11 novembro 2008

Únicos, mas bons... Duas equipas famalicenses no Top 10

Com tantas corridas a animar o primeiro fim de semana de corridas automóveis no novíssimo Autódromo Internacional do Algarve, os pilotos de Famalicão apenas participaram no Challenge Desafio Único, tendo boas prestações colectivas.

Tal como anunciamos na antevisão, embora com alguns lapsos dada a indefinição que ainda existia nas listas de inscritos, eram 4 as equipas com representação famalicense, sendo o Team Famalicão o maior desses representantes, com três carros entregues a José Janela/Frederico Carvalho, João Ruivo/Manuel Seabra e António Areal/Luís Alegria. A presença famalicense no Algarve ficava completa com a piloto Cristina Silva, que integrava o Team Beta, juntamente com Lígia Albuquerque.
Logo nos treinos, todos os pilotos tentavam assimilar o traçado o mais depressa possível, não podendo descurar, obviamente, a obtenção de um tempo que os colocasse o mais à frente possível na grelha de partida. Nas hostes famalicenses, começava o bom desempenho com Areal/Alegria a firmarem o 4º crono mais rápido, Ruivo/Seabra, um pouco mais atrás, com o 10º tempo mais rápido. Ainda na primeira metade da tabela classificou-se a dupla Janela/Carvalho, na 20ª posição, sendo que a dupla feminina Silva/Albuquerque não iam além do 25º posto. A pole position ficou nas mãos dos lideres do campeonato, Filipe Matias/Tiago Ribeiro.
A primeira curva é sempre "caótica" para os quase 50 pequenos Fiat Uno, mas desta feita correu praticamente tudo dentro da normalidade, a não ser os habituais toques de corrida que já nada estranham os pilotos do Challenge. António Areal assumiu os comandos do Uno com o número 14 e assumiu o 2º posto nas voltas iniciais, embora não conseguíndo seguiu os comandantes, pelo que tinha que aguentar a pressão imposta atrás de si. A poucas voltas do fim, o piloto do Team Famalicão caiu para o 3º lugar final, o que não deixou de ser um bom resultado.
No carro número 16 foi João Ruivo quem efectuou a primeira manga. O famalicense não estranhou o ambiente das pistas e envolveu-se em alguns despiques, com algumas trocas de posições, estabelecendo-se no mesmo lugar em que largou já perto do fim, quando conseguiu alargar a margem para os concorrentes que o seguiam.
Mais atrás, quem tomou as rédeas do carro número 29 foi Frederico Carvalho. Depois de umas voltas iniciais atribuladas, perdendo algumas posições, o piloto do Team Famalicão foi ganhando mais confiança e suplantou alguns adversários, terminando em 33º lugar. Também Cristina Silva se deparou com algumas dificuldades na primeira fase da corrida, dando um enorme trambolhão na tabela e após vários despiques ao longo da prova, terminou um pouco mais atrás, na 36ª posição, 4ª entre as Senhoras.
1ª Manga
1º F. Matias/T. Ribeiro - 10v em 26m34,713s
2º P. Cerqueira/J. Francisco - a 21,247s
3º A. Areal/L. Alegria - a 22,252s
(...)
10º J. Ruivo/M. Seabra - a 36,150s
(...)
33º J. Janela/F. Carvalho - a 2m10,860s
(...)
37º C. Silva/L. Albuquerque - a 2m20,234s -- 4ª Senhoras
Para a 2ª Manga, a grelha de partida forma-se com a inversão dos vinte primeiros classificados na 1ª Manga, pelo que era de prever uma corrida recheada de ultrapassagens, pois os mais rápidos cedo querem chegar aos lugares da frente.
Com Manuel Seabra ao volante, o carro 16 foi o mais lesto entre as equipas de Famalicão, ele que partiu na 11ª posição e na fase inicial da corrida ainda "cheirou" os lugares do pódio. Porém, a partir da 2ª volta, Seabra começou a não aguentar o ritmo endiabrado e perdeu algumas posições, vindo a terminar no 14º lugar, o que somando com o resultado da 1ª Manga se traduzia num excelente 9º lugar final, a melhor prestação do ano.
Depois do 3º lugar de Areal, era a vez de Luís Alegria entrar em acção no carro 14. Na fase inicial, o piloto ainda encetou uma recuperação que poderia ir de encontro a novo bom resultado, mas sensivelmente a meio da prova, um "drive through" nas boxes, fê-lo cair na tabela e fixou-se na 24ª posição, o que significava um 10º lugar final, logo atrás da outra dupla do Team Famalicão.
Disposto a recuperar alguns lugares face à primeira prova, José Janela assumiu o volante no carro 29 e cedo começou a ganhar posições. O famalicense sempre se desembraçou bem nas ultrapassagens e mais voltas tivesse a prova, mais concorrentes Janela teria passado, pois não ficou muito longe do Top 20, sendo 21º na 2ª Manga e 26º na classificação absoluta.
Na equipa feminina do Team Beta, era a vez da experiente Lígia Albuquerque conduzir o carro 25. Com uma primeira volta fantástica, suplantando vários pilotos, a colega de equipa da famalicense Cristina Silva. Numa corrida completamente de trás para a frente, Lígia ainda rodou nos dez primeiros, contudo nas derradeiras voltas viria a perder uma posição, classificando-se no 11º posto, o que se resumia no 22º lugar final, ocupando ainda o 3º posto entre as Senhoras, o que ia de perfeito encontro às aspirações da dupla, que ocupou assim igual posição no campeonato.
Filipe Matias e Tiago Ribeiro foram os grandes vencedores da etapa algarvia, sagrando-se assim vencedores da edição de 2008 do Challenge Desafio Único, que terá ainda uma prova extra de Resistência, a decorrer no Circuito Vasco Sameiro, em Braga.
2ª Manga
1º J. Meireles/V. Ramos - 10v em 26m57,413s
2º P. Cerqueira/J. Francisco - a 0,133s
3º A. Ferreira/D. Castro - a 0,662s
(...)
11º C. Silva/L. Albuquerque - a 27,714s -- 2ª Senhoras
(...)
14º J. Ruivo/M. Seabra - a 38,690s
(...)
21º J. Janela/F. Carvalho - a 50,729s
(...)
24º A. Areal/L. Alegria - a 56,854s
Class. Final
1º F. Matias/T. Ribeiro - 53m35,808s
2º P. Cerqueira/J. Francisco - a 17,697s
3º J. Meireles/V. Ramos - a 24,652s
(...)
J. Ruivo/M. Seabra - a 1m11,158s
10º A. Areal/L. Alegria - a 1m15,424s
(...)
22º C. Silva/L. Albuquerque - a 2m44,166s -- 3ª Senhoras
(...)
26º J. Janela/F. Carvalho - a 2m57m906s
Fotos: Jorge Caldeira (Digimotores.pt)

Martine festeja aniversário no pódio

Em dia de aniversário, Martine Pereira venceu a primeira corrida do PTCC/Categoria 3, tendo terminado a segunda na terceira posição. Dois pódios na derradeira jornada da competição "rainha" da velocidade nacional que teve como palco o novo Autódromo Internacional do Algarve (AIA).

Na passagem da caravana do PTCC pelo mas recente circuito nacional de velocidade, Martine Pereira teve honras de pódio no palco mais visível de toda a temporada. O Autódromo Internacional do Algarve serviu de talismã ao aniversariante que pode festejar com duplo champanhe nesta derradeira jornada, ao volante do Alfa Romeo 147.
O triunfo na primeira corrida premiou a melhor estratégia aplicada num circuito muito completo, exigindo muita técnica de condução e elevada concentração: "Iniciei a jornada algarvia com muitas cautelas, não queria perder por nada esta estreia. Depois dos treinos livres e cronometrados soltei-me um pouco mais e, na corrida apliquei a melhor receita para o triunfo. Fui eficaz e beneficiei da excelente preparação do Alfa 147, numa pista nova para todos os pilotos, pelo que mais não fiz do que fazer aquilo que me competia, pilotar bem para chegar à vitória" afirmou o piloto de Famalicão que partiu para a segunda corrida motivado e, esperançado em alcançar a tão desejada dobradinha.
Na partida tudo indicava que o tão propósito fosse conseguido, mas, um toque de um outro concorrente – a disputar a prova na mesma categoria, quase hipotecou a corrida: "Foi pena, porque estava tudo a correr bem. Ainda consegui regressar à corrida, mas problemas com a caixa de velocidades forçaram a abdicar de lutar pela vitória, ficando a consolação de ficar com o lugar mais baixo do pódio, numa jornada muito produtiva para toda a equipa NSeguros/Auto Pintura Trofense".
No "baixar do pano" de mais um competitivo campeonato, Martine Pereira faz um balanço positivo da sua participação, mesmo passando por "alguns contratempos mecânicos que me fizeram perder preciosos pontos que me colocaram fora do pódio. Mesmo não tendo realizado todas as corridas estou satisfeito com o meu desempenho e o trabalho de toda a equipa de mecânicos e colaboradores" afirmou Martine Pereira, preparando já a próxima temporada que "tudo indica passará pelo Alfa 147 com vista a lutar pelo triunfo na categoria".
Terminada que está mais uma temporada de velocidade, o piloto famalicense carrega agora baterias para a grande aventura todo-o-terreno que o levará até às mais altas dunas sul americanas. Martine Pereira fará a sua estreia na mais longa e dura prova de TT do mundo – o Dakar, este ano disputado na Argentina e Chile: "Uma aventura que espero cumprir, a meta será chegar ao final".

10 novembro 2008

Como esperado, Campaniço é campeão! Categoria 3 dominada por Martine e Nuno Pina

A derradeira jornada do Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC teve um vencedor que estava, praticamente, pré anunciado para conseguir o título.
César Campaniço fez a festa ainda na primeira corrida, mas João Figueiredo e José Monroy tiveram de esperar pela segunda para garantir o título das categorias, e no caso de Figueiredo ainda o vice-campeonato absoluto, ou seja, a estreia automóvel do Autódromo Internacional do Algarve teve emoções fortes até final.

Na 1ª corrida, Campaniço não deu tréguas a ninguém e distanciou-se da concorrência mal o sinal passou a verde. Daí até final, o piloto do BMW 320si limitou-se a gerir essa vantagem, nunca perdendo a concentracção, o que após as 11 voltas, se traduzia numa vitória tranquila e que garantia desde logo a conquista do título absoluto. Para Campaniço, foi a 8ª vitória, o que significa que o piloto de Lisboa dominou metade das corridas que figuraram no edição de 2008 do Campeonato de Portugal de Circuitos.
A luta atrás de César Campaniço durou poucas voltas, pois João Figueiredo superiorizou o seu Peugeot 407 ao Seat Leon SuperCopa de Duarte Félix da Costa, que apesar da pressão imposta, nunca conseguiu ameaçar verdadeiramente o 2º posto. José Monroy conquistou o 4º lugar e somava importantes pontos na Categoria 2, deixando atrás de si Francisco Carvalho e Patrick Cunha.
A Categoria 3 foi um autêntico domínio famalicense, com Martine Pereira a vencer, deixando o regressado Nuno Pina no 2º lugar, após uma animada luta ao longo de toda a corrida, naquela que foi uma "dobradinha à moda de Famalicão".
Classificação 1ª Corrida
1º César Campaniço (BMW 320si) - 11v. em 21m47,759s
2º João Figueiredo (Peugeot 407 S2000) - a 9,646s
3º Duarte Félix da Costa (Seat Leon Supercopa) - a 14,735s -- 1º Cat.2
4º José Monroy (Seat Leon Supercopa) - a 20,332s
5º Francisco Carvalho (Seat Leon Supercopa) - a 26,190s
6º Patrick Cunha (Seat Leon Supercopa) - a 26,366s
7º Vitor Souto (Seat Leon Supercopa) - a 31,907s
8º Nuno Torres (Ford Focus ST) - a 32,233s
9º António João Silva (Seat Leon Supercopa) - a 34,619s
10º Martine Pereira (Alfa Romeo 147) - a 1m24,281s -- 1º Cat.3
11º Nuno Pina (Renault Clio RS 2.0) - a 1m25,972s
Na 2ª corrida, o facto da grelha de partida ser invertida causou muita emoção nas primeiras voltas, com a primeira vítima a ser Patrick Cunha, que após um toque de Félix da Costa, perdeu contacto com o grupo da frente, numa altura em que o homem que partiu à frente, Nuno Torres, já se afundava na classificação.
Após Vítor Souto e José Monroy terem sido o lider na primeira metade da prova, o já campeão César Campaniço assumiu o 1º posto e atrás de si levava João Figueiredo, que garantia desta forma o vice campeonato e também o título na Categoria 1. Mais atrás, Félix da Costa voltava a "fazer das suas" e atira Vítor Souto para fora, obrigando Francisco Carvalho a uma incursão pela escapatória para evitar danos maiores. Porém, para o piloto internacional, a prova terminava um pouco depois, com o Seat Leon Supercopa a queixar-se da impetuosidade imposta pelo piloto.
Na Categoria 3, desta feita a vitória sorriu a Nuno Pina, mostrando que teria sido um candidato ao título se tivesse cumprido a totalidade do campeonato. Pina sempre se defendeu bem dos ataque do conterrâneo e só descansou na liderança após um toque em Martine Pereira, que fez um pião e quando encetava a recuperação teve uma nova saída, optando por segurar o 3º lugar. No meio dos dois famalicenses colocou-se Vasco Campos, que utilizou um Renault Clio RS, após o Alfa Romeo 156 com que estava previsto correr ter dado alguns problemas no treino de adaptação.
Classificação 2ª Corrida
1º César Campaniço - (BMW 320si) - 11v. em 21m36,055s
2º João Figueiredo (Peugeot 407 S2000) - a 5,479s
3º José Monroy (Seat Leon Supercopa) - a 16,435s -- 1º Cat.2
4º Francisco Carvalho (Seat Loen Supercopa) - a 18,929s
5º Patrick Cunha (Seat Leon Supercopa) - a 21,717s
6º Jorge Areal (Seat Leon Supercopa) - a 42,936
7º António João Silva (Seat Leon Supercopa) - a 43,126s
8º Nuno Pina (Renault Clio RS 2.0) - a 1m38,077s -- 1º Cat.3
9º Vasco Campos (Renault Clio RS) - a 1 volta
10º Martine Pereira (Alfa Romeo 147) - a 1 volta
As contas do Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC ficaram assim definidas:
Absoluto
1º César Campaniço - 111 pts
2º João Figueiredo - 91 pts
3º Francisco Carvalho - 87 pts
4º José Monroy - 86 pts
5º Patrick Cunha - 81 pts
(...)
10º Luís Barros - 16 pts
(...)
14º Martine Pereira - 9 pts
(...)
16º Nuno Pina - 5 pts
Categoria 1

1º João Figueiredo - 104 pts
2º César Campaniço - 100 pts
3º Álvaro Figueira - 48 pts
(...)
5º Luís Barros - 36 pts
Categoria 2
1º José Monroy - 115 pts
2º Francisco Carvalho - 113 pts
3º Patrick Cunha - 102 pts
Categoria 3
1º Vasco Campos - 127 pts
2º Rui Alves - 91 pts
3º Gonçalo Manahú - 66 pts
4º Martine Pereira - 55 pts
(...)
6º Nuno Pina - 34 pts

06 novembro 2008

De novo com o Alfa Romeo, Martine Pereira está animado para Portimão

Depois de se ter estreado ao volante do Alfa Romeo 147 na passada jornada do Campeonato de Portugal de Circuitos, o famalicense Martine Pereira surge novamente ao volante do carro italiano na derradeira etapa, o Circuito Automóvel do Algarve.
Naquela que é a inauguração automóvel do Autódromo Internacional do Algarve, Martine Pereira não esconde que gostaria de vencer na Categoria 3 do PTCC, depois de já ter sido o primeiro numa das corridas de Valencia. "O objectivo é, para já, terminar as duas corridas sem problemas, depois vencer as duas corridas, e acima de tudo poder divertir-me ao máximo, pois isso também é importante", referiu o piloto de Famalicão, bem mais animado com as prestações obtidas com o Alfa Romeo, depois de ter feito grande parte da época num Renault Clio RS 2000, sempre com alguns problemas mecânicos.
Em termos pontuais da Categoria 3, Martine Pereira já conquistou o 5º lugar, mas os lugares do pódio estão já inalcançáveis, restando a luta pela 4ª posição, com um ponto a separá-lo desse objectivo.
Para 6ª e Sábado estão marcadas as sessões de treinos livres e qualificativos, enquanto as duas corridas tem lugar no Domingo, pelas 10h55 e 16h15.

Famalicenses em força no Challenge Desafio Único

Para além do Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC, o Autódromo Internacional do Algarve recebe um fim de semana recheado de provas de outros campeonatos. Assim, para completar o programa da inauguração de competições automóveis do novo circuito, temos como cabeça de cartaz o Campeonato de Espanha de GT, e ainda a Fórmula Júnior FR2.0, Campeonato de Portugal de Clássicos, Campeonato de Portugal de Clássicos 1300, Open Algarve e o Challenge Desafio Único, a única onde estarão presentes pilotos de Famalicão.

Posto isto, o Challenge Desafio Único, que alberga os pequenos mas espectaculares Fiat Uno, terá particular destaque no Famalicão Motor, naturalmente pela presença de vários pilotos famalicenses, alguns assíduos no campeonato, outros que fazem no Algarve uma aparição pontual.
O Team Famalicão apresenta, uma vez mais, três carros à partida. Ainda assim, apenas um é integralmente composto por pilotos locais, com José Janela a receber a companhia de João Ruivo, no carro que ostenta o número 16 nas portas, sendo curiosamente dois pilotos mais vocacionados para os ralis. É o regresso de Ruivo a uma casa que bem conhece, relembre-se que foi com as cores do Team Famalicão que se sagrou Campeão Nacional Júnior de Ralis, em 2004, enquanto Janela é um dos principais animadores do troféu, onde milita desde início.
A completar a armada do Team Famalicão, embora não seja um famalicense, António Areal ainda não tem companhia no carro com o número 14, enquanto naquele que levará o número 29 ainda não estejam confirmados os pilotos, a quando da publicação da lista de inscritos, que ainda não é definitiva, como é óbvio.
Também presente estará Cristina Silva, inserida no Team Beta, com o número 25. A piloto terá a companhia da experiente Lígia Albuquerque, que tentará levar a famalicense ao 1º lugar entre as senhoras no campeonato, numa tarefa que não se espera nada fácil, só mesmo um azar da equipa que lidera poderá manter vivas as aspirações de Cristina Silva.
Os treinos livres e cronometrados de todas as competições estão marcados para 6ª feira e para Sábado, onde já terão lugar algumas corridas.
Fique com o horário das provas:
Sábado, 8 de Novembro
10h20 - Fórmula Júnior FR 2.0 (Corrida 1-25 minutos)
13h35 - Open do Algarve (50 minutos)
14h45 - Challenge Desafio Único (Manga 1-25 minutos)
15h25 - Challenge Desafio Único (Manga 2-25 minutos)
16h10 - Fórmula Júnior FR 2.0 (Corrida 2-25 minutos)

Domingo, 9 de Novembro
09h20 - CP Clássicos 1300 (Corrida 1-8 voltas)
10h00 - CP Clássicos (Corrida 1-10 voltas)
10h55 - CPC/PTCC (Corrida 1-11 voltas)
12h00 - Campeonato Espanha GT (130 minutos)
14h35 - CP Clássicos 1300 (Corrida 2-8 voltas)
15h20 - CP Clássicos (Corrida 2-10 voltas)
16h15 - CPC/PTCC (Corrida 2-11 voltas)

E o campeão encontrar-se-á no Algarve

De todos os campeonatos de automobilismo instituídos no país, o PTCC-Campeonato de Portugal de Circuitos é o único que chega à derradeira prova do calendário com cinco pilotos em luta directa pelo título absoluto. E que melhor palco para a atribuição do ceptro, se não o novo Autódromo Internacional do Algarve?
Afinal, a pista promete ser aliada dos mais talentosos, com o traçado extremamente técnico a constituir um autêntico desafio para pilotos, mas também técnicos, ou não se tratasse da primeira vez que uma competição automóvel visita o complexo. Motivos mais do que suficientes para que a jornada do próximo fim-de-semana seja encarada com enorme expectativa.
Com seis vitórias nas 14 corridas já disputadas, César Campaniço chega ao Algarve na liderança do campeonato, com 14 pontos de vantagem em relação ao segundo classificado. Uma diferença relativamente confortável, mas com o piloto do BMW 320 a não poder correr o risco de ficar em "branco" em nenhuma das duas corridas, sob risco de ser destronado da liderança. Mas quanto aos que ainda têm legítimas aspirações de destronarem Campaniço da liderança e com isso chegarem ao ceptro, eles são: Francisco Carvalho, o sempre combativo piloto que, esta época, já venceu duas corridas; o jovem João Figueiredo que tem sido um dos grandes animadores da temporada; bem como José Monroy e Patrick Cunha, que apesar de terem hipóteses meramente matemáticas, não devem ser descurados nas contas do campeonato, apesar de já terem vencido esta época.
Das três categorias em que se divide o Campeonato, as duas mais competitivas estão longe de ter as "contas" terminadas, o que dará outro ânimo à jornada algarvia. Na Categoria 1, tudo se vai decidir entre João Figueiredo e César Campaniço, enquanto na Categoria 2 (um feudo dos SEAT Leon Supercopa), apenas dois pontos separam Francisco Carvalho e José Monroy, os dois primeiros, mas Patrick Cunha e António João Silva ainda têm aspirações.
Mas outros nomes há que mesmo não estando envolvidos na luta pelo título prometem animar a jornada do próximo fim-de-semana. São os casos de Vasco Campos (a estrear o Alfa Romeo 156 ex-Luís Barros - ausente no Algarve), o jovem Nuno Torres (Ford Focus ST-170), Jorge Areal, bem como o regressado Vítor Souto e Duarte Félix da Costa, todos em Seat Leon Supercopa.
Uma referência, ainda, para a Categoria 3 (a reservada às viaturas menos competitivas) que apesar já ter consagrado Vasco Campos como virtual campeão, promete animar a pista algarvia, tendo como protagonistas Rui Alves e Gonçalo Manahu (os candidatos ao "vice"), para além dos pilotos famalicenses Martine Pereira, novamente ao volante do Alfa Romeo 147 e do regressado Nuno Pina, como habitualmente ao volante do Renault Clio RS 2000.
Programa PTCC
Sexta-feira, 7 de Novembro
09h30 – 09h45 Treino de adaptação
14h45 – 15h10 Treino Livre 1
Sábado, 8 de Novembro
08h50 – 09h10 Treino Livre 2
12h50 – 13h10 Qualificação Cat. 3 e 4
13h15 – 13h35 Qualificação Cat. 1 e 2
Domingo, 9 de Novembro
11h45 – 12h20 Corrida 1 / 11 voltas
16h00 – 16h35 Corrida 2 / 11 voltas
As corridas do Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC terão transmissão televisiva, na RTP 2.

04 novembro 2008

E os problemas continuaram em Loulé... Luís Campos já pensa em 2009

O azar bateu novamente à porta de Luís Campos e Fábio Vasques, desta feita no Rali de Loulé, a última prova do Campeonato Open de Ralis, prova esse em que uma transmissão do pequeno Marbella cedeu, numa altura em que rodavam num confortável 3º lugar do Troféu Fastbravo.

Depois de ter efectuado a Super Especial de Sábado com muitos cuidados, pois o piso estava muito escorregadios e os pneus de terra que utilizou podiam deitar tudo a perder ao mínimo deslize, Luís Campos chegou a rodar nos lugares cimeiros do Troféu Fastbravo nas primeiras classificativas que compunham o dia de Domingo. Porém, antes mesmo das passagens matinais terminarem, a dupla viu uma transmissão partir, terminando aí a prova de Luís Campos/Fábio Vasques. "Sabiamos que não íamos andar no nosso ritmo mais forte pois queríamos mesmo tentar acabar o Rali, mas o carro também nunca esteve ao melhor nível. Começamos a aumentar o ritmo de prova à medida que os quilómetros passavam e sabíamos que se chegássemos ao fim um bom resultado seria possível. Mas todas essas hipóteses foram deitadas a perder quando numa subida bastante acentuada sentimos o carro a perder tracção, até que simplesmente deixou de andar, não queríamos acreditar no que nos estava novamente a acontecer", referia o piloto no final.
Com mais este abandono, as contas no Troféu estão definitivamente arrumadas para a jovem dupla, pois numa altura em que ainda faltam realizar duas provas. "A nossa participação nas mesmas vai ainda ser ponderada, já que pouco temos a ganhar com as mesmas e depois desta serie de azares que nos têm acontecido, a motivação não é muita. Talvez seja tempo de começar a pensar na próxima época, para que possamos regressar ao nosso melhor nível e com todas as condições para lutar prova a prova pela vitória, pois é esse o nosso principal objectivo e sabemos que com as condições ideais isso seria possível", concluiu o famalicense Luís Campos.
Fica então por decidir a participação de Luís Campos e Fábio Vasques na próxima prova do Troféu Fastbravo e do Open de Ralis, o Rali Sentir Penafiel, nos dias 14 e 15 de Novembro.

Vitória esteve muito perto de João Ferreira

O piloto da Padock Competições, João Ferreira participou no passado fim de semana nas Finais Nacionais Rotax, que se disputaram no Kartódromo dos Milagres em Fátima. O jovem famalicense que à entrada desta finalíssima tinha como objectivo andar no pelotão da frente da categoria Mini Max, cumpriu religiosamente, terminando na segunda posição.

Nos treinos cronometrados, João Ferreira foi quarto mas a desclassificação de um piloto com um tempo mais rápido, fez com que o piloto apoiado pela Paulo Ferreira Imobiliária subisse um lugar e partisse para a manga de qualificação na terceira posição.
Aí, o piloto de Famalicão cedo mostrou aos adversários que estaria ali para vencer e cada vez mais adaptado ao traçado de Fátima isso não era uma miragem. Após ter subido ao segundo posto, João Ferreira ainda pressiona a liderança mas percebeu que a afinação escolhida não lhe permitia "atacar" mais o líder, preferindo gerir a segunda posição até final da corrida.
Na pré final, João Ferreira parte da posição conquistada na manga anterior e após um excelente arranque, o jovem famalicense lidera a corrida durante duas voltas. Uma ligeira distracção aliada à grande pressão que o segundo classificado vinha fazendo fez com que o piloto da Padock Competições terminasse, novamente, na segunda posição.
Tudo se iria decidir na grande final, onde João Ferreira volta a largar do segundo posto, posição que manteve até final, porém há que salientar que o promissor piloto famalicense teve que puxar dos galões e ao mesmo tempo brindar o muito publico presente com bons momentos de condução controlando uma forte concorrência que o perseguia.
"Estou muito satisfeito com o meu resultado, sabia que esta pista era muito técnica, o que nos deu algum trabalho para conseguir-nos a afinação ideal" confessou João Ferreira. "A concorrência estava muito forte não esperava tanta competitividade mas penso que consegui estar no meu melhor e ao nível dos melhores", concluiu o piloto assistido pela Jorge Amaro Competições que agora entra no defeso enquanto prepara a temporada de 2009.

03 novembro 2008

Saiba as incidências do fim de semana. Sérgio Batista esteve em Portimão e António Moreira em Portalegre

Foi um fim de semana em que os pilotos de Famalicão não marcaram presença nem na jornada do Campeonato de Portugal de Montanha, em Penafiel, nem na última prova do Campeonato de Portugal de Todo Terreno, a Baja Portalegre 500. Aliás nesta prova, apenas António Moreira, da equipa JN Seat Covers/J Machado Polaris Team/Organigráfica esteve presente, na categoria Quad. Mas houve um jovem de Famalicão que entrou para a história: Sérgio Batista. O famalicense voltou a estar inserido num prova de um Campeonato do Mundo de Motociclismo, desta feita o de Superstock 600, com a particularidade de ter estado na inauguração do espectacular Autódromo do Algarve.
Começando pelo Sul do país, teve lugar a inauguração do Autódromo Internacional do Algarve, com o Campeonato Mundial de Superbikes, que contou ainda com as categorias Supersport e Superstock, esta dividida em 600cc e 1000cc. Com inúmeros atractivos, desde a presença de Michael Schumacher à demonstração de Fórmula 1, pela equipa Toro Rosso, a corrida das Superstock 600 contou com a presença de Sérgio Batista, piloto famalicense e da Padock Competições, depois de ter estado presente na prova de 250cc do Moto GP, no Estoril. O piloto de Famalicão voltou a não ser feliz - depois dos muitos azares no Estoril - e não terminou a prova, sendo desclassificado, em virtude de uma falsa partida e após ter finalizado a prova no 15º lugar.
Pedro Salvador, em Juno SSE, dominou a Rampa Sentir Penafiel e garantiu o seu 3º título nesta especialidade, após um ano algo complicado devido a alguns azares ocorridos na Serra da Estrela e em Bragança. No 2º lugar terminou Joaquim Teixeira (Radical SR3) e o experiente António Barros (BRC CM-02) encerrou os lugares do pódio, numa prova em que o principal adversário de Salvador, Paulo Ramalho viu uma saída de pista terminar com as suas ténues esperanças de chegar ao título.
Em Portalegre, as atenções estavam centradas em Stéphane Peterhansel e na estreia do Mitsubishi Racing Lancer. Naturalmente, o francês foi o grande vencedor, seguído pelo já coroado campeão nacional Filipe Campos, em BMW X3. A encerrar o pódio e a ambientar-se à sua nova viatura, também um BMW X3, terminou Miguel Barbosa. Rui Sousa venceu entre os T2 e alcançou o título internacional, na Taça Fia de Bajas, enquanto Nélson Clemente venceu o mesmo agrupamento no campeonato nacional, após uma prova bastante cautelosa e sem riscos. Falando então de António Moreira, o famalicense levou a sua Polaris até ao 6º lugar, depois de ter chegado a rodar nos lugares do pódio.

30 outubro 2008

Pilotos do Regional Norte dão ideias à FPAK

Alguns pilotos do Regional Norte e do Regional Serras do Douro levaram a cabo uma reunião para discutir alguns assuntos, nomeadamente os motivos que tem feito diminuir as listas de inscritos, bem como discutir desde já algumas medidas para o próximo ano.
Após várias ideias e opiniões, foi elaborada uma carta com alguns aspectos a serem propostos à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, no sentido de corrigir esta situação e tornar os Regionais em campeonatos à medida da imagem que os intervenientes (pilotos e navegadores) acham mais adequados.

Fica desde já a carta, na íntegra, e também o apelo a todos os pilotos e navegadores que disputam ou já disputaram este campeonato, para que apoiem a iniciativa, bastando enviar o seu nome, número da licença desportiva e ano de emissão para crrn2009@gmail.com, sendo depois estes dados reencaminhados para a FPAK, juntando aos já enviados em anexo com a carta.
"Alguns dos pilotos que habitualmente disputam os Ralis dos Regionais no Norte, quer no Campeonato Regional do Norte, quer no Troféu Regional do Douro, assim como pilotos que os disputaram em anos anteriores e que pelos mais diversos motivos o deixaram de fazer, gostariam de propor a V. Exa algumas sugestões para 2009.
Enfrentamos actualmente uma conjuntura económica que afecta directamente os ralis e mais concretamente os mais diversos participantes nos Campeonatos de Ralis em Portugal. As dificuldades normais para a participação em provas federadas acentuaram-se de tal forma que todos nós reconhecemos que é necessário tomar decisões atempadas para sustentar os ralis pelos anos vindouros.
A criação do Open de Ralis foi sem dúvida uma aposta ganha pela FPAK, sendo o modelo ideal para o panorama nacional. No entanto, tornou-se num Campeonato inacessível para a divisão mais baixa dos ralis em Portugal (os VSH), exceptuando situações conhecidas por todos, mas que representam uma minoria. Quem verdadeiramente está por dentro da realidade dos Regionais, sabe que os patrocínios são quase uma miragem. Se nos campeonatos nacionais existe dificuldade na sua angariação, nos regionais é virtualmente impossível, sendo o valor angariado uma pequena parte do montante necessário. Posto isto, e na falta dos essenciais apoios, os sacrifícios levados a cabo pelos participantes têm sido enormes e só o facto de termos este como o nosso desporto de eleição nos permite fazê-los.
Estas sugestões têm a ver principalmente com os montantes necessários para se disputarem Ralis Regionais e pela necessidade de termos ralis ao nosso alcance com a dignidade exigível, pois os concorrentes puramente regionalistas viram-se de um ano para o outro integrados num campeonato Open (5 provas) com um valor de inscrição incomportável para as suas possibilidades e, por outro lado, vemos campeões regionais que nem sabem que o podem ser, mas que para tal estão habilitados pelo simples facto de disputarem o Open.
Neste sentido, apresentamos duas soluções tendo em conta dois aspectos fundamentais, nomeadamente a redução de custos adequada à realidade dos Campeonatos Regionais e a visibilidade e dignidade dos mesmos:
1. Junção do Campeonato Regional de Ralis - Norte e do Troféu Regional de Ralis – Douro num só Campeonato, aumentando a qualidade, quantidade e competitividade deste, nos mesmos moldes do Regional Norte 2008, ou seja, com cinco provas integradas no Open e três do Regional, sendo 4 de asfalto e 4 de terra, com custos de inscrição limitados a 200 euros (com prémio de seguro incluído), sendo que nas provas em comum com o Open os concorrentes dos VSH pontuem exclusivamente no Open ou no Regional e nunca em ambos, mediante prévia inscrição na categoria correspondente. As pontuações seriam escalonadas conforme Geral, Divisão e Classe e por último, seria essencial um esforço por parte das entidades Regularizadoras e Organizadoras no que diz respeito à condigna divulgação do Campeonato Regional Norte e das provas que o integram.
2. Um único Campeonato Regional a Norte, a exemplo da solução anterior, composto apenas por 2 provas integradas no Open, num total de 8 provas (4 de terra e 4 de asfalto, tendo atenção ao seu escalonamento consoante o tipo de piso). As pontuações seriam escalonadas conforme Geral, Divisão e Classe (indiferenciadamente nas provas integradas no Open), os custos de inscrição seriam limitados a 200 euros (com prémio de seguro incluído) e as provas teriam uma quilometragem mínima obrigatória na ordem dos 40km cronometrados.
Realçamos um ponto comum nas duas sugestões apresentadas, que se prende com a necessidade de se juntarem as duas Competições de VSH disputadas a Norte. Esta sugestão irá permitir um aumento considerável nas listas de inscritos, assim como na competitividade evidenciada, tornando-o um Campeonato bastante mais aliciante a quem o pratica e ao PÚBLICO que o acompanha.
Agradecendo desde já o tempo dispensado por V.a Exa. na leitura desta carta e realçando a sua importância no sentido de evoluirmos para um maior e melhor Universo AUTOMOBILISTICO."
Este facto é deveras relevante para Famalicão, pois para além de muitos pilotos da nossa terra serem assíduos, quer no Campeonato Regional de Ralis/Norte, quer no Troféu Regional de Ralis/Serras do Douro, há ainda a questão do Rali de Famalicão estar directamente envolvido nesta situação, pois há vários anos que integra o principal campeonato regional realizado no Norte.