25 março 2009

Velocidade arranca no próximo fim de semana

O Autódromo do Estoril recebe este fim de semana a primeira prova do panorama da Velocidade, com a presença do PTCC e de ambos os campeonatos nacionais de Clássicos, sendo que Martine Pereira será o único a representar Famalicão.

Quer no Nacional de Clássicos, quer no Nacional de Clássicos 1300 não haverá famalicenses presentes por enquanto, sabendo de antemão que Luís Gomes e Luís Barros formalizaram a inscrição no primeiro, sendo que Barros também consta dos inscritos no PTCC.

O PTCC volta a ser a categoria raínha, contando com 18 inscritos, com natural destaque para César Campaniço, campeão em título, agora com a feroz concorrência de José Pedro Fontes, que transita dos ralis para a velocidade, assim como do já repetente João Figueiredo.

Destaque também para a presença de Patrick Cunha e Duarte Félix da Costa (Categoria 2), Nuno Batista e Fábio Mota, como adversários do famalicense Martine Pereira na Categoria 3 e o único participante na nova Categoria 4, José Monroy, que utilizará um Mitsubishi Lancer IX.

Não será de estranhar a ausência de alguns dos principais animadores das últimas provas do PTCC, nomeadamente Francisco Carvalho, Vasco Campos ou Rui Alves, para além do já referido piloto famalicense, Luís Barros.

A nível desportivo, o PTCC não sofreu alterações de maior, voltando a apostar no sistema de 6 jornadas duplas, distribuidas igualmente por Estoril, Braga e Portimão, completando ainda duas jornadas pontuáveis para a Taça de Portugal, nos dois circuitos citadinos, Vila Real e Boavista.

Introdução feita ao Campeonato de Portugal de Circuitos e olhares sob Martine Pereira, que por enquanto será o defensor das hostes famalicenses, pelo menos enquanto Luís Barros não define o seu projecto, assim como outros possíveis pilotos de Famalicão interessados nesta competição.

23 março 2009

Imprensa regional e o desporto motorizado

Mais um tema surge neste espaço de debate sobre o rumo do desporto motorizado famalicense. Tempo de lançar olhares e formar opiniões sobre a importância e o destaque do desporto motorizado na imprensa regional e concelhia.

Vivemos tempos modernos, em que as tecnologias de informação proliferam e estão em constante desenvolvimento, é estritamente necessários que se evoluam conceitos, ideias e formatos. Regionalmente, o conceito televisão como o concebemos é praticamente nulo, portanto sobressaem as rádios e os jornais locais como meio de excelência, isto é, aqueles que mais facilmente chegam à população. No entanto e em igualmente em crescimento e em voga, surgem os portais na internet, que com maior actualização e permanente actividade conseguem pôr ao dispôr toda a informação a um clique de distância.

O conceito de imprensa regional é de grande relevância, não só a nível territorial e geográfico, mas também na manutenção e no estreitar de laços com a comunidade dispersa por este mundo fora. Mas o que informar? Logicamente, a informação disponibilizada deve incidir sobre a actualidade, sobre aquilo que na região acontece e igualmente importante é focar o que gentes dessa região fazem pelo país fora, em alguns casos, no estrangeiro, também.

Vamos a casos concretos, depois de introduzir o tema geral. Vila Nova de Famalicão. 2 rádios, 4 jornais semanários e consideraremos 1 canal de televisão. Sites na internet? Alguns... Falemos do que nos interessa: Desporto Motorizado. Devidamente reconhecida como uma das modalidades chave e com maior sucesso no capítulo desportivo do concelho, servindo mesmo de porta estandarte quando se juntam as palavras Famalicão e Desporto. Não é de estranhar que Famalicão seja conotado, pelas gentes motorizadas a nível nacional, como uma das regiões com mais praticantes e com mais adeptos. Daremos nós, leia-se Famalicão e famalicenses, o devido e também merecido destaque a isso?

Sem falsas modéstias, penso que a internet, como tecnologia de informação corrente, tem permitido que Famalicão e o Desporto Motorizado sigam em bom caminho e cheguem a um sem número de pessoas interessadas e curiosas, mesmo não sendo de cá. No entanto, é simultaneamente a virtude e o defeito da internet, pois é bastante complicado efectivar o número de pessoas a quem a informação chegou, portanto calcular o retorno de uma determinada notícia na internet torna-se dificil, pelo menos neste nível regional.

Os jornais existentes, referidos no início, terão uma média de 30 páginas, sendo que nem todos têm páginas ou suplementos dedicados ao desporto em geral, portanto excluiremos esses logo à partida. Os outros vão dedicando 20 a 25% das suas páginas ao desporto, onde se tem destacado, futebol, atletismo, ciclismo, natação e automobilismo. É um facto, são os desportos que Famalicão tem perfeitamente implementados com maior ou menor sucesso e aqueles que as massas conhecem. Focando a análise exclusivamente no desporto motorizado, a informação concelhia resume-se, na grande maioria dos casos, na publicação de comunicados de imprensa enviados pelas equipas e pilotos envolvidos. Problema? De todo nenhum... Agora, temos é que saber e perceber que quando enquadrados convenientemente, esses mesmos comunicados terão maior rigor jornalístico e levarão ao público alvo uma melhor informação.

Vamos analisar um caso concreto: Rali de Barcelos, até por estar ainda na memória. Prova do Open de Ralis, localizada a 15 quilómetros de Famalicão. Sensivelmente 1/5 dos concorrentes eram famalicenses, sendo que isso representa 22 pilotos/navegadores, o que uma vez mais demonstra o impacto que os famalicenses tem nas competições motorizadas e vice-versa. Semana seguinte, jornais nas bancas e damos conta que, desses 22, apenas meia dúzia é que esteve em Barcelos... isto pelo que lemos!! Então e os restantes? Os restantes não enviam comunicados de imprensa, portanto não aparecem. Justo? Mais...

Entre as várias categorias, classes e troféus em disputa neste tipo de provas claramente que há uns mais importantes que outros, mas quando há uma equipa famalicense que segue na frente de um Campeonato Nacional, já venceu 3 provas este ano e contínua a ser esquecida, algo está mal... Quanto há uma equipa famalicense que foi 3ª classificada numa prova do Nacional de Ralis, algo que não nos lembramos de ter alguma vez ocorrido e continua a ser esquecida, algo está mal... Quando há jovens pilotos famalicenses a proliferar em competições de lançamento, quer nos automóveis, quer nas motas, alguns com resultados de relevo e continuam a ser esquecidos, algo está mal... Uma outra nota: quem leu os jornais que têm reportagem sobre o Rali de Barcelos, soube quem ganhou o rali? Por pouca referência que se faça aos outros pilotos que participaram, temos sempre que os referir, até pela importância que tiveram no desfecho da prova... É a mesma coisa que não dizer com que o FC Famalicão jogou no passado Domingo, nem dizer quem eventualmente tenha marcado um dos golos sofridos pela equipa local!

Sintetizando, o que valerá mais? 4 comunicados de imprensa ou 1 notícia (ocupando o mesmo espaço dos 4 comunicado, ou até com um pouco mais de evidência) e que fale de TODOS os famalicenses que estiveram presentes numa prova? Custará tanto assim ter um repórter (mesmo cientes da limitação de meios, quer físicos, quer humanos) num rali, num circuito de velocidade a acompanhar os pilotos famalicenses, da mesma forma que há vários repórteres espalhados aos Domingos por esses campos de futebol? Atenção, sem querer tirar importância ao futebol (desporto de eleição em Portugal, é um facto) e a outros desportos, mas é exactamente equivalente. Estamos a falar que a equipa de futebol famalicense melhor colocada surge apenas na 2ª Divisão B, isto é, a 3ª hierarquicamente... No exemplo de Barcelos, estamos a falar de uma espécie de 2ª divisão dos ralis, mas reconhecida como a divisão do sucesso nos ralis nacionais de momento, e na qual 3 equipas famalicenses acabaram nos 5 primeiros classificados.

O Famalicão Motor não se revê como um órgão de comunicação social. Não é por demais lembrar que este blogue existe de forma a projectar o desporto motorizado famalicense, única e exclusivamente, não para apontar o dedo a quem tem anos de experiência na matéria da informação. Aliás, como já aconteceu (poucas vezes, mas aconteceu), o Famalicão Motor já foi solicitado para colaborar com alguns jornais locais, acedendo com toda a disponibilidade e conhecimento que tem. E aqui surge um ponto fundamental e que pode servir de fio condutor para o melhoramento da informação motorizada no nosso concelho: porque não uma colaboração mútua de forma mais contínua, tentando esclarecer factos junto de quem está dentro do meio? Se querem falar de Economia, um economista ajudará, é com esta filosofia. Neste momento, em contas de cabeça, temos apenas 3 mecanismos especialmente direccionados para o desporto motorizado famalicense: Famalicão Motor, FamaTeam (site na internet) e Multiválulas (programa da Rádio Cidade Hoje). Todos têm feito um excelente trabalho em prol dos desportos motorizados, e novamente é colocada de parte, qualquer modéstia, pois existe a perfeita noção que mesmo não sendo profissionalizados, são trabalhos efectuados com bastante rigor e de forma muito satisfatória, de acordo com aqueles que os acedem.

Isto para dizer que se não derem a notoriedade merecida (nem que seja uma breve nota) do piloto famalicense X, ele não aparecerá em mais lado nenhum, a não ser que esteja a um nível muito elevado, como já tivemos outrora pelo menos dois casos. Hoje em dia, face à dificuldade extrema vivida, torna-se complicado montar projectos fiáveis e competitivos, sendo que para lhes dar continuidade é necessário obter retorno mediático. Apesar de ter um contador que já ultrapassou as 30 mil visitas, é complicado para uma empresa da especialidade efectivar o retorno obtido com uma notícia publicada no Famalicão Motor, assim como em qualquer outro portal na internet. Fica a mensagem, com um pouco de união, de cooperação e de atenção até, o desporto motorizado famalicense poderá ter ainda mais visibilidade e notoriedade, assim como chegar às populações da forma mais correcta, pelo caminho mais rentável e com conteúdos o mais fidedignos possíveis.

2º lugar mantém Adélio Machado na rota do título

Um mês depois da região alentejana de Reguengos receber a jornada de abertura do Campeonato de Portugal de Todo Terreno, coube à região transmontana de Macedo de Cavaleiros acolher esta segunda ronda com Adélio Machado e Paulo Fiúza a obterem um excelente segundo lugar no agrupamento T2, sendo oitavos da classificação geral.

A dupla da Padock Competições apresentou-se na prova do Motor Clube de Guimarães motivada em chegar a um lugar do pódio, depois de um quarto lugar no Ervideira TT, sendo esta uma missão que obrigou a muito trabalho e esforço, após uma super especial pouco condizente com o resultado final: "É já um hábito não estar tão bem nos prólogos, assim como em etapas curtas. Apenas no decorrer do segundo sector do derradeiro dia me senti mais à vontade, gosto mais de etapas longas. Talvez este seja o principal factor para demorar algum tempo na ascensão aos lugares do pódio. Felizmente o carro esteve impecável e permitiu assegurar um importante segundo lugar, mantendo intactas as contas do título", começou por afirmar Adélio Machado.

O piloto de Famalicão não se intimidou com as altas altitudes das serranias transmontanas que em nada beneficiaram o desenvolvimento do Toyota Land Cruiser e manteve um andamento mais vivo no sector selectivo da tarde que lhe permitiu passar de quarto para segundo no final dos 300 quilómetros de prova. "Esta região de Macedo de Cavaleiros apresenta um tipo de piso bastante duro, estreito e com muitos ganchos, por vezes tornava-se muito traiçoeiro, tivemos que ter algumas cautelas e depois, houve o factor altitude que em nada beneficiou o Toyota. Mesmo assim, julgo que realizamos uma prova muito regular e sem grandes percalços de maior, tirando um pequeno problema no amortecedor da frente do lado esquerdo, talvez motivado por um esforço maior numa zona com ressaltos no decorrer do sector da manhã – de pronto reparado na assistência; e já na parte final da prova um barulho algo estranho nos ter deixado algo apreensivos", comentou no final o piloto da Padock Competições.

O único contratempo que Adélio Machado acusou, logo no inicio da prova, foi a falta de treino e ritmo competitivo: "é um facto, talvez o que se passa comigo também se passa com a maior parte dos pilotos que são amadores: falta de tempo para treinar e rodar com o carro. Desde a prova de Reguengos apenas peguei no Toyota na sexta-feira para a super especial, tudo muito a frio já que cheguei a Macedo à hora de treinar o prólogo" concluiu Adélio Machado, que somou na prova do Motor Clube de Guimarães mais 2 pontos para a classificação absoluta do Campeonato de Portugal de Todo Terreno, antes de duas incursões pela região algarvia.

Famalicenses pontuam em Macedo de Cavaleiros

A prova do Campeonato de Portugal de Todo-Terreno disputada mais a norte, o Rali TT Serras do Norte, foi bastante feliz para os pilotos famalicenses presentes, sendo Carlos Sousa novamente o vencedor.

Com uma estrutura de dois dias de prova, com prólogo e um curto sector selectivo na 6ª, completado com dupla passagem num outro SS já no Sábado, para além da atractiva super especial disputada no centro de Macedo de Cavaleiros, esta 2ª prova do campeonato conheceu o mesmo vencedor da prova inaugural.

Se no primeiro dia foi Miguel Barbosa quem dominou por completo os acontecimentos, já na derradeira etapa foi Carlos Sousa quem conseguiu superiorizar-se a toda a concorrência, conquistando assim a segunda vitória consecutiva da época. O piloto do Mitsubishi Racing Lancer beneficiou primeiro de um erro de percurso e um furo de Miguel Barbosa, depois dos problemas eléctricos no BMW X3 de Filipe Campos, que o colocariam fora de prova. A partir daqui, Sousa limitou-se a gerir o seu andamento, chegando confortavelmente instalado no 1º lugar.

O tal furo que Miguel Barbosa sofreu foi fatal nas suas aspirações à vitória, uma vez que ocorreu logo na fase inicial e após um engano, que irritou bastante o piloto do BMW. Barbosa sai de Macedo de Cavaleiros com um certo amargo de boca, embora admita que este 2º posto é bastante importante nas contas do campeonato.

Surpreendentemente no 3º lugar surge José Dinis Lucas, em Mitsubishi Pajero DID, depois de uma animada luta com José Gameiro. Um toque já perto do final fez com que o piloto da Nissan preferisse segurar o 4º posto, em vez de continuar a atacar o seu adversário directo.

Rómulo Branco juntou um excelente 5º lugar com a vitória no Agrupamento T8, na frente de Pedro Silva Nunes, que foi o mais rápido na Categoria T2, ele que estava inscrito com as cores da Padock Competições. Logo atrás, surgem os dois famalicenses em prova, curiosamente, segundos nos T8 e T2, respectivamente.

Filipe Martins, navegador de Fernando Rito, obteve um excelente 7º posto final, num bom regresso esporádico desta dupla ao campeonato. Aos comandos de um Toyota Land Cruiser e com o intuito de garantir a vitória tão desejada entre os T8 nesta prova, depois dos azares dos anos anteriores. A dupla da Padock Competições foi subindo aos poucos na tabela, com andamento muito consistente e regular, porém insuficiente para alcançar o vencedor da categoria, ainda que tenham diminuído a vantagem na parte de tarde da prova.

Naquilo que pareceu um "comboio" da Padock Competições, Adélio Machado levou o Toyota Land Cruiser até ao 8º lugar, vingando assim o azar da primeira prova. O piloto famalicense apenas se queixou-se da falta de ritmo com que chegou à prova, assim como de alguma falta de rendimento no Toyota, devido à altitude, contudo numa prova sem precalços de maior e encarada com bastante regularidade e cautelas, o resultado é bastante positivo.

Classificação Final
1º Carlos Sousa/Luís Ramalho (Mitsubishi Racing Lancer) – 4h53m30,3s
2º Miguel Barbosa/Miguel Ramalho (BMW X3 CC) - a 13m06,0s
3º José Dinis Lucas/Luís Tirano (Mitsubishi Pajero DID) - a 33m59,3s
4º José Gameiro/António Saraiva (Nissan Navara) - a 34m12,7s
5º Rómulo Branco/Pedro Colaço (Mitsubishi Pajero) – a 49m34,9s (1º T8)
6º Pedro Silva Nunes/Paulo Torres (Mitsubishi Pajero) – 49m36,6s (1º T2)
7º Fernando Rito/Filipe Martins (Toyota Land Cruiser) - a 52m46,8s
Adélio Machado/Paulo Fiuza (Toyota Land Cruiser) - a 57m34,1s
9º Bruno Oliveira/Bruno Fernandes (Mazda BT50) – a 1h00m30,1s
10º Jorge Simões/Anibal Mendonça (Nissan Pathfinder) – a 1h01m08,0s

Classificação CP Todo Terreno
1º Carlos Sousa (19 pts)
2º Miguel Barbosa (13 pts)
3º Filipe Campos (8 pts)
4º Nuno Matos (6 pts)
5º José Dinis Lucas (6 pts)
(...)
11º Adélio Machado (3 pts)

O Campeonato de Portugal de Todo Terreno segue agora até ao Algarve, com a disputa da Baja Terras d'El Rei, marcada para 17 e 18 de Abril.

19 março 2009

Diário de Bordo (Rali Barcelos) - Mariana N. Carvalho

Para dar por encerrado o capítulo do Rali de Barcelos, eis o Diário de Bordo, desta feita com um toque feminino. Oportunidade para Mariana Neves de Carvalho, a piloto da Macominho Sport, estender à escrita tudo aquilo que se passou no seu primeiro rali do Open de Ralis. Um reconhecido prémio (já previsto antempadamente...) após a sua bela prestação!

Quando me sentei para escrever as peripécias da minha primeira corrida no Campeonato Open de Ralis, dei comigo a recuar alguns anos e recordar-me de quando a minha professora da primária me dizia para fazer uma composição sobre o fim de semana.

E é isso no fundo o que vou fazer, uma vez que este acabou por ser um fim de semana diferente de todos os outros. Na sexta-feira juntamente com o Filipe Martins, meu navegador, partimos para Barcelos e fui acompanha-lo nas verificações documentais e técnicas. Dado que éramos o número mais alto da prova,o Filipe pediu aos comissários técnicos para sermos os primeiros a verificar e quando apontamos o carro na garagem para as verificações técnicas alguém nos disse que faltava a publicidade obrigatória do campeonato e então o meu navegador foi tratar disso enquanto eu entrava na garagem.

Mas quando entrei,todos os comissários vieram para volta do meu carro e começaram a fazer uma série de perguntas que me deixaram completamente bloqueada onde a única coisa que me saía era, "Chamem o meu navegador, ele é que sabe". O Filipe lá veio e resolveu a situação, ele que já tem muita experiência e isso é importante nestes primeiros passos.

Depois veio a super especial, onde o nervosismo de principiante aliado a ser a primeira concorrente na estrada colocou em mim alguma pressão. Mas lá fomos e com ajuda do Filipe lá consegui gerir os acontecimentos e tudo correu bem.

No Sábado, o inicio da primeira classificativa foi um pouco mais complicado, pois quando estou para entrar no parque fechado, dá-se o acidente dos meus companheiros de equipa Ricardo Costa e Nuno Almeida e por muito que o Filipe me dissesse que tudo estava bem, só a caminho da classificativa descansei, quando eles me ligaram para dar força e pensar só naquilo que ia a fazer. Nesta classificativa estava muito nervosa e ansiosa que terminasse, pois apenas serviu para descarregar toda a pressão.

A partir daí tudo se tornou mais fácil e na segunda classificativa penso que andei muito bem apenas tivemos um contratempo quando na última curva da PEC estava um carro atravessado e nos fez perder algum tempo. Depois seguiram-se as outras e tudo correu bem, que é como quem diz, tudo correu sobre as rodas do Suzuki, que se portou impecável apesar de alguns erros de principiante que aqui e ali fui cometendo.

Em resumo, gostei muito do rali, tinha muito público que me foram apoiando ao longo das especiais de classificação. Também aproveito a oportunidade para agradecer todo o apoio dos meus familiares, amigos e equipa de assistência que me tem proporcionado momentos espectaculares neste início de carreira. Aproveito também para agradecer ao Famalicão Motor pela oportunidade que me deu para escrever o diário de bordo no meu primeiro rali do campeonato open.

Quanto a mim estarei no próximo rali, que se realiza na Marinha Grande. Até lá.


Foto: Bruno Fernandes

Adélio Machado quer vitória nos T2

A região transmontana de Macedo de Cavaleiros recebe este fim-de-semana (20 e 21 Março) a segunda jornada do Campeonato de Portugal de Todo Terreno numa organização do Motor Clube de Guimarães. Depois da passagem pelas planícies alentejanas, Adélio Machado e Paulo Fiúza enfrentam agora as serranias transmontanas na busca de um lugar no pódio do agrupamento T2.

A dupla da Padock Competições irá dispor de um recuperado Toyota Land Cruiser, depois de uma desgastante maratona que foi o Dakar seguido da jornada inaugural do CPTT com o Ervideira Rali TT: "Na jornada inaugural, no Alentejo, estávamos precavidos para os problemas que pudessem surgir com o Toyota que acabara de chegar do Dakar. Agora, tudo foi revisto e vamos poder contar com um carro competitivo como é seu timbre ao longo de um percurso que se prevê bastante duro e desgastante para as mecânicas das viaturas, existindo ainda o handicap da altitude, mais favorável aos carros mais potentes", começou por dizer o piloto de Famalicão que ambiciona "brigar" pela vitória no agrupamento T2, na conquista das Serras do Norte: "sabemos que existem outros pilotos com as mesmas ambições, mas, o nosso objectivo também passa por ai, vencer e cimentar a nossa posição na luta pelo título. Esta prova não será nova para a maior parte das equipas, mesmo sofrendo ligeiras alterações de percurso, por isso vamos apresentar-nos em igualdade e certamente proporcionar um excelente espectáculo competitivo".

No regresso ao nacional da especialidade, Adélio Machado afirma a sua vontade de continuar a fazer parte desta "família" do todo terreno: "a aposta vai nesse sentido, marcar presença com a Padock nas provas do nacional e preparando o Dakar. Não vou esconder que gostaria de conquistar o título nacional, mas, para isso terei que vencer provas e somar o maior número de pontos. È com esse espírito que nos vamos apresentar em Macedo de Cavaleiros, primeiro terminar e se possível vencer".

O Rali TT Serras do Norte arranca na tarde de sexta-feira (20 Março) com uma Super Especial de 5,4 kms, seguindo uma primeira etapa com um Sector Selectivo de 40 kms. Para Sábado o Motor Clube de Guimarães preparou um troço com cerca de 150 kms que será percorrido por duas vezes.

Luís Campos com fim de semana para esquecer

Mais um fim-de-semana que passou, mais um rali realizado e por incrível que pareça, mais uma desistência acumulada para a dupla Luís Campos e Fábio Vasques que perfazem desta forma a sexta desistência consecutiva em ralis do Troféu Fastbravo.

A dupla não acredita e só quer esquecer mais este rali, tudo correu ao contrário do planeado para a dupla: "Não acreditamos no que mais uma vez nos aconteceu, mais uma avaria mecânica que nos deitou por terra mais um rali, já não sabemos o que fazer, mudamos o carro, mudamos a equipa, mas nem assim, o azar persegue-nos. Sabemos que os ralis têm destas coisas infelizmente, mas já começa a ser em demasia, esperamos que tenha ficado por aqui e que para a próxima prova tudo corra melhor", disse a jovem dupla.

Logo no início do rali as coisas foram atribuladas para a dupla: "O rali começou logo mal, na primeira classificativa, a super-especial, foi-nos atribuído um tempo que não era nosso e quando pedimos justificação para tal, a organização em nada cooperou, muito pelo contrário, o que nos estragou logo o rali em termos de classificação. Não nos deixando ir abaixo com o sucedido, no segundo dia entramos com vontade de mostrar que podíamos andar rápido e embora o carro logo de início mostrasse alguma falta de velocidade, devido ao problema que mais tarde veio a ser fatal, os tempos voltaram ao normal e rodamos sempre nos tempos da frente. Infelizmente e quando já começávamos a gostar do rali,o distribuidor do carro cede e vemos-nos obrigados a mais uma vez ter que desistir, foi frustrante", explicava o famalicense Luís Campos.

A próxima prova é já daqui a um mês, dias 17 e 18 de Abril, o Rali Vidreiro, na Marinha Grande, um rali que a dupla promete preparar da melhor forma possível para que tudo corra ao contrário do que se tem sucedido: "Prometemos dar o nosso melhor até ao próximo rali, vai ser feita uma revisão integral ao carro, vamos testar e treinar muito bem o rali para que possa correr da melhor maneira possível e que possamos lutar por uma vitória que há muito tempo nos tem fugido, é essencial um bom resultado, quer para nós, como para os nosso patrocinadores".

O único duelo a norte

O Rali TT Serras do Norte promete tanto ou mais que a etapa inaugural do CPTT, constituindo a oportunidade ideal para confirmar (ou não) as ambições de cada um dos principais candidatos ao título.

Única etapa do calendário disputada a norte, a jornada do Motor Clube de Guimarães apresenta características diferentes de todas as outras, já que é traçada nas complicadas serranias de Trás-os-Montes, num percurso tão acidentado quanto sinuoso e que devido à altitude costuma limitar, sobremaneira, a potência dos motores, especialmente os alimentados a gasolina.

Como se viu já em Reguengos, dificilmente isso constituirá um sério problema para Carlos Sousa, talvez mais preocupado com a reacção dos seus dois adversários na corrida ao título e, não menos importante, com a notória falta de potência no motor diesel Mitsubishi, para já compensada com o soberbo comportamento do chassis do Racing Lancer.

Mais do que fugirem aos furos de que ambos se lamentaram em Reguengos, Filipe Campos e Miguel Barbosa terão agora que arrepiar caminho e colocar o actual líder do campeonato em sentido, sob pena de terminarem o ano a lutar apenas pelo 2º lugar. E se Campos poderá ter uma pequena vantagem por voltar a dispor de um X3 mais evoluído, quer a nível de motor, quer a nível de chassis, Barbosa tem, pelo menos, a tradição a seu favor, pois venceu as últimas duas edições do rali.

Ao nível do Agrupamento T2, a luta também promete, com Nuno Matos e Pedro Silva Nunes, respectivamente primeiro e segundo no Ervideira, a prometerem novo e emotivo duelo pela primazia, ainda que com José Dinis Lucas e, sobretudo, Jorge Simões (infeliz em Reguengos) a poderem intrometer-se nesta luta. Também aqui se poderá incluir o famalicense Adélio Machado (nº16), que quererá vingar o contratempo da primeira prova e mostrar-se também como um dos fortes candidatos à vitória nesta categoria.

Quanto à categoria T8, terá cinco equipas à partida e o regressado Fernando Rito como principal favorito, mais quando se adivinham dificuldades acrescidas - leia-se, falta de potência no motor da sua Navara - para o actual líder da categoria, José Camilo Martins. De destacar a presença de Filipe Martins (nº25) como navegador de Rito, correndo tal como o conterrâneo sob as cores da Padock Competições, sendo que os lugares da frente serão a sua meta final.

Finalmente, oito formações vão lutar pelo triunfo na segunda jornada do Desafio Elf/Mazda. Bruno Oliveira procura a sexta vitória na competição, mas terá agora que medir forças com o consagrado Francisco Esperto, em estreia numa Mazda BT-50.

Como novidades ao nível de figurino, realce para um primeiro sector selectivo ainda na 6ª feira, logo após o Prólogo, assim como um Super Especial disputada bem no centro de Macedo de Cavaleiros, numa prova que soma um total de 350 quilómetros cronometrados.

Para mais informações, consulte a barra lateral.

Barcelos não terminou da melhor forma para Cristina Silva

A primeira prova que Cristina Silva realizou esta temporada, o Rali de Barcelos, acabou logo na fase inicial, devido a problemas de travões no seu Nissan Micra.

Acompanhada de Isabel Ramalho, a piloto famalicense iniciou a terceira prova do Campeonato Open de Ralis na Especial-Espectáculo de Barcelos 1, realizada na sexta-feira à noite, com bastantes cautelas e sem correr riscos.

E os cerca de 6 km da especial nocturna até correram de feição para a dupla feminina, pois Cristina Silva/Isabel Ramalho rodaram sempre sem problemas. Mas o azar acabou por lhes bater à porta nos 5 km de Carvalhal-Goios (PE2), percorridos já no sábado de manhã.

O Nissan Micra foi afectado por problemas de travões, e obrigou mesmo à desistência no Rali. As pilotos encontravam-se a realizar uma prova de acordo com as suas expectativas, sem arriscar, de forma a concluírem esta nova experiência da melhor forma, levando o Micra até final. Tal acabou por não ser possível, mas Cristina Silva está confiante para o próximo rali, o Rali Vidreiro, onde espera ter melhor sorte.

17 março 2009

Mariana cumpre objectivos e Ricardo acaba fora de estrada

O Rali de Barcelos, entre as sete dezenas de equipas admitidas à partida, com a presença dos dois carros da Macominho Sport, o Mitsubishi Lancer Evo VI de Ricardo Costa/Nuno Almeida e o Suzuki Ignis de Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins que tiveram sortes diferentes nesta jornada.

A cumprir a primeira prova no Open Nacional de Ralis a dupla do Suzuki Ignis terminou a jornada no quadragésimo sexto lugar da geral, sendo quartos no Campeonato de Portugal Júnior de ralis.

Mariana Neves de Carvalho guiou pela primeira vez o carro japonês no asfalto e "gostei muito, o Suzuki é mais competitivo no asfalto do que na terra, tem um comportamento impecável o que me dá muita confiança para o futuro". Em relação à prova, a piloto acrescenta "cumprimos os objectivos que eram terminar a prova e terminar dentro do top five do campeonato júnior, acabamos em quartos só posso estar satisfeita, não só com o meu desempenho mas também com o desempenho de toda a equipa", em relação á experiencia "no asfalto tudo acontece muito depressa, a velocidade que é atingida é alta e isso dá mais adrenalina, resumindo gostei” concluiu Mariana Neves de Carvalho.

Ricardo Costa e Nuno Almeida no Mitsubishi Evo VI entraram com o pé direito na prova ao vencerem a primeira especial de classificação, mesmo depois de um pião feito na primeira rotunda da especial realizada na sexta feira á noite.

No sábado, a dupla da Macominho Sport entra novamente ao ataque e na última curva do troço da Franqueira, uma saída de estrada provocada por um problema de pneus ditou o abandono. "Ainda não percebi o que na realidade aconteceu, quando abordei a curva verifiquei que o carro não obedeceu à trajectória, saindo de estrada. Agora vamos averiguar todos os factores para chegarmos a alguma conclusão", confessou Ricardo Costa.

A próxima prova do Campeonato Open de Ralis realiza-se dentro de cinco semanas na Marinha Grande, denominada de Rali Vidreiro.