06 novembro 2008

E o campeão encontrar-se-á no Algarve

De todos os campeonatos de automobilismo instituídos no país, o PTCC-Campeonato de Portugal de Circuitos é o único que chega à derradeira prova do calendário com cinco pilotos em luta directa pelo título absoluto. E que melhor palco para a atribuição do ceptro, se não o novo Autódromo Internacional do Algarve?
Afinal, a pista promete ser aliada dos mais talentosos, com o traçado extremamente técnico a constituir um autêntico desafio para pilotos, mas também técnicos, ou não se tratasse da primeira vez que uma competição automóvel visita o complexo. Motivos mais do que suficientes para que a jornada do próximo fim-de-semana seja encarada com enorme expectativa.
Com seis vitórias nas 14 corridas já disputadas, César Campaniço chega ao Algarve na liderança do campeonato, com 14 pontos de vantagem em relação ao segundo classificado. Uma diferença relativamente confortável, mas com o piloto do BMW 320 a não poder correr o risco de ficar em "branco" em nenhuma das duas corridas, sob risco de ser destronado da liderança. Mas quanto aos que ainda têm legítimas aspirações de destronarem Campaniço da liderança e com isso chegarem ao ceptro, eles são: Francisco Carvalho, o sempre combativo piloto que, esta época, já venceu duas corridas; o jovem João Figueiredo que tem sido um dos grandes animadores da temporada; bem como José Monroy e Patrick Cunha, que apesar de terem hipóteses meramente matemáticas, não devem ser descurados nas contas do campeonato, apesar de já terem vencido esta época.
Das três categorias em que se divide o Campeonato, as duas mais competitivas estão longe de ter as "contas" terminadas, o que dará outro ânimo à jornada algarvia. Na Categoria 1, tudo se vai decidir entre João Figueiredo e César Campaniço, enquanto na Categoria 2 (um feudo dos SEAT Leon Supercopa), apenas dois pontos separam Francisco Carvalho e José Monroy, os dois primeiros, mas Patrick Cunha e António João Silva ainda têm aspirações.
Mas outros nomes há que mesmo não estando envolvidos na luta pelo título prometem animar a jornada do próximo fim-de-semana. São os casos de Vasco Campos (a estrear o Alfa Romeo 156 ex-Luís Barros - ausente no Algarve), o jovem Nuno Torres (Ford Focus ST-170), Jorge Areal, bem como o regressado Vítor Souto e Duarte Félix da Costa, todos em Seat Leon Supercopa.
Uma referência, ainda, para a Categoria 3 (a reservada às viaturas menos competitivas) que apesar já ter consagrado Vasco Campos como virtual campeão, promete animar a pista algarvia, tendo como protagonistas Rui Alves e Gonçalo Manahu (os candidatos ao "vice"), para além dos pilotos famalicenses Martine Pereira, novamente ao volante do Alfa Romeo 147 e do regressado Nuno Pina, como habitualmente ao volante do Renault Clio RS 2000.
Programa PTCC
Sexta-feira, 7 de Novembro
09h30 – 09h45 Treino de adaptação
14h45 – 15h10 Treino Livre 1
Sábado, 8 de Novembro
08h50 – 09h10 Treino Livre 2
12h50 – 13h10 Qualificação Cat. 3 e 4
13h15 – 13h35 Qualificação Cat. 1 e 2
Domingo, 9 de Novembro
11h45 – 12h20 Corrida 1 / 11 voltas
16h00 – 16h35 Corrida 2 / 11 voltas
As corridas do Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC terão transmissão televisiva, na RTP 2.

04 novembro 2008

E os problemas continuaram em Loulé... Luís Campos já pensa em 2009

O azar bateu novamente à porta de Luís Campos e Fábio Vasques, desta feita no Rali de Loulé, a última prova do Campeonato Open de Ralis, prova esse em que uma transmissão do pequeno Marbella cedeu, numa altura em que rodavam num confortável 3º lugar do Troféu Fastbravo.

Depois de ter efectuado a Super Especial de Sábado com muitos cuidados, pois o piso estava muito escorregadios e os pneus de terra que utilizou podiam deitar tudo a perder ao mínimo deslize, Luís Campos chegou a rodar nos lugares cimeiros do Troféu Fastbravo nas primeiras classificativas que compunham o dia de Domingo. Porém, antes mesmo das passagens matinais terminarem, a dupla viu uma transmissão partir, terminando aí a prova de Luís Campos/Fábio Vasques. "Sabiamos que não íamos andar no nosso ritmo mais forte pois queríamos mesmo tentar acabar o Rali, mas o carro também nunca esteve ao melhor nível. Começamos a aumentar o ritmo de prova à medida que os quilómetros passavam e sabíamos que se chegássemos ao fim um bom resultado seria possível. Mas todas essas hipóteses foram deitadas a perder quando numa subida bastante acentuada sentimos o carro a perder tracção, até que simplesmente deixou de andar, não queríamos acreditar no que nos estava novamente a acontecer", referia o piloto no final.
Com mais este abandono, as contas no Troféu estão definitivamente arrumadas para a jovem dupla, pois numa altura em que ainda faltam realizar duas provas. "A nossa participação nas mesmas vai ainda ser ponderada, já que pouco temos a ganhar com as mesmas e depois desta serie de azares que nos têm acontecido, a motivação não é muita. Talvez seja tempo de começar a pensar na próxima época, para que possamos regressar ao nosso melhor nível e com todas as condições para lutar prova a prova pela vitória, pois é esse o nosso principal objectivo e sabemos que com as condições ideais isso seria possível", concluiu o famalicense Luís Campos.
Fica então por decidir a participação de Luís Campos e Fábio Vasques na próxima prova do Troféu Fastbravo e do Open de Ralis, o Rali Sentir Penafiel, nos dias 14 e 15 de Novembro.

Vitória esteve muito perto de João Ferreira

O piloto da Padock Competições, João Ferreira participou no passado fim de semana nas Finais Nacionais Rotax, que se disputaram no Kartódromo dos Milagres em Fátima. O jovem famalicense que à entrada desta finalíssima tinha como objectivo andar no pelotão da frente da categoria Mini Max, cumpriu religiosamente, terminando na segunda posição.

Nos treinos cronometrados, João Ferreira foi quarto mas a desclassificação de um piloto com um tempo mais rápido, fez com que o piloto apoiado pela Paulo Ferreira Imobiliária subisse um lugar e partisse para a manga de qualificação na terceira posição.
Aí, o piloto de Famalicão cedo mostrou aos adversários que estaria ali para vencer e cada vez mais adaptado ao traçado de Fátima isso não era uma miragem. Após ter subido ao segundo posto, João Ferreira ainda pressiona a liderança mas percebeu que a afinação escolhida não lhe permitia "atacar" mais o líder, preferindo gerir a segunda posição até final da corrida.
Na pré final, João Ferreira parte da posição conquistada na manga anterior e após um excelente arranque, o jovem famalicense lidera a corrida durante duas voltas. Uma ligeira distracção aliada à grande pressão que o segundo classificado vinha fazendo fez com que o piloto da Padock Competições terminasse, novamente, na segunda posição.
Tudo se iria decidir na grande final, onde João Ferreira volta a largar do segundo posto, posição que manteve até final, porém há que salientar que o promissor piloto famalicense teve que puxar dos galões e ao mesmo tempo brindar o muito publico presente com bons momentos de condução controlando uma forte concorrência que o perseguia.
"Estou muito satisfeito com o meu resultado, sabia que esta pista era muito técnica, o que nos deu algum trabalho para conseguir-nos a afinação ideal" confessou João Ferreira. "A concorrência estava muito forte não esperava tanta competitividade mas penso que consegui estar no meu melhor e ao nível dos melhores", concluiu o piloto assistido pela Jorge Amaro Competições que agora entra no defeso enquanto prepara a temporada de 2009.

03 novembro 2008

Saiba as incidências do fim de semana. Sérgio Batista esteve em Portimão e António Moreira em Portalegre

Foi um fim de semana em que os pilotos de Famalicão não marcaram presença nem na jornada do Campeonato de Portugal de Montanha, em Penafiel, nem na última prova do Campeonato de Portugal de Todo Terreno, a Baja Portalegre 500. Aliás nesta prova, apenas António Moreira, da equipa JN Seat Covers/J Machado Polaris Team/Organigráfica esteve presente, na categoria Quad. Mas houve um jovem de Famalicão que entrou para a história: Sérgio Batista. O famalicense voltou a estar inserido num prova de um Campeonato do Mundo de Motociclismo, desta feita o de Superstock 600, com a particularidade de ter estado na inauguração do espectacular Autódromo do Algarve.
Começando pelo Sul do país, teve lugar a inauguração do Autódromo Internacional do Algarve, com o Campeonato Mundial de Superbikes, que contou ainda com as categorias Supersport e Superstock, esta dividida em 600cc e 1000cc. Com inúmeros atractivos, desde a presença de Michael Schumacher à demonstração de Fórmula 1, pela equipa Toro Rosso, a corrida das Superstock 600 contou com a presença de Sérgio Batista, piloto famalicense e da Padock Competições, depois de ter estado presente na prova de 250cc do Moto GP, no Estoril. O piloto de Famalicão voltou a não ser feliz - depois dos muitos azares no Estoril - e não terminou a prova, sendo desclassificado, em virtude de uma falsa partida e após ter finalizado a prova no 15º lugar.
Pedro Salvador, em Juno SSE, dominou a Rampa Sentir Penafiel e garantiu o seu 3º título nesta especialidade, após um ano algo complicado devido a alguns azares ocorridos na Serra da Estrela e em Bragança. No 2º lugar terminou Joaquim Teixeira (Radical SR3) e o experiente António Barros (BRC CM-02) encerrou os lugares do pódio, numa prova em que o principal adversário de Salvador, Paulo Ramalho viu uma saída de pista terminar com as suas ténues esperanças de chegar ao título.
Em Portalegre, as atenções estavam centradas em Stéphane Peterhansel e na estreia do Mitsubishi Racing Lancer. Naturalmente, o francês foi o grande vencedor, seguído pelo já coroado campeão nacional Filipe Campos, em BMW X3. A encerrar o pódio e a ambientar-se à sua nova viatura, também um BMW X3, terminou Miguel Barbosa. Rui Sousa venceu entre os T2 e alcançou o título internacional, na Taça Fia de Bajas, enquanto Nélson Clemente venceu o mesmo agrupamento no campeonato nacional, após uma prova bastante cautelosa e sem riscos. Falando então de António Moreira, o famalicense levou a sua Polaris até ao 6º lugar, depois de ter chegado a rodar nos lugares do pódio.

30 outubro 2008

Pilotos do Regional Norte dão ideias à FPAK

Alguns pilotos do Regional Norte e do Regional Serras do Douro levaram a cabo uma reunião para discutir alguns assuntos, nomeadamente os motivos que tem feito diminuir as listas de inscritos, bem como discutir desde já algumas medidas para o próximo ano.
Após várias ideias e opiniões, foi elaborada uma carta com alguns aspectos a serem propostos à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, no sentido de corrigir esta situação e tornar os Regionais em campeonatos à medida da imagem que os intervenientes (pilotos e navegadores) acham mais adequados.

Fica desde já a carta, na íntegra, e também o apelo a todos os pilotos e navegadores que disputam ou já disputaram este campeonato, para que apoiem a iniciativa, bastando enviar o seu nome, número da licença desportiva e ano de emissão para crrn2009@gmail.com, sendo depois estes dados reencaminhados para a FPAK, juntando aos já enviados em anexo com a carta.
"Alguns dos pilotos que habitualmente disputam os Ralis dos Regionais no Norte, quer no Campeonato Regional do Norte, quer no Troféu Regional do Douro, assim como pilotos que os disputaram em anos anteriores e que pelos mais diversos motivos o deixaram de fazer, gostariam de propor a V. Exa algumas sugestões para 2009.
Enfrentamos actualmente uma conjuntura económica que afecta directamente os ralis e mais concretamente os mais diversos participantes nos Campeonatos de Ralis em Portugal. As dificuldades normais para a participação em provas federadas acentuaram-se de tal forma que todos nós reconhecemos que é necessário tomar decisões atempadas para sustentar os ralis pelos anos vindouros.
A criação do Open de Ralis foi sem dúvida uma aposta ganha pela FPAK, sendo o modelo ideal para o panorama nacional. No entanto, tornou-se num Campeonato inacessível para a divisão mais baixa dos ralis em Portugal (os VSH), exceptuando situações conhecidas por todos, mas que representam uma minoria. Quem verdadeiramente está por dentro da realidade dos Regionais, sabe que os patrocínios são quase uma miragem. Se nos campeonatos nacionais existe dificuldade na sua angariação, nos regionais é virtualmente impossível, sendo o valor angariado uma pequena parte do montante necessário. Posto isto, e na falta dos essenciais apoios, os sacrifícios levados a cabo pelos participantes têm sido enormes e só o facto de termos este como o nosso desporto de eleição nos permite fazê-los.
Estas sugestões têm a ver principalmente com os montantes necessários para se disputarem Ralis Regionais e pela necessidade de termos ralis ao nosso alcance com a dignidade exigível, pois os concorrentes puramente regionalistas viram-se de um ano para o outro integrados num campeonato Open (5 provas) com um valor de inscrição incomportável para as suas possibilidades e, por outro lado, vemos campeões regionais que nem sabem que o podem ser, mas que para tal estão habilitados pelo simples facto de disputarem o Open.
Neste sentido, apresentamos duas soluções tendo em conta dois aspectos fundamentais, nomeadamente a redução de custos adequada à realidade dos Campeonatos Regionais e a visibilidade e dignidade dos mesmos:
1. Junção do Campeonato Regional de Ralis - Norte e do Troféu Regional de Ralis – Douro num só Campeonato, aumentando a qualidade, quantidade e competitividade deste, nos mesmos moldes do Regional Norte 2008, ou seja, com cinco provas integradas no Open e três do Regional, sendo 4 de asfalto e 4 de terra, com custos de inscrição limitados a 200 euros (com prémio de seguro incluído), sendo que nas provas em comum com o Open os concorrentes dos VSH pontuem exclusivamente no Open ou no Regional e nunca em ambos, mediante prévia inscrição na categoria correspondente. As pontuações seriam escalonadas conforme Geral, Divisão e Classe e por último, seria essencial um esforço por parte das entidades Regularizadoras e Organizadoras no que diz respeito à condigna divulgação do Campeonato Regional Norte e das provas que o integram.
2. Um único Campeonato Regional a Norte, a exemplo da solução anterior, composto apenas por 2 provas integradas no Open, num total de 8 provas (4 de terra e 4 de asfalto, tendo atenção ao seu escalonamento consoante o tipo de piso). As pontuações seriam escalonadas conforme Geral, Divisão e Classe (indiferenciadamente nas provas integradas no Open), os custos de inscrição seriam limitados a 200 euros (com prémio de seguro incluído) e as provas teriam uma quilometragem mínima obrigatória na ordem dos 40km cronometrados.
Realçamos um ponto comum nas duas sugestões apresentadas, que se prende com a necessidade de se juntarem as duas Competições de VSH disputadas a Norte. Esta sugestão irá permitir um aumento considerável nas listas de inscritos, assim como na competitividade evidenciada, tornando-o um Campeonato bastante mais aliciante a quem o pratica e ao PÚBLICO que o acompanha.
Agradecendo desde já o tempo dispensado por V.a Exa. na leitura desta carta e realçando a sua importância no sentido de evoluirmos para um maior e melhor Universo AUTOMOBILISTICO."
Este facto é deveras relevante para Famalicão, pois para além de muitos pilotos da nossa terra serem assíduos, quer no Campeonato Regional de Ralis/Norte, quer no Troféu Regional de Ralis/Serras do Douro, há ainda a questão do Rali de Famalicão estar directamente envolvido nesta situação, pois há vários anos que integra o principal campeonato regional realizado no Norte.

Portalegre não rima com Famalicenses

Aquela que é considerada pela nata do Todo Terreno como a prova raínha da modalidade em Portugal, não terá à partida qualquer concorrente de Famalicão.
A Baja BP Ultimate Portalegre 500, na sua 22ª edição, tem início marcado para amanhã, tendo todos os focos a realçar a primeira aparição oficial do Mitsubishi Lancer Di-D, que a marca japonesa irá apresentar no próximo Dakar, bem como a estreia de Miguel Barbosa ao volante de um BMW X3 CC.
Sendo uma prova FIA, a comitiva T8 é obrigada a partir na rectaguarda do pelotão e estando este agrupamento já decidido podem ter sido as razões que levaram o piloto da Padock Competições, Fernando Rito, acompanhado pelo navegador famalicense Filipe Martins a não marcar presença em Portalegre. Por falar em Padock Competições, convém referir que a equipa de Famalicão, uma das maiores estruturas privadas do nosso país, não terá nenhuma viatura a participar na Baja BP Ultimate Portalegre 500, centrando a preparação do Dakar 2009 apenas em sessões de testes.
Fica a curiosidade da Baja Portalegre já ter tido vencedores famalicenses, nomeadamente José Janela, quando navegou Joaquim Garcia, em 1995, num Renault Proto, enquanto nas Motos, Paulo Marques e Marcos Carvalho venceram a primeira edição, em 1987, sendo que o "Marquês" repetiu o feito em 1994, para além de ter sido várias vezes segundo classificado.
A Baja BP Ultimate Portalegre 500 tem início marcado para amanhã, com a realização da Super Especial, estendendo-se depois até Domingo.

28 outubro 2008

João Ferreira disputa Final Nacional no próximo fim de semana

O Kartódromo de Fátima recebe no próximo fim de semana a final nacional do Challenge Rotax 2008, prova que conta com a participação do piloto da Padock Competições, João Ferreira.
Pela primeira vez, a categoria Mini Max vai disputar uma final nacional e irá juntar em pista os pilotos que participaram nos troféus Norte, Centro/Sul e Madeira o que em termos competitivos será uma jornada onde todas as condicionantes permitem antever uma excelente prova.

O piloto famalicense, que recentemente conquistou o título no Challenge Rotax Norte na categoria Mini Max, parte para Fátima com o objectivo de vencer embora "sei que a concorrência vai ser forte, mas estou motivado para conseguir um bom resultado", comenta João Ferreira.
João Ferreira já teve um primeiro contacto com o circuito dos Milagres, ao participar na ultima jornada do Challenge Centro/Sul, e tal como demos conta, classificou-se na segunda posição final, um óptimo resultado e que antevê uma boa prestação do jovem da Padock Competições. "O Circuito de Fátima é muito técnico e os pontos de ultrapassagem não são muitos, ter o máximo de concentração e realizar um bom tempo nos cronometrados será o segredo para alcançar um bom resultado", adianta João Ferreira.
A prova tem inicio no Sábado com as verificações e treinos livres, prolongando-se até Domingo com nova sessão de treinos livres, manga de qualificação, pré final e final.

Ricardo Costa Jr. terminou o ano na 4ª posição

O piloto da Macominho, Ricardo Costa participou no passado fim de semana na quinta e última prova do troféu Convívio Escola Nacional de Karting 2008.

O jovem famalicense que à entrada desta jornada era terceiro da categoria evolução A, teve uma prova em que tudo não foram rosas para o piloto de Famalicão, Ricardo Costa até começou bem esta jornada ao conquistar o terceiro tempo nos treinos cronometrados.
Na primeira pré final, o jovem piloto da Macominho arranca da terceira posição e cedo mostrou aos adversários que estaria ali para vencer. Após ter subido ao segundo posto, Ricardo Costa recebeu um toque na traseira do seu bólide e acabou fora de pista. Uma vez que o piloto famalicense não ficou classificado na primeira corrida, partiu para a segunda na última posição e com toda a persistência que caracteriza o piloto de Famalicão, efectuou uma prova em que nunca baixou os braços, tendo terminado a segunda pré final na sexta posição.
No somatório das duas corridas anteriores, o jovem Ricardo era nono da classificação, lugar que arrancou para a grande final. Novamente mostrando toda a sua garra e vontade, Ricardo Costa teve de se aplicar e recuperou quatro posições terminando a jornada na quinta posição. "Vim para esta corrida com o objectivo de vencer e terminar o troféu no pódio, mas depois daquele toque que recebi na primeira corrida percebi que ia ser muito complicado", confessou Ricardo Costa, que assim terminou o troféu ENK 2008 na quarta posição.

27 outubro 2008

Grande disputa em Mortágua... mas venceu Bruno Magalhães. Nos Clássicos, Frederico Ferreira foi 2º

Naquele que foi considerado, quase pela generalidade, como o rali mais disputado do ano e aquele que mais interesse despertou, visível pelo grande número de aficionados que se deslocaram até Mortágua, o vencedor voltou a ser Bruno Magalhães, porém teve em José Pedro Fontes um adversário ao seu nível. Também patente ficou a idéia que o Campeonato de Portugal de Ralis pode estar numa crise de quantidade, mas a qualidade não esvaneceu e a emoção esteve presente até ao último metro.

Embora tenha liderado desde a primeira especial, Bruno Magalhães (Peugeot 207 S2000) viu o seu principal rival, José Pedro Fontes (Fiat Punto S2000) sempre muito perto, num rali em que o já coroado campeão nacional se mostrou, visivelmente, mais descontraído, contudo não deixou escapar mais uma vitória, que deu à sua equipa o campeonato de marcas, ficando para a última prova a decisão do título de navegadores. "Foi um excelente rali com uma luta muito interessante com o José Pedro Fontes, ele fez o que lhe competia que era tentar contraiar o nosso domínio e nós respondemos. Acabamos por conseguir atingir o objectivo de vencer o rali de Mortágua, naquele que foi o melhor rali do ano, espero que hajam mais ralis disputados como este", referiu Bruno Magalhães.
José Pedro Fontes mostrou que queria a vitória e jogou tudo por tudo em Mortágua em busca disso mesmo. Com um Fiat Punto S2000 a colaborar na perfeição, o nível apresentado por Fontes foi alto e, nestes dois anos inserido na Fiat Vodafonte Team, nunca a vitória tinha estado tão perto. Porém um pião no derradeiro troço fez com que a réstia de esperança que na altura se cifrava em pouco menos de 7 segundos se esfumasse, optando o piloto da Fiat por um ritmo mais cauteloso até ao final desse troço, num ritmo mais seguro que lhe permitiu alcançar preciosos pontos na luta pelo vice campeonato.
A fechar o pódio, Vítor Pascoal, em Peugeot 207 S2000, queixou-se da relação escolhida para a caixa de velocidades e só alcançou o 3º posto após o despiste de Fernando Peres e os problemas de Mex Machado dos Santos. No local certo, à hora exacta, Pascoal recebeu "de mão beijada" mais alguns pontos que ainda o deixam com expectativas para lutar com José Pedro Fontes pelo 2º lugar do campeonato, embora ao ritmo que se viu em Mortágua, seja extremamente complicado para o piloto do Peugeot.
Vencedor do Agrupamento de Produção pela segunda vez consecutiva, Pedro Meireles (Subaru Impreza WRX), mostrando que se não fossem os azares na fase da terra e poderiam ter discutido o título até final. Depois de uma manhã mais cautelosa, a parte da tarde mostrou um ritmo mais vivo, pois Adruzilo Lopes não estava longe e com um forcing no último troço, Meireles subiu ao 4º lugar final.
Adruzilo Lopes, com o famalicense José Janela, foi o 5º colocado, um resultado que encaixou na perfeição, pois com o abandono de Fernando Peres, ficou com estrada aberta para a conquista do título no Grupo N, embora com um sabor algo amargo para as hostes da ARC Sport. É que o Subaru Impreza WRX foi selado pela FPAK e vai ser sujeito a uma verificação, estando por isso a classificação suspensa. Quanto à sua prova, Adruzilo não correu grandes riscos, pois um pião logo na super especial foi tido com um aviso e o ritmo que Fernando Peres imprimiu até ao abandono era inacessível. "Acabamos por chegar ao título com a desistência do Fernando... não era assim que eu desejava ser campeão, mas os ralis tem destas coisas", disse Adruzilo Lopes, no final.
Naquela que era uma prestação muito aguardada, Mex Machado dos Santos terminou a sua primeira prova com o Porsche 997 GT3, se bem que alguns lugares abaixo daquilo que mostrou ao longo de toda a prova. A assistir de camarote à luta pela vitória, subiu ao pódio depois da desistência de Peres, mas no derradeiro troço, um problema de travões viu cair por terra as aspirações de Mex, até ao 6º lugar final.
Nas duas rodas motrizes, Pedro Leal, em Fiat Stilo Multijet foi o mais veloz, depois de uma interessante luta com Carlos Matos, navegado pelo famalicense Vasco Ferreira, no Renault Clio S1600, que baixou os braços após um furo lento na parte final do rali. Pedro Leal deu também importante passo na aproximação a Barros Leite na Taça Nacional de Ralis, ele que abandonou na fase inicial do rali, por despiste. Para Carlos Matos e Vasco Ferreira, ficou a consolação da vitória na F3, onde são lideres do campeonato.
Quanto aos restantes famalicenses presentes em Mortágua, palavra ainda para Justino Reis, a navegar o açoreano Luís Miguel Rego, num Mitsubishi Carisma GT, esta prova serviu essencialmente para transmitir conhecimentos e experiência ao jovem piloto, que se estreou. Sem problemas de maior ao longo da prova e depois de efectuarem, sistematicamente, cronos nos vinte mais rápidos, o 19º lugar final assenta na perfeição à dupla.
Os Clássicos estiveram, igualmente, presentes em Mortágua, se bem que algo insatisfeitos pelo facto de se encontrarem em 2º plano, e daí terem menor visibilidade, tal como pelos constantes atrasos que o rali sofreu, vendo uma classificativa ser anulada e uma reduzida. Os carros, na sua maioria, são espectaculares, e é sempre gratificante, pra qualquer adepto, já algo entrado na idade, ver estas máquinas. Pena que nestas provas do CPR, os Clássicos, sejam algo "maltratados", devido às circunstâncias, já acima referidas. Desportivamente, a vitória foi para José Sousa (Renault 5 Turbo), que assumiu a liderança do campeonato, ficando a dupla de Famalicão, Frederico Ferreira/Octávio Araújo, em Ford Escort RS, na segunda posição, embora pouco satisfeito com o novo motor: "É mais potente, mas também mais bicudo, o que nos dificultou muito nas zonas de baixa rotação", referiu o piloto.
Classificação Final CPR
1º Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Peugeot 207 S2000) - 1h09m44,1s
2º José Pedro Fontes/António Costa (Fiat Punto S2000) - a 20,4s
3º Vitor Pascoal/Joaquim Duarte (Peugeot 207 S2000) - a 3m00,5s
4º Pedro Meireles/Jorge Henriques (Subaru Impreza WRX) - a 3m46,6s
5º Adruzilo Lopes/José Janela (Subaru Impreza WRX) - a 3m47,3s
6º Mex/Paulo Babo (Porsche 997 GT3) - a 4m08,5s
7º Pedro Leal/Redwan Cassamo (Fiat Stilo Multijet) - a 4m18,8s
8º Carlos Matos/Vasco Ferreira (Renault Clio S1600) - a 4m22,6s
9º Paulo Antunes/Hugo Magalhães (Citroën C2 R2) - a 5m36,4s -- 1º Challenge Citroën C2
10º Carlos Costa/Alberto Oliveira (Citroën C2 R2) - a 7m12,1s
(...)
19º Luís M. Rego/Justino Reis (Mitsubishi Carisma GT) - a 14m28,9s
Classificação Final Clássicos
1º José Sousa/José Salgado (Renault 5 Turbo) - 27m33,1s
Frederico Ferreira/Octávio Araújo (Ford Escort RS) - a 32,4s
3º Anibal Rolo/José Arantes (Renault 5 Turbo) - a 56,6s
4º Paulo Azevedo/Nuno Silva (Ford Escort RS) - a 59,7s
5º António Segurado/Pedro Ágoas (Ford Escort RS) - a 2m25,0s
Classificação CP Ralis
1º Bruno Magalhães (85 pts)
2º José Pedro Fontes (53 pts)
3º Vítor Pascoal (48 pts)
4º Adruzilo Lopes (38 pts)
5º Fernando Peres (35 pts)
Classificação CP Clássicos
1º José Sousa (48 pts)
2º Aníbal Rolo (45 pts)
3º Frederico Ferreira (33 pts)
O CP Ralis e os Clássicos voltam a estar juntos no Rali Casinos do Algarve, nos dias 21 e 22 de Novembro, naquela que sera a última prova de ambos os campeonatos e a habitual festa final dos ralis em Portugal.
Fotos CP Ralis: João Alvarinhas (Ralis.Online)
Fotos Clássicos: DC Photorally

24 outubro 2008

Muitas decisões marcadas para Mortágua

Apesar do título absoluto já estar entregue a Bruno Magalhães, a próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralis, o Rali de Mortágua, por certo terá interesse competitivo, pois algumas categorias estão ainda em aberto.
Bruno Magalhães tentará que o seu navegador, Carlos Magalhães, fique mais perto de conquistar o título e, uma vez mais, é o piloto que apresenta mais condições à vitória final, num rali que o piloto do Peugeot 207 S2000 venceu no ano passado. José Pedro Fontes (Fiat Punto S2000) continuará em busca da primeira vitória absoluta, mas terá que pensar em termos de vice-campeonato e a pressão prevê-se forte, principalmente de Vítor Pascoal, também em Peugeot 207 S2000, que está cada vez mais à vontade na sua viatura e já mostrou que no asfalto pode ser um piloto a ter em conta. Também nos lugares da frente se pode intrometer Mex Machado dos Santos, agora que está mais à vontade com o Porsche 997 GT3.
A principal discussão deste rali poderá incidir na luta pelo Agrupamento de Produção, com Fernando Peres e Adruzilo Lopes a tentarem não perder mais pontos preciosos um para outro, sendo Adruzilo o lider até ao momento, mas com uma curta vantagem para o piloto do Mitsubishi Lancer IX.
Nas duas rodas motrizes, Carlos Matos (Renault Clio S1600) comanda o campeonato destinado aos carros até 1600cc, mas na Taça Nacional de Ralis é Francisco Barros Leite quem vai confortavelmente na frente, podendo encarar esta prova como mais um teste ao seu novo Seat Leon TDI.
Entre os concorrentes do Challenge Citroën C2, Carlos Costa tem sido extremamente regular e isso espelha a liderança no troféu, se bem que Paulo Antunes está muito perto em termos pontuais e é o eterno candidato à vitória no rali.
Pela primeira vez este ano a acompanhar o principal campeonato de ralis, nos Clássicos a luta pela vitória poderá ter vários nomes. Aos comandos dos Renault 5 Turbo, Aníbal Rolo e José Sousa têm a forte concorrência dos Ford Escort de Joaquim Santos, moralizado com a recente vitória, bem como de Frederico Ferreira, o famalicense que já falhou algumas provas.
O Rali de Mortágua começa esta 6ª feira com uma superespecial para depois os concorrentes enfrentarem seis Provas Especiais no Sábado. Trata-se de um rali bem interessante para o público, com imensos ganchos a proporcionarem momentos espectaculares.
Para melhor acompanhar a comitiva famalicense presente em Mortágua, fique a saber quem são eles, ficando desde logo a informação da ausência da dupla de Famalicão, habitual no CPR, Ricardo Costa/Nuno Almeida:
6 - Adruzilo Lopes/José Janela (Subaru Impreza WRX) - Depois de uma excelente prova no Centro, contudo foram forçados a abandonar, a dupla quer vencer no Grupo N, pois Adruzilo pode conquistar o título, algo que o famalicense José Janela já não terá hipóteses de alcançar. Um bom resultado absoluto também não é de estranhar, até porque o Subaru mostrou ser bastante competitivo no último rali.
11 - Carlos Matos/Vasco Ferreira (Renault Clio S1600) - O 4º lugar no Rali do Centro é prova que estão em boa forma para revalidar o título na classe 1600cc, bem como de somar mais alguns pontos em termos de campeonato absoluto, agora que o carro está mais desenvolvido e os problemas mecânicos desapareceram.
17 - Luís Miguel Rego/Justino Reis (Mitsubishi Carisma GT) - O co-piloto de Famalicão acompanha o jovem açoreano que se estreia nos ralis e o objectivo não é outro a não ser ganhar experiência, rodar o máximo possível e evoluir a condução, e para tal a ajuda de Justino é essencial.
29 - Martinho Ribeiro/Paulo Marques (Ford Puma Kit Car) - É uma incógnita o que esta dupla poderá fazer, depois da ausência num rali em Espanha que serviria como teste. Certamente andarão pelos lugares cimeiros no que toca às duas rodas motrizes, mas o facto do Ford nunca ter sido um carro de topo poderá limitar as aspirações.
64 - Frederico Ferreira/Octávio Araújo (Ford Escort RS) - A dupla famalicense volta às lides, depois da ausência em Murça e certamente serão candidatos à vitória nos Clássicos, eles que já venceram esta temporada e se mostram cada vez mais competitivos.
Programa
6ª feira, 24 de Outubro 2008
20h00 - Assistência (Aeródromo)
20h40 - PEC 1 -- Super Especial (1,80 kms)*
21h00 - Assistência (Aeródromo)
Sábado, 25 de Outubro 2008
09h10 - Assistência (Aeródromo)
09h45 - PEC 2 -- Aguieira 1 (15,48 kms)
10h45 - PEC 3 -- Mortágua 1(24,62 kms)
11h32 - PEC 4 -- Espinho 1 (19,67 kms)*
12h15 - Reagrupamento
13h00 - Assistência (Aeródromo)
13h35 - PEC 5 -- Aguieira 2
14h35 - PEC 6 -- Mortágua 2*
15h22 - PEC 7 -- Espinho 2*
16h05 - Assistência (Aeródromo)
16h35 - Chegada (Câmara Municipal)
* - Os Clássicos efectuarão estas classificativas após os concorrentes do CP Ralis, à excepcção da Super Especial, em que a efectuam antes.
Inscritos: http://alojamentos19.com/~ralis/mortagua08insc.html
Os acessos são uma informação Ralis.Online.pt.