21 abril 2009

Mariana termina rali dificil e Ricardo continua em maré de azar

A Macominho Sport esteve presente no passado fim-de-semana na Marinha Grande, onde participou no Rali Vidreiro, com as duplas Ricardo Costa / Nuno Almeida em Mitsubishi e Mariana Neves de Carvalho / Filipe Martins em Suzuki.

Numa jornada marcada pela chuva, Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins a participarem no Campeonato de Portugal Júnior, terminaram a jornada organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande na quarta posição, sendo ainda 44ºs da classificação geral, numa prova em que sentiram alguns problemas mecânicos.

Os problemas sentidos no Suzuki Ignis foram na transmissão. O que retirou á dupla famalicense a hipótese de lutar pelos lugares do pódio uma vez que perderam bastante tempo até chegarem á assistência. "Foi pena o que nos aconteceu, na segunda especial, a transmissão saltou fora e perdemos muito tempo a tentar solucionar o problema. A partir daí só pensamos em terminar a prova e amealhar o máximo de pontos possível no Campeonato Júnior", começou por confessar Mariana Neves de Carvalho que ao longo da prova registou tempos entres os três primeiros do respectivo campeonato.

Apesar deste contratempo a piloto da Macominho Sport cumpriu uma vez mais o objectivo que era o de terminar, "pois esta era a minha estreia á chuva e eu não sabia muito bem qual seria a reacção do carro nem dos pneus. Felizmente foram dois bons aliados que me ajudaram a conseguir ultrapassar mais uma etapa" acrescentou a piloto que disse ainda que "este era um rali muito sujo, cada curva era um desafio e ter chegado ao fim foi muito positivo, pois dá-me outra confiança para o futuro" concluiu.

Também presentes na prova marinhense estiveram Ricardo Costa e Nuno Almeida em Mitsubishi EVO VI, que uma vez mais não tiveram a sorte do lado deles, pois um problema com a caixa de velocidades colocou um ponto final na participação no decorrer da penúltima especial de classificação.

A dupla do carro dos três diamantes foi a primeira líder do rali, ao vencerem a super especial, mas um problema com o tubo do intercooler retirou-lhes a liderança baixando os famalicenses para o vigésimo oitavo lugar. Sem nunca baixar os braços os pilotos da Macominho Sport começaram a recuperar lugares até que a caixa de velocidades deixou de colaborar numa altura em que já eram quintos da classificação geral e estando já a cerca de quinze segundos do segundo lugar.

"Entramos bem na prova mas um problema com o tubo do intercooler fez com que tivéssemos de fazer uma prova de trás para a frente e isso mesmo estava acontecer. Com chuva o carro estava impecável, até á hora que a caixa cedeu e tivemos que por um ponto final na nossa participação" desabafava Ricardo Costa, rematando: "provamos que éramos os mais rápidos em prova, pois vencemos quatro especiais de classificação, não sei mais o que dizer, falta de sorte".

A próxima jornada do Campeonato Open de Ralis é o Rali de Cerveira que se realiza nos dias 16 e 17 de Maio.

Fotos: Nuno Pimenta

José Carvalho esteve em bom plano no Rali Vidreiro

O Rali Vidreiro, disputado no passado fim-de-semana, contou com a presença da dupla José Carvalho/Sérgio Rocha, ao volante de um Fiat Punto HGT, saldando-se positivamente com o 18º lugar final, num rali bastante complicado, conhecidas que são as traiçoeiras estradas do Pinhal de Leiria

Com toda a incerteza face ao estado dos pisos, a dupla famalicense encontrou um bom compromisso logo nas primeiras rondas, chegando a rodar bem perto do Top-10, contudo um pião fez José Carvalho perder algum tempo. "As primeiras passagens nas classificativas correram bem, não esperava adaptar-me tão bem ao carro com o piso húmido, foi pena a ligeira saída, pois obrigou-nos a ter algumas cautelas e a moderar o ritmo. Nestas especiais, o mínimo erro paga-se caro, pois já de si são muito escorregadias, ainda mais nestas condições, é preciso sempre muita atenção", resumia o piloto de Famalicão, após a 1ª secção.

Na parte da tarde, o São Pedro não deu descanso e a chuva apareceu definitivamente, dificultando ainda mais a tarefa dos pilotos, quer a conseguir as trajectórias ideais, quer a escolher correctamente os pneus e foi precisamente este ponto que impediu José Carvalho de ir mais longe. "Os pneus degradaram-se muito na parte de tarde, portanto não dava para arriscar nada, foi mesmo levar o carro até ao fim, ainda assim o resultado é excelente, ainda para mais na primeira prova à chuva que faço", adiantou o piloto famalicense, não sem antes deixar um agradecimento especial ao seu navegador, pois "foi uma preciosa ajuda. O Sérgio tem uma vasta experiência e esteve ao melhor nível, dando uma importante contribuição para que pudéssemos ter um rali sem grandes contratempos e com alguma diversão à mistura".

José Carvalho somou assim mais alguns pontos para o Open de Ralis, porém o seu regresso a esta competição está agora marcado somente para a fase de terra, no Rali de Arganil, a ser disputado em Junho.

Foto: Nuno Pimenta

João Ruivo de regresso às vitórias na Categoria 1

O Crédito Agrícola Rally Team, com a dupla João Ruivo e Alberto Silva, voltou às vitórias no Campeonato Open, depois de conseguir no Rali Vidreiro levar a melhor na Categoria 1, carros de duas todas motrizes.

Não foi uma jornada fácil para a dupla famalicense, pois teve que enfrentar alguns problemas, tal como um problema eléctrico logo na segunda classificativa, e uma escolha de pneus menos acertada no início da última secção.

Ambos os percalços foram ultrapassados e, com uma prestação de garra, conseguiram chegar ao segundo lugar final, obtendo assim a melhor classificação até agora nesta época de 2009: "Este segundo lugar foi sofrido como nunca", desabafava João Ruivo à chegada a S. Pedro de Moel, explicando depois a sua prova: "Tivemos alguns pequenos erros ao longo do dia, mas não só. Depois do problema no troço de Campos do Lis, ainda recuperámos alguma coisa logo a seguir. No início da segunda volta pelos troços, a chuva cada vez era mais intensa e a escolha de pneus não foi a melhor. Ainda trocámos para as duas últimas especiais os pneus da frente e decidimos arriscar o máximo que pudemos. Isso deu frutos e chegámos ao segundo lugar".

João Ruivo admitiu ainda que, com as condições climatéricas encontradas, não se lembra "de fazer um rali assim. Nesta zona de S. Pedro de Moel, com este tipo de asfalto, já não é fácil com pisos secos, agora a chover a tarefa é muito complicada. Na ponta final chegar a este lugar deu algum gozo, não esquecendo que também tivemos alguma sorte pela desistência do Ricardo Costa, pois ele estava a andar muito bem e a recuperar".

Agora, para o futuro: "Estamos outra vez no bom caminho e este resultado dá-nos muita motivação para a futuro. Quero dar os parabéns a toda a equipa técnica e ao Alberto Silva que me deu muita confiança", concluiu João Ruivo.

Triunfo na 2ª etapa premiou esforço da equipa

Uma contrariedade mecânica no primeiro dia da jornada dupla da Baja Terras d’el Rei retirou a dobradinha a Adelio Machado e Paulo Fiuza nas serranias do sotavento algarvio. A dupla da Padock Competições esteve em evidência ao longo de toda a prova do Clube Automóvel do Algarve e, não fosse a quebra do suporte do diferencial da frente do Toyota Land Cruiser no decorrer do sector selectivo inicial o resultado final seria fantástico.

Depois do terceiro melhor tempo entre a categoria T2 e um excelente 11º da geral na super especial, rapidamente Adelio Machado se colocou entre os candidatos a somar os primeiros vinte pontos respeitantes à vitória: "pelas indicações exteriores, ao km 70, altura em que se deu o abandono já estaria na frente da corrida, estando já a avistar a traseira do carro do Nuno Matos. Só que, a dada altura e quando menos esperava, começamos a ouvir um barulho estranho e ficamos sem tracção dianteira. Paramos de imediato e detectamos que tínhamos furado o cárter, provocado pela quebra do suporte do diferencial dianteiro – uma peça que e quatro anos de competição do Toyota 120, incluindo Dakar nunca tinha partido. O abandono foi inevitável e só queríamos recuperar a viatura para a etapa de Domingo", adiantou Adélio Machado que assim se viu afastado de um lugar de destaque na classificação geral, para além de ficar privado de lutar pelo triunfo final na categoria T2.

Uma jornada bem do agrado do piloto de Famalicão que começou mal, mas, terminou em beleza! Após longas horas de trabalho, a excelente equipa de mecânicos da Padock Competições conseguiu, já passavam das duas da manhã recolocar o carro em parque fechado, apto para percorrer os derradeiros 126 kms da Baja Terras d’el Rei. Uma operação que obrigou a uma deslocação do Algarve a Famalicão para desmontar o suporte do diferencial de um outro Toyota e transporta-lo até Monte Gordo para que Adelio Machado e Paulo Fiuza pudessem concluir a prova algarvia: "uma operação que foi brilhante, graças aos homens que tratam do carro, uns mecânicos fantásticos, os melhores do mundo. Este triunfo a eles também pertence. Foi uma etapa ao melhor nível, bem ao meu gosto, sempre cravado. Partimos da última posição, mas, deu-me um grande gozo efectuar inúmeras ultrapassagens, ficando na oitava posição da geral e uma vitória sem contestação entre os T2. No final, fiquei com alguma mágoa porque tínhamos todas as condições de sair do Algarve com duas pontuações máximas!".

A quarta jornada do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno disputa-se já no próximo dia 23 e 24 de Maio, novamente por terras Algarvias, com a Baja Serra de Monchique.

Hat-Trick para Nuno Pina

Nuno Pina somou no passado fim-de-semana mais uma importante vitória no Desafio Modelstand, alcançando o seu terceiro triunfo consecutivo, desta feita no Rali Vidreiro. Para além de ganhar na sua competição prioritária, o piloto apoiado pela Cup-Car terminou a prova no 4º lugar absoluto e no 2º posto entre os concorrentes da Categoria 1, do Campeonato Open de Ralis.

O piloto famalicense, navegado por Guilherme Pereira, não teve no entanto uma tarefa fácil, sendo esta complicada tanto pelas difíceis condições atmosféricas, como pela rapidez dos seus adversários.

"Foi um rali muito complicado, a chuva tornou os pisos muito escorregadios, o que nos causou um pião na 2ª classificativa e uma saída de estrada na 1ª da tarde. Apesar destes contratempos, andámos muito depressa e chegámos à derradeira PEC na 3ª posição da geral, com o Luís Mota atrás de nós, a poucas décimas de segundo. Optámos por não arriscar porque não queríamos deitar fora todo o esforço que fizemos ao longo da prova. Em termos de troféu, o Daniel Ribeiro "apertou" bastante, obrigando a um andamento fortíssimo na 2ª passagem por Campo do Lis e apesar da saída de estrada e de ainda termos apanhado o Frederico Ferreira no troço, cerca de 3 km antes do fim, conseguimos uma vantagem de 15 segundos, o que nos possibilitou gerir o andamento nos dois últimos troços", refere Nuno Pina.

O piloto, que conta com o apoio da Amob, Cup-Car, Silvafer e Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e é assistido com o maior profissionalismo pela SFR Motorsport, mostrou novamente o seu enorme talento, alcançando, entre outras marcas interessantes, um 2º melhor tempo absoluto na primeira passagem por Campos do Lis, perante condições atmosféricas que favoreciam muito mais as viaturas dos seus adversários. Pina termina explicando: "de realçar que para este resultado, contámos ainda com os pneus intermédios da Kumho, que nos permitiram andar a um ritmo muito forte, revelando-se por isso uma peça fundamental".

A próxima prova da equipa famalicense é o Rali Vila Nova de Cerveira, que se realiza a 16 e 17 de Maio.

20 abril 2009

Ninguém pára Carlos Sousa. Adélio Machado minimizou prejuízo na 2ª etapa

Carlos Sousa/Luís Ramalho mantêm o pleno no campeonato de TT ao garantir mais um triunfo, o terceiro consecutivo, em mais uma prova da competividade do seu Mitsubishi Racing Lancer. A presença famalicense limitou-se a Adélio Machado e a sorte não acompanhou o piloto.

Dividida por dois dias, a Baja Terras d'El Rei ficou marcada por um erro de cronometragem no final do 1º dia, que levou a organização a anular os tempos do último sector, numa situação que trouxe, logicamente, amargos de boca para alguns pilotos, assim como agradou a outros, concretamente a Miguel Barbosa, vítima de uma saída de estrada nesse sector.

Na estrada, tudo na mesma ao longo de toda a prova, ou seja, Carlos Sousa na frente, porém Filipe Campos foi sempre uma sombra do piloto da Mitsubishi, até furar ainda no 1º dia, para depois ser o diferencial do BMW a não colaborar convenientemente. A partir desse ponto, Sousa limitou-se a controlar o andamento do seu adversário, ainda assim venceu o SS de Domingo, amealhando mais alguns pontos em termos de campeonato.

No lugar mais baixo do pódio terminou Miguel Barbosa, também ele vítima de dois furos no Sábado e queixoso de falta de rendimento do BMW X3. Após uma mudança de afinações para Domingo, o piloto ainda lutou com as armas que tinha, contudo insuficientes para melhorar o 3º lugar.

Bernardo Moniz da Maia acabou por ficar com o 4º lugar, beneficiando do abandono de Pedro Grancha, sem direcção assistida na Nissan Pick-Up, até aí autor de uma boa prova, sempre na luta pelo pódio. E por falar em abandonos, José Gameiro abandonou no ultimo sector do percurso, quando parecia ter o 5º lugar na mão, ficando José Dinis Lucas nessa posição.

Rómulo Branco somou mais um triunfo no T8 conseguindo ainda o 6º lugar da geral. O homem do Mitsubishi Proto perdeu bastante tempo na derradeira etapa, mas isso não colocou em causa a vitória na categoria. O piloto da Padock Competições, Pedro Silva Nunes acabou por vencer os T2, depois de ter visto um problema atirá-lo para trás de Nuno Matos. Só que Matos acabou também ele por perder tempo na fase final do percurso e teve de se contentar com o 2º entre os T2.

Adélio Machado não foi nada feliz nesta baja, com a quebra do suporte do diferencial na fase inicial da prova,a pós excelentes indicadores no Prólogo. Este abandono na primeira jornada, leva a que o piloto de Famalicão tenha ficado a zeros em termos pontuais, um contratempo na sua caminhada ao título no agraupamento. Com nova pontuação em jogo e já com o Toyota Land Cruiser novamente operacional, a 2ª etapa foi encarada ao ataque e o piloto famalicense alcançou o 8º tempo mais rápido do dia, vencendo categoricamente entre os T2, reequilibrando assim as contas e minimizando de alguma forma o prejuízo do dia anterior.

Classificação Geral
1º Carlos Sousa/Luís Ramalho (Mitsubishi Racing Lancer) - 6h49m45,5s
2º Filipe Campos/Jaime Batista (BMW X3 CC) - a 3m05,5s
3º Miguel Barbosa/Miguel Ramalho (BMW X3 CC) - a 15m59,3s
4º Bernardo Moniz da Maia/Joana Sottomayor (BMW X3 CC) - a 36m54,8s
5º José Dinis Lucas/Luís Tirano (Mitsubishi Pajero DID) - a 54m50,5
6º Rómulo Branco/Pedro Colaço (MitsubishI Pajero Evo) - a 1h04m01,4s (1º T8)
7º Pedro Silva Nunes/Paulo Torres (Mitsuishi Pajero DID) - a 1h07m34,0s (1º T2)
8º António Baiona/Pedro Baiona (Nissan Navara) - a 1h11m21,2s
9º Nuno Matos/Jaime Cortês (Isuzu D-Max) - a 1h23m42,2s
10º José Camilo Martins/Mário Feio (Nissan Navara) - a 1h27m46,6s
(...)
18º Adélio Machado/Paulo Fiúza (Toyota Land Cruiser) - a 13h55m54,7s

Classificação CPTT
1º Carlos Sousa (34 pts)
2º Miguel Barbosa (23 pts)
3º Filipe Campos (20 pts)
4º Bernardo M. da Maia (12 pts)
5º José Dinis Lucas (12 pts)
(...)
11º Adélio Machado (4 pts)

Classificação CPTT/T2
1º Pedro S. Nunes (73 pts)
2º Nuno Matos (59 pts)
3º Mário Dinis Lucas (57 pts)
Adelio Machado (49 pts)
5º Jorge Simões (49 pts)

O Campeonato de Portugal de Todo Terreno tem a próxima etapa novamente no Algarve, nos dias 23 e 24 de Maio, em Monchique.

Famalicenses deram-se bem com a chuva no Vidreiro

O Rali Vidreiro ficou marcado pela instabilidade climatérica e pela lotaria que foi a escolha de pneus, porém contas feitas no final e a vitória foi para Pedro Peres, naquela que foi o seu 3º triunfo consecutivo. Famalicenses somaram vitórias em várias categorias, num balanço bastante positivo.

As especiais da zona de São Pedro de Moel e da Marinha Grande são conhecidas por serem muito escorregadias, mesmo em pisos secos, assim como requerem especial atenção pois apresentam zonas traiçoeiras, pelo que com a chuva que se fez sentir, os cuidados eram redobrados e ao mínimo deslize, um bom resultado poderia estar comprometido.

A dupla Ricardo Costa/Nuno Almeida foi quem entrou mais forte, vencendo logo a super especial de abertura, mas no dia de Sábado viram um problema no turbo do Mitsubishi Lancer retirar-lhes a liderança e com isso afundaram-se na classificação. A partir dái, o piloto de Famalicão deu um recital à chuva e venceu todas as especiais até a caixa de velocidades ceder e ditar o abandono, numa altura em que eram 5ºs e bem posicionados para alcançar o 2º posto.

Depois do azar de Costa, talvez o seu principal adversário, Pedro Peres limitou-se a gerir o seu andamento, mantendo os níveis de concentração elevados, tarefas cumpridas de forma excelente e que permitiram alcançar mais uma vitória nesta temporada, aumentando o fosso face à concorrência em termos de campeonato.

Mas se na discussão da vitória não houve interesse competitivo, o que dizer da luta pelos restantes lugares do pódio, que durou até à última classificativa. Os actores foram João Ruivo, Luís Mota, Nuno Pina e Daniel Ribeiro, que ao longo de toda a prova se envolveram em constantes trocas de posições, sendo o famalicense do Fiat Stilo Multijet quem mais sorriu no final.

Ruivo não se deu bem em Campos do Lis, com um problema electrónico na primeira passagem e uma má escolha de pneus na segunda a fazerem com que o famalicense tivesse que andar atrás do prejuízo nas restantes classificativas. Com um andamento acima da média particularmente na segunda ronda, João Ruivo chegava assim ao 2º posto final, vencia entre as 2 rodas motrizes, num excelente resultado para as contas do campeonato, ainda para mais com Armindo Neves, um dos seus mais directos concorrentes, a não terminar a prova devido a um problema de motor, ainda na fase inicial.

Luís Mota foi o 3º classificado, fazendo valer as 4 rodas motrizes do seu Mitsubishi Lancer IV, chegando inclusivé a vencer um troço, apesar de um ligeiro toque ter custado alguns segundos. Conhecida que é a sua regularidade e consistência, Mota vai somando preciosos pontos num terreno que não é o seu predilecto, estando na discussão do Open de Ralis.

Autores de mais uma prova magnífica foram Nuno Pina/Guilherme Pereira que no início da prova ainda rodaram no 2º lugar absoluto, contudo um pião fê-lo perder alguns segundos e mesmo a liderança no Desafio Modelstand. Na parte da tarde, voltou a conquistar o 1º lugar no troféu dos Peugeot 206, o seu principal objectivo, mas foi incapaz de alcançar o pódio absoluto, face à superioridade do 4x4 de Luís Mota, contentando-se com a 4ª posição, 2º entre as 2 Rodas Motrizes, mantendo-se assim na liderança desta classe.

Logo atrás ficou Daniel Ribeiro, que deu algumas dores de cabeça a Nuno Pina, pois venceu três especiais no Desafio, era o lider no final das primeiras passagens e obrigava assim o famalicense a ter que andar ao ataque. Ribeiro não conseguiu acompanhar o ritmo, preferindo manter o 2º lugar no troféu, assim como fechou o top-5, na frente de Pedro Ortigão, também ele a integrar o Desafio Modelstand, numa prova que estes Peugeot 206 são bastante competitivos e que podem intrometer-se noutras lutas.

Nos Clássicos, desta feita a vitória sorriu a Aníbal Rolo, lider do início ao fim da prova, com a dupla de Famalicão, Frederico Ferreira/Octávio Araújo a ter alguns problemas ao nível do embaciamento dos vidros e dificuldades em colocar a potência do Ford Escort RS no chão, dificuldades inerentes a um carro com tracção traseira em pisos molhados. O 2º lugar serve para a dupla famalicense, que continua com bastante margem de manobra na liderança do campeonato de Clássicos.

André Pimenta venceu o Júnior, na frente de Pedro Tavares, que era acompanhado pelo famalicense Jorge Carvalho, eles que estão cada vez mais a ambientar-se ao Citroën Saxo S1600. Inserida nesta competição esteve Mariana Neves de Carvalho, navegada por Filipe Martins, numa boa prestação da jovem de Famalicão, coroada com o 4º lugar, após vários problemas ao nível da transmissão do pequeno Suzuki Ignis. Nas segundas rondas, Mariana subiu de rendimento e efectuou tempos muito interessantes quando comparados com pilotos equipados com máquinas equivalentes.

Além do já referido Desafio Modelstand, em termos de competições monomarca também há que dar nota ao Troféu Fastbravo, com vitória de Óscar Coelho, na frente de Paulo Barros e Fábio Ribeiro, todos separados por apenas 2,6 segundos. Luís Campos finalmente terminou uma prova, depois de uma série de azares, porém este rali não deixou o famalicense totalmente satisfeito. Primeiro foi uma saída de estrada no primeiros quilómetros de Sábado e depois constantes problemas de travões não permitiram melhor do que o 5º lugar no Fastbravo. Presente esteve igualmente Vasco Ferreira, de regresso ao lado de António Costa, porém não concluiram a prova em virtude de problemas de motor, numa altura em que discutiam o 3º lugar neste troféu.

Quanto aos famalicenses ainda não referidos neste resumo, todos eles alcançaram o final da prova, o que é de louvar. José Carvalho, desta vez com Sérgio Rocha ao seu lado, mostrou que está cada vez mais à vontade com o Fiat Punto, efectuando um rali praticamente sem erros e sem sustos, permitindo assim efecutar cronos de relevo, alguns dos quais entre os 15 mais rápidos, o que se traduzia num 18º lugar final.

Ricardo Santos Costa/Manuel Macedo também quebraram a malapata que os impedia de terminar ralis há já algum tempo, mas ainda assim este rali teve algumas dores de cabeça, a começar logo com um ligeiro despiste na primeira especial de Sábado e com um carro dificil de conduzir e pouco adequado às condições sentidas. No final, não foram além do 35º posto, porém terminar não deixa de ser um bom prémio para o azar sentido pela dupla famalicense.

Cristina Silva venceu entre as duplas formadas por Senhoras, com uma prestação bastante segura e sem arriscar o mínimo que seja e que pudesse deitar tudo a perder. Sem problemas mecânicos no Nissan Micra, a famalicense alcançou o final na 40ª posição.

Classificação Final
1º Pedro Peres/Tiago Ferreira (Ford Escort RS Cosworth) -- 35m24,3s
João Ruivo/Alberto Silva (Fiat Stilo Multijet) - a 1m10,5s
3º Luís Mota/André Mota (Mitsubishi Lancer IV) - a 1m16,0s
Nuno Pina/Guilherme Pereira (Peugeot 206 GTI) - a 1m26,8s
5º Daniel Ribeiro/Hugo Magalhães (Peugeot 206 GTI) - a 1m42,2s
6º Pedro Ortigão/Mário Castro (Peugeot 206 GTI) - a 2m36,8s
7º Diogo Salvi/Filipe Fernandes (Mitsubishi Lancer IV) - a 3m15,3s
8º Gil Antunes/Daniel Amaral (Opel Astra) - a 3m16,7s
9º André Pimenta/Marcos Gonçalves (Skoda Fabia TDI) - a 3m29,1s
10º Paulo Correia/Ricardo Correia (Peugeot 106 GTI) - a 3m32,2s
(...)
17º Pedro Tavares/Jorge Carvalho (Citroën Saxo S1600) - a 4m50,1s
18º José Carvalho/Sérgio Rocha (Fiat Punto HGT) - a 4m58,6s
19º Frederico Ferreira/Octávio Araújo (Ford Escort RS) - a 5m04,7s
(...)
35º Ricardo S. Costa/Manuel Macedo (BMW 320is) - a 11m07,s
36º Luís Campos/Fábio Vasques (Seat Marbella) - a 11m18,9s
(...)
40º Cristina Silva/Isabel Ramalho (Nissan Micra) - a 13m13,8s
(...)
44º Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins(Suzuki Ignis) - a 28m51,6s

Classificação Open de Ralis
1º Pedro Peres (88 pts)
Nuno Pina (65 pts)
Frederico Ferreira (56 pts)
João Ruivo (55 pts)
5º Luís Mota (48 pts)
(...)
11º Ricardo Costa (23 pts)

A próxima prova do Open de Ralis é bem no Norte do país, concretamente em Vila Nova de Cerveira, rali esse que encerra a fase de asfalto e está marcado para 16 e 17 de Maio.

Fotos R. Costa, N. Pina, M. N. Carvalho, J. Carvalho, P. Tavares e C. Silva: Nuno Pimenta
Fotos J. Ruivo, R. S. Costa, F. Ferreira, L. Campos, A. Costa, P. Peres: MondegoSport/Ralis.Online

16 abril 2009

Justino Reis começa temporada nos Açores

Depois de ter efectuado alguns ralis na temporada passada nas belas ilhas açoreanas, o navegador famalicense Justino Reis prepara-se agora para enfrentar toda a época no campeonato regional, ao lado de Ricardo Carmo.

Com uma época passada intermitente, falhando as primeiras provas do Regional dos Açores, Justino Reis ainda alcançou um excelente 5º lugar absoluto, 3º entre os navegadores da Produção, abrindo por isso boas perspectivas para 2009.

Nesta primeira prova, o Rali Sical, disputado na Ilha Terceira, em pisos de asfalto, as ambições da equipa Ricardo Carmo/Justino Reis passam por discutir os lugares cimeiros, agora que o Mitsubishi Lancer IX está mais evoluído, porém o famalicense adiantou que chegar ao favorito e campeão em título Ricardo Moura será complicado, assim como é preciso especial atenção ao regressado Gustavo Louro.

A partir de amanhã à noite e com continuidade por todo o dia de Sábado, os motores irão roncar nos Açores, esperando um bom resultado por parte da dupla que tem "costela" famalicense. Para nos dar conta da aventura açoreana, Justino Reis foi o convidado para elaborar o Diário de Bordo, a crónica do Famalicão Motor, ao dispôr de quem vive o desporto motorizado.

Nuno Pina na rota dos triunfos

Também presente no Rali Vidreiro estará uma das duplas sensação no início de temporada, Nuno Pina/Guilherme Pereira, que ocupam o 3º lugar no Open de Ralis, lideram destacados a Categoria 1 e venceram as 2 rondas do Desafio Modelstand.

Antes do rali organizado pelo Clube Automóvel da Marinha Grande, Nuno Pina pensa especialmente na vitória na sua competição mais importante, o Desafio Modelstand. "Apesar de ser um rali novo para nós, esperamos conseguir andar no nosso ritmo normal. Vamos pensar só no Desafio Modelstand e procurar a 3ª vitória no mesmo. O carro vai estar ligeiramente melhor e esperamos notar nos tempos estes melhoramentos. É um rali muito próprio, rápido, estreito e com muitos ressaltos. Não deixa de ser um rali ao nosso gosto, mas os erros vão-se pagar caro. Em relação à classificação à geral, vamos fazer o que fizemos até hoje, andar o que sabemos e quando chegarmos ao fim logo vemos o que conseguimos", referiu o famalicense.

O Rali Vidreiro é composto por uma super-especial espectáculo em S. Pedro de Moel no dia 17 de Abril e dupla passagem pelos troços de Campos do Lis, Marinha Grande e S. Pedro de Moel no dia 18.

Para além de contar com o profissionalismo da SFR Motorsport para manter o competitivo Peugeot 206 Gti, Nuno Pina conta ainda com o apoio dos seus patrocinadores: Amob, Cup-Car, Silvafer e Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

João Ruivo quer continuar a somar pontos

O Crédito Agrícola Rally Team, com a dupla João Ruivo e Alberto Silva, estará igualmente presente em mais uma jornada do Open de Ralis, nomeadamente o já referido Rali Vidreiro, onde pretende continuar a amealhar pontos.

Aliás, este objectivo foi conseguido nas duas últimas jornadas, permitindo à equipa famalicense subir na tabela classificativa, estando agora no quarto lugar em termos absolutos, e em terceiro na Categoria 1. Num traçado rápido e com bons pisos, como é o da prova do Clube Automóvel da Marinha Grande, é natural que os objectivos de João Ruivo sejam ambiciosos, espreitando sempre a oportunidade de terminar com a melhor classificação possível dentro do pódio: "Para já pretendo continuar a somar pontos, sendo neste momento o primeiro dos pilotos que têm duas pontuações, o que significa que estamos a recuperar. Sabemos que a tarefa é cada vez mais complicada, mas o objectivo também passa sempre por estar no pódio em cada prova", explica João Ruivo, que adianta ainda: "Se for assim, já seria bom, mas não escondo que sonho com mais. Claro que se os nossos adversários nos deixarem, obviamente que não colocamos de parte essa possibilidade, até porque temos vindo a preparar bem todas as provas e gostávamos muito de repetir o resultado de 2008 no Rali Montelongo. Esta é uma prova que conhecemos bem e onde o nosso carro funciona bem. Acredito que vamos entrar bem e que vamos trazer um bom resultado".

Em relação à estrutura do rali, João Ruivo explica também que é: "Idêntico a 2008,
a não ser a Super-Especial. Acho até que esta pode ser um pouco problemática, pois o piso é em paralelo e isso pode trazer problemas, sobretudo se chover. Mas é de pequena quilometragem e apenas dará para animar o público
", disse ainda o piloto apoiado pelo Crédito Agrícola, Avetel, Rol da Casa e Integra Support.

A terminar, o Crédito Agrícola Rally Team convida ainda todos para se deslocarem à sua zona de assistência, "onde temos algumas surpresas para todos", concluiu João Ruivo.