08 janeiro 2009

Fim de ano por... José Janela

José Janela teve um ano bastante preenchido, como aliás vem sendo um hábito na sua carreira, sendo o famalicense um dos navegadores de ralis mais experientes no activo.
Começando o ano a navegar João Fernando Ramos, a passagem do CPR para a fase de asfalto levou o experiente co-piloto famalicense a ingressar num ambicioso projecto juntamente com Adruzilo Lopes, ajudando o piloto da ARC Sport a chegar ao título, algo que Janela não conseguiu devido aos pontos que não amealhara na primeira metade da temporada. Ainda uma participação ou outra pontual a conduzir compuseram 2008, nomeadamente no Rali de Famalicão, mas mais por gozo e diversão.
Na Velocidade e sempre que se fala no Challenge Desafio Único, eis que José Janela e o Team Famalicão são tidos e achados, sendo dos principais animadores desta competição monomarca que coloca a correr os pequenos e diabólicos Fiat Uno 45.
1) Que balanço faz da época de 2008?
Participei em campeonatos tão distintos como a Velocidade, Todo Terreno e Ralis. Na Velocidade como piloto no Desafio Único com o Fiat Uno, no Todo Terreno como piloto nas 24 Horas de Fronteira, nos Ralis como navegador de João F. Ramos, fase de terra e Adruzilo Lopes, fase de asfalto. Com um grande número de provas, 2008 foi um ano óptimo em termos de resultados, mas foi nos ralis como navegador que a alegria foi maior com a obtenção do 2º lugar nacional no grupo N, contribuindo para a conquista de mais um título de campeão nacional para Adruzilo Lopes.
2) Qual o momento mais alto/feliz da temporada?
Tive bons momentos ao longo do ano de 2008, mas o Rali de Mortágua pode ser considerado o momento de excelência, pois foi o rali da conquista do título de Campeão para o Adruzilo Lopes e para a ARC Sport, confirmando assim, que fiz um excelente trabalho ao longo do campeonato.
3) Qual o momento para esquecer?
No desporto automóvel os resultados menos bons nunca podem ser para esquecer, pois os mesmos fazem parte da aprendizagem constante que é exigida pela modalidade, existe uma permanente evolução das viaturas que leva-nos a novos limites, por isso, quanto mais conscientes estivermos das coisas boas e menos boas do passado, somos no presente mais fortes e mais eficazes.
4) Como vê o momento actual do desporto motorizado famalicense e que futuro espera?
Famalicão tem história no desporto motorizado, tem 4 pilotos de qualidade superior, que são referências nacional, temos um grande número de praticantes, temos o Rali de Famalicão, temos outros eventos que divulgam a modalidade, daí só posso dizer que Famalicão tem todas as condições para continuar a fazer evoluir pilotos a atingir a qualidade de campeões e criar estímulos nas empresas famalicenses para apostarem no desporto motorizado como meio de divulgação dos seus produtos e marcas.
5) Que perspectivas e projectos para 2009?
As perspectivas são as melhores pois sei que em 2009 vou continuar a praticar automobilismo, numa fase que tudo é meio segredo e estudo da melhor opção, só posso adiantar que tenho convites com projectos ganhadores para o Campeonato de Portugal de Ralis e para o de Todo Terreno.
Aproveito a ocasião para dar os parabéns ao Famalicão Motor, que é um exemplo nacional, pelo excelente trabalho que faz em prol do desporto motorizado famalicense, contribuindo com os seus artigos divulgar e dar a conhecer pilotos e seus resultados nas provas dos diferentes campeonatos nacionais e regionais. É o vosso trabalho que nos estimula sermos cada vez melhores e ajuda os nossos projectos a ter mais credibilidade junto das empresas patrocinadoras.

07 janeiro 2009

5ª Etapa Dakar: Chegaram as dunas, chegaram as dificuldades

Tal como se previa. a 5ª Etapa do Dakar Argentina-Chile não foi nada fácil, tanto é que a esta hora ainda só é possível obter a classificação das motos e de alguns automóveis, onde ainda não se incluem os dois pilotos famalicenses, Adélio Machado e Martine Pereira, nem tão pouco quaisquer outros concorrentes lusos.

Como os pilotos de Famalicão ainda não chegaram, fica a informação que à passagem do quilómetro 422, ou seja, a cerca de 80 do final da etapa, Martine Pereira era o melhor colocado, no 64º lugar, enquanto Adélio Machado seguia um pouco mais atrás, era 69º. Francisco Pita seguia em plano de destaque, sendo o melhor dos homens da Padock Competições, no 50º posto. Assim que houver mais novidades, actualizaremos a notícia.
Lá na frente, houve mudança na liderança da prova, sendo agora Nasser Al-Attiyah (BMW) quem segue no 1º lugar, destronando Carlos Sainz que se atrasou bastante nas dunas já na parte final da etapa, tendo inclusivé capotado. Etapa essa que foi ganha pelo sul africano Giniel de Villiers que suplantou outro piloto da VW, o alemão Dieter Depping. A encerrar o pódio do dia tivemos o espectacular Robby Gordon no não menos fantástico Hummer, a já mais de 4 minutos. O até hoje lider Carlos Sainz não foi além do 8º posto a mais de 15 minutos do vencedor, enquanto Stéphane Peterhansel viu uma penalização relegá-lo para 9º, ele que também capotou e a continuidade na prova está em risco. Como já foi dito, na liderança segue Al-Attiyah que tem a forte pressão da VW, com de Villiers, Sainz e Miller na sua perseguição. Joan Roma é o melhor dos homens da Mitsubishi, surgindo no 5º posto a já 24 minutos, comprovando que não está a ser um rali fácil para a marca japonesa.
Nas motos, o vencedor do dia foi Jonah Street (KTM), com Frans Verhoeven a ser o 2º mais rápido, mas já a mais de 5 minutos. A liderança permanece em Marc Coma, que mesmo perdendo cerca de 15 minutos na tirada de hoje, tem ainda 27m12s para gerir face a Street. Um dos heróis do dia foi Hélder Rodrigues ao alcançar um brilhante 5º lugar, valendo lhe mais uma subida na tabela, ele que ocupa agora o 6º lugar, com uma diferença de 1h17m54s para o comandante da prova. Também Paulo Gonçalves está a ter uma boa prestação, estando já à porta do Top-10, mais concretamente no 12º lugar, num dia em que Luís Ferreira abandonou a prova, depois de insolúveis problemas na sua BMW. Nos camiões, Fridaus Kabirov (Kamaz) foi o vencedor da etapa com uma vantagem significativa sobre o seu colega de equipa Vladimir Chaguin e sobre o ainda lider Gerard de Rooy, se bem que por apenas escassos 13 segundos face a Kabirov. Elisabete Jacinto foi obrigada a abandonar, depois de um incidente com um concorrente automóvel, com o seu MAN a pegar fogo de seguída, contudo sem consequências físicas para a piloto portuguesa.
Classificação Carros-Etapa
1º Giniel de Villiers/Dirk von Zitzewitz (VW Race Touareg) - 5h47m43s
2º Dieter Depping/Timo Gottschalk (VW Race Touareg) - a 2m18s
3º Robby Gordon/Andy Grider (Hummer H1) - a 4m12s
4º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3 CC) - a 5m23s
5º Mark Miller/Ralph Pitchford (VW Race Touareg) - a 8m59s
Classificação Carros-Geral
1º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3 CC) - 18h44m37s
2º Giniel de Villiers/Dirk von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 2m40s
3º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - a 6m33s
4º Mark Miller/Ralph Pitchford (VW Race Touareg) - a 19m55s
5º Joan Roma/Lucas Senra (Mitsubishi Racing Lancer) - a 24m29s
A etapa de 5ª feira, a 6ª da prova, vai ligar San Rafael até Mendoza, numa tirada em que as dunas voltam a fazer parte do percurso, em mais uma etapa de muito trabalho e repleta de obstáculos. As pistas são propícias à velocidade na segunda parte da especial, para além de exigir muita navegação, dada a variedade de direcções. Já na zona final, o rali entra no maciço andino.

Rali de Famalicão 2009 já tem regulamento

Depois de tantas dúvidas e discussões acerca do Rali de Famalicão e sobre o figurino que iria apresentar em 2009, eis que está já disponível o boletim de inscrição e o regulamento, portanto várias questões aqui debatidas começam a ter respostas (vagas, ainda).
A maior surpresa é o facto do rali ser exactamente igual ao da edição anterior, ou seja, com duas especiais percorridas duas vezes cada uma, com a mesma quilometragem e exactamente no mesmo local: Calendário/Fradelos e Requião/Telhado. A data da sua realização já fora divulgada atempadamente, é o dia 28 de Fevereiro e o rali volta a ser pontuável para o Campeonato Regional de Ralis/Norte, bem como terá uma vez mais uma Prova Extra para carros ainda com homologação. Em termos de novidade é o clube organizador, que passa a ser o Demoporto em vez da Secção de Desportos Motorizados do Futebol Clube do Porto, uma situação já esperada e anunciada.
O que nos apraz dizer, e uma vez que o problema foi aqui levantado em tempo útil, não é mais que um relembrar que a classificativa Calendário/Fradelos sofreu inúmeras modificações (já planeadas e por demais conhecidas) desde a última edição do rali, nomeadamente a pavimentação em asfalto precisamente a partir da zona espectáculo "terra-asfalto-terra" até ao conhecido gancho de direita, numa extensão bastante considerável. Para além de termos uma parte do troço em asfalto, com a construção do aterro algumas zonas que o troço utilizava ficaram pouco transitáveis.
Será que este regulamento é provisório e ainda passível de ser alterado? Até é uma hipótese, pois no meio automobílistico o que hoje é verdade, amanhã poderá não sê-lo e vice versa, mas uma coisa é certa: o tempo começa a escassear e não há grandes novidades conhecidas. Para os interessados, podem consultar o regulamento aqui e o boletim de inscrição aqui.

Fim de ano por... Luís Campos

2008 marcou o regresso de Luís Campos aos ralis. Depois de ter disputado o Troféu Fiat Punto/Selénia no Campeonato de Promoção em 2005, o famalicense decidiu regressar novamente inserido numa competição monomarca, desta feita, o Troféu Fastbravo, uma reedição do troféu Seat Marbella, que marcou o final dos anos 80 e o início da década de 90.
Para Luís Campos, foi um ano com bastantes azares, pois o Seat Marbella nem sempre colaborou, impedindo assim o piloto de Famalicão de obter resultados de acordo com as suas capacidades. Mais inglório se torna quando Campos apenas consegue terminar um rali, enquanto nos restantes é obrigado a desistir quando segue nos lugares da frente. Espera-se um 2009 com mais sorte para Luís Campos, provavelmente, de novo ao volante do pequeno mas engraçado Seat Marbella do Troféu Fastbravo.

1) Que balanço faz da época de 2008?
2008 foi acima de tudo para mim um ano positivo pois pude voltar a correr nos ralis, algo que já não fazia desde 2005, e este ano com o Troféu Fastbravo isso foi possível, ainda que desportivamente nem tudo tenha corrido da melhor maneira. Dei o meu melhor em todas as provas, mas a sorte também nunca esteve muito do meu lado, os problemas mecânicos foram uma constante e certamente que se tal não acontecesse os resultados teriam sido muito mais favoráveis pois tivemos sempre andamento para andar na frente do Troféu. Levo deste ano mais um pouco de experiência e vontade de fazer mais e acima de tudo, melhor. Agradeço também a todos os patrocinadores que ajudaram a por de pé este projecto, AMF, Nicole Ferreira, Marco Cervejaria, L. J. recobrimento de fios, Campos & Campos, Campos & Pinto, Nazani Jeans, Decorconde, Detexfios e JDR.
2) Qual o momento mais alto/feliz da temporada?
Sem dúvida que foi no Rali Vila Nova de Cerveira, onde terminei em 2º, depois de ter feito uma excelente prova, pois foi também a primeira que realizei aos comandos do Marbella e no Troféu Fastbravo. Deu logo imenso ânimo para continuar e deu também para ver que o espírito entre os concorrentes do troféu era do melhor.
3) Qual o momento para esquecer?
Para esquecer foram vários os momentos infelizmente, a mecânica do Marbella nunca esteve realmente colaborante ao longo da época e as desistências fizeram-se notar. Talvez duas das mais importantes que ocorreram foram no Rali de Gondomar, onde desistimos a cerca de 4 quilómetros do fim quando lutávamos pela vitória e também o Rali de Murça, onde nem chegamos a partir para a primeira classificativa depois do carro ter avariado na ligação. Todos estes maus momentos são para esquecer, mas ao mesmo tempo para ter bem presentes de modo a evitar que o mesmo volte a acontecer no futuro, devemos tentar aprender com tudo o que acontece, bons e maus momentos.
4) Como vê o momento actual do desporto motorizado famalicense e que futuro espera?
Famalicão sempre foi um concelho com grande tradição no desporto motorizado e cada vez mais isso é de notar, pois temos Famalicenses a lutar em vários campeonatos do desporto automóvel. Também temos o Rali de Famalicão, onde o espírito vivido ao longo das PECs é contagiante, a afluência é enorme, vê-se mesmo que as pessoas gostam daquilo e como tal devia ser um desporto a ter mais em conta no concelho e é mesmo isso que eu espero que venha a acontecer com a criação do clube. Famalicão só tem a ganhar com isso, assim como todo o seu concelho pois várias actividades podem ser levadas a cabo se para tal houver vontade e apoios. A vontade das pessoas é já um apoio enorme e essencial, não se pode deixar morrer esse espírito, senão tudo está perdido e isso não pode acontecer.
5) Que perspectivas e projectos para 2009?
Para 2009, ainda está tudo muito indeciso, é assumido que a crise está ai e como tal o dinheiro não abunda para este tipo de actividade, certamente que todos vamos ser afectados por isso. Mas a vontade de continuar a correr é enorme e tudo vou fazer para tal, nomeadamente continuar a correr no Troféu Fastbravo, pois foi um troféu que me surpreendeu ao longo do campeonato e o ambiente vivido no seio do mesmo vale a pena. Além disso, é um troféu onde todos correm com armas idênticas que só por si é vantajoso e apelativo, pois sabemos que as lutas vão ser sempre justas e que vamos ter concorrentes à nossa altura ou velocidade pelo menos. É claro que queremos sempre correr com carros melhores e mais potentes, mas também para andar a correr sozinho eu acho que não vale a pena, um troféu é sempre mais interessante e também uma forma mais barata de correr, pois como disse, os patrocinadores não abundam para ninguém. Como tal, vou trabalhar juntamente com o meu navegador, Fábio Vasques, para que a próxima época seja possível e acima de tudo que corra pelo melhor, já que se avizinha um grande ano de troféu com duas espectaculares deslocações fora do continente, uma aos Açores e outra à Madeira.

06 janeiro 2009

4ª Etapa Dakar: Etapa cautelosa para os pilotos de Famalicão

Mais uma etapa complicada para os concorrentes, que começam a sentir o verdadeiro Dakar, seja ele em África ou na América do Sul, ou seja, as dificuldades estão sempre presentes e o dia de hoje não foi excepcção.
Adélio Machado e os azares não tem tido muita proximidade e daí o famalicense tem conseguído terminar as etapas sem problemas de maior, subindo aos poucos na tabela classificativa. Na etapa de hoje, Adélio optou por um ritmo mais cauteloso na fase inicial, poupando a mecânica do Toyota e até pelas constantes mudanças de piso que o traçado apresenta, dificultando a tarefa aos pilotos. "O pó voltou a ser nosso inimigo, obrigando em algumas situações a parar. Entretanto atascámos e depois tivemos um furo que nos fez perder várias posições. Um contratempo de pronto anulado com o retomar do nosso andamento normal e eficaz para esta altura da prova. Ainda assim conseguimos subir algumas posições na geral" afirmou Adelio Machado, preparando já o dia de amanhã que se antevê seja ainda mais complicado do que estas primeiras etapas do Dakar da América Latina: "Estamos no bom caminho, fortes e seguros que ainda faltam muitos milhares de quilómetros para o Dakar terminar. Amanhã muita coisa pode mudar com o aparecimento das primeiras dunas, onde me sinto particularmente bem", concluiu o piloto de Famalicão, que é o 2º entre os pilotos portugueses e já à porta do Top-10 na classe T2.
A apresentar naturais dificuldades de adaptação ao TT à medida que a prova vai evoluíndo está Martine Pereira. O piloto de Famalicão ainda andou ao nível dos colegas de equipa na primeira fase da prova, contudo os já habituais atascanços e o desgaste dos pneus fizeram com que caísse alguns lugares, terminando fora dos 100 primeiros, o que se traduz num 94º lugar. "Passámos por algumas dificuldades, furámos, e tivemos que parar para desatascar. A mecânica do carro sofreu bastante e não podemos ir para além dos limites, temos que o levar quase "ao colo". Estas contrariedades obrigaram-nos a diminuir o andamento e perdemos muito tempo com todas estas situações. Enfim, a aventura continua e não vamos deitar a toalha ao chão" começou por afirmar Martine Pereira, quando passou mais uma barreira e parte agora para lugar ainda mais desconhecido: "pode ser que as dunas contrariarem os nossos últimos resultados", numa altura em que está já no Top-20 entre os T2.
Também a defender as cores da Padock Competições, Frederico Pita voltou a ter uma etapa sem grandes sobressaltos, registando apenas um ligeiro atraso já na fase final da tirada. Ainda assim, o homem forte do Jet Ski nacional, foi o 84º mais rápido do dia, subindo para o 101º posto.
Na discussão pela vitória do dia, os homens do costume, Carlos Sainz (VW) e Nasser Al-Attiyah (BMW) chegaram ao final da etapa separados por somente 6 segundos, num verdadeiro duelo de rali. Luc Alphand foi o melhor dos Mitsubishi ao ser 3º classificado, recuperando assim algum do tempo perdido ontem. A surpresa do rali tem sido o argentino Orlando Terranova, também em BMW, que hoje rodou nos lugares do pódio durante grande parte da tirada, terminando no 7º lugar, posição que também ocupa na geral. Na classificação geral, Sainz aumentou ligeiramente a sua vantagem sobre Al-Attiyah, cifrando-se agora em 3m46s, enquanto o colega de equipa do espanhol, Giniel de Villiers é 3º a já 11m33s. Stéphane Peterhansel mantém o 4º lugar, apesar de algum tempo perdido no dia de hoje. Entre os concorrentes lusitanos, o melhor foi Nuno Inocêncio, na 46ª posição, o que lhe valeu a subida de alguns lugares na tabela, porém continua a ser Leal dos Santos o melhor na geral, ocupando o
Nas motos, mais do mesmo, isto é, vitória na etapa para Marc Coma (KTM) com 1m17s de vantagem sobre o "renascido" Cyril Despres, com Jonah Street um pouco mais atrás. Na tabela geral, Marc Coma aumenta assim a vantagem para o 2º colocado, o americando Street, que é agora de 42m57s, enquanto o 3º é o melhor das Yamaha, David Fretigné, a 43m42s. Hélder Rodrigues começa a dar nas vistas, hoje foi 13º, após uma etapa em que rodou nos grupo da frente, subindo mais alguns lugares, agora é 8º com uma desvantagem de 1h23m04s para Coma. Este foi um dia em que mais um português ficou de fora, nomeadamente João Rosa, com uma violenta queda.
Nos camiões, Gerard de Rooy (GINAF) foi o vencedor da etapa, com Vladimir Chaguin (Kamaz) bem perto. Aliás, essa é igualmente a classificação geral, com de Rooy a ter uma vantagem superior a 10 minutos sobre três russos a defenderem a Kamaz, Chaguin, Kabirov e Mardeev. A representante lusa Elisabete Jacinto levou o seu MAN até ao 23º lugar, galgando várias posições, sendo agora a 21ª classificada, a pouco mais de 5 horas do lider.
Classificação Carros-Etapa
1º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - 3h42m57s
2º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3 CC) - a 6s
3º Luc Alphand/Gilles Picard (Mitsubishi Racing Lancer) - a 2m24s
4º Mark Miller/Ralph Pitchford (VW Race Touareg) - a 4m20s
5º Joan Roma/Lucas Senra (Mitsubishi Racing Lancer) - a 5m38s
(...)
46º Nuno Inocêncio/Jaime Santos (Mitsubishi Pajero) - a 1h36m03s -- 1º Português
(...)
80º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 2h27m14s
(...)
84º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 2h35m05s
(...)
105º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 3h09m43s
Classificação Carros-Geral
1º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - 12h47m45s
2º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3 CC) - a 3m46s
3º Giniel de Villiers/Dirk von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 11m33s
4º Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Racing Lancer) - a 15m41s
5º Joan Roma/Lucas Senra (Mitsubishi Racing Lancer) - a 20m00s
(...)
54º Ricardo Leal dos Santos/Pedro P. Lima (BMW X5) - a 7h54m19s -- 1º Português
(...)
73º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 8h44m11s
(...)
96º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 10h36m39s
(...)
101º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 12h00m48s
A 5ª etapa amanhã ligará Neuquen a San Rafael, cumprindo um total de 663 quilómetros, sendo 506 deles feitos em especial. Uma etapa em que a areia se fará sentir em muitas zonas, algumas delas acima dos 2000m, onde os concorrentes sentirão dificuldades com o vento, apesar das estradas serem bastante rápidas.

Fim de ano por... João Ruivo e Alberto Silva

João Ruivo e Alberto Silva tiveram mais um ano em grande nível, ao volante do Fiat Stilo Multijet, entrando para a história dos ralis em Portugal, depois da vitória no Rali Montelongo que significou o primeiro triunfo de um carro a diesel em ralis nacionais.
Grande animadora do Open de Ralis, a dupla famalicense alcançou o 3º lugar absoluto, não conseguíndo no entanto repetir a vitória de 2007 nas 2 Rodas Motrizes, contentando-se com o vice campeonato. Para 2009, Ruivo irá continuar no Open de Ralis, uma vez mais ao volante do Fiat.
Este balanço é feito em conjunto, pois a carreiras de João Ruivo e Alberto Silva estão indiscutivelmente associadas uma a outra, numa equipa que está formada desde 2004.

1) Que balanço faz da época de 2008?
JR: A época, no final das contas, acabou por correr bem, pois alcançamos um dos objectivos a que nos tinhamos proposto, que era terminar no podio final do Open de Ralis, apesar de todos os maus momentos porque passamos ao longo do ano, com duas desistencias e dois maus resultados (32º no Vidreiro e 10º em Loule), sendo que dos outros 6 ralis, 5 terminamos no podio.
AS: O balanço que faço da epoca é positivo, visto que mais uma vez atingimos o podio final no Open de Ralis e, fundamentalmente, porque a concorrencia foi muito mais forte que em 2007.
2) Qual o momento mais alto/feliz da temporada?
JR: Sem dúvida que a vitoria no Rali Montelongo é o ponto alto do ano, pelo facto de ter sido a nossa primeira vitoria no Open, mas também por o termos conseguído com uma viatura Diesel.
AS: Foi, naturalmente, o Rali Montelongo, pois fomos a primeira equipa a vencer em Portugal um rali oficial com um carro Diesel.
3) Qual o momento para esquecer?
JR: O momento mais marcante do ano acabou por ser o acidente de Vila Verde, muito por culpa do que passamos nos momentos após o embate no muro. Mas agora ja é sua uma lembraça de onde aprendemos varias lições.
AS: O Rali de Vila Verde ficou marcado pelo acidente que protagonizamos. Foi muito violento e cheguei a temer o pior para mim e para o João, por momentos pensei que tudo acabava ali. Fiquei com mazelas para o resto da vida, mas o mais importante e que estamos recuperados e mais motivados que nunca, como se viu logo a seguir em Murça.
4) Como vê o momento actual do desporto motorizado famalicense e que futuro espera?
JR: O desporto motorizado no nosso concelho sempre esteve em alto nível, sendo que neste momento temos vários pilotos nos lugares da frente em quase todas as modalidades. Até aqui tudo bem, mas mesmo assim acho que podiamos fazer mais e melhor pelas actividades que realizamos na nossa terra. Mas para isso acontecer temos que nos juntar todos, debater e dar ideias às entidades que organizam essas actividades. Faz falta o nosso clube que é anunciado há já vários anos.
AS: Pelo aquilo que sei brevemente iremos dispôr de um clube e isso e algo de positivo. Agora as pessoas responsáveis têm de arregasar as mangas e trazerem para Famalicão provas dos diversos campeonatos, podendo até começar por candidatar a prova do Regional Norte ao Open de Ralis. Temos adeptos, troços, apoio estatal, só falta mesmo esperar que a Federação "abra" a porta e dê uma opurtunidade para que Famalicão esteja de novo na rota dos Campeonatos Nacionais.
5) Que perspectivas e projectos para 2009?
JR: Os projectos passam novamente pelo Open de Ralis onde contamos lutar novamente pelos lugares da frente, apesar de os adversários poderem estar mais bem equipados que nós esta época, muito derivado ao novo regulamento do Open que permite viaturas 4x4 que ainda tem homolgação. Mas isso sé nos da ainda mais força para lutarmos e vencermos.
AS: Vou estar novamente ao lado do João Ruivo no Open de Ralis e tentar lutar pelo título no final. Existe tambem a hipótese de disputar o Campeonato de Portugal de Ralis num projecto muito interesante, mas para já ainda não posso avançar mais nada.

05 janeiro 2009

3ª Etapa Dakar: Adélio sob carris, mas Martine caiu várias posições

Esta 3ª Etapa do Dakar Argentina-Chile foi bem mais complicada do que aquilo que se previu e de contrastes para os pilotos de Famalicão. Se por um lado Adélio Machado evitou precalços de maior, já Martine Pereira teve um dia difícil e atrasou-se alguns lugares.

Partindo para a etapa como o melhor piloto português em prova, Adélio Machado terminou a etapa na 75ª posição, depois de uma tirada em que rodou com muitos cuidados para poupar a mecânica do Toyota e evitar furos - teve apenas um -, em mais uma prestação muito regular do piloto famalicense da Padock Competições. "Fomos prudentes na forma como abordamos esta etapa. Sabíamos das adversidades que podíamos encontrar e não podíamos arriscar logo à terceira etapa. A navegação voltou a ser preponderante no rumo certo, não nos perdemos e, isso foi uma mais-valia. O Laurent Flament tem vindo a fazer um excelente trabalho. Estamos no caminho certo, que assim seja até ao regresso a Buenos Aires", comentou Adélio Machado, no final da etapa.
Já Martine Pereira como foi referido, não teve um dia fácil, começando a rodar fora dos cem primeiros, contudo e à medida que os quilómetros iam passando, o famalicense ganhou algumas posições, mas nova queda já na fase final da etapa, o que se traduziu num 104º lugar e a perda de várias posições na classificação geral. "Depois do muito pó que apanhamos na especial de ontem, que culminou com um pequeno toque na traseira de um outro concorrente, hoje voltamos a sentir essas dificuldades depois de nos termos atrasado. Era muito difícil ultrapassar e, depois vieram as pedras e os furos. Já deu para perceber o porquê do Dakar ser a mais dura e longa prova de todo-o-terreno do mundo", referiu Martine Pereira, já de noite e após esta etapa desgastante.
O outro homem da Padock Competições, Francisco Pita, teve finalmente um dia em que os azares não o perseguiram, mostrando ser o mais rápidos dos três pilotos da equipa famalicense, porém uma quebra de ritmo na parte final, fez com que caísse para 77º. Na tabela classificativa geral, Francisco Pita está já muito atrasado, estando fora do Top-100.
Na discussão da vitória, Nasser Al-Attiyah levou o seu BMW X3 CC novamente à vitória numa etapa, sendo o primeiro a bisar. O lider da prova, Carlos Sainz, foi o mais directo perseguidor de Al-Attiyah, perdendo apenas 35 segundos, o que lhe valeu aumentar a vantagem para o 2º classificado na geral que é precisamente o homem da BMW. Para além de Sainz, a VW teve um dia muito bom pois Dieter Depping e Giniel de Villiers completaram os lugares cimeiros, deixando Peterhansel como melhor representante da Mitsubishi, apenas na 5ª posição. Peterhansel tem apenas a companhia de Joan Roma nos lugares cimeiros, pois Luc Alphand perdeu muito tempo com problemas de motor, motivo esse que já levou ao abandono de Hiroshi Masuoka. Ricardo Leal dos Santos teve um dia muito positivo, depois de dois dias de muito azar, sendo o melhor entre os portugueses, retirando ao famalicense Adélio Machado esse estatuto na classificação geral, igualmente. O piloto do BMW X5 rodou várias vezes no Top-50, terminando a etapa em 46º e subindo para a 66ª posição na classificação geral.
Nas motos, Marc Coma (KTM) parece não estar satisfeito com a vantagem que tem sobre o 2º e venceu a etapa com 17m49s sobre Per-Anders Ullevalseter e Joan Villadoms, ambos com o mesmo tempo. Hélder Rodrigues foi o melhor português, entrando pela primeira vez no Top-10, ao ser exactamente 10º, a mais de 24 minutos do vencedor. A tabela geral é liderada por Marc Coma, seguído de David Fretigné (+ 39m11s) e de Frans Verhoeven (+ 41m14s), com o melhor português a ser agora Hélder Rodrigues, na 13ª posição, a já mais de uma hora, e com Paulo Gonçalves um pouco mais atrás, mantendo o 18º posto.
Por fim, na classe dos camiões, a vitória na etapa foi para Vladimir Chaguin (Kamaz), porém a liderança permanece no holandês Gerard de Rooy, em GINAF, com cerca de 7 minutos de vantagem sobre o primeiro dos três Kamaz que o perseguem, neste caso o de Fridaus Kabirov. A portuguesa Elisabete Jacinto teve um dia bastante complicado, não conseguíndo melhor que o 41º lugar na etapa, descendo para a 30ª posição na geral, já com uma diferença de quase 4 horas para de Rooy.
Classificação Etapa-Carros
1º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3 CC) - 4h29m27s
2º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - a 35s
3º Dieter Depping/Timo Gottschalk (VW Race Touareg) - a 1m40s
4º Giniel de Villiers/Dirk von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 4m01s
5º Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Racing Lancer) - a 5m31s
(...)
46º Ricardo Leal dos Santos/Pedro P. Lima (BMW X5) - a 1h56m40s -- 1º Português
(...)
75º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 2h37m44s
(...)
77º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 2h40m15s
(...)
104º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 3h37m40s
Classificação Geral-Carros
1º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - 9h04m48s
2º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3 CC) - a 3m40s
3º Giniel de Villiers/Dirk von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 5m45s
4º Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Racing Lancer) - a 8m47s
5º Joan Roma/Lucas Senra (Mitsubishi Racing Lancer) - a 14m22s
(...)
66º Ricardo Leal dos Santos/Pedro P. Lima (BMW X5) - a 6h08m05s -- 1º Português
(...)
68º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 6h16m57s
(...)
91º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 7h26m56
(...)
105º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 9h25m43s
A etapa de amanhã, 3ª feira, irá ligar Jacobacci até Neuquen, num traçado com uma fase inicial de muita pedra e areia, bastante sinuoso, até encontrar solo mais rápido, com passagem por vários rios secos e com uma zona final novamente dificil e traiçoeira. Ao todo serão 459 quilómetros cronometrados e mais 29 em ligação.

Fim de ano por... Nuno Pina

Mais um balanço de final de temporada, desta feita por Nuno Pina, provavelmente o piloto famalicense que mais vertentes do desporto motorizado experimentou em 2008, sempre com bons resultados.
Nuno Pina esteve no Open de Ralis, passou pelo PTCC e pela Montanha, andou nos lugares cimeiros das Super Especiais citadinas, tendo vencido a de Famalicão, para terminar o ano com nova vitória, desta feita na Resistência 4h Challenge Desafio Único. Um ano em grande! Para 2009, o espectacular piloto famalicense já tem planos, que passam pela disputa do Desafio Modelstand, no Open de Ralis, tal como o Famalicão Motor já divulgara.
1) Que balanço faz da época de 2008?
A época de 2008 foi a melhor de todos os tempos em termos desportivos, com várias participaçoes em campeonatos diferentes (PTCC, Open de Ralis, Montanha, Troféu Uno, Karting) e sempre com bons resultados, o que me fêz ganhar muito ritmo e consistência em corrida. Foi uma época em grande com grandes resultados e é de salientar que tudo isto só foi possivel devido aos meus patrocinadores e amigos Luis Barros, pelas cores da AMOB e CUP-CAR,Vasco Campos, por parte da CUP-CAR, Auto Pintura Trofense e APT Racing e ao Rui Alves pelo apoio da Silvafer. Para eles um muito, muito obrigado por tudo, fizeram me sentir durante este ano um Homem muito feliz, fazendo o que gosta.
2) Qual o momento mais alto/feliz da temporada?
Tive vários momentos altos e felizes, não é fácil descrever o que mais me marcou. Mas a 1ª corrida do PTCC em Braga fez me sentir realmente muito feliz, talvez por ter sido a primeira vitoria na velocidade e não estando a contar com a mesma, criou-me muita satisfação. A vitória na Super Especial de Famalicão foi outro momento de grande alegria, porque ganhei a mesma na minha terra e em frente ao público que sempre me tem apoiado, para eles um muito obrigado pelo apoio incondicional. A Vitória no PTCC no novo Autódromo de Portimão foi tambem muito especial, talvez a vitoria mais suada da época e num circuito maravilhoso e por daqui a 20 anos poder dizer ao meu filho e amigos que ganhei uma prova na inauguraçao do melhor circuito de Portugal.
3) Qual o momento para esquecer?
O momento para esqueçer e, provavelmente, o único foi a prova do PTCC no Estoril, em que depois de 2 voltas dadas ao circuito, o carro teve um problema eléctrico e nunca mais pegou. Foi uma tristeza enorme até porque tinha dado boas indicaçoes nas poucas voltas de treinos que fiz.
4) Como vê o momento actual do desporto motorizado famalicense e que futuro espera?
O desporto motorizado na nossa terra penso que está cada vez melhor, com novos pilotos a mostrarem que uma das coisa que sabem fazer bem é guia, com outos a terem mais oportunidades e é realmente pena estarmos a viver um momento de crise, porque sem a mesma novos e melhores projectos iriam chegar. Temos que viver com a realidade e tentarmos fazer as coisas o melhor possivel com os meios que cada um tem o seu dispôr. Sabemos que estamos numa terra de campeões e de pilotos com muitas potencialidades, deixo aqui um apelo às empresas que tenham meios para nos ajudar para que o façam pois concerteza nao se arrependerão.
5) Que perspectivas e projectos para 2009?
Para 2009, vou fazer o Desafio Modelstand, com o Peugeot 206 no Open de Ralis com o intuito de lutar pelos primeiros lugares, também estarei no PTCC e no Troféu Fiat Punto (Velocidade), bem como espero poder fazer umas rampas que foi uma prova que me deu um gozo incrivel. Claro que estarei à partida de todas as Super Especiais que fizerem por este país fora, pois são provas baratas, onde estamos muito perto do público e que trazem um retorno enorme. São estes os meus projectos para 2009 e espero que corram ainda melhor do que os mesmo referentes ao ano de 2008. Agradeço desde já ao Famalicão Motor pelo facto de estar sempre com os pilotos famalicenses e de os promover divulgndo os seus sucessos e noticias.

Fim de ano por... Jorge Lopes

Jorge Lopes foi um dos vários pilotos de Famalicão que apostou no Campeonato Open de Ralis, onde disputou algumas provas, surgindo igualmente em Provas Extra e nas Super Especiais citadinas, sempre aos comandos de um Fiat Punto HGT e com estreita ligação à Integra Support.
Num ano em que teve alguns azares, o jovem famalicense mostrou ser competitivo e sempre que chegou ao fim das provas, o resultado ia de encontro aos objectivos delineados. Para 2009, tudo é ainda uma incógnita para Jorge Lopes, mas o Open de Ralis poderá ser novamente a aposta.
1) Que balanço faz da época de 2008?
O balanço da época 2008 é positivo, apesar de ter efectuado apenas cinco provas.
2) Qual o momento mais alto/feliz da temporada?
O momento mais alto foi deixar para trás os azares e conseguir terminar o Rali de Gondomar bem classificado.
3) Qual o momento para esquecer?
A desistência no Rali de Penafiel quando lutávamos pelo Top Ten.
4) Como vê o momento actual do desporto motorizado famalicense e que futuro espera?
Famalicão sempre foi um concelho de renome no desporto motorizado, era bom que não deixássemos que essa fama se perdesse sendo necessário para isso unir esforços de todos os adeptos dos motores de Famalicão.
5) Que perspectivas e projectos para 2009?
Tentar arranjar apoios para continuar o meu projecto no Open de Ralis ou apoios que me permitam concretizar outros projectos que tenho em mente.

04 janeiro 2009

2ª Etapa Dakar: Famalicenses já são os melhores lusos!

Aquela que foi a mais longa etapa do Dakar 2009 não foi necessariamente a mais complicada para as hostes famalicenses, pois quer Adélio Machado, quer Martine Pereira estiveram em bom nível.
Adélio Machado cotou-se como o melhor piloto português ao concluir a especial na 74ª posição da geral entre os automóveis. Depois da especial rápida do dia de ontem, os pilotos hoje, sentiram grandes dificuldades com o terreno, bastante mole, provocando os primeiros atascanços em catadupa, tendo mesmo que ajudar os companheiros de equipa menos habituados a estas andanças. "Não foi nada fácil desembaraçar-nos de algumas situações mais complicadas. Os primeiros quilómetros da etapa eram bastante rápidos, mas, rapidamente nos deparamos com as primeiras dificuldades com terra e areia muito mole, para além de muita vegetação fech-fech. A passagem dos carros da frente provocaram muitos trilhos. Foi a primeira verdadeira especial do Dakar" afirmou no final da tirada dos 237 quilómetros cronometrados o famalicense da Padock Competições.
Martine Pereira e José Marques foram os 81ºs da geral e tiveram hoje os primeiros "trabalhos suplementares" a que uma equipa do Dakar já está acostumada. Depois de uma primeira parte desta segunda especial bastante rápida, os navegadores tiveram de se aplicar para evitarem sair fora da rota certa, com a navegação a começar a ser determinante para a classificação. Se a etapa inaugural tinha sido de gáudio para o estreante piloto da Padock Competições, a de hoje foi de algum desgaste. "Talvez tenha começado aqui o Dakar! De facto, hoje já tivemos uma variedade de piso completamente diferente o dia de ontem, com mais vegetação, alguma navegação, e areia. O andamento foi muito mais moderado, com a experiencia a fazer-se notar no andamento que outros pilotos apresentaram", começou por relatar Martine Pereira, antes de explicar uma situação em que ficou atolado mas "Felizmente apareceu o Adélio Machado que nos ajudou e conseguimos assim terminar mas este etapa. O Dakar também vive destes momentos de solidariedade, hoje fui eu, amanhã espero também poder contribuir para a felicidade de outras equipas".
Lá na frente, a vitória para o espanhol Carlos Sainz (Volkswagen), que deixou Stéphane Peterhansel a 1m14s e Giniel de Villiers a quase dois minutos. Em dia menos positivo esteve a armada BMW, cujo melhor representante foi Orlando Terranova, na 8ª posição. A tabela classificativa geral também tem Sainz na frente, com o seu colega de equipa de Villiers logo atrás e Peterhansel a encerrar os lugares do pódio. Para além dos famalicenses já referidos, os portugueses em prova não tiveram tarefa fácil e tiveram alguns problemas, atrasando-se bastante, em particular os irmãos Inocêncio e Francisco Pita, também ele da Padock Competições. Natural realce para o abandono de Hiroshi Masuoka (Mitsubishi), depois de não conseguir solucionar os problemas de motor do carro nipónico.
Nas motos, a vitória da etapa foi para Frans Verhoven (KTM), com o experiente Cyril Despres a ser segundo e a iniciar desta forma a recuperação, depois do furo de ontem. David Fretigne, em Yamaha, foi o terceiro mais rápido, no dia em que Paulo Gonçalves foi de novo o melhor português, terminando em 19º e está um lugar à frente na geral. A comitiva lusa das motos teve a primeira baixa, pois Pedro Oliveira sofreu uma queda e abandonou. A classificação geral continua a ser liderada por Marc Coma, que hoje perdeu mais de doze minutos para o vencedor Verhoven, que é agora segundo classificado, com Fretigne em 3º. Na classe destinada aos camiões, o vencedor foi De Rooy, em nova vitória da GINAF, sendo igualmente o lider na geral, onde a portuguesa Elisabete Jacinto caiu para o 18º posto.
Classificação Etapa-Carros
1º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - 1h56m14s
2º Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Racing Lancer) - a 1m14s
3º Giniel de Villiers/Dieter Von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 1m56s
4º Joan Roma/Lucas Senra (Mitsubishi Racing Lancer) - a 2m48s
5º Luc Alphand/Gilles Picard (Mitsubishi Racing Lancer) - a 3m54s
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74º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 2h39m38s
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81º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 2h56m24s
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114º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 4h24m30s
Classificação Geral-Carros
1º Carlos Sainz/Michel Perin (VW Race Touareg) - 4h34m46s
2º Giniel de Villiers/Dieter Von Zitzewitz (VW Race Touareg) - a 2m19s
3º Stephane Peterhansel/Jean Paul Cottret (Mitsubishi Racing Lancer) - a 3m51s
4º Nasser Al-Attiyah/Tina Thorner (BMW X3CC) - 4m15s
5º Joan Roma/Lucas Senra (Mitsubishi Racing Lancer) - a 5m42s
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79º Adélio Machado/Laurent Flament (Toyota Land Cruiser) - a 3h39m48s -- 1º Português
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82º Martine Pereira/José Marques (Toyota Land Cruiser) - a 3h49m51s
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132º Francisco Pita/Humberto Gonçalves (Toyota Land Cruiser) - a 6h46m03s
A 3ª Etapa do Dakar Argentina-Chile decorre esta 2ª feira, ligando Puerto Madryn até Jacobacci, com 616 quilómetros de especial, num total de 694.