ao lado de Fernando Rito, no todo-o-terreno, e inserido na Padock Competições, em Toyota Land Cruiser, o navegador famalicense conquistou o vicecampeonato nacional de TT, no grupo T 8, quase repetindo o êxito da época passada, quando se sagrou campeão. Nos ralis, Filipe Martins acompanhou três pilotos: Bruno Costa e António Oliveira, no Regional de ralis Douro e Norte, respectivamente, e Alexandre Pires, no Nacional da especialidade.

Com António Oliveira, Martins conquistou mais um segundo lugar no Campeonato Regional de Ralis Norte, num ano bastante atribulado para a dupla do Peugeot, pois para além de alguns problemas ao nível da electrónica,a equipa sofreu, ainda, um aparatoso acidente numa das provas deste campeonato, facto que hipotecou um lugar mais alto no pódio.

Com uma nova equipa, a ARR Team, mas com um "velho" companheiro destas maratonas, foi com o Mitsubishi e com Bruno Costa que o co-piloto de Famalicão conquistou mais um excelente resultado ao ser terceiro classificado do Regional de Ralis Douro.

Já ao lado de Alexandre Pires, no Challenge Citroën C2, Filipe Martins alcançou o nono lugar, num ano de evolução para o piloto de Viana do Castelo.

Em resumo, o navegador famalicense, durante a pretérita temporada, disputou 21 prova, divididas por quatro campeonatos. "Tive um ano muito positivo, pois consegui alcançar, quase na perfeição, os objectivos a que os pilotos se propuseram no início da época". A eles, por isso, prossegue, "agradeço o facto de me confiarem o papel de navegador assim como gostava de agradecer o apoio da minha família em especial dos meus filhos".

No que toca à temporada de 2008, Filipe Martins apresenta algumas novidades. Esperando "continuar ligado ao banco do lado direito, tenho alguns convites para disputar o Campeonato de Portugal de Ralis e espero continuar ligado à ARR Team e ao Bruno Costa". Mas a principal novidade para a próxima época é a possibilidadede Filipe Martins se estrear como piloto. "É verdade. Estou a preparar um projecto de quatro provas com o Fiat Cinquecento, vamos ver se consigo pôr em prática aquilo que tenho aprendido".

Fonte: Jornal Cidade Hoje

Adélio Machado e a Padock Competições no Campeonato do Mundo

A Padock Competições e Adélio Machado começam a definir o programa internacional para a presente temporada. Depois da decepção generalizada que foi a anulação da 30ª edição do Lisboa-Dakar, a Padock Competições, mantendo a parceria com a Toyota France, delineou um programa internacional que passará pela presença no Campeonato do Mundo de Rallye Todo Terreno. Desta feita, a 19ª edição do Rallye Optic 2000 Tunisie, a disputar-se entre os dias 23 de Abril e 4 de Maio, contará com a presença de Adélio Machado, Céu Pires de Lima, Francisco Pita e Hélder Oliveira.

Para Adélio Machado, está será a grande aposta da Padock Competições para este ano: "optamos por disputar o campeonato do mundo, que, certamente trará mais visibilidade, depois que foi a frustração de não partirmos para Africano com o Dakar. Esta será uma óptima alternativa para os pilotos que estariam no Dakar. A prova é mítica e faz parte de um campeonato para o qual iremos apostar" começou por adiantar o líder da Padock Competições que viu no campeonato do mundo um bom desfecho para a continuidade da sua carreira no todo terreno: "Será uma excelente alternativa ao campeonato nacional. Vou optar por disputar esta prova inaugural do campeonato do mundo que certamente estará recheada de notáveis pilotos da modalidade. Depois, temos a prova portuguesa, o Rali Vodafone Transibérico, segunda jornada desta competição" continuou, esperançado na continuidade até ao Dakar Séries: "Um bom desempenho, possibilitará a continuidade até ao desfecho do campeonato, incluindo as parte ou a totalidade do Dakar Séries" concluiu Adélio Machado que será já acompanhado nesta ronda inaugural por Céu Pires de Lima, Francisco Pita e Hélder Oliveira.

O Rallye Optic 2000 Tunisie apresenta-se algo diferente dos moldes habituais, contando com mais dois dias de prova, num total de nove etapas. Esta alteração vai permitir diversificar as dificuldades para enfrentar a grande variedade de pisos e paisagens e de assinalar a intensidade desportiva nomeadamente com provas deste tipo, maratona.

Organizado pela Neveu Pelletier Organisation (NPO), o Rallye Optic 2000 Tunisie, jornada de abertura do Mundial de Todo Terreno, tem partida em Marselha com a realização de um prólogo nocturno, seguindo depois a caravana em direcção à Tunísia, por terras africanas. Uma das grandes novidades desta etapa inaugural prende-se com o regresso da Líbia ao panorama do TT internacional, país que irá acolher quatro das nove etapas.

28 janeiro 2008

Mex Machado dos Santos com a Padock?

A Padock Competições sempre foi uma estrutura mais direccionada para o Todo Terreno, mas são conhecidas as suas participações ao nível dos Ralis, do Karting e mesmo da Velocidade e ao que parece vai continuar a arrojar.
O semanário Autosport notícia hoje a hipótese do piloto Mex Machado dos Santos apostar, no Campeonato de Portugal de Ralis, num Porsche 911 GT3 com o apoio da Padock Competições, o que se traduziria num passo inovador no panorama dos ralis nacionais, sendo a estrutura famalicense um elemento importante e imprescindível. O piloto de Paredes afirmou que "trabalho no sentido de alcançar os apoios para este projecto, mas não será fácil reúnir o orçamento necessário para a sua viabilização, mesmo estando limitado aos ralis de asfalto."
A confirmar-se estas intenções, será mais um passo em frente para a Padock Competições, alargando assim o envolvimento no desporto automóvel nacional, desta feita na principal competição de ralis, o Campeonato de Portugal de Ralis. Recorde-se que Mex foi dos principais animadores do Campeonato em 2007, ano em que tripulou um Mitsubishi Lancer IX, classificando-se na 5ª posição final.

Entrevista com Paulo Marques

No âmbito das entrevistas que temos realizado nesta transição entre duas épocas, chegamos agora à conversa com Paulo Marques, o piloto famalicense mais bem sucedido da história do desporto automóvel concelhio, sendo o porta estandarte de Famalicão por este mundo fora. Para o "Marquês", como é amavelmente conhecido, os tempos têm sido de mudança, deixando já longe as 2 rodas, passando agora a dispôr de 4 nas suas aventuras.
Paulo, como correu a época de 2007?
Começou como muitas outras, a disputar o Dakar, desta feita ao volante de um Toyota Land Cruiser. Não correu mal, chegamos ao fim, embora tenhamos passado por alguns problemas ao nível mecânico, um dos quais nos fez chegar muito tarde ao acampamento e impediu-nos de chegar melhor classificados a Dakar. O Toyota é um carro algo limitado, mas que permite uma certa regularidade e isso fica provado com os resultados na etapa, onde por muitas vezes figuramos nos 50, 60 primeiros, sendo os melhores do Challenge Toyota France.
Cá em Portugal, optei pelo Mitsubishi Pajero, na perspectiva de dar o salto em frente e alcançar resultados de relevo. É um carro extremamente competitivo e isso acarreta custos, impedindo assim uma presença mais regular no Campeonato Nacional de Todo Terreno.
E pontos altos e ponto baixos dessa época?
Exceptuando o resultado, o Dakar foi um ponto alto. Dakar é sempre aventura, aprendizagem e retiro sempre alguma coisa por cada Dakar que acrescento à minha conta pessoal. O 6º lugar no Rali Serras do Norte, em Macedo de Cavaleiros, também foi um excelente resultado, tendo em conta que estreava um carro, bem como era a estreia do Alberto Silva no Todo Terreno. A falta de apoios é, sem dúvida, o ponto menos favorável de 2007. Ter um carro como o Mitsubishi Pajero envolve custos muito superiores ao do Toyota e isso repercute uma irregular presença nas provas do Nacional de TT. E depois de ter feito tantas vezes o Dakar, custa-me quase ter que ficar em terra por dificuldades em arranjar verbas.
Tiveste 2 navegadores famalicenses, foi um feliz acaso ou é para manter essa aposta?
Gostava muito de a manter, mas pode-se dizer que foi uma excelente e feliz aposta. Em 2007 tinha previsto fazer as provas do Nacional de TT com o José Janela, mas por uma impossibilidade dele, na 1ª prova que estava nos planos tive que procurar alternativas. Ele próprio sugeriu o convite ao Alberto Silva e eu aceitei, apesar de ele ainda não ter feito TT, o que não o impediu de estar impecável e isso espelhou um bom resultado final. Entretanto, o José Janela voltou e fizemos mais um rali e depois tivemos juntos nas 24 Horas Vodafone, em Fronteira.
Como viste o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008?
É preciso analisar várias vertentes. Pela óptica da organização, percebo que eles não tinham outra hipótese. Depois do que aconteceu com o grupo de franceses na Mauritânia, tudo ficou sob alerta, sofrendo alguns recuos e avanços, e tudo cedeu com as seguradoras a abandonar o Dakar. A partir daí, as pressões do governo francês, o abandono também da Total e as ameaças terroristas intimidaram a ASO e a decisão é perfeitamente aceitável neste ponto de vista. Para nós, pilotos e equipas, é sempre um desgosto, ainda para mais quando se recebe a notícia em plenas verificações técnicas, ou seja, na véspera. Há consequências financeiras, obviamente, quer para os pilotos e mesmo para os nossos patrocinadores, e agora resta-nos procurar alternativas para minimizar o prejuízo causado.
E que futuro vês o futuro desta prova mítica?
Terá que haver uma reformulação. Acredito que nos próximos anos, haverá uma alternativa ao continente africano, possivelmente na América do Sul, até que se encontre um percurso altamente fiável e haja consistência política nos países que atravessamos. Nos últimos anos, já iamos por poucos países, face aos problemas na Argélia e no Mali e isso restringia-nos muito à zona mais atlântica de África, contudo as etapas eram sempre muito semelhantes, ano após ano e a monotonia não é saudável. Resta esperar que a organização tome uma decisão, mas acho que se houver capacidade e infra-estruturas no Chile ou na Argentina para colocar lá a caravana do Dakar poderá ser uma prova engraçada, mas obviamente com outra mística.
Que planos tens para a época de 2008?
Este cancelamento do Dakar desmotiva-me um bocado, contudo para já tenho o Mitsubishi Pajero a ser revistado e preparado, mas os custos continuam elevados e portanto só está prevista a presença em algumas provas do Campeonato de Portugal de TT. Prefiro preparar afincadamente o próximo Dakar, independentemente dos moldes em que se realizar, e provavelmente, farei o Rali dos Sertões, estando em dúvida se vou de carro ou se será um regresso, pontual, às duas rodas.
Em 2007, lançaste-te numa aventura na escrita, com o livro "Paulo Marques, a Vida de Roda no Ar". O que te motivou a fazê-lo?
Quem me conhece bem, sabe que me dá muito gozo e um gosto pessoal em contar as inúmeras aventuas e histórias da minha vida, principalmente a parte das motas. Já me tinha ocorrido a ideia de escrever um livro, mas não tinha conhecimento de como fazê-lo, até porque não tenho um arquivo muito organizado, nem tão pouco jeito para escrever eu próprio. Então, quase por coincidência, surgiu o convite do Germano de Oliveira Nunes e com umas boas horas de conversa e após termos visto muitas fotos, lá fomos nesta aventura de escrever o livro. É uma forma de fechar o ciclo das minhas particpações em provas aos comandos de motas, e igualmente de agradecer à família, aos amigos e aos patrocinadores que sempre me acompanharam ao longo da carreira nas duas rodas.

27 janeiro 2008

2ª EpiResistência em Kart - Corrida dos Campeões foi um sucesso!

A segunda edição da corrida de Resistência em Karting da EPI, disputada em Baltar, revelou-se de novo um grande sucesso, não só pelo apoio recebido dos pilotos presentes, mas também por parte dos convidados e assistência que esteve presente.

Mais uma vez os vários campeões do desporto motorizado português disseram sim a esta organização, manifestando com a sua presença o apoio a esta causa. Aliás, a própria RTP associou-se a este evento, transmitindo em directo uma reportagem que pôde ser vista na manhã de sábado na estação pública de televisão, dando ainda uma maior visibilidade à Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia, aliás o grande motivo desta organização. Ainda neste âmbito, também o canal televisivo Porto Canal deslocou uma equipa de reportagem ao local para cobrir este evento.

Por tudo isto, Armindo Cerqueira, um dos elementos da organização, não escondia a sua satisfação, relevando que considerou esta jornada: "Um êxito e penso que superou a prova do ano passado. Houve uma adesão muito grande, quer dos pilotos portugueses, quer dos outros que se inscreveram, por isso só podemos ficar satisfeitos. Fiquei surpreendido também com o público que se deslocou até aqui para ver a corrida". Com este evento realizado, há já que pensar no próximo, numa realização que tem pernas para andar: "Penso que não vai parar. Agora vamos fazer o balanço desta segunda edição e ver até que ponto é que podemos evoluir para o próximo ano", salientou ainda Armindo Cerqueira.

Em termos desportivos, depois de um salutar despique e convívio ao longo dos 90 minutos de corrida, a equipa de Manuel Gião, Manuel Costa e Nelson Ruão, foi quem levou a melhor, mas a diferença para os segundos classificados foi de apenas 16,743s. Ficou com esta posição a formação de Joaquim Jorge, João Rebelo Martins e André Almeida, com estes a chamarem a si a «pole-position» nos treinos. O derradeiro lugar do pódio foi parar às mãos de equipa de Bruno Magalhães, Ricardo Vaz e Sérgio Costa, também estes com 83 voltas cumpridas, mas com mais 52,661s que os vencedores. O famalicense Paulo Marques quedou-se pelo 14º lugar final.

26 janeiro 2008

1ª Especial Lago Discount adiada

A 1ª Especial Lago Discount, inicialmente marcada para hoje, foi adiada para uma data ainda por definir. A organização composta pelo Team Baia e pelo clube Trilhos de Perdição TT não deu muitas explicações, limitando-se a referir que "por motivos alheios ao Lago Discount, a 1ª Especial Lago Discount, agendada para hoje, sábado (26 de Janeiro), foi adiada para data a anunciar oportunamente."

Estavam inscritos cerca de 80 concorrentes, divididos por várias classes, nomeadamente Karting, Kartcross, Ralis, Velocidade e Clássicos.

23 janeiro 2008

Entrevista com João Ruivo

João Ruivo foi um dos pilotos famalicense que, no início da época transacta, apostou no Open de Ralis, sendo um dos principais animadores desta competição. Sempre acompanhado por Alberto Silva e conduzindo um Fiat Stilo Multijet, Ruivo sagrou-se Vencedor da Categoria 1, reservada aos carros de 2 Rodas Motrizes, juntando ainda o 3º lugar absoluto, para além de vários pódios ao longo do ano
Depois de um ano no Nacional de Ralis, a aposta no Open foi um sucesso? Foi um passo atrás para depois dares 2 em frente?
A aposta foi, claramente, bem sucedida. Encontramos um excelente ambiente e alcançamos bons resultados. Na altura, não consegui os apoios necessários para o Nacional de Ralis, mas tinha a noção que não podia parar. Surgiu a ideia do Open, um campeonato novo, com novos valores e com carros competitivos, que faziam com que eu continuasse a minha evolução como piloto. Não foi um passo atrás, mas sim uma aposta ganha para o futuro.

Quais foram os melhores momentos de 2007?
O Rali de Vila Verde, sem dúvida. Obtivemos um excelente resultado e foi o rali do Open mais disputado ao longo do ano, sendo que tivemos a um pequeno passo de vencer o rali. Logicamente que a conquista do título das 2 Rodas Motrizes é um excelente momento, pois era o nosso principal objectivo desde o início do ano e foi alcançado ainda antes do final do campeonato.
E os momentos que não te trazem boas recordações?
O Rali de Murça foi o mais "amargo", pois lideravamos a prova com 30 segundos de vantagem sobre o 2º classificado, quando desistimos por uma avaria mecânica. Podia ter sido a vitória à geral que nos faltou, e teria sido a "cereja no topo do bolo". O Rali de Góis e o Rali de Vila Nova de Cerveira também não me trazem boas recordações, pois fizemos poucos quilómetros em ambos, sendo que em Góis saímos de estrada.
Começaste a fazer ralis apenas há 4 anos, mas já conseguiste outros tantos títulos.
Esperavas um sucesso tão rápido?
Quando me iniciei nos ralis, há 4 anos, era com a intenção de me divertir, contudo, os resultados começaram a aparecer e nos fomos querendo mais. Estes 4 títulos são frutos de muita aprendizagem e de muitas pessoas que acreditaram no meu valor. Nenhum dos títulos foi fácil de alcançar, sempre tivemos bons adversários, com carros competitivos como o nosso, por isso só posso estar satisfeito e orgulhoso com o trabalho realizado.
Foste dos últimos pilotos a singrar nos ralis vindo de um concurso. Está aí a chave para novos talentos?

Tenho a certeza disso. Neste momento, não é fácil a qualquer jovem começar nos ralis ou noutra modalidade do desporto automóvel. É necessária uma grande ajuda, muito apoio de quem tem experiência e isso pode estar nos concursos, que infelizmente, tem sido poucos. Eu dou o meu exemplo, se não tivesse participado no concurso do Team Famalicão, em 2004, ainda hoje via as provas junto às estradas, em vez de participar nelas.
E já tens projectos para a nova época?
Já afirmei que gostaria de regressar ao Campeonato de Portugal de Ralis. Estamos a tentar pôr de pé o projecto com um S2000, estamos em conversações, mas caso não se concretize esta hipótese temos alternativas, quer para este campeonato, quer para o Open. Seja qual for o campeonato, partirei sempre com o objectivo de ganhar, é esse o meu espírito para disputar todos os ralis em que participo.
Foste eleito pelos leitores do Famalicão Motor, como o Piloto do Ano. Que significado tem isso para ti?
Antes de mais, agradeço aos leitores do Famalicão Motor os votos e a confiança. Para mim, isso significa que estou a fazer um bom trabalho e as pessoas, nomeadamente os famalicense, reconhecem e gostam do que eu estou a fazer em nome da nossa terra e do desporto automóvel.