06 janeiro 2009

Fim de ano por... João Ruivo e Alberto Silva

João Ruivo e Alberto Silva tiveram mais um ano em grande nível, ao volante do Fiat Stilo Multijet, entrando para a história dos ralis em Portugal, depois da vitória no Rali Montelongo que significou o primeiro triunfo de um carro a diesel em ralis nacionais.
Grande animadora do Open de Ralis, a dupla famalicense alcançou o 3º lugar absoluto, não conseguíndo no entanto repetir a vitória de 2007 nas 2 Rodas Motrizes, contentando-se com o vice campeonato. Para 2009, Ruivo irá continuar no Open de Ralis, uma vez mais ao volante do Fiat.
Este balanço é feito em conjunto, pois a carreiras de João Ruivo e Alberto Silva estão indiscutivelmente associadas uma a outra, numa equipa que está formada desde 2004.

1) Que balanço faz da época de 2008?
JR: A época, no final das contas, acabou por correr bem, pois alcançamos um dos objectivos a que nos tinhamos proposto, que era terminar no podio final do Open de Ralis, apesar de todos os maus momentos porque passamos ao longo do ano, com duas desistencias e dois maus resultados (32º no Vidreiro e 10º em Loule), sendo que dos outros 6 ralis, 5 terminamos no podio.
AS: O balanço que faço da epoca é positivo, visto que mais uma vez atingimos o podio final no Open de Ralis e, fundamentalmente, porque a concorrencia foi muito mais forte que em 2007.
2) Qual o momento mais alto/feliz da temporada?
JR: Sem dúvida que a vitoria no Rali Montelongo é o ponto alto do ano, pelo facto de ter sido a nossa primeira vitoria no Open, mas também por o termos conseguído com uma viatura Diesel.
AS: Foi, naturalmente, o Rali Montelongo, pois fomos a primeira equipa a vencer em Portugal um rali oficial com um carro Diesel.
3) Qual o momento para esquecer?
JR: O momento mais marcante do ano acabou por ser o acidente de Vila Verde, muito por culpa do que passamos nos momentos após o embate no muro. Mas agora ja é sua uma lembraça de onde aprendemos varias lições.
AS: O Rali de Vila Verde ficou marcado pelo acidente que protagonizamos. Foi muito violento e cheguei a temer o pior para mim e para o João, por momentos pensei que tudo acabava ali. Fiquei com mazelas para o resto da vida, mas o mais importante e que estamos recuperados e mais motivados que nunca, como se viu logo a seguir em Murça.
4) Como vê o momento actual do desporto motorizado famalicense e que futuro espera?
JR: O desporto motorizado no nosso concelho sempre esteve em alto nível, sendo que neste momento temos vários pilotos nos lugares da frente em quase todas as modalidades. Até aqui tudo bem, mas mesmo assim acho que podiamos fazer mais e melhor pelas actividades que realizamos na nossa terra. Mas para isso acontecer temos que nos juntar todos, debater e dar ideias às entidades que organizam essas actividades. Faz falta o nosso clube que é anunciado há já vários anos.
AS: Pelo aquilo que sei brevemente iremos dispôr de um clube e isso e algo de positivo. Agora as pessoas responsáveis têm de arregasar as mangas e trazerem para Famalicão provas dos diversos campeonatos, podendo até começar por candidatar a prova do Regional Norte ao Open de Ralis. Temos adeptos, troços, apoio estatal, só falta mesmo esperar que a Federação "abra" a porta e dê uma opurtunidade para que Famalicão esteja de novo na rota dos Campeonatos Nacionais.
5) Que perspectivas e projectos para 2009?
JR: Os projectos passam novamente pelo Open de Ralis onde contamos lutar novamente pelos lugares da frente, apesar de os adversários poderem estar mais bem equipados que nós esta época, muito derivado ao novo regulamento do Open que permite viaturas 4x4 que ainda tem homolgação. Mas isso sé nos da ainda mais força para lutarmos e vencermos.
AS: Vou estar novamente ao lado do João Ruivo no Open de Ralis e tentar lutar pelo título no final. Existe tambem a hipótese de disputar o Campeonato de Portugal de Ralis num projecto muito interesante, mas para já ainda não posso avançar mais nada.

05 janeiro 2009

3ª Etapa Dakar: Adélio sob carris, mas Martine caiu várias posições

Esta 3ª Etapa do Dakar Argentina-Chile foi bem mais complicada do que aquilo que se previu e de contrastes para os pilotos de Famalicão. Se por um lado Adélio Machado evitou precalços de maior, já Martine Pereira teve um dia difícil e atrasou-se alguns lugares.

Partindo para a etapa como o melhor piloto português em prova, Adélio Machado terminou a etapa na 75ª posição, depois de uma tirada em que rodou com muitos cuidados para poupar a mecânica do Toyota e evitar furos - teve apenas um -, em mais uma prestação muito regular do piloto famalicense da Padock Competições. "Fomos prudentes na forma como abordamos esta etapa. Sabíamos das adversidades que podíamos encontrar e não podíamos arriscar logo à terceira etapa. A navegação voltou a ser preponderante no rumo certo, não nos perdemos e, isso foi uma mais-valia. O Laurent Flament tem vindo a fazer um excelente trabalho. Estamos no caminho certo, que assim seja até ao regresso a Buenos Aires", comentou Adélio Machado, no final da etapa.
Já Martine Pereira como foi referido, não teve um dia fácil, começando a rodar fora dos cem primeiros, contudo e à medida que os quilómetros iam passando, o famalicense ganhou algumas posições, mas nova queda já na fase final da etapa, o que se traduziu num 104º lugar e a perda de várias posições na classificação geral. "Depois do muito pó que apanhamos na especial de ontem, que culminou com um pequeno toque na traseira de um outro concorrente, hoje voltamos a sentir essas dificuldades depois de nos termos atrasado. Era muito difícil ultrapassar e, depois vieram as pedras e os furos. Já deu para perceber o porquê do Dakar ser a mais dura e longa prova de todo-o-terreno do mundo", referiu Martine Pereira, já de noite e após esta etapa desgastante.
O outro homem da Padock Competições, Francisco Pita, teve finalmente um dia em que os azares não o perseguiram, mostrando ser o mais rápidos dos três pilotos da equipa famalicense, porém uma quebra de ritmo na parte final, fez com que caísse para 77º. Na tabela classificativa geral, Francisco Pita está já muito atrasado, estando fora do Top-100.
Na discussão da vitória, Nasser Al-Attiyah levou o seu BMW X3 CC novamente à vitória numa etapa, sendo o primeiro a bisar. O lider da prova, Carlos Sainz, foi o mais directo perseguidor de Al-Attiyah, perdendo apenas 35 segundos, o que lhe valeu aumentar a vantagem para o 2º classificado na geral que é precisamente o homem da BMW. Para além de Sainz, a VW teve um dia muito bom pois Dieter Depping e Giniel de Villiers completaram os lugares cimeiros, deixando Peterhansel como melhor representante da Mitsubishi, apenas na 5ª posição. Peterhansel tem apenas a companhia de Joan Roma nos lugares cimeiros, pois Luc Alphand perdeu muito tempo com problemas de motor, motivo esse que já levou ao abandono de Hiroshi Masuoka. Ricardo Leal dos Santos teve um dia muito positivo, depois de dois dias de muito azar, sendo o melhor entre os portugueses, retirando ao famalicense Adélio Machado esse estatuto na classificação geral, igualmente. O piloto do BMW X5 rodou várias vezes no Top-50, terminando a etapa em 46º e subindo para a 66ª posição na classificação geral.
Nas motos, Marc Coma (KTM) parece não estar satisfeito com a vantagem que tem sobre o 2º e venceu a etapa com 17m49s sobre Per-Anders Ullevalseter e Joan Villadoms, ambos com o mesmo tempo. Hélder Rodrigues foi o melhor português, entrando pela primeira vez no Top-10, ao ser exactamente 10º, a mais de 24 minutos do vencedor. A tabela geral é liderada por Marc Coma, seguído de David Fretigné (+ 39m11s) e de Frans Verhoeven (+ 41m14s), com o melhor português a ser agora Hélder Rodrigues, na 13ª posição, a já mais de uma hora, e com Paulo Gonçalves um pouco mais atrás, mantendo o 18º posto.
Por fim, na classe dos camiões, a vitória na etapa foi para Vladimir Chaguin (Kamaz), porém a liderança permanece no holandês Gerard de Rooy, em GINAF, com cerca de 7 minutos de vantagem sobre o primeiro dos três Kamaz que o perseguem, neste caso o de Fridaus Kabirov. A portuguesa Elisabete Jacinto teve um dia bastante complicado, não conseguíndo melhor que o 41º lugar na etapa, descendo para a 30ª posição na geral, já com uma diferença de quase 4 horas para de Rooy.
Classificação Etapa-Carros
1º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3 CC) - 4h29m27s
2º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - a 35s
3º Dieter Depping/Timo Gottschalk (VW Race Touareg) - a 1m40s
4º Giniel de Villiers/Dirk von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 4m01s
5º Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Racing Lancer) - a 5m31s
(...)
46º Ricardo Leal dos Santos/Pedro P. Lima (BMW X5) - a 1h56m40s -- 1º Português
(...)
75º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 2h37m44s
(...)
77º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 2h40m15s
(...)
104º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 3h37m40s
Classificação Geral-Carros
1º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - 9h04m48s
2º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3 CC) - a 3m40s
3º Giniel de Villiers/Dirk von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 5m45s
4º Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Racing Lancer) - a 8m47s
5º Joan Roma/Lucas Senra (Mitsubishi Racing Lancer) - a 14m22s
(...)
66º Ricardo Leal dos Santos/Pedro P. Lima (BMW X5) - a 6h08m05s -- 1º Português
(...)
68º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 6h16m57s
(...)
91º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 7h26m56
(...)
105º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 9h25m43s
A etapa de amanhã, 3ª feira, irá ligar Jacobacci até Neuquen, num traçado com uma fase inicial de muita pedra e areia, bastante sinuoso, até encontrar solo mais rápido, com passagem por vários rios secos e com uma zona final novamente dificil e traiçoeira. Ao todo serão 459 quilómetros cronometrados e mais 29 em ligação.

Fim de ano por... Nuno Pina

Mais um balanço de final de temporada, desta feita por Nuno Pina, provavelmente o piloto famalicense que mais vertentes do desporto motorizado experimentou em 2008, sempre com bons resultados.
Nuno Pina esteve no Open de Ralis, passou pelo PTCC e pela Montanha, andou nos lugares cimeiros das Super Especiais citadinas, tendo vencido a de Famalicão, para terminar o ano com nova vitória, desta feita na Resistência 4h Challenge Desafio Único. Um ano em grande! Para 2009, o espectacular piloto famalicense já tem planos, que passam pela disputa do Desafio Modelstand, no Open de Ralis, tal como o Famalicão Motor já divulgara.
1) Que balanço faz da época de 2008?
A época de 2008 foi a melhor de todos os tempos em termos desportivos, com várias participaçoes em campeonatos diferentes (PTCC, Open de Ralis, Montanha, Troféu Uno, Karting) e sempre com bons resultados, o que me fêz ganhar muito ritmo e consistência em corrida. Foi uma época em grande com grandes resultados e é de salientar que tudo isto só foi possivel devido aos meus patrocinadores e amigos Luis Barros, pelas cores da AMOB e CUP-CAR,Vasco Campos, por parte da CUP-CAR, Auto Pintura Trofense e APT Racing e ao Rui Alves pelo apoio da Silvafer. Para eles um muito, muito obrigado por tudo, fizeram me sentir durante este ano um Homem muito feliz, fazendo o que gosta.
2) Qual o momento mais alto/feliz da temporada?
Tive vários momentos altos e felizes, não é fácil descrever o que mais me marcou. Mas a 1ª corrida do PTCC em Braga fez me sentir realmente muito feliz, talvez por ter sido a primeira vitoria na velocidade e não estando a contar com a mesma, criou-me muita satisfação. A vitória na Super Especial de Famalicão foi outro momento de grande alegria, porque ganhei a mesma na minha terra e em frente ao público que sempre me tem apoiado, para eles um muito obrigado pelo apoio incondicional. A Vitória no PTCC no novo Autódromo de Portimão foi tambem muito especial, talvez a vitoria mais suada da época e num circuito maravilhoso e por daqui a 20 anos poder dizer ao meu filho e amigos que ganhei uma prova na inauguraçao do melhor circuito de Portugal.
3) Qual o momento para esquecer?
O momento para esqueçer e, provavelmente, o único foi a prova do PTCC no Estoril, em que depois de 2 voltas dadas ao circuito, o carro teve um problema eléctrico e nunca mais pegou. Foi uma tristeza enorme até porque tinha dado boas indicaçoes nas poucas voltas de treinos que fiz.
4) Como vê o momento actual do desporto motorizado famalicense e que futuro espera?
O desporto motorizado na nossa terra penso que está cada vez melhor, com novos pilotos a mostrarem que uma das coisa que sabem fazer bem é guia, com outos a terem mais oportunidades e é realmente pena estarmos a viver um momento de crise, porque sem a mesma novos e melhores projectos iriam chegar. Temos que viver com a realidade e tentarmos fazer as coisas o melhor possivel com os meios que cada um tem o seu dispôr. Sabemos que estamos numa terra de campeões e de pilotos com muitas potencialidades, deixo aqui um apelo às empresas que tenham meios para nos ajudar para que o façam pois concerteza nao se arrependerão.
5) Que perspectivas e projectos para 2009?
Para 2009, vou fazer o Desafio Modelstand, com o Peugeot 206 no Open de Ralis com o intuito de lutar pelos primeiros lugares, também estarei no PTCC e no Troféu Fiat Punto (Velocidade), bem como espero poder fazer umas rampas que foi uma prova que me deu um gozo incrivel. Claro que estarei à partida de todas as Super Especiais que fizerem por este país fora, pois são provas baratas, onde estamos muito perto do público e que trazem um retorno enorme. São estes os meus projectos para 2009 e espero que corram ainda melhor do que os mesmo referentes ao ano de 2008. Agradeço desde já ao Famalicão Motor pelo facto de estar sempre com os pilotos famalicenses e de os promover divulgndo os seus sucessos e noticias.

Fim de ano por... Jorge Lopes

Jorge Lopes foi um dos vários pilotos de Famalicão que apostou no Campeonato Open de Ralis, onde disputou algumas provas, surgindo igualmente em Provas Extra e nas Super Especiais citadinas, sempre aos comandos de um Fiat Punto HGT e com estreita ligação à Integra Support.
Num ano em que teve alguns azares, o jovem famalicense mostrou ser competitivo e sempre que chegou ao fim das provas, o resultado ia de encontro aos objectivos delineados. Para 2009, tudo é ainda uma incógnita para Jorge Lopes, mas o Open de Ralis poderá ser novamente a aposta.
1) Que balanço faz da época de 2008?
O balanço da época 2008 é positivo, apesar de ter efectuado apenas cinco provas.
2) Qual o momento mais alto/feliz da temporada?
O momento mais alto foi deixar para trás os azares e conseguir terminar o Rali de Gondomar bem classificado.
3) Qual o momento para esquecer?
A desistência no Rali de Penafiel quando lutávamos pelo Top Ten.
4) Como vê o momento actual do desporto motorizado famalicense e que futuro espera?
Famalicão sempre foi um concelho de renome no desporto motorizado, era bom que não deixássemos que essa fama se perdesse sendo necessário para isso unir esforços de todos os adeptos dos motores de Famalicão.
5) Que perspectivas e projectos para 2009?
Tentar arranjar apoios para continuar o meu projecto no Open de Ralis ou apoios que me permitam concretizar outros projectos que tenho em mente.

04 janeiro 2009

2ª Etapa Dakar: Famalicenses já são os melhores lusos!

Aquela que foi a mais longa etapa do Dakar 2009 não foi necessariamente a mais complicada para as hostes famalicenses, pois quer Adélio Machado, quer Martine Pereira estiveram em bom nível.
Adélio Machado cotou-se como o melhor piloto português ao concluir a especial na 74ª posição da geral entre os automóveis. Depois da especial rápida do dia de ontem, os pilotos hoje, sentiram grandes dificuldades com o terreno, bastante mole, provocando os primeiros atascanços em catadupa, tendo mesmo que ajudar os companheiros de equipa menos habituados a estas andanças. "Não foi nada fácil desembaraçar-nos de algumas situações mais complicadas. Os primeiros quilómetros da etapa eram bastante rápidos, mas, rapidamente nos deparamos com as primeiras dificuldades com terra e areia muito mole, para além de muita vegetação fech-fech. A passagem dos carros da frente provocaram muitos trilhos. Foi a primeira verdadeira especial do Dakar" afirmou no final da tirada dos 237 quilómetros cronometrados o famalicense da Padock Competições.
Martine Pereira e José Marques foram os 81ºs da geral e tiveram hoje os primeiros "trabalhos suplementares" a que uma equipa do Dakar já está acostumada. Depois de uma primeira parte desta segunda especial bastante rápida, os navegadores tiveram de se aplicar para evitarem sair fora da rota certa, com a navegação a começar a ser determinante para a classificação. Se a etapa inaugural tinha sido de gáudio para o estreante piloto da Padock Competições, a de hoje foi de algum desgaste. "Talvez tenha começado aqui o Dakar! De facto, hoje já tivemos uma variedade de piso completamente diferente o dia de ontem, com mais vegetação, alguma navegação, e areia. O andamento foi muito mais moderado, com a experiencia a fazer-se notar no andamento que outros pilotos apresentaram", começou por relatar Martine Pereira, antes de explicar uma situação em que ficou atolado mas "Felizmente apareceu o Adélio Machado que nos ajudou e conseguimos assim terminar mas este etapa. O Dakar também vive destes momentos de solidariedade, hoje fui eu, amanhã espero também poder contribuir para a felicidade de outras equipas".
Lá na frente, a vitória para o espanhol Carlos Sainz (Volkswagen), que deixou Stéphane Peterhansel a 1m14s e Giniel de Villiers a quase dois minutos. Em dia menos positivo esteve a armada BMW, cujo melhor representante foi Orlando Terranova, na 8ª posição. A tabela classificativa geral também tem Sainz na frente, com o seu colega de equipa de Villiers logo atrás e Peterhansel a encerrar os lugares do pódio. Para além dos famalicenses já referidos, os portugueses em prova não tiveram tarefa fácil e tiveram alguns problemas, atrasando-se bastante, em particular os irmãos Inocêncio e Francisco Pita, também ele da Padock Competições. Natural realce para o abandono de Hiroshi Masuoka (Mitsubishi), depois de não conseguir solucionar os problemas de motor do carro nipónico.
Nas motos, a vitória da etapa foi para Frans Verhoven (KTM), com o experiente Cyril Despres a ser segundo e a iniciar desta forma a recuperação, depois do furo de ontem. David Fretigne, em Yamaha, foi o terceiro mais rápido, no dia em que Paulo Gonçalves foi de novo o melhor português, terminando em 19º e está um lugar à frente na geral. A comitiva lusa das motos teve a primeira baixa, pois Pedro Oliveira sofreu uma queda e abandonou. A classificação geral continua a ser liderada por Marc Coma, que hoje perdeu mais de doze minutos para o vencedor Verhoven, que é agora segundo classificado, com Fretigne em 3º. Na classe destinada aos camiões, o vencedor foi De Rooy, em nova vitória da GINAF, sendo igualmente o lider na geral, onde a portuguesa Elisabete Jacinto caiu para o 18º posto.
Classificação Etapa-Carros
1º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - 1h56m14s
2º Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Racing Lancer) - a 1m14s
3º Giniel de Villiers/Dieter Von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 1m56s
4º Joan Roma/Lucas Senra (Mitsubishi Racing Lancer) - a 2m48s
5º Luc Alphand/Gilles Picard (Mitsubishi Racing Lancer) - a 3m54s
(...)
74º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 2h39m38s
(...)
81º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 2h56m24s
(...)
114º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 4h24m30s
Classificação Geral-Carros
1º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - 4h34m46s
2º Giniel de Villiers/Dieter Von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 2m19s
3º Stephane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Racing Lancer) - a 3m51s
4º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3CC) - 4m15s
5º Joan Roma/Lucas Senra (Mitsubishi Racing Lancer) - a 5m42s
(...)
79º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 3h39m48s -- 1º Português
(...)
82º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 3h49m51s
(...)
132º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 6h46m03s
A 3ª Etapa do Dakar Argentina-Chile decorre esta 2ª feira, ligando Puerto Madryn até Jacobacci, com 616 quilómetros de especial, num total de 694.

03 janeiro 2009

1ª Etapa Dakar: Famalicenses com entrada tranquila

Teve início hoje a grande aventura do Dakar, que este ano se realiza na Argentina e no Chile! Com 371 quilometros cronometrados, esta primeira tirada serviu para tirar as primeiras ilações de quem poderá estar na luta pela vitória, bem como para alguns favoritos se atrasarem consideravelmente.
Martine Pereira é o melhor representante da equipa de Famalicão, Padock Competições, naquela que está a ser a sua estreia no Todo-Terreno. O piloto famalicense concluiu a 1ª etapa na 69ª posição, sem grandes problemas no seu Toyota Land Cruiser.
O outro piloto famalicense em prova, Adélio Machado não foi tão feliz, tendo alcançado a 85ª posição, numa etapa em que optou por ser "prudente e muito consistente ao longo de toda a etapa, evitando os problemas ou ratoeiras do traçado que nos pudessem surgir. Já na parte final do troço cronometrado o carro perdeu um pouco de velocidade de ponto, certamente, pelo muito pó que apanhamos na ultrapassagem a alguns concorrentes. Tirando isso, tudo se passou normalmente numa equipa que sabe aquilo que quer, vencer", mostrando uma vez mais toda a ambição da Padock Competições.
Francisco Pita, também ele a correr com as cores da equipa famalicense, é penúltimo, após ter dado um toque, que danificou visivelmente o seu Toyota.
A etapa foi ganha por Nasser Al Attiyah, em BMW X3 CC, sendo secundado pela armada da VW, encabeçada por Carlos Sainz, numa etapa em que os Mitsubishi Racing Lancer tiveram alguns problemas de motor, em particular o de Hiroshi Masuoka. O melhor representante luso é Francisco Inocêncio, na 55ª posição.
Nas motas, Marc Coma (KTM) lidera já com mais de 20 minutos de vantagem sobre Jacek Szachor e Martin Stanovnik, também em KTM. Paulo Gonçalves é o melhor português e está no 15º lugar. Nos camiões, para já são os holandeses da GINAF que comandam, com Van Vilet na frente com apenas 2 segundos de vantagem sobre De Rooy. Elisabete Jacinto está à porta do Top-10, é a 11ª classificada, a mais de 14 minutos do lider.
Classificação Carros
1º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3CC) - 2h36m15s
2º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - a 2m17s
3º Giniel de Villiers/Dieter Von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 2m40s
4º Mark Miller/Ralph Pitchford (VW Race Touareg) - a 4m21s
5º Luc Alphand/Gilles Picard (Mitsubishi Racing Lancer) - a 4m44s
(...)
55º Francisco Inocêncio/Paulo Fiúza (Mitsubishi Pajero) - a 46m12s -- 1º Português
(...)
69º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 55m14s
(...)
85º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 1h02m27s
(...)
155º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 2h23m50s
A 2ª etapa ligará Santa Rosa a Puerto Madryn e é a mais longa de todo o Dakar, mas não necessariamente a mais difícil, completando 800 quilómetros, 237 dos quais feitos ao cronómetro.

Nuno Pina aposta no Desafio Modelstand

Após ter experimentado várias modalidades no desporto motorizado em 2008, o ano que agora se inicia marca o regresso de Nuno Pina aos ralis e com um projecto totalmente novo.

O piloto famalicense tem previsto disputar o Desafio Modelstand, inserido no Campeonato Open de Ralis, que irá utilizar os Peugeot 206 GTI. Nuno Pina irá fazer parte da SFR Racing, uma equipa localizada em Barcelos. "Será um carro novo para mim, mas um desafio que eu espero rodar nos lugares de top", referiu o espectacular piloto de Famalicão ao site Rallymania.net.
Nuno Pina tem a esperança de poder realizar o Rali Montelongo como teste à viatura francesa, pois o Desafio Modelstand apenas se inicia no Rali Cereja do Fundão, segunda prova do Open de Ralis.
Ao lado de Nuno Pina estará novamente o jovem famalicense Guilherme Pereira, o que será assim o regresso da animada dupla que se notabilizou no pequeno Nissan Micra. "Estou bastante curioso por competir neste troféu visto que será engraçado ver como nos saímos face á concorrência pois vão se defender com armas iguais às nossas", adiantou o famalicense.
Mais uma boa notícia para o Open de Ralis e para Famalicão, com mais um piloto a apostar neste campeonato, antevendo-se um ano ambicioso para a nossa terra, com vários projectos ganhadores, sendo este um deles com certeza.

02 janeiro 2009

Pilotos famalicenses prontos para o arranque do Dakar

Pela primeira em solo sul-americano, deixando para trás o continente africano, a prova mais participada e esperada do ano arranca este Sábado, na capital argentina – Buenos Aires.
Adélio Machado tem tudo preparado para o grande desafio que o levará até aos confins das planícies das Pampas, passando pelo deserto do Atacama e a cordilheira dos Andes, por entre trilhos e caminhos que fazem desta edição do Dakar um novo desafio a pilotos e navegadores. O piloto da Padock Competições mostra-se esperançado num lugar do pódio, ou até mesmo a vitória!
Esta será a terceira participação do piloto de Famalicão, depois de na estreia ter alcançado a terceira melhor posição entre as muitas equipas portuguesas. "Este ano poderei até melhorar esse resultado" afirmou, convicto das potencialidades do Toyota Land Cruiser da categoria T2. Adélio Machado e Laurent Flament tiveram na passada 5ªfeira à noite no palco principal de todas as atenções de Buenos Aires, numa primeira apresentação de todas as equipas, seguindo juntamente com toda a caravana pelas ruas da cidade, antes da partida oficial agendada para amanhã: "A festa aqui ainda vai no adro, a euforia do Dakar ainda prolongar-se por algumas horas. Sábado tudo é mais sério! Temos uma primeira etapa muito rápida e longo, fora da habitual partida calma de outras edições. As longas planícies vão permitir velocidades excessivas, vamos que ser calculista, o Dakar só termina daqui a nove mil quilómetros e tem catorze etapas", relembrou o piloto da Padock Competições, cheio de ambições: "As primeiras grandes dificuldades vão surgir a partir da terceira etapa. Para mim não existem dificuldades, apenas um difícil desafio que temos de superar. Quero ser um dos principais desta longa lista de candidatos à vitória entre os carros do agrupamento T2".
Também preparado a 100 % está Martine Pereira vive um dos dias mais fantásticos da sua carreira desportiva: "isto é deslumbrante, nunca tinha visto uma coisa assim, em volta de uma competição automóvel. Não me perguntem qual seria melhor, África ou o continente Sul-Americano, porque não conheço o passado, agora vos digo o que se vive aqui nem Buenos Aires é fantástico! Equipas, pilotos, máquinas, rodeiam um público entusiasta. Estou ansioso pela hora de partida", começou por desvendar o piloto de Famalicão que faz a sua estreia em provas de todo-o-terreno além fronteiras.
A etapa de Sábado, a primeira deste Dakar sul americano, liga Buenos Aires a Santa Rosa, num total de 733 km, sendo 371 deles feitos contra o cronómetro.

30 dezembro 2008

Nova equipa em Famalicão aposta no Open de Ralis

Numa terra com tanta tradição motorizada como Famalicão, o "Pai Natal" não quis passar em vão e "ofereceu" ao concelho uma nova estrutura.
Tal como o Famalicão Motor já tinha anunciado, trata-se da Macominho Sport uma equipa vocacionada para os ralis e que na próxima época estará presente no Campeonato Open de Ralis com duas viaturas, tendo esta nova formação anunciado os nomes dos pilotos e viaturas que irão defender as cores da equipa. Assim, Ricardo Costa e Nuno Almeida estarão ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo IV, recentemente adquirido na Espanha, enquanto Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins estarão aos comandos do Suzuki Ignis.
Os objectivos da equipa já estão traçados e passa pela conquista do título absoluto por parte de Costa/Almeida, enquanto que o objectivo Mariana/Martins passa por terminar a época no pódio do campeonato Júnior. "A minha entrada para o Open de Ralis prende-se um pouco com a realidade do nosso país, pois podemos participar nos ralis com menos custos e dar o mesmo retorno aos nossos patrocinadores", refere Ricardo Costa, mentor do projecto. Quanto à Macominho Sport, o piloto famalicense acrescenta que "sempre foi um objectivo meu montar uma estrutura, embora sem fins lucrativos, dado que tinha o espaço foi só juntar o útil ao agradável começar a trabalhar para conseguir-nos dentro de algum amadorismo sermos o máximo de profissionais".
Falando sobre o campeonato que começa dentro de três semanas, Ricardo Costa acrescenta que "em todas as provas que participei entrei sempre com o objectivo de fazer o melhor possível, por isso na entrada do novo campeonato não posso pensar noutra coisa se não ganhar pois ainda não conheço o carro nem os meus adversários isso deixa-me expectante".
A novidade na equipa liderada por Ricardo Costa é a presença de Mariana Neves de Carvalho que estará presente ao volante do Suzuki Ignis. "Penso que será uma grande promessa num futuro próximo, já realizamos um pequeno teste e a nossa menina surpreendeu-me pela positiva por isso penso que poderá terminar a época no pódio do campeonato júnior" , concluiu o famalicense.
Mariana Neves de Carvalho estará presente no Open num mini programa composto por seis provas que terá inicio a partir da terceira prova, realizando três de asfalto e outras tantas de terra. "Estou muito ansiosa para começar mas primeiro tenho que acabar o curso na universidade. Em relação a resultados não quero prometer nada apenas quero continuar aprendizagem iniciada no teste que realizei com o Ricardo Costa e terminar as provas, e é óbvio que estarei sempre atenta para conseguir bons resultados para a equipa", confessou a mais nova piloto do clã famalicense.
Entretanto a equipa de Famalicão tem em equação a entrada de um terceiro carro, estando a apresentação oficial da Macominho Sport agendada para o final do mês de Janeiro.

Fim de ano por... André Cortinhas

Após um início de carreira ao volante, André Cortinhas é cada vez mais reconhecido como um promissor navegador e este ano o sucesso acompanhou-o de perto. Fazendo equipa em todos os ralis de terra com um dos maiores nomes dos ralis nacionais dos últimos nomes - Adruzilo Lopes -, o co piloto de Famalicão foi elemento chave na conquista do título de Grupo N por parte de Adruzilo e da ARC Sport. Para Cortinhas, o ano saldou-se com o 6º lugar absoluto e o 4º no Agrupamento de Produção, estando também empenhado noutros projectos, com João Barros Leite e ainda com o Team Famalicão.

1) Que balanço faz da época de 2008?
Relativamente a 2008, apenas participei em metade da época, mas não posso estar mais satisfeito por tudo! Mantive-me numa das melhores, senão a melhor, equipa de ralis do país na qual ja vinha desde 2006 e ao mesmo tempo tenho a oportunidade de navegar um dos melhores pilotos do país também, Adruzilo Lopes. Penso que é o objectivo de qualquer navegador!
Ao mesmo tempo tive também o convite de ajudar a iniciar uma carreira com muito futuro, o João Barros Leite, o qual em conjunto com a sua restante família possuí uma grande e profissional equipa de ralis.
2) Qual o momento mais alto/feliz da temporada?
Sem dúvida o Rali de Portugal... Foi um rali extremamente dificil, que envolveu muito trabalho e preparação de todas as partes envolventes mas ao obtermos o 3º lugar como melhor Português num rali como este é sempre de grande significado.
3) Qual o momento para esquecer?
Felizmente em termos de competição não tive nenhum momento para esquecer, pois em 2008 dou um salto na carreira como Navegador ao ter a oportunidade de navegar um dos melhores pilotos do país numa das melhores equipas do país, coisa que poucos navegadores atingiram este feito, e ainda para mais ter conseguido cumprir as minhas "obrigações" até ao momento do meu abandono.
Mas sem dúvida que o momento para esquecer em 2008 foi o da decisão de abandonar os Ralis (por agora)... Foi uma situação muito debatida e reflectida mas infelizmente necessária por motivos de saúde e pessoais.
4) Como vê o momento actual do desporto motorizado famalicense e que futuro espera?
Penso que neste momento o desporto motorizado famalicense encontra-se em dificuldades devido a 2 pontos penalizantes. O 1º ponto penso que é pelo facto de existir imensas dificuldades em obter apoios para realizar projectos consistentes para o mundo do desporto motorizado. Possuímos centenas de empresas de grande nome e de grande posição no mercado no concelho, mas infelizmente a única resposta que possuem é "a Crise..."! Esta situação leva a recorrer a apoios exteriores dos quais nao recebemos o apoio devido o que torna os projectos frágeis e pouco consistentes...
O 2º ponto acho que se debate sobre a falta de um rali de nome na nossa região. Um rali que consiga atingir os maiores escalões no desporto motorizado, que traga todos os amantes do desporto à nossa região. Um concelho que tem o maior número de praticantes da modalidade deveria possuir um rali na terra, digno desse mesmo facto.
5) Que perspectivas e projectos para 2009?
Para 2009, e em termos de Campeonatos, penso que o Open está saudável, muito bem divulgado e vai ser um grande Campeonato (apesar de um número exagerado de provas) e o Campeonato de Ralis de Portugal vai ser um Campeonato com poucos intervenientes e digamos "só para ricos..."!
No que diz respeito a projectos, penso que poderão surgir algumas novidades e surpresas mas ainda é cedo para divulgações...
Um Bom Ano para todos!!!