14 maio 2008

João Ruivo aponta para o pódio em Arganil

O Rali de Arganil, agendado para os dias 17 e 18 de Maio, é a próxima prova do Campeonato Open, assinalando também a primeira da temporada em pisos de terra.
Apresentando-se como uma da principais equipas nesta competição, o Team Crédito Agrícola/Avetel, com a dupla João Ruivo e Alberto Silva, vai procurar continuar na senda dos bons resultados apontando como objectivo para esta prova, disputada numa das zonas mais emblemáticas do ralis nacionais, assegurar uma presença no pódio.
Com uma vitória e um terceiro lugar alcançados até aqui, a jornada anterior não foi muito feliz, mas a formação famalicense não perdeu a motivação e por isso os índices de confiança voltam a estar em alta: "Estamos à espera de ter uma boa estreia em pisos de terra. Digo isto baseado na clara intenção de obter um bom resultado, sabendo que não vai ser fácil, pois os nossos adversários que têm carros de quatro rodas motrizes apresentam alguma vantagem", diz João Ruivo, prosseguindo: "É um rali novo para todos e, segundo o que sei, a prova apresenta um traçado onde os carros de duas rodas motrizes, como o meu, não devem perder muito", explica o piloto famalicense que não hesita em afirmar também: "Queremos surpreender os nossos adversários com carros de quatro rodas motrizes e também os outros, pois achamos que o nosso Fiat Stilo Multijet é muito forte neste tipo de piso".
Com vista à preparação, ainda antes do Rali de Arganil, a equipa vai ter algum trabalho: "Vamos testar, pois o ano passado isto não foi feito em condições. Queremos acertar o "setup" o melhor possível para podermos atacar o rali da melhor maneira possível", concluiu.

Domínio de César Machado em mais uma jornada do Challenge Rotax

De fio a Pavio. César André Machado dominou por completo a terceira jornada da Rotax Max Júnior disputada no Kartódromo de Viana do Castelo, numa organização do Sport Clube do Porto. Um triunfo que veio consolidar a liderança do piloto da Padock Competições/Amob/Karfoto, depois de já ter vencido na ronda de Braga.
O domínio do piloto de Famalicão começou a ser notado logo nas mangas de qualificação ao realizar o melhor tempo, tendo repetido o efeito na pré final: "preparamos muito bem esta corrida tendo consciência que a oposição seria mais forte do que em Braga. Apenas claudicamos um pouco na corrida final", começou por adiantar César André que à passagem da segunda volta da derradeira corrida baixou de primeiro para terceiro: "fizemos uma má escolha na pressão dos pneus e, perdi duas posições nas voltas iniciais, passando de primeiro para terceiro. Depois, talvez com o aquecimento da borracha fui sentindo o kart mais equilibrado, mesmo não estando igual ás mangas anteriores. Forcei um pouco o andamento e recuperei a liderança a meio da corrida. A partir daí, fui aumentando a vantagem para o resto do pelotão e senti que poderia vencer, o que veio a acontecer", salientou César André Machado da Padock Competições/Amob/Karfoto, que por duas vezes esta temporada, em três jornadas, subiu ao lugar mais alto do pódio.
"Felizmente tudo está a correr bem. Continuamos a ter excelentes pilotos na Rotax Júnior, grandes valores para o futuro do karting nacional, o que vem valorizar cada triunfo que vamos conseguindo prova após prova. Vamos continuar a trabalhar para alcançar em cada corrida os nossos objectivos e, dar aos patrocinadores o devido retorno. Sem eles este projecto não terá continuidade", justificou o piloto.
Apesar da liderança no Challenge Rotax, César André Machado afirmou que muito gostaria que passar a alinhar no nacional, "porque é mais competitivo e abre-nos outras portas, mas, o orçamento é curto e não possibilita esse salto. No entanto, vamos tentar terminar o Rotax e estar presente na Taça de Portugal" concluiu, apontando baterias já para a próxima jornada que volta a visitar o Kartódromo de Viana do Castelo no dia 8 de Junho.

Final inglório para Miguel Campos

Miguel Campos foi o primeiro piloto a integrar o BFGoodrich Drivers Team, projecto que funciona em parceria entre a marca de pneus e a equipa Kronos, que permite que um piloto escolhido pelos jornalistas, no caso, o famalicense, alinhe numa prova do IRC a custo zero. A situação vai-se repetir em mais quatro provas do Campeonato, sendo a próxima em Ypres, na Bélgica.
Na fase inicial, Campos sentiu alguma natural falta de ritmo, mas colocou-se desde cedo como segundo melhor português, não conseguindo beneficiar do atraso de Bruno Magalhães, porque perdeu cerca de um minuto e meio no pó de José Pedro Fontes na primeira passagem por São Brás de Alportel.
O final da prova acabou por ser inglório para o piloto de Famalicão, dado que completou toda a distância cronometrada na oitava posição, mas viria a desistir na ligação para o derradeiro parque de assistência. "O balanço foi positivo, apesar de alguns contratempos. Na fase inicial, cometi um erro, numa direita, que me custou cerca de 15 segundos, mas o azar maior no primeiro dia foi perder minuto e meio no pó do José Pedro Fontes. Tive mesmo de parar algumas vezes, pois não via nada. No segundo dia, estava já com melhor ritmo, mas no primeiro troço da última secção, ao fim de seis quilómetros, o alternador partiu-se e sabia que seria difícil chegar ao fim. Ainda consegui cumprir todas as especiais, a última já com dificuldades, porque o carro começou a falhar nos últimos quilómetros, mas foi impossível terminar a prova".
Ainda assim, Miguel Campos estava satisfeito com o regresso "depois de dois anos sem fazer ralis de terra". Quanto à adaptação ao carro e ao novo navegador, Paulo Babo, o piloto de Famalicão afirmou: "Correu bastante bem e a equipa estava satisfeita com o resultado. Ficámos apenas um pouco tristes por não termos conseguido acabar. O meu ritmo também foi bom e só tenho que agradecer a oportunidade que tive. Gostava ainda de ir à Madeira com um carro competitivo, até para poder tirar partido do ritmo ganho nesta prova, mas de momento não tenho perspectiva nenhuma de que isso se possa concretizar".
Fotos: João Oliveira

Filipe Martins perseguído pelo azar, desiste nos dois dias

Pedro Fins e o famalicense Filipe Martins tiveram pouca sorte no Rali de Portugal, com vários problemas mecânicos a impedirem a equipa do Citroën C2 R2 de terminar a prova.
Disputada na região do Algarve e baixo Alentejo, esta foi uma prova muito dura para todos os concorrentes, onde apenas cerca de metade dos 48 participantes conseguiram chegar ao final. A dupla do C2 entrou neste rali decidida em obter uma boa posição tanto na Challenge C2 como na F3 (carros de duas rodas motrizes), começando por rodar na quarta posição entre os C2, muito perto dos lugares do pódio, mesmo se o escape se partiu logo na segunda especial, fazendo com que o C2 perdesse alguma potência. Na terceira classificativa da primeira etapa, o imprevisto aconteceu, quando se partiram os pernos da roda dianteira esquerda, felizmente numa zona pouco rápida, impedindo a equipa de continuar.
Reparados os poucos danos do carro, a equipa voltou para estrada na segunda etapa, ao abrigo do "Super Rally", mas novamente um problema mecânico fez com que a equipa não conseguisse prosseguir a prova. Desta vez foi o cabo da embraiagem a partir, e com o arranque para a terceira prova especial do dia a ser feito a subir, foi impossível continuar em prova.
Apesar deste azares, próprios desta competição, todos os elementos da Pedro Fins Racing Team estão preparados para superar estas dificuldades e prepararem da melhor forma os próximos ralis, sempre com os apoios da Industrial Net, Solinca, Ranbaxy e Reebok.

13 maio 2008

José Janela com rali difícil

No rescaldo da sua participação no Rally de Portugal, ambas as equipas que alinharam pela FabelaSport sentem que poderiam ter obtido melhor resultado final. Se a expectativa era grande antes da partida, o sentimento no final do rali esta muito aquém do esperado.
Após a partida desta prova que pontuava para o IRC – Intercontinental Rally Challenge, e onde se reuniram nomes consagrados dos ralis a nível mundial, cedo se percebeu que não ia ser um trabalho fácil para os dois carros da equipa FabelaSport - o outro era tripulado por Pedro Silva e Júlio Sousa.
Depois da Super Especial de Faro realizada no primeiro dia do rali, chegava a vez da terra das especiais de classificação de sexta-feira, mas o Renault Clio tripulado por João Fernando Ramos, acompanhado pelo co-piloto de Famalicão José Janela cedeu logo nos primeiros quilómetros com um problema na caixa de velocidades que inviabilizou a sua manutenção em prova. "Estas coisas acontecem nas máquinas, mesmo numa equipa tão cuidadosa e que prepara tão bem os carros" confessava João Fernando Ramos que acabaria por regressar no Sábado para disputar a segunda etapa no esquema de "Super Rally", e aí sim, finalizando a prova e amealhando mais uns preciosos pontos, e vencendo também a sua classe.
Os objectivos iniciais da equipa ficaram assim por atingir, embora João Fernando Ramos e José Janela tenham voltado a pontuar no Agrupamento de Produção e se tenha sagrado como vencedor na sua classe no final da segunda etapa.
O próximo desafio será o SATA Rali dos Açores, sendo que a Equipa RTP Torrié vai preparar essa prova com uma sessão de testes em Famalicão e pretende estar em destaque naquele que promete ser um dos mais espectaculares ralis do campeonato.

André Cortinhas termina no Top 10 e salta para a liderança do Grupo N

Este foi o melhor resultado alguma vez obtido pela ARC Sport num Rali de Portugal. A entrada no tão desejado "top ten" da prova é motivo de orgulho para toda a equipa, juntando ainda a este êxito, a terceira melhor posição entre as equipas portuguesas e somando pontos preciosos para alcançar a liderança do Agrupamento de Produção no Campeonato de Portugal de Ralis.
"Este foi o melhor resultado que consegui no presente campeonato. Acabámos por ter uma boa colheita em termos de pontos, o que me deixa bastante entusiasmado. Perdi um lugar no último troço, mas era impossível fazer melhor perante carros mais evoluídos", refere Adruzilo Lopes, visivelmente feliz com o resultado alcançado.
No entanto, o êxito obtido poderia ter sido ainda mais potenciado. Um ligeiro toque num passeio de uma ponte, durante a primeira passagem pelo troço de Ourique, partiu um braço da suspensão traseira, o que viria a condicionar o andamento do piloto durante o resto da primeira secção da segunda etapa. Após um excelente trabalho de recuperação realizado pelos técnicos da ARC Sport, o Subaru Impreza voltava a dar a fiabilidade necessária para que Adruzilo Lopes e o famalicense André Cortinhas chegassem a um excelente resultado.
"Este foi o melhor resultado que a ARC Sport alcançou em qualquer prova do campeonato português de ralis. Isto só foi possível devido ao nível e à experiência do Adruzilo e também a um fabuloso trabalho de toda a equipa. Estamos a liderar o grupo N, mas ainda falta muito campeonato. Vamos continuar a trabalhar com o mesmo profissionalismo e a mesma vontade, para que se consigam atingir os nossos objectivos", afirmou confiante Augusto Ramiro, o responsável pela equipa.
Adruzilo Lopes e André Cortinhas lideram o Agrupamento de Produção nacional com dois pontos de avanço sobre Fernando Peres, e estão na quarta posição absoluta do Campeonato de Portugal de Ralis.

José Pedro Miranda passa pelo Ralicross

Já lá vão umas épocas, desde o dia em que conhecemos José Pedro Miranda. Vimo-lo nos Ralis, depois na Velocidade e na Montanha e também no Ralicross. No fundo, porque o que ele gosta mesmo, é de conduzir.
Desta vez, foi em Lousada, no Europeu de Ralicross, que o encontramos. "Não podia deixar de vir a Lousada, a esta grande festa que é o Europeu de Ralicross. É maravilhoso correr aqui, sob o olhar destes largos milhares de espectadores, deste público tão animando e entusiasta", começou por referir José Pedro Miranda.
"Além disso, venho aqui competir, mais pela grande prazer que me dá a condução, do que na procura de resultados. É um fim-de-semana em que mais importante do que os resultados é mesmo o prazer de participar", acrescentou o piloto que já passou pelos Ralis, Velocidade, Montanha e também Ralicross. "Gosto essencialmente de conduzir, mas gosto muito de Ralicross. Participei em 2006 em algumas provas do Campeonato de Ralicross e fiquei cliente", completou o famalicense.
No Europeu de Lousada, a capital do Off-Road nacional, José Pedro Miranda não conseguiu o apuramento para as finais, pois não teve aquela "pontinha" de sorte que a isso levasse. Mas, como referiu, mais importante do que os resultados, foi mesmo competir, na frente daquele mar de gente, que passou pelo Eurocircuito de Lousada, nos dois dias em que lá se disputou o Europeu de Ralicross.
Notícia publicada no Jornal Motor

12 maio 2008

Rali Portugal: Mais uma para Rossetti! Bruno continua a somar nos Portugueses! Rodrigues/Rocha e Cortinhas chegam ao fim, com resultados positivos

O que dizer de Luca Rossetti? O italiano soma 4 vitórias em outros tantos ralis que realizou no IRC e este ano é, claramente, o homem a bater neste campeonato. O piloto do Peugeot 207 S2000 passou a última secção do Rali de Portugal num ritmo de gestão da liderança, pois a concorrência estava longe, após o abandono de François Duval e do furo de Nicolas Vouilloz.
O Rali de Portugal realizou-se, tal como nas mais recentes edições, no Algarve, perante condições climatéricas diversas, com aguaceiros e algum sol a marcarem presença. Quem não marcou presença foi o público, com poucos adeptos a assistirem à prova, que teve emoção, competição e uma excelente organização.
Voltando ao filme do rali, Rossetti tinha a tarefa de abrir a estrada na 2ª Etapa, mas isso não foi de todo um problema para o italiano, que começou a aumentar a vantagem logo de manhã, para ficar confortavelmente na liderança depois dos azares de Duval e de Vouilloz, até porque Jan Kopecky já estava muito distanciado de Luca Rossetti. Poderá dizer-se que Rossetti está na mó de cima e com os deuses do seu lado, pois não foi atormentado por quaisquer problemas, nomeadamente os furos que perseguiram a grande maioria dos participantes.
Jan Kopecky foi autor de uma excelente prova, muito regular e consistente, vendo os adversários com problemas e com isso ia trepando pela classificação, até lhe darem de "mão beijada" o 2º lugar. Também ele não teve nenhum problema no seu Peugeot 207 S2000 e isso foi fundamental para as contas do campeonato, onde agora é o 3º classificado.
Um dos sérios candidatos à vitória, Nicolas Vouilloz viu um furo numa das rodas do Peugeot 207 S2000 acabar com as esperanças. Ao longo de toda a prova mostrou-se muito rápido, passando inclusivé pela liderança várias vezes, mas tal como muitos foi um furo a atrasá-lo irremediavelmente. Mas o ex-Campeão de BTT não baixou os braços e continuou ao ataque na parte da tarde da 2ª Etapa, ao ser o mais rápido em várias classificativas e isso permitiu a subida ao 3º lugar da geral, um excelente resultado face ao campeonato.
Entre a armada lusitana, Bruno Magalhães voltou a ser "rei e senhor". Após a saída de estrada quando liderava a prova, centrou as atenções nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis, onde venceu (uma vez mais!). O piloto da Peugeot Portugal continua a não ter adversários entre os portugueses e não se preocupou com o resultado final na geral, até porque deixou fugir Giandomenico Basso quando estava bem perto dele e refira-se que o piloto da Fiat ainda lucrou atingir a 4ª posição final, naquele que seria o único carro da marca transalpina nos 10 primeiros classificados.
Com uma excelente fase final da prova, onde ultrapassou Adruzilo Lopes e Vítor Pascoal, Fernando Peres continua a mostrar que "velhos são os trapos" e regressou à liderança do Agrupamento de Produção. Peres apostou num ritmo muito regular e impôs muita pressão aos seus directos adversários e só na última PEC tirou dividendos dessa pressão.
Adruzilo Lopes e o famalicense André Cortinhas realizaram uma prova muito boa, dado terem um carro inferior à concorrência mais directa. Um toque na 2ª Etapa fez com que perdessem tempo precioso, que os levou mais tarde a serem ultrapassados na liderança entre os Grupo N nacionais, contudo somam mais uma pontuação importante e são já os 4ºs no CPR.
A dupla de Famalicão, Pedro Rodrigues/Sérgio Rocha levaram o Subaru Impreza WRX até ao final, numa prova recheada de alguns problemas que fizeram com que descessem drasticamente na tabela classificativa. Com o intuito de chegar ao final e somar mais alguns pontos para o campeonato, Rodrigues imprimiu um ritmo mais cauteloso ao longo da última etapa, não correndo grandes riscos, num rali em que continuou a adaptação ao seu novo Subaru e somou novamente o 3º lugar entre o Agrupamento de Produção, entre os participantes do CPR.
Miguel Campos "morreu na praia". Se o rali acabasse no final do último troço, Campos teria sido o 8º classificado, 2º entre os concorrentes portugueses, mas os problemas de alternador no Peugeot 207 S2000 que teve ao longo de toda a 2ª Etapa viriam a colocar um fim à sua prova durante a ligação para a chegada. É, de facto, muito inglório. Ainda assim, Campos realizou uma boa prova, de salientar que não fazia um rali de terra há dois anos, e isso fez-se notar particularmente na fase final dos troços, até porque o famalicense realizou vários tempos intermédios de relevo, vindo depois a perder tempo até ao final, muito provavelmente devido a quebra física. Contudo, deixou excelentes indicativos para um possível regresso ao CPR, pois foi ao longo de todo o rali, presença assídua no pódio entre estes concorrentes.
Presença pouco notada foi a de Armindo Araújo, sempre com muitos problemas de motor, que o fizeram abandonar no 1º dia. No regresso, os mesmos problemas não foram resolvidos totalmente e apenas no final conseguiu rubricar tempos condizentes ao seu valor. Também José Pedro Fontes voltou a não estar ao nível esperado. Problemas no trem traseiro do Fiat Punto S2000 na 1ª etapa fizeram com que se afundasse na classificação, para no 2º dia conseguir melhorar os seus resultados, mas sempre longe dos restantes Fiat e só a espaços conseguiu realizar tempos no pódio entre os portugueses, quando alguns já vinham a gerir andamento.
Quanto a abandonos, Bernardo Sousa saiu de estrada no início da 2ª Etapa, Duval tem um problema numa roda do Fiat Punto S2000, quando seguia perto da liderança, Dani Solà desiste com inúmeros problemas de motor, tal como Anton Alen, ao passo que foi a suspensão a deixar Didier Auriol de fora, todos em Fiat, igualemente. Entre os famalicenses, Filipe Martins, co-piloto de Pedro Fins, abandonaria nos dois dias, no 1º com um toque e no 2º com problemas mecânicos. José Janela, que acompanhou João Fernando Ramos, desistiu logo na 1ª classificativa de 6ª feira, regressando no Sábado, efectuando mais alguns quilómetros e realizando tempos perto dos Citroën C2 do Challenge. Ainda por esclarecer está a ausência de Ricardo Costa/Nuno Almeida, em Mitsubishi Lancer VIII MR.
Classificação Final
1º Luca Rossetti/Matteo Chiarcossi (Peugeot 207 S2000) - 2h57m50s
2º Jan Kopecky/Petr Stary (Peugeot 207 S2000), a 45,8s
3º Nicolas Vouilloz/Nicolas Klinger (Peugeot 207 S2000), a 1.37,8
4º Giandomenico Basso/Mitia Dotta (Fiat Punto S2000), a 2.18,7
5º Juho Hanninen/Mikko Markulla (Mitsubishi Lancer Evo IX), a 2.21,2
6º Bruno Magalhães/Mário Castro (Peugeot 207 S2000), a 3.11,6 -- 1º Português
7º Manfred Stohl/Ilka Minor (Peugeot 207 S2000), a 3.51,3
8º Andreas Aigner/Klaus Wicha (Mitsubishi Lancer Evo IX), a 8.09,5
9º Fernando Peres/José P. Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX), a 10.46,4 -- 2º Português
10º Adruzilo Lopes/André Cortinhas (Subaru Impreza N11), a 10.56,9 -- 3º Português
19º Pedro Rodrigues/Sérgio Rocha (Subaru Impreza N12), a 38.16,0 -- 10º Português
Classificação IRC
1º L. Rossetti -- 20 Pts
2º N. Vouilloz -- 14 Pts
3º J. Kopecky -- 12 Pts
4º A. Alen -- 4 Pts
5º G. Basso - 4 Pts
Classificação CPR
1º B. Magalhães -- 35 Pts
2º J.P. Fontes - 21 Pts
3º F. Peres - 20 Pts
4º A. Lopes - 19 Pts
5º V. Pascoal - 14 Pts
A próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralis é o Sata Rallye dos Açores, com a organização do Grupo Desportivo Comercial, a realizar entre os dias 28 e 30 de Junho, na bela ilha de São Miguel.
Fotos: David Cunha (DC PhotoRally) e Ralis.Online

10 maio 2008

Rali Portugal: A 3 especiais do final, Rossetti está isolado e Campos já é 8º

Depois de toda a animação que foi o dia de ontem, Luca Rossetti continuou na senda dos triunfos e aumentou consideravelmente a sua vantagem logo na 1ª PEC do dia, com Nicolas Vouilloz e François Duval a não conseguirem acompanhar o ritmo imposto pelo italiano. Entre os portugueses, Bruno Magalhães continua a ser o mais rápido, mostrando uma vez mais que dificilmente terá adversários entre os concorrentes do nosso campeonato.
Mas Rossetti não se podia descuidar, pois em Ourique 1, François Duval colocou o seu Fiat Punto S2000 no 1º lugar da especial e reduzia a diferença para apenas 9,3 segundos, ao passo que Vouilloz se atrasava ligeiramente. Ainda neste troço, o francês Tirabassi - 5º até então - sai de estrada e desiste. Mas o rali pode ter ficado decidido na última classificativa da manhã, com Duval a nem sequer entrar na mesma, com problemas num rolamento de uma roda e com Nicolas Vouilloz a ser vítima de um furo, sendo obrigado a mudar a roda em pleno troço, perdendo o "comboio" da frente, pois caiu para a 5ª posição. Com isto, o italiano Luca Rossetti passou a liderar isolado, na frente de Jan Kopecky, que fruto da regularidade e concentração, se vê isento de problemas e também ele se encontra isolado no 2º lugar, pois o veterano Didier Auriol já dista mais de 1m30.
Nas contas lusitanas, Bruno Magalhães é também lider solitário e resta saber se irá pressionar Giandomenico Basso na luta pelo 6º lugar. O italiano tem sido constantemente mais rápido que o Campeão Nacional, que apenas quererá somar o maior número de pontos para revalidar o título. O piloto de Famalicão, Miguel Campos queixou-se de alguns problemas de perda de rendimento do motor do Peugeot 207 S2000, mas tem sido presença no Top 10 e já é o 8º da geral, mas sofre a pressão do austríaco Stohl. Adruzilo Lopes, com o famalicense André Cortinhas, continua muito regular e "certinho", vai segurando o 2º lugar entre os concorrentes do CPR, é 12º da geral e 2º entre os Grupo N convencionais. Pedro Rodrigues e Sérgio Rocha optaram por uma toada moderada, que lhes permita não ter mais problemas mecânicos e que os leve até Faro, à chegada do rali.
De salientar ainda que graças ao "Super Rally" foram vários os pilotos que regressaram à prova, com o intuito de testar novas soluções, bem como (em especial os pilotos lusos) para pontuarem para o nosso campeonato. Entre eles, Bernardo Sousa foi novamente vítima do azar, com um despiste após um furo a colocá-lo fora de estrada e, consequentemente, fora do rali. Também o famalicense Filipe Martins, que acompanha Pedro Fins, no Challenge Citroën C2 voltou à prova, mas em Almodovar 1, uma avaria mecânica obrigou a dupla a abandonar. Quem regressou e ainda se mantém em prova é José Janela, co-piloto de João Fernando Ramos; a dupla segue entre os concorrentes do troféu da Citroën, estando a fazer quilómetros para evolução quer de piloto, quer do Renault Clio.
Classificação (Após 4ª Secção)
1º L. Rossetti (Peugeot 207 S2000)
2º J. Kopecky (Peugeot 207 S2000), a 47,0s
3º D. Auriol (Fiat Punto S2000), a 2.25,3
4º J. Hanninen (Mitsubishi Lancer IX), a 2.39,5
5º N. Vouilloz (Peugeot 207 S2000), a 2.41,5
7º B. Magalhães (Peugeot 207 S2000), a 3.32,6 -- 1º Português
M. Campos (Peugeot 207 S2000), a 4.37,0 -- 2º Português
12º A. Lopes/A. Cortinhas (Subaru Impreza WRX), a 9.33,8 -- 3º Português, 2º Gr.N
24º P. Rodrigues/S. Rocha (Subaru Impreza WRX), a 28.13,0 -- 11º Português
Fotos: Rui Santos (RSphotorally)

09 maio 2008

Fim da 1ª Etapa: Rossetti lidera, Bruno vence nos Portugueses. Famalicenses entre o positivo e o azar

Foi um dia intenso no Algarve! Desde logo marcado pela instabilidade climatérica, mas foi a liderança do Vodafone Rali de Portugal que centrou as animações do público. Ao longo de toda a 1ª Etapa, as mudanças no lugar cimeiro da tabela classificativa foram muitas, contudo foi o homem que liderava no início do dia, o mais feliz no fim do mesmo: Luca Rossetti, em Peugeot 207 S2000. É mesmo curioso que em todos os troços houve mudança de líder e a maior distância entre 1º e 2º foi de 5,7s, o que mostra que as expectativas para este rali estão a ser cumpridas.
Rossetti venceu 2 PEC, tal como o seu principal adversário até ao momento, o francês Nicolas Vouilloz, também em Peugeot. O italiano já mostrou que a terra é o seu terreno de eleição e o seu ritmo muito rápido pode fazer com que os louros lhe sejam atribuídos, contudo há que ter sempre atenção, até porque deu um ligeiro toque na parte da tarde. Nicolas Vouilloz também passou pela liderança em ambas as secções do dia de hoje e para o dia de amanhã pretenderá continuar a pressionar freneticamente Luca Rossetti, aproveitando-se do facto de ser o italiano o piloto que abre a estrada.
No 3º lugar surge François Duval, em Fiat Punto S2000, ele que ainda deu um ar de sua graça na parte de tarde, mas cedo os carros franceses se evidenciaram e Duval rendeu-se ao 3º lugar, contudo será preciso contar com ele. Muito regular tem sido a prestação de Jan Kopecky e Didier Auriol, tendo passado completamente ao lado dos problemas, a não ser a pouca competitividade do carro do ex-Campeão do Mundo, mas cuja experiência permite contornar esse senão.
Afectados por muitos problemas de motor, Dani Solà e Manfred Stohl viram as suas prestações serem menos conseguídas, depois de mostrarem alguns bons tempos. Destaque para as desistências prematuras de Armindo Araújo e Anton Alen, bem como de Freddy Loix, este já da parte da tarde, com a quebra de transmissão no Peugeot 207 S2000.
Entre os portugueses, Bruno Magalhães tem a "estrelinha da sorte" do seu lado. Depois de um início muito forte, chegando a liderar o rali após a PEC 3, uma saída de estrada comprometeu a vitória no rali. Ainda assim, foi quem mais lucrou entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis, pois beneficiou do abandono de Bernardo Sousa no derradeiro troço. Bruno venceu uma PEC, nomeadamente, a 2ª passagem por S. Brás de Alportel.
Bernardo Sousa aproveitou o dia para testar e fazer quilómetros, tendo em vista a sua presença no PWRC e quando tudo indicava que seria ele a vencer o 1º dia entre os portugueses, eis que um toque fura o radiador do Mitsubihsi Lancer e obriga o madeirense a abandonar.
Alheio a todos os problemas estão Adruzilo Lopes e o famalicense André Cortinhas, em Subaru Impreza WRX, que acabam o dia como os 2º entre os concorrentes do CPR, embora sejam os 3ºs portugueses (Miguel Campos não está inscrito). Vítor Pascoal voltou a ser atormentado pelo "safe-mode" do Peugeot 207 S2000, mas ainda atingiu o 3º lugar do CPR, claramente um resultado melhor do que a exibição.
Com muita expectativa tem sido seguido o regresso "às lides" de Miguel Campos, no Peugeot 207 S2000, da BF Goodrich Drivers Team. O piloto de Famalicão aproveitou a parte de manhã para continuar a adaptação ao carro e ainda teve um ligeiro engano, que lhe fez perder algum tempo. Também o facto de ter seguído alguns quilómetros atrás de José Pedro Fontes, que circulava com problemas, lhe custou preciosos segundos, que o colocariam alguns lugares mais acima, possivelmente na liderança entre os portugueses. Foi notória a sua evolução das 1ªs para as 2ªs passagens, numa clara situação de maior familiarização com carro, navegador e o próprio traçado.
Quanto aos restantes famalicenses, apenas Pedro Rodrigues/Sérgio Rocha estão em prova, contudo também os problemas foram muitos, nomeadamente na derradeira PEC, onde circularam muito devagar, o que os fez perder imenso tempo e daí a queda na classificação geral ter sido assentuada. Certamente amanhã será um dia de recuperação, mas também será uma hipótese de continuar a adaptar-se à condução do Subaru que estreou no rali anterior, apenas.
Na lista de abandonos, mas com possibilidade de regressar amanhã ao abrigo da regra "Super Rally", estão os famalicenses José Janela, que acompanha João F. Ramos e Filipe Martins, co-piloto de Pedro Fins.
Classificação 1ª Etapa
1º Luca Rossetti/Matteo Chiarcossi (Peugeot 207 S2000)
2º Nicolas Vouilloz/Nicolas Klinger (Peugeot 207 S2000), a 2,4 s
3º François Duval/Patrick Privato (Fiat Punto S2000), a 15,7 s
4º Jan Kopecky/Petr Stacy (Peugeot 207 S2000), a 39,4 s
5º Didier Auriol/Denis Giraudet (Fiat Punto S2000), a 1.02,8
6º Brice Tirabassi/Fabrice Gordon (Peugeot 207 S2000), a 1.11.6
7º Juho Hanninen/Mikko Markkula (Mitsubishi Lancer IX), a 1.53,0
8º Bruno Magalhães/Mário Castro (Peugeot 207 S2000), a 3.16,4 -- 1º Português
9º Giandomenico Basso/Mitia Dotta (Fiat Punto S2000), a 3.23,5
10º Miguel Campos/Paulo Babo (Peugeot 207 S2000), a 3.26,2 -- 2º Português
13º Adruzilo Lopes/André Cortinhas (Subaru Impreza WRX), a 5.02,1 -- 3º Português, 2º Gr.N
29º Pedro Rodrigues/Sérgio Rocha (Subaru Impreza WRX), a 21.25,3