02 março 2009

Breves do Rali de Famalicão - Parte 2

Conheça mais algumas curiosidades e episódios do Rali de Famalicão 2009, disputado no passado Sábado.

- O Rali de Famalicão marcou a estreia de duas jovens pilotos precisamente de Famalicão, ambas inscritas na Prova Extra e oriundas de famílias com tradições automobílisticas. Mariana Neves de Carvalho levou o Suzuki Ignis até ao 5º lugar, enquanto Maria João Ruivo terminou logo atrás, no 6º posto, após uma pequena saída de estrada. A piloto do Fiat Punto HGT apresentava uma decoração exactamente igual à que o seu irmão João ostenta no Fiat Stilo com que disputa o Open de Ralis, ele que trocou o volante pelas notas.

- Os vencedores do ano passado estiveram ausentes. Se por um lado a ausência de Pedro Rodrigues era esperada, até porque o Campeonato de Portugal de Ralis começa já no próximo fim de semana, a de Manuel Pinheiro não era de todo previsível, pois o piloto famalicense estava inscrito no seu Citroën ZX. Com isto, o navegador Paulo Marques saltou para o lado direito de Luís Bastos, desistindo ingloriamente na ligação do último troço para a assistência.

- Os pilotos de Famalicão aderiram em massa à prova local. 50% dos concorrentes, entre pilotos e navegadores, estavam a correr em casa, o que demonstra o interesse que o rali local desperta naquele que será o concelho com mais licenças desportivas do país.

- Muito público esteve presente ao longo de todo o rali. Algumas das zonas mais emblemáticas, nomeadamente a passagem na estrada de Vilarinho e a zona da Vacaria, mesmo sendo em asfalto não perderam a espectacularidade, nem as enchentes. Também em Famalicão Nascente, estava muito público presente. Aliás, a moldura humana esteve presente desde a partida até à chegada, com as condições climatéricas a ajudarem a esta boa adesão.

- Caso as classificações fossem conjuntas, Luís Mota seria o vencedor absoluto, seguído pelos 3 primeiros classifcados da Prova Extra, sendo que Júlio Bastos não iria além do 5º lugar. A diferença de andamentos foi notória, principalmente entre os concorrentes do Regional Norte.

- O Rali de Famalicão serviu para a Válvulas e Cilindros se dar a conhecer. Esta associação pretende ser um instrumento precioso para dar continuidade às iniciativas já consolidadas, assim como ser um suporte para outras que possam surgir. Neste rali, o guia do rali foi a fase visível, onde se poderia tomar conhecimento de algumas distinções nas mais diversas modalidades, como Ralis, Velocidade, TT, Karting e Navegador.

- Foram vários os pilotos que aproveitaram o rali para mostrarem as suas máquinas... paradas. José Pedro Miranda trouxe o seu Toyota Celica GT-4 para junto do parque de assistência, onde era visível uma indicação que o mesmo estava à venda, embora não se encontrasse com um aspecto cuidado. Também o Riley Sport de 1934 de Martine Pereira esteve de passagem no Campo da Feira, um exemplar bem bonito e que não deixa ninguém indiferente.. Junto à partida, na Praça Cupertino de Miranda, foi a vez de Sérgio Batista colocar a sua moto em exposição.

- Com uma lista com poucos concorrentes - 20 no Regional e 9 nos Extra - ainda assim, houve algumas ausências. No Regional, Rui Soares, António Pimenta, Manuel Pinheiro e Vítor Sousa não apareceram às verificações, enquanto nos Extra, Pedro Meireles e Martinho Ribeiro também faltaram à chamada. Aliás, para Meireles é o segundo ano em que é o primeiro da lista dos Extra e é o segundo ano em que não aparece ao rali...

Breves do Rali de Famalicão

Fique a par de algumas curiosidades do Rali de Famalicão, prova que teve como vencedores Luís Mota/Filipe Carvalho, no Regional Norte, enquanto Paulo Marques/Alberto Silva, triunfaram na Prova Extra-Campeonato.

- José Araújo e o seu Nissan Micra voltaram aos ralis, ainda que como carro de segurança. O piloto de Joane teve ao seu lado Octávio Araújo, reeditando assim a equipa que venceu o troféu da marca nipónica em 1996. Contudo, José Araújo também fez este rali... sozinho! Nas primeiras passagens, o piloto não teve ninguém a seu lado, pois o vereador que o iria acompanhar não pôde estar presente.

- Terminaram precisamente o mesmo número de carros no Regional e na Prova Extra, 7 em cada uma delas. A diferença é que entre os Extra não houve um único abandono, contra os 9 no Regional, quase todos por avaria mecânica.

- A organização apostou no novo traçado para Famalicão Poente (antigo Calendário/Fradelos) e a aposta foi ganha. Com várias zonas novas, o bom piso fez-se sentir em toda a especial, assim como na especial Famalicão Nascente, alvo de muitas críticas após os reconhecimentos. Durante a semana, as máquinas estiveram em acção e no dia do rali, tudo correu pelo melhor.

- O que não correu pelo melhor foram alguns contratempos que vários pilotos tiveram. Em Famalicão Nascente, houve concorrentes que ultrapassaram uma mota em pleno troço, enquanto na segunda passagem por esta mesma especial, uma árvore tombada após uma curva causou alguns calafrios aos pilotos da Prova Extra, ainda que sem danos visíveis.

- A rever será a data do rali. A crise por si só não pode ser justificativa para a pobre lista de inscritos. Convém referir que o Rali de Famalicão é a segunda prova do Regional Ralis/Norte, sendo que a próxima prova em terra deste campeonato apenas se disputa em Dezembro (o Rali ADAVC figura no campeonato, mas não é crível que se realize), assim como a próxima prova é em asfalto e dista apenas 15 dias.

- Destaque também para a Rádio Cidade Hoje, que acompanhou, uma vez mais, in-loco o Rali de Famalicão. Ao longo de toda a tarde de Sábado, os ouvintes da emissora famalicense tiveram todas as informações necessárias acerca da prova.

Galeria de Fotos do Rali de Famalicão

Reveja alguns momentos do Rali de Famalicão, numa galeria de fotos da autoria de Nuno Pimenta.

Rali Famalicão 2009


Em breve estarão disponíveis alguns vídeos da prova famalicense, ficando o apelo a todos aqueles que queiram partilhar as suas fotos e vídeos para nos enviarem os mesmos, pois teremos todo o gosto em publicá-los.

Pódio em casa para Jorge Lopes

O Rali de Famalicão parece ter uma boa ligação com Jorge Lopes, pois na sua segunda presença no rali da sua terra, o pódio voltou a ser o resultado final, desta feita com o 3º lugar final, num rali com muito público presente junto à estrada a apoiar os pilotos.

Novamente ao volante do Fiat Punto HGT e integrando a prova extra-campeonato, o piloto famalicense que contou com João Peixoto como co-piloto, não entrou da melhor forma, com uma ligeira saída, logo na primeira especial. "Não vínhamos a exagerar, mas senti o carro esquisito nos primeiros quilómetros, talvez por falta de ritmo e num gancho saímos em frente, perdendo cerca de 15 segundos", adiantou Jorge Lopes.

A partir daí e fazendo um rali de trás para a frente, num ritmo bastante rápido, a dupla de Famalicão rodou sempre nos 3 primeiros lugares, ficando a somente 1,5 segundos do 2º classificado. "Tudo correu pelo melhor, conseguimos um rápido entendimento e os tempos espelham isso mesmo, só foi pena não termos chegado ao 2º lugar, mas os ralis são assim mesmo, por um segundo se ganha, por um segundo se perde", referiu Jorge Lopes, que acrescenta ainda: "sem problemas consegui provar que os resultados podem aparecer, vamos ver se é mais uma porta que se pode abrir".

Jorge Lopes conclui com um agradecimento "a todos aqueles que nos apoiaram neste rali, nomeadamente Clicastro, Tintofama, Transportes Freitas, Dentalcastro, Lucky Lounge Bar e Integra Support".

Exibição melhor do que o resultado de Maria João Ruivo

O Crédito Agrícola Rally Team contou no Rali de Famalicão com uma nova dupla, neste caso, com Maria João Ruivo e João Ruivo, naquela que foi a estreia da jovem piloto nos ralis.

Aos comandos de um Fiat Punto HGT, estes primeiros quilómetros em competição, contando com a preciosa colaboração do irmão, bem se podem dizer que deixaram boas indicações e o resultado bem podia ter sido melhor para a jovem de apenas 22 anos.

A classificação final deu a sexta posição na prova extra-campeonato, mas este lugar foi condicionado por uma ligeira saída de estrada logo nos primeiros quilómetros do rali: "Foi numa zona com lama e perdemos mais de cinco minutos", explicou Maria João Ruivo, que mesmo assim não escondia a satisfação por ter terminado o seu primeiro ralis: "Acima de tudo queria divertir-me e isso foi conseguido. Depois, queria terminar e aqui estou no final", explicou ainda.

A jovem piloto famalicense não hesitou ainda em afirmar que ficou "cliente dos ralis e espero regressar o mais rápido possível". Ao seu lado, contou com o seu irmão João: "Foi uma preciosa ajuda com a experiência que ele têm. Sempre quis experimentar e agora foi a altura com a ajuda do meu irmão e do meu pai".

Maria João Ruivo não quis terminar sem também agradecer: "Ao Crédito Agrícola, Avetel, QF, MCS Design e Integra Support, por esta oportunidade". Depois da estreia, agora há que esperar pela próxima e tudo indica que será no Rali de Santo Tirso.

Estreia auspiciosa para Márcio Pereira

O jovem famalicense Márcio Pereira estreou-se no passado Sábado nos ralis, disputando "em casa" o Rali de Famalicão. Com apenas 18 anos, Márcio deu excelentes indicadores de competitividade, alcançando um interessante 4º lugar (melhor famalicense em prova), e superando adversários com muito mais experiência.

Ao volante de um Peugeot 309 S16, o jovem piloto mostrou grande rapidez e consistência, mesmo com um problema na injecção de gasolina, que lhe condicionou o andamento logo a partir do segundo troço - Famalicão Nascente 1.

Confrontado com problemas mecânicos, Márcio Pereira referiu, "são coisas dos ralis, infelizmente deparei-me com este tipo de situações logo no início do rali". O momento de concretização do sonho de criança era motivo mais do que suficiente para manter a moral em alta acrescentando ainda que, "chegar ao final nos dez primeiros é um resultado muitíssimo motivador e que supera as nossas expectativas". De facto houve muitas desistências na prova, mas como conclui o jovem Márcio Pereira, "a resistência faz parte, os outros pilotos passaram pelas mesmas dificuldades que eu, a fiabilidade da nossa viatura foi importante".

Ao lado do novato esteve o experiente navegador Abílio Cardoso, com a tarefa de ditar as notas de andamento e ainda de dar algumas dicas ao estreante Márcio. "Ele portou-se muito bem, o rali decorreu perfeitamente", explica o co-piloto que conclui, "o futuro depende unicamente dos patrocinadores que surgirem".

O projecto que se iniciou graças à colaboração de várias pessoas e entidades tais como: o pai (Armando Pereira), Abílio Cardoso, Nuno Rabegas, Filipe Costa, João Pedro Sousa, NR Pneus, Supermercado da Serra, Kaffe Koncepto, JL Automóveis, Escola de Condução Ases da Estrada, Auto Vilar D’este e ainda à equipa do site RallyMania.net, poderá continuar ainda na presente temporada. Como o navegador Abílio Cardoso referiu anteriormente, basta que existam patrocinadores que viabilizem essas participações pois, "sinto-me muito motivado e espero continuar a minha evolução em mais provas", termina Márcio Pereira.

Sortes distintas para a Macominho Sport

A Macominho Sport esteve presente na máxima força no passado fim de semana em mais uma edição do Rali de Famalicão, prova pontuável para o Campeonato Regional de Ralis/Norte, que contou também com uma prova extra campeonato para viaturas do grupo A e N.

Ricardo Costa e Nuno Almeida partiam para esta jornada, a segunda do campeonato na liderança do mesmo e ao volante do Mitsubishi Lancer Evo VI debateram-se com problemas mecânicos sendo forçados abandonar. Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins realizaram a primeira aparição em competição, inseridos na prova extra ao volante do Suzuki Ignis e terminaram num brilhante quinto lugar, tendo Mariana vencido o duelo entre as senhoras.

A piloto da Macominho Sport que realizava nesta participação a tão desejada estreia em competição, teve um comportamento irrepreensível ao conseguir controlar todas as emoções, levando o carro japonês a bom porto, terminando no quinto posto da prova extra e vencendo entre as senhoras. "Estou muito satisfeita com o resultado, no inicio estava um pouco nervosa, mas com o apoio de toda a equipa lá fui conseguindo gerir as minhas emoções", começou por dizer Mariana Neves de Carvalho, que acrescentou "independentemente do resultado o importante foi terminar a prova sem estragar nada até porque este campeonato não é o nosso e dentro de quinze dias temos a minha primeira prova no Open e aí sim espero estar um pouco melhor". Quanto à vitoria entre as senhoras, Mariana remata "não esperava ganhar até pela diferença na motorização dos carros, é óbvio que estou muito contente e isto dá-me outra confiança para o futuro, contudo dou também os parabéns à Maria João", concluiu a piloto.

Ricardo Costa participava nesta prova acima de qualquer resultado, independentemente de estar na frente do Regional Norte de Ralis, mas o Mitsubishi Lancer Evo VI sentiu problemas a nível de transmissões obrigando a dupla a abandonar. O piloto de Famalicão vinha a proporcionar grandes momentos de condução brindando o muito público com grandes slides. "Tinha prometido aos aficionados de Famalicão dar espectáculo e acho que enquanto estivemos em prova conseguimo-lo, mas uma vez mais a mecânica não quis colaborar paciência…", desabafou Ricardo Costa após a desistência.

A Macominho Sport começou já a preparar a terceira prova do campeonato Open de Ralis que se realiza entre o dias 13 e 14 de Março em Barcelos, onde voltará a ter Ricardo Costa e Mariana Neves de Carvalho presentes.

Extra: Paulo também é "Marquês" nas 4 rodas

Paulo Marques, pluri campeão de motos, acompanhado por Alberto Silva venceu a Prova Extra do Rali de Famalicão, mantendo assim uma espécie de tradição de ser um piloto famalicense a vencer.

Sem grandes participações de vulto, havendo inclusivé duas ausências de peso, nomeadamente Pedro Meireles e Martinho Ribeiro, provavelmente a prepararem a primeira prova do Nacional de Ralis, a Prova Extra ficou marcada pela luta pelo 2º posto, pois lá na frente o domínio foi evidente.

Ao volante de um Citroën Saxo, a dupla famalicense impôs desde logo um ritmo bastante rápido, deixando a concorrência em sentido. Na PEC 1, José Janela levava o VW Polo GTI até ao 2º posto, enquanto Nuno Almeida era o 3º mais rápido. Um pouco mais atrás, a estreante Maria João Ruivo tem uma ligeira saída de estrada, contudo consegue voltar à estrada, já algo atrasada.

Em Famalicão Nascente 1, a superioridade de Paulo Marques manteve-se, com a equipa de Famalicão, Jorge Lopes/João Peixoto a ser a 2ª mais rápida, recuperando assim a desvantagem depois de um toque na primeira especial. Com uma margem muito pequena seguiu-se Nuno Almeida, naquilo que parecia um autêntico Troféu Fiat Punto. Arredado dos lugares cimeiros ficou o famalicense José Carvalho, que vítima de um toque, com consequências mecânicas, perdeu imenso tempo parado, seguíndo-se uma penalização à saída do parque de assistência.

Assim, com duas especiais decorridas, Paulo Marques/Alberto Silva seguiam no 1º lugar, com José Janela e Nuno Almeida ex-aqueo no 2º posto, enquanto Jorge Lopes/João Peixoto eram 4ºs. Sendo a estreia para ambas, Mariana Neves de Carvalho, navegada por Filipe Martins, era a 5ª colocada, na frente de Maria João Ruivo, com o seu irmão João a co-piloto, era a 6ª classificada, na frente de José Carvalho.

Na PEC 3, já com um ritmo mais moderado, Paulo Marques volta a ser o mais rápido, deixando Nuno Almeida e Jorge Lopes atrás de si, estes separados por pouco mais de 1 segundo. José Janela atrasa-se nesta luta, devido a um pequeno toque.

Na derradeira classificativa, tudo ficou na mesma, o "Marquês" na frente, com Nuno Almeida a segurar o 2º posto por apenas 1,5 segundos, depois de Jorge Lopes/João Peixoto terem conseguído recuperar bastante tempo, contudo insuficiente para chegar ao 2º posto. José Janela ficou no 4º posto, na frente de Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins, um bom resultado na estreia, assim como Maria João Ruivo/João Ruivo, que foram bem rápidos, não fosse o toque e o resultado poderia ser outro. José Carvalho foi o 7º, também ele vítima de problemas mecânicos.

De salientar que todos os pilotos que compareceram, conseguiram alcançar o final da prova, o que espelha de alguma forma a diferença a nível de fiabilidade entre estes carros e os que compuseram a competição do Regional.

Classificação Final
Paulo Marques/Alberto Silva (Citroën Saxo) - 39m41,3s
2º Nuno Almeida/Miranda Cardoso (Fiat Punto HGT) - a 1m33,3s
Jorge Lopes/João Peixoto (Fiat Punto HGT) - a 1m34,8s
José Janela/Frederico Carvalho (VW Polo GTI) - a 1m53,3s
Mariana N. Carvalho/Filipe Martins (Suzuki Ignis) - a 9m16,7s
Maria João Ruivo/João Ruivo (Fiat Punto HGT) - a 13m00,6s
José Carvalho/Miguel Gonçalves (Fiat Punto HGT) - a 14m21,6s

Classificações completas

CRRN: Luís Mota foi rei e senhor em Famalicão

Luís Mota/Filipe Carvalho, em Mitsubishi Lancer IV, foram os grandes vencedores do Rali de Famalicão, 2ª prova do Campeonato Regional de Ralis/Norte, numa prova marcada pela pouca adesão de pilotos.

O piloto do Cartaxo venceu logo a primeira especial, apesar do radiador do seu Mitsubishi ter dado algumas dores de cabeça, contudo pode beneficiar dos problemas da dupla famalicense Ricardo Costa/Nuno Almeida, vítimas de um toque que lhes afectou o diferencial do Mitsubishi Lancer VI. Assim, era a regressada dupla Alfredo Guimarães/Domingos Mendes quem se instalava no 2º posto, com António Oliveira um pouco mais atrás.

A primeira passagem por Famalicão Nascente foi, talvez, a mais decisiva do rali. Alfredo Guimarães despista-se e deixa o Mazda 323 4WD um pouco mal tratado, sem possibilidades de prosseguir, enquanto António Oliveira esteve parado muito tempo no troço, com problemas de distribuidor no Peugeot 205 GTI. Ricardo Costa ainda vence esta especial, colocando-se assim no 2º lugar da geral, já a 44 segundos de Luís Mota. Júlio Bastos chegava ao parque de assistência no 3º posto, na frente de outro membro do clã Bastos, Luís, este já a quase dois minutos.

Ricardo Costa é obrigado a abandonar na 2ª passagem por Famalicão Poente, com problemas de transmissão, deixando assim Luís Mota bastante mais descansado na frente do rali, restando-lhe controlar o andamento até ao final. Aliás, as posições restantes estavam também já bem definidas e só um azar poderia mudar o rumo dos acontecimentos.

Aliás, foi mesmo isso que aconteceu a Luís Bastos, acompanhado pelo famalicense Paulo Marques - estava nomeado com Manuel Pinheiro, mas este esteve ausente - que deu um toque no seu BMW M3, terminou a especial, mas na ligação para a assistência desistiu com danos irreparáveis na viatura alemã. Uma desistência inglória, que permitiu a Firmino Peixoto levar o pequeno Citroën AX até ao 3º lugar da geral, atrás de Luís Mota, que esteve irrepreensível e inalcançável, e de Júlio Bastos, autor de uma prova espectacular, como é seu timbre.

Às portas do pódio terminaram Márcio Pereira/Abílio Cardoso, numa excelente estreia para o piloto famalicense no Peugeot 309 GTI, ainda que a braços com alguns problemas de motor que o impediram de lutar por um melhor resultado. No 5º lugar, terminou a dupla Daniel Miranda/Manuel Oliveira, em Citroën AX 4x4, autores de uma prova bastante regular e sem excessos, permitindo ao veterano piloto famalicense juntar mais uma boa classificação no seu palmarés. Gil Costa foi o 6º classificado, ele que perdeu algum tempo devido a um toque, enquanto António Oliveira foi 7º, um resultado que não espelha em nada a sua prestação, pois rubricou tempos no Top-3, até o tal problema afectar o seu Peugeot 205 GTI.

Quanto às desistências, as já referidas de Ricardo Costa/Nuno Almeida, com problemas de transmissão; Alfredo Guimarães/Domingos Mendes, com uma saída de estrada; Miguel Barroso, devido a transmissão, logo na PEC 1; André Moreira, João Arandas/Fernando Gonçalves, Carlos Silva/Vítor Silva, César Resende e José Gago abandonaram todos por problemas mecânicos. Rui Soares, António Pimenta, Manuel Pinheiro e Vítor Sousa não compareceram na prova.

Classificação Final
1º Luís Mota/Filipe Carvalho (Mitsubishi Lancer IV) - 38m12,2s
2º Júlio Bastos/Estefânio Pinto (BMW M3) - a 3m10,1s
3º Firmino Peixoto/Isac Pedroso (Citroën AX) - a 5m02,4s
Márcio Pereira/Abílio Cardoso (Peugeot 309 GTI) - a 5m57,8s
Daniel Miranda/Manuel Oliveira (Citroën Ax 4x4) - a 7m13,7s
6º Gil Costa/Mário Costa (Citroën AX) - a 7m47,9s
7º António Oliveira/António Campos (Peugeot 205 GTI) - a 11m03,4s

Classificações completas

Fecha assim a 20ª edição do Rali de Famalicão, uma prova que mesmo estando longe do entusiasmo de outros tempos, continuou a chamar muito público, pese embora a pobre lista de inscritos, que em tempos de crise até se pode dizer que não teve mal de todo. O Regional de Ralis/Norte prossegue agora em Barcelos, juntamente com o Open de Ralis, a 13 e 14 de Março.

27 fevereiro 2009

Acessos para o Rali de Famalicão

O Famalicão Motor continua a oferecer-lhe todas as condições para ir ver o Rali de Famalicão. Desta feita, e em exclusivo, disponibiliza-lhe alguns acessos para poder assistir à passagem dos concorrentes, em zonas onde a espectacularidade e a emoção estarão certamente presentes.

PEC 1/3 -- Famalicão Poente (11,47 km)

Início: Não há grandes acessos, até porque a ligação é algo estreita e com poucas possibilidades para estacionar.

Acesso 1: Seguindo pelo antigo início deste troço, junto à Capela de Santa Catarina em Calendário, percorre cerca de 1500m em terra, mas com pisos bastante bons, até encontrar a PEC. Aqui tem duas possibilidades, caminhando a pé: para a sua direita 500m, vê uma sequência de curvas bastante interessante ou então para a sua esquerda 100m, vê uma curva 90º para a esquerda.

Acesso 2: Para chegar à antiga zona terra/asfalto/terra, agora toda ela em asfalto, mas com interesse, uma vez que se tratam de dois ganchos, tem duas possibilidades. Ou pela EN Famalicão-Póvoa de Varzim e depois pela EM que liga Outiz a Gemunde, ou então, vindo do centro de Famalicão, seguir em direcção a Calendário, depois em direcção a Vilarinho, seguindo pelo antigo troço deste rali em asfalto, após cerca de 3 km, virar à direita em direcção a Outiz até encontrar a PEC.

Acesso 3: Seguindo o acesso anterior, ou seja, pela estrada de Calendário para Vilarinho e seguindo depois em direcção a Outiz, passados 150m virar à esquerda. Mais 250m e virar à direita para a Rua do Pombarinho. Cerca de 300m depois e seguir pela esquerda para a Rua do Espido e andar mais 700m até entrar em terra, junto a uma pocilga. Percorrendo 400m, encontra o troço numa descida acentuada para uma curva de 90º para o asfalto. Também tem a possibilidade de virar à direita, pelo asfalto, e cerca de 600m depois encontrar a PEC num gancho à direita, fazendo a transição asfalto/terra para a nova parte do troço, perto já da conhecida zona da Vacaria.

Acesso 4/Final: Seguindo o acesso anterior até ao cruzamento para Outiz, não vira para a direita e segue em frente e após passar sob a A7, mais 1km e vira à direita, encontrando o final a cerca de 300m. Do cruzamento para Outiz até ao final da PEC distam 3 km, no total. Outra alternativa é seguir pela EN 309 e não virar à direita para o final, seguir mais 800m e virar à direita. Mais 150m, segue pela direita, e 200m depois vira à esquerda. 500m depois, na rotunda, virar à esquerda e após 200m virar à direita, mas seguir pelo caminho à esquerda, até entrar em terra e passar por baixo da A7. Um pouco mais à frente encontra a PEC num gancho a descer para a esquerda. Concretamente a parte final tem zonas interessantes, nomeadamente a esquerda de 90º à saída do novo túnel que dista 500 metros do final, cujo acesso é unicamente a pé.

PEC 2/4 -- Famalicão Nascente (9,00 km)

Início: Seguir em direcção a Guimarães pela EN 206 e ao quilómetro 26,2 virar à esquerda para o lugar do Carapito, continuando no empedrado e vai ver a passagem do asfalto para a terra e a passagem entre os carvalhos, que também é interessante. Antes de aqui chegar, tem a possibilidade de voltar à direita e subir até à Quinta dos Castelos e ver no planalto, junto ao muro.

Acesso 1: A partir da EN 206, ao quilómetro 24,4, volta à esquerda em direcção de Vale de São Martinho/Igreja e depois vira à direira para a Rua de Ancede que emenda na Rua da Serra. Sempre a subir cerca de 700 metros e encontra a passagem da terra ao paralelo, antecedido de algumas curvas encadeadas bastante engraçadas.

Acesso 2: Para a zona do planalto, é recomendado o acesso a partir do lugar de Azibeiro, em Telhado, que sobe até Tapada e encontrará o cruzamento dos 5 caminhos. Também pode chegar lá através do quilómetro 26,8 da EN 206, virar à esquerda em Requião, passando pelo campo de jogos do 1º de Maio, sobre um caminho estreito em paralelo e posteriormente em asfalto e logo adiante sobe à esquerda em terra, até aos 5 caminhos. Este último acesso é mais acessível em viaturas de tracção integral.

Acesso 3: A partir do final do antigo troço, que se encontra em bom estado, subindo até a um entrocamento que dá para as pedreiras de Airão, seguindo em frente, pela direita, onde tem uma série de opções, com destaque para o gancho para a esquerda, muito espectacular habitualmente. Também pode lá chegar através de Joane, seguindo em direcção a Airão e passa no meio das pedreiras.

Final: Seguir indicação São Cosme do Vale e Telhado pela EN 309 até ao quilómetro 23,4. Numa curva à esquerda, vira à direita, passa um riacho e sobe pelo interior da aldeia até ao lugar de Portelinhos. Estacione por aí, junto a um café/mini mercado, seguindo depois a pé pela direita, pois o final fica a cerca de 300m

O Famalicão Motor lembra aos adeptos do desporto motorizado para seguirem o lema "Perto da emoção, longe do perigo" e recorda-lhe algumas regras essenciais para o bom desenrolar do Rali de Famalicão, que se quer que seja uma grande festa entre todos os presentes.