19 setembro 2008

Ricardo Costa e João Ruivo disputam Troféu Piloto Motorshow

Os pilotos de Famalicão, Ricardo Costa e João Ruivo já confirmaram a sua participação no Troféu Piloto Motorshow, prova desportiva que se vai disputar no circuito indoor montado no pavilhão quatro da Exponor, englobada no Autoclássico Porto 2008. Ricardo Costa utilizará o Mitsubishi Lancer VIII com que disputa o Campeonato de Portugal de Ralis, enquanto Ruivo estará aos comandos do Fiat Stilo Multijet, que utiliza no Open de Ralis.

A tarefa dos famalicenses é difícil até porque a concorrência é grande, mas estar dentro do reduzido lote é um sinal de quem ambos estão no topo dos pilotos de rali em Portugal. Nomes como Timo Salonen e Marc Duez, ambos em Mitsubishi Lancer são as atracções internacionais, a quem se junta Armindo Araújo, também em Mitsubishi, Barros Leite (Seat Leon TDi), José Pedro Fontes (Fiat Punto S2000), Mex, no Porsche 911 GT3, Pedro Leal, também em Fiat Stilo Multijet, Rui Azevedo (Ford Escort RS), Vítor Pascoal (Subaru Impreza), entre outros, alguns deles espanhóis, como José Elvira ou Amador Vidal.
O Troféu Piloto Motorshow, cuja final será disputada na tarde do dia 28 de Setembro, reunirá cerca de meia centena de pilotos que competirão com os seus veículos oficiais nas categorias de 4x4, tracção dianteira, tracção traseira e históricos. O circuito terá um traçado oval com um oito interior e pelas características do seu piso súper-deslizante garantirá um alto nível de espectacularidade.
Os pilotos participantes nesta prova terão a possibilidade de realizar treinos livres na sexta-feira, estando o dia de sábado destinado às mangas de qualificação. Os 25 pilotos que obtiverem os melhores tempos passarão à grande final de domingo.

18 setembro 2008

Muitos problemas para Martine Pereira em Braga

Decididamente, Martine Pereira não tem sorte nenhuma com o seu Renault Clio RS 2000. Disposto a efectuar uma boa prova, que lhe permitisse somar preciosos pontos para ainda tentar chegar aos lugares do pódio na Categoria3, uma série de problemas não permitiram que o piloto de Vila Nova de Famalicão fizesse melhor, naquela que foi a segunda visita do Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC ao Circuito Vasco Sameiro, em Braga.

Segundo Martine Pereira, os problemas começaram logo na 1ª corrida, tal como explica: "Francamente não sei, mas uma vez mais o motor não está a 100%, pois a partir duma certa altura começou a perder potência, e eu com receio que pudesse partir, pois aqueceu de forma anormal, preferi parar".
No intervalo entre as duas corridas, Martine Pereira viu a sua equipa de assistência desdobrar-se em esforços para recuperar o Renault para a corrda da tarde, o que em parte foi conseguído, contudo novo problema atormentou a prestação do famalicense. "Desta vez foi a direcção que abriu, e tive de vir às boxes para arranjar, perdendo muito tempo, por isso acabei a corrida na 12ª e penúltima posição".

Espera-se melhor sorte para Martine Pereira na próxima jornada do PTCC, a 4 e 5 de Outubro, no Autódromo do Estoril.

Ralis de regresso ao continente. Novidades são muitas, mas os inscritos continuam a ser poucos!

O Campeonato de Portugal de Ralis tem na Marinha Grande e em Pedrógão Grande uma jornada decisiva, marcando igualmente o regresso ao continente, depois de duas provas insulares.

O Rali Centro de Portugal, organizado pelo Clube Autómovel da Marinha Grande, apresenta um figurino novo, desde logo com os troços nocturnos de 6ª feira a ser um excelente "ingrediente", que promete captar a atenção dos adeptos, bem como dos pilotos, por certo já com uma certa nostalgia dos velhos tempos, em que os troços feitos à noite eram muito habituais. Ainda assim, "nem tudo são rosas", pois as listas de inscritos do CPR continuam a nivelar por baixo, em quantidade, sendo desta feita apenas 24 os concorrentes inscritos, dos quais 7 estão inseridos no Challenge Citroën C2, colocando uma vez mais o "dedo na ferida" e é mais uma aviso que algo tem que mudar, sendo a FPAK a primeira a ter obrigações e responsabiliades para fazê-lo.
O CAMG optou também por diminuir à quilometragem das provas especiais de classificação e ainda uma nova super especial, deixando Leiria e passando a ser na Marinha Grande, disputando-se duas vezes, na 6ª feira. Para além disso, as classificativas do Pinhal de Leiria também são diferentes dos anos anteriores, passando a ser idênticas às disputadas pelo Open de Ralis, a quando do Rali Vidreiro, à excepcção de Campos do Lis, que o Rali Centro de Portugal não disputa. Ao todo, são 127 km cronometrados que terá este rali, enquadrando-se mais na realidade nacional, após abdicar do estatuto internacional que possuia. A organização inovou também na longa ligação que este rali tem entre a Marinha Grande e Pedrógão, permitindo aos pilotos levarem a sua viatura de prova num reboque ou conduzida por um membro da equipa, desde que, obviamente, não sofra qualquer intervenção mecânica.
Desportivamente, Bruno Magalhães (Peugeot 207 S2000) é o grande favorito, podendo inclusivé decidir já a questão do título, bastando-lhe vencer o rali ou então terminar na frente do seu principal adversário, José Pedro Fontes. O piloto do Fiat Punto S2000 está motivado, por certo, ainda se lembra da boa prestação que obteve na edição passada deste rali, bem como quererá ir em busca da tão ambicionada vitória que nunca conseguiu obter. Mais atrás, mas bem atento a esta luta, deverá estar Vítor Pascoal, também em Peugeot 207 S2000, agora que está mais ambientado ao carro nos pisos de asfalto. O grande entusiasmo e simultaneamente incógnita deste rali será Mex Machado dos Santos, que faz regressar aos ralis os carros de tracção traseira, em concreto, um Porsche 911 GT3. O piloto quererá por certo adaptar-se a este novo estilo de condução, mas o resultado final pode ser surpreendentemente positivo, dadas as características do Porsche.
No Grupo N, Adruzilo Lopes e o famalicense José Janela, em Subaru Impreza WRX, querem manter a liderança do agrupamento, obtendo o maior número de pontos possíveis, num rali em que o piloto já triunfou por cinco vezes, mostrando que está em perfeita sintonia com estes troços. A concorrência virá principalmente de Fernando Peres e do seu Mitsubishi Lancer IX, que não tem sido muito feliz na presente temporada, mas quer apresentar-se na máxima força, colocando o pódio absoluto como uma meta atingir. Também aqui e com ambições de alcançar um bom resultado no agrupamento está a dupla de Famalicão, Ricardo Costa e Nuno Almeida, em Mitsubishi Lancer VIII. Após alguns azares na fase inicial do campeonato, a fase de asfalto é encarada com o intuito de ir em busca de pontos que minimizem os prejuízos e que assim permitam obter uma boa classificação, em termos de campeonato, no final do ano.
Também presente estará Vasco Ferreira, navegador famalicense, que acompanhará Carlos Matos, num Renault Clio S1600, sendo eles sérios candidatos aos lugares cimeiros entre os participantes com carros de duas rodas motrizes, sabendo de antemão que a concorrência não lhes dará tréguas. Pedro Leal, em Fiat Stilo Multijet e Barros Leite, a estrear o novo Seat Leon TDi serão os homens a bater nesta categoria.
Fique a saber os números dos famalicenses:
6 - Adruzilo Lopes/José Janela (Subaru Impreza WRX)
10 - Ricardo Costa/Nuno Almeida (Mitsubishi Lancer VIII)
14 - Carlos Matos/Vasco Ferreira (Renault Clio S1600)

Informações:

16 setembro 2008

Desilusão para Luís Campos

O Rali de Murça teve lugar no passado fim-de-semana, mas infelizmente não correu da melhor maneira para a dupla Luís Campos e Fábio Vasques que viu hipotecadas bem cedo todas as hipóteses de conseguir disputar o Rali.

Ainda na primeira ligação do dia, antes da primeira prova especial de qualificação, o famalicense viu o motor do seu Marbella ceder sem qualquer explicação aparente: "simplesmente não percebo, testamos o carro antes do rali, todo o motor foi reparado, mas no dia da prova o carro simplesmente não quis colaborar. Foi uma desilusão muito grande".
A dupla encontrava-se bastante confiante para este Rali, afirmando que se encontravam muito bem preparados para o mesmo: "sabíamos que tínhamos hipóteses de fazer uma boa prova, estávamos confiantes, mas infelizmente isso não chega, tínhamos testado o carro e preparado o mesmo da melhor maneira que conseguimos. Vamos aprender com isto e tentar melhorar da próxima vez, pois isto não pode voltar a acontecer, não é bom para nós, é muito desmotivador, e também não é bom para os patrocinadores", explicou Fábio Vasques.

Com mais uma prova sem pontuar, a dupla vê-se agora forçada a preparar da melhor maneira possível os ralis que ainda faltam disputar para o Troféu Fastbravo, sendo eles o Rali de Loulé, Rali de Penafiel e Rali de Gondomar. A equipa equaciona a realização de duas provas complementares, sendo elas a Super Especial de V. N. Famalicão e o Rali de Amarante. "A Super Especial de Famalição, pois é sempre um prazer correr em casa, junto do público que nos conhece e apoia, juntamente com o factor importante do retorno para os patrocinadores, pois muitos são exactamente desta mesma cidade e sem eles o projecto não era viável, aos quais temos muito a agradecer. O Rali de Amarente, é também uma hipótese, pois é em terra e como não conseguimos rodar nada, vamos tentar fazê-lo para ganhar o máximo de competitividade possível neste tipo de piso, o que certamente se vai mostrar crucial para as últimas três provas do nosso campeonato", referiu Luís Campos.

A dupla do bólide verde não se vai deixar certamente desanimar com mais este infortúnio acontecimento, e promete dar mais de si nas próximas provas, deixando uma palavra de agradecimento a todos os que os tem apoiam.

Braga 2: Team Famalicão e Cristina Silva com bons resultados

Para além do Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC, apenas o Challenge Desafio Único acolheu pilotos de Famalicão e todos eles se apresentaram em bom nível, obtendo bons resultados naquela que é a competição mais numerosa do plantel da velocidade nacional.

Nas hostes do Fiat Uno com o número 16 nas portas, José Janela e Manuel Seabra, correndo com as cores do Team Famalicão obtiveram um excelente 13º lugar final, no conjunto das duas mangas. Partindo do 22º lugar da grelha de partida, José Janela realizou uma corrida muito regular e calculista, subindo gradualmente de posições, até ao 10º lugar final, lugar esse que marcaria o lugar em que o seu colega de equipa, Manuel Seabra iria ocupar à partida para a 2ª manga. De referir que no Challenge Desafio Único, a grelha de partida da 2ª corrida é definida pela inversão dos 20 primeiros classificados da corrida anterior, logo para o Team Famalicão, o 10º lugar era o lugar ideal.

Logo na fase inicial, Manuel Seabra sofre um toque na traseira que faz com que desequilibrasse o Fiat Uno, caíndo para 19º lugar. A partir daí, o piloto encetou uma boa recuperação, tirando partido também das várias entradas do Safety Car, cortando a meta no 13º lugar, lugar esse que obteriam na soma das corridas, dando um pulo importante em termos de campeonato.

Também presente, inserida como habitualmente no Team Beta, esteve a piloto Cristina Silva, desta feita acompanhada por Pilar Lima, em substituição de Lígia Albuquerque. Sempre com muita garra, o objectivo de vencer a categoria feminina não foi conseguído, porém o 2º lugar serve na perfeição à famalicense. Com uma prestação muito consistente, a regularidade foi notória, alcançando um 19º e um 22º lugar, o que se traduziu no 17º lugar final.

Na tabela geral, Nuno Duarte/Adruzilo Lopes (na foto) venceram a 1ª manga, enquanto que João Cabaça/Rui Alves foram os mais rápidos na 2ª, porém o somatório de ambas deu a vitória a Filipe Matias/Tiago Ribeiro. Fica a curiosidade de este troféu ter a presença de vários pilotos já com títulos obtidos, nomeadamente Adruzilo Lopes (Ralis), Luís Oliveira (Clássicos), Rosário Sottomayor (Velocidade

Classificação Final
1º Filipe Matias/Tiago Ribeiro, 28 voltas, em 53m38,963s
2º Nuno Duarte/Adruzilo Lopes, a 1,558s
3º Jorge Meireles/Vítor Ramos, a 15,389s
4º Mário Borges/Luís Carneiro, a 19,702s
5º José Ferreira/Pedro Amaral, a 22,689s
6º Hilário Lopes/Luís Oliveira, a 23,039s
7º Ana Sampaio/Rosário Sottomayor, a 30,374s
8º João Cabaça/Rui Alves, a 33,439s
9º Gonçalo Inácio/Duarte Aguiar, a 58,757s
10º Mário Nogueira/José Durão, a 58,864s
(...)
13º José Janela/Manuel Seabra, a 1m02,082s
(...)
17º Cristina Silva/Pilar Lima, a 1m19,955s

15 setembro 2008

Mauro Marques é campeão nacional de karting!

Mauro Marques sagrou-se no passado fim de semana em Palmela, o novo Campeão Nacional de Karting na categoria KF2/ICA. O piloto da PTM Racing que à entrada para esta última jornada do campeonato tinha nove pontos de vantagem sobre o segundo classificado limitou-se a gerir os acontecimentos para conseguir o seu objectivo.
Num circuito bastante técnico onde os pontos de ultrapassagem são escassos e muito precisos, Mauro Marques entrou com o pé direito dado que na sessão de treinos livres realizados na quinta e sexta feira foi sempre o piloto mais rápido. No primeiro dia oficial da prova, o jovem de Famalicão arrecadou a pole-position nos treinos cronometrados arrecadando também o record da pista. "O material estava muito bom e a minha equipa dedicou-se a 100% em conjunto conseguir-nos o nosso objectivo, nos treinos cronometrados consegui o melhor tempo e ainda somei o record da pista, e, isso deu-me outra confiança para o resto da corrida", disse Mauro Marques.
Ainda no dia de Sábado, o piloto famalicense realizou a manga de qualificação e ao largar da primeira linha da grelha de partida, Mauro cometeu um pequeno erro no arranque, como explicou: "não dei a gasolina suficiente e o karting demorou a desenvolver e isso fez com que caísse alguns lugares, foi um erro que me deixou algo confuso e que no fez repensar a estratégia de corrida", o que se traduziu na sétima posição.
Já no Domingo, as coisas inverteram-se e na segunda corrida, o piloto da PTM Racing reagiu da melhor forma, terminando a prova na terceira posição. Na grande final, Mauro Marques precisava de terminar em sétimo, posição essa que ocupava à partida. Contudo, no final da recta da meta, o famalicense recebe um toque e cai para a cauda do pelotão, vindo ao de cima o espírito de vencedor a que este jovem já nos habituou fez com que recuperasse vários lugares terminando a prova no quinto lugar e desta forma conquistar o primeiro titulo da sua carreira. "Estou muito satisfeito a jornada correu-nos bem apesar daquele pequeno incidente na primeira corrida, mesmo assim sabia que tinha margem e psicologicamente esse erro nem sequer afectou o nosso desempenho" dizia no final o novo Campeão Nacional de Karting que adiantou ainda "acho que fui um justo vencedor dado o trabalho que desempenhei ao longo do ano, penso também que fui o piloto mais regular do pelotão".
No final, Mauro Marques agradeceu todo o apoio prestado pelos patrocinadores, assim como por toda a equipa deixando um agradecimento especial "ao meu pai e ao meu irmão que foram desde a primeira hora os meus principais apoiantes", concluiu o piloto que espera repetir o feito já na Taça de Portugal em Karting.
O Famalicão Motor endereça as maiores felicidades ao Mauro Marques por este feito fantástico, sendo um dos pilotos famalicenses com maior margem de progressão e a quem o futuro certamente trará boas perspectivas de uma carreira de sucesso. Parabéns Mauro!

Expectativas de João Ruivo superadas com um pódio

Nada melhor que um bom resultado para apagar uma má recordação e foi isso mesmo que o Team Crédito Agrícola/Avetel, com a dupla João Ruivo e Alberto Silva, conseguiu no Rali de Murça. O terceiro lugar em termos absolutos e a posição de vencedor nos carros de duas rodas motrizes veio demonstrar que a dupla famalicense já esqueceu o acidente do Rali de Vila Verde e está de novo no ritmo que nos habitou ao longo da época.
Depois de um trabalho complicado de recuperação do Fiat Stilo Multijet por parte de toda a equipa, onde do carro que correu em Vila Verde restou muito pouco, esta prova nos pisos de terra da localidade transmontana era a primeira prova de fogo, onde João Ruivo e Alberto Silva não desiludiram, antes pelo contrário: "Estamos todos muito satisfeitos por ter conseguido este resultado, pois batermo-nos com os dois pilotos que ficaram à nossa frente é complicado, pois têm carros de quatro rodas motrizes", começou por adiantar João Ruivo, prosseguindo: "Viemos para cá com alguma expectativa, pois o Rali de Vila Verde deixou marcas e pretendíamos saber até que ponto elas estavam ultrapassadas. Entrámos com cautelas e fomos sentido confiança que nos permitiu aumentar o ritmo de classificativa para classificativa", explicou ainda.
Terminando a primeira secção na quarta posição, na segunda conseguiram chegar a terceiro e por lá ficaram até final: "A intenção até era alinhar nesta prova em ritmo de teste, mas no final o resultado foi acima das expectativas. Não quero terminar sem agradecer a toda a equipa que acreditou em nós colocando este carro no estado que está, ou seja, melhor do que estava".
O Team Crédito Agrícola/Avetel volta agora à acção no Rali de Loulé, agendado para o dia 19 de Outubro, sendo que até lá terá ainda a possibilidade de se mostrar perante o público, bem perto de casa, na Super Especial de Famalicão, já no próximo fim de semana.

E quase tudo César levou... Barros e Martine não foram muito felizes

No regresso da Velocidade ao traçado de Braga, César Campaniço dominou a belo prazer, cortando a meta em primeiro nas duas corridas, porém uma penalização imposta na primeira, fez com que o seu domínio não parecesse tão evidente.
Assim, na partida lançada para a 1ª manga, César Campaniço foi quem melhor reagiu ao verde, apesar de alguma contestação de Patrick Cunha em relação ao momento em que o piloto do BMW acelerou. Depois de ter liderado da primeira à última volta, o Colégio de Comissários Desportivos considerou que o lisboeta se tinha adiantado ao detentor da "pole position" na partida lançada, atribuindo-lhe uma penalização de 25 segundos. Relegado para o sétimo lugar, César Campaniço admitiu que "talvez até estivesse alguns centímetros adiantado, mas de certeza porque o Patrick Cunha travou, daí que ache injusta a penalização". Em função disso mesmo, o jovem do BMW 320si apelou da decisão, pelo que a classificação encontra-se suspensa... Patrick Cunha também se manteve na 2ª posição ao longo de toda a corrida, considerando justa a vitória que lhe foi atribuída posteriormente, sendo a 2ª da época para o piloto da Campicarn.
Francisco Carvalho subiu ao 2º lugar, ele que teve uma animada luta travada com Patrick Cunha e que durou ao longo de toda a prova, mas com Carvalho a nunca se conseguir superiorizar. Logo atrás e também autores de uma prova animada, terminaram João Figueiredo, José Monroy e Jorge Areal, que estreava a sua nova máquina, um Seat Leon Supercopa. O famalicense Luís Barros (Alfa Romeo 156) teve uma prestação discreta, terminando em 8º lugar, posição que lhe dava direito a sair da 1ª posição na corrida da tarde.
Na Categoria 3, uma vez mais a vitória foi para Vasco Campos, a sétima da temporada, ele que fica cada vez mais perto de garantir o título. Menos feliz, esteve o piloto de Famalicão, Martine Pereira (Renault Clio RS 2000), que foi obrigado a abandonar nas voltas iniciais.
Classificação 1ª Corrida
1º Patrick Cunha (Seat Leon SuperCopa), 17 voltas, em 24m18,948s
2º Francisco Carvalho (Seat Leon SuperCopa), a 1,070s
3º João Figueiredo (Peugeot 407 S2000), a 7,635s -- 1º Categoria 1
4º José Monroy (Seat Leon SuperCopa), a 7,871s
5º Jorge Areal (Seat Leon SuperCopa), a 8,230s
6º António João Silva (Seat Leon SuperCopa), a 9,068s
7º César Campaniço (BMW 320si), a 20,597s
8º Luís Barros (Alfa Romeo 156 S2000), a 41,844s
9º Vasco Campos (Alfa Romeo 147 S2000), a 1m05,124s -- 1º Categoria 3
10º Rui Alves (Renault Clio RS 2000), a 1m14,580s
Com Luís Barros a partilhar a primeira linha com o penalizado César Campaniço, a agora partida parada favoreceu o piloto do BMW e prejudicou o famalicense, que caiu vários lugares numa só volta, hipotecando desde logo um bom resultado. De resto, a corrida foi bastante monótona, quase uma repetição do que havia acontecido de manhã, com Patrick Cunha e Francisco Carvalho a colocarem os Seat Leon logo atrás de César Campaniço, embora beneficiando de uma saída de António João Silva, logo na fase inicial.
José Monroy rodou perto dos lugares do pódio, evitando as lutas e os toques, optando por uma corrida cautelosa e a pensar nas contas do campeonato, onde ainda pode ter uma palavra a dizer. Desta feita, João Figueiredo não conseguiu melhor do que o 5º lugar, novamente na frente de Jorge Areal.
Luís Barros não teve uma prova fácil, apesar de largar na frente. Após o atraso inicial, alguns problemas mecânicos no Alfa Romeo atormentaram a prova do famalicense, que terminou na cauda dos dez primeiros classificados.
Desta feita, a Categoria 3 teve um pouco mais de animação, com várias ultrapassagens entre Vasco Campos e Rui Alves, seu colega de equipa. Campos voltou a vencer e ficou a somente 2 pontos de se sagrar virtual campeão. Nesta categoria, Martine Pereira chegou ao final na 4ª posição, ainda que bem longe dos lugares do pódio.
Classificação 2ª Corrida
1º César Campaniço (BMW 320si), 17 voltas, em 24m25,477s
2º Patrick Cunha (Seat Leon SuperCopa), a 2,448s - 1º Categoria 2
3º Francisco Carvalho (Seat Leon SuperCopa), a 3,040s
4º José Monroy (Seat Leon SuperCopa), a 3,686s
5º João Figueiredo (Peugeot 407 S2000), a 15,190s
6º Jorge Areal (Seat Leon SuperCopa), a 15,509s
7º António João Silva (Seat Leon SuperCopa), a 16,044s
8º Vasco Campos (Alfa Romeo 147), a 1m12,264s - 1º Categoria 3
9º Rui Alves (Renault Clio RS 2000), a 1m13,897s
10º Luís Barros (Alfa Romeo 156 S2000), a 1m38,134s
12º Martine Pereira (Renault Clio RS 2000), a 2v
As classificações do campeonato estão suspensas, em virtude da penalização de César Campaniço. O Circuito do Estoril acolhe a próxima prova do Campeonato de Portugal de Circuitos, nos dias 4 e 5 de Outubro.

Pax Rally: Golpe de teatro dá a vitória a Peterhansel!

O último dia do Euromilhões Pax Rally foi de emoções, confusões e decisões, e quando já nem o próprio acreditava, eis que Stéphane Peterhansel é declarado vencedor.
À partida, a diferença entre Carlos Sainz e Peterhansel cifrava-se em 31 segundos, prevendo-se uma luta muito acesa entre os dois pela vitória, porém foi um incêndio a baralhar as contas entre os dois. Assim que os primeiros carros chegaram ao CP1, foram imediatamente neutralizados, enquanto outros ainda o foram na partida, devido ao tal incêndio que lavrava nas imediações da especial. A organização decidiu então anular a parte inicial da etapa, passando então a ter 38 km apenas, a partir do CP1. Carlos Sainz foi o principal prejudicado pois até aí já tinha ganho mais alguns segundos ao seu adversário, mas foi num momento de desconcentração do espanhol que o rali ficou decidido, com Sainz a não conseguir evitar um capotanço no seu VW Race Touareg. No final, foram apenas 16 segundos que separaram os dois primeiros classificados, com vantagem para Stéphane Peterhansel, ele que se mostrou muito regular ao longo da toda a prova, deixando para os últimos dias o verdadeiro ataque, uma táctica que deu os resultados esperados.
Na especial do dia, pela primeira vez a BMW conseguiu vencer, com Nasser Al Attiyah a ser o mais rápido na frente de Giniel de Villiers e de Luc Alphand. O vencedor do Pax Rally, Stéphane Peterhansel, não foi além do 6º lugar, na frente do melhor português da etapa, Ricardo Leal dos Santos (BMW X5), naquela que foi a única etapa que Filipe Campos não triunfou entre a armada lusitana. Carlos Sainz ficou logo atrás a cerca de 2 minutos do homem mais rápido do dia, At Attiyah.
Num dia em que tudo se poderia perder e pouco ou nada a ganhar, a Padock Competições teve um dia calmo, com os famalicenses Adélio Machado e Filipe Martins a alcançarem o 25º e 32º tempo, respectivamente. E se Filipe Martins manteve a classificação geral, o responsável da equipa famalicense subiu até ao 21º lugar, numa prestação muito boa de todos os pilotos que integraram a estrutura. Alejandro Martins/José Marques foram os melhores entre a Padock Competições, alcançando o 18º lugar, ao passo que a outra dupla que atingiu o final, Francisco Pita/Humberto Gonçalves, foram os 31ºs, entre os 39 que terminaram a prova.
Nas motos, Ruben Faria foi o vencedor, com pouco mais de 6 minutos de vantagem sobre Cyril Despres e com quase 8 sobre Marc Coma. Hélder Rodrigues e Paulo Gonçalves completaram a excelente prestação lusa entre as motos, fechando o lote dos cinco primeiros.
Classificação Final
1º Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Pajero Evo) - 10h54m14s
2º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg 2) - a 16s
3º Luc Alphand/Gilles Picard (Mitsubishi Pajero Evo) - a 1m21s
4º Giniel de Villiers/Dirk von Zitzewitz (VW Race Touareg 2) - a 2m42s
5º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3) - a 5m41s
6º Joan Roma/Lucas Cruz (Mitsubishi Pajero Evo) - a 12m00s
7º Filipe Campos/Jaime Baptista (BMW X3), a 20m14s
8º Guerlain Chicherit/Matthieu Baumel (BMW X3) - a 1h00m13s
9º Miroslav Zapletal/Tomas Ouredniucek (Mitsubishi Pajero )- a 1h01m51s
10º Maurizio Traglio/Fabien Lurquin (Nissan Pathfinder) - a 1h40m04s
20º Céu Pires de Lima/Filipe Martins (Toyota Land Cruiser) - a 3h13m12s
21º Adélio Machado/Paulo Torres (Toyota Land Cruiser) - a 3h18m08s

Na terra, Peres é rei e senhor! João Ruivo vence e convence nas 2 rodas motrizes

Pedro Peres/Tiago Ferreira, em Ford Escort RS Cosworth, são efectivamente os homens a bater nos ralis de terra do Open de Ralis e em Murça deram um passo importante rumo à revalidação do título conquistado em 2008.
Dominando a seu belo prazer durante a parte de manhã, Peres é um vencedor incontestável do rali, onde apenas Luís Mota/Ricardo Domingos (Mitsubishi Lancer IV) foram adversários capazes de incomodar na luta pela vitória. Porém, o 2º troço marca a decisão do rali, e é Pedro Peres quem tira vantagem e Mota quem mais sai prejudicado. Tudo se passa quando Manuel Coutinho, 3º na estrada, bate numa pedra e o seu Peugeot 206 fica imobilizado no meio da estrada. Até aí, só tinham passado Jorge Santos e Pedro Peres, com este a fazer um tempo "canhão", sendo 36 segundos mais rápidos do que o homem do Citroën Saxo Kit Car. A organização decide atribuir a todos os concorrentes que não fizeram o troço, o tempo de Santos, ou seja, Luis Mota perde as esperanças de poder lutar "taco a taco" com Peres até ao final do rali, se bem que seria dificil Mota melhorar a sua prestação.
No final das primeiras passagens, já Pedro Peres tinha um pé no lugar mais alto do pódio, com Luís Mota a ter uma desvantagem de 45 segundos. Octávio Nogueira/Nuno Gomes (Citroën Saxo Kit Car) eram os líderes das 2 rodas motrizes, após uma 1ª Secção muito rápida, mostrando que longe iam os tempos dos constantes abandonos. A dupla famalicense João Ruivo/Alberto Silva (Fiat Stilo Multijet) entraram rápidos, mas com cautelas, por certo ainda estaria na memória o acidente de Vila Verde. Assim, eram os 4ºs classificados, com Jorge Santos/Vítor Hugo logo atrás. Aliás, a diferença entre 3º e 5º era pouco maior a 1 segundo, um hábito entre estes 3 pilotos.
Com Pedro Peres em ritmo de gestão, que mesmo assim é bem rápido, o homem da tarde bem pode ser João Ruivo. O famalicense entrou verdadeiramente ao ataque e mostrou a garra a que habituou os adeptos dos ralis. Logo na 2ª passagem pelo 1º troço, Ruivo ganha 6 segundos a Octávio e 12 a Jorge Santos, sendo esta a tónica ao longo da tarde. Na penúltima classificativa, Luís Mota vê o amortecedor traseiro esquerdo ceder e se a vitória já ia longe, o 2º lugar poderia também escapar-lhe das mãos nos últimos quilómetros. João Ruivo bem tentou, vencendo inclusivé o último troço, mas apenas conseguiu recuperar 18 segundos em relação ao homem do Mitsubishi, ficando a faltar mais 14 para destroná-lo do 2º lugar. Para o famalicense, o resultado é excelente e motivador, depois do acidente que sofreu no último rali. "Na primeira especial tivemos alguns receios, o que é normal, mas quando percebemos que estávamos num ritmo bom, ficamos ainda com mais confiança. Depois… foi sempre a fundo até ao fim e é o resultado dificilmente poderia ser melhor", confidenciou João Ruivo, que subiu até ao 3º lugar do campeonato.
Logo atrás, classificou-se o líder do campeonato, Jorge Santos que não se adaptou à dureza dos troços transmontanos, nem à exigência física que os ralis de terra obrigam. Santos beneficiou ainda de uma ligeira saída, no último troço, de Octávio Nogueira, alcançando um 4º lugar, que não deixa de ser um bom resultado, mas diminui a margem que tinha no campeonato relativamente a Pedro Peres.
Nos Clássicos, Joaquim Santos foi o mais rápido, levando o mítico Ford Escort RS novamente à vitória, onde a concorrência nunca ameaçou o antigo campeão nacional de ralis. José Sousa e Aníbal Rolo, ambos em Renault 5 Turbo, completaram os lugares do pódio. De salientar, a ausência de alguns nomes habituais, nomeadamente, a dupla de Famalicão, Frederico Ferreira/Octávio Araújo, que poderão ter ficado mais longe do título.
Os pequenos Seat Marbella do Troféu Fastbravo sofreram a bom sofrer, pois eram os últimos a passar nas classificativas, sendo que as segundas passagens foram verdadeiras odisseias. O famalicense Luís Campos, acompanhado por Fábio Vasques, nem logrou atingir o início da primeira especial, abandonando com problemas de aquecimento. "Quando testamos, não tivemos problemas e pensei que este problema estava resolvido. Pelos vistos, não estava e terminar assim é desolador", afirmou o piloto. Na parte da tarde, ainda retomou a prova como carro de segurança com o intuito de testar, mas o carro voltou a debelar os mesmos problemas e Campos teve assim um fim de semana para esquecer. A vitória sorriu a Pedro Barros Leite/Carlos Ruivo que deixaram bem longe os 2ºs classificados, Fábio Ribeiro/Saúl Campanário, vencedores entre o Júnior.
Classificação Final
1º Pedro Peres/Tiago Ferreira (Ford Escort Cosworth) - 42m22,9s
2º Luís Mota/Ricardo Domingos (Mitsubishi Lancer IV) - a 52,9s
3º João Ruivo/Alberto Silva (Fiat Stilo Multijet) - a 1m06,9s -- 1º Categoria 1
4º Jorge Santos/Vítor Hugo (Citroën Saxo Kit Car) - a 1m48,1s
5º Octávio Nogueira/Nuno Gomes (Citroën Saxo Kit-Car) - a 1m55,3s
6º Joaquim Santos/Eduardo Gomes (Ford Escort RS) - a 2m59,1s -- 1º Clássicos
7º Paulo Correia/Joaquim Alvarinhas (Peugeot 106) - a 3m42,7s
8º Pedro Lança/Ricardo Batista (Citroen Saxo) - a 3m48,2s
9º Filipe Leite/Daniel Ribeiro (Renault Clio Williams) - a 4m20,6s
10º Frederico Craveiro/Pedro Fernandes (Ford Focus) - a 4m27,4s
Classificação Open Ralis
1º Jorge Santos (128 pts)
2º Pedro Peres (127 pts)
3º João Ruivo (84 pts)
4º Luís Mota (79 pts)
5º Aníbal Rolo (74 pts)
O Open de Ralis tem a sua próxima prova a 18 e 19 de Outubro, o Rali de Loulé, enquanto os Clássicos passam a acompanhar o Campeonato de Portugal de Ralis, no Rali de Mortágua, a 24 e 25 de Outubro.