16 junho 2009

Jorge Carvalho Jr. foi 6º na Grécia e Justino Reis desistiu nos Açores

Foi um fim de semana recheado de ralis por este mundo fora, para além do Rali de Arganil onde participaram vários famalicenses, mais dois navegadores estiveram em acção. Jorge Carvalho Jr. esteve na Grécia, em mais uma etapa do PWRC, enquanto Justino Reis participou no Rali Ilha Azul, nos Açores.

Começando por Jorge Carvalho, a navegar Bernardo Sousa no Abarth Punto S2000, finalmente somou os primeiros pontos para o Campeonato do Mundo de Ralis/Produção, com a obtenção do 6º lugar no Rali da Grécia. Este foi o primeiro resultado postivo da jovem dupla nesta temporada, depois de vários contratempos nas anteriores provas, mas também na Grécia alguns problemas deram dores de cabeça. É conhecida a dureza dos pisos daquela região ao que se juntou o imenso calor, factores esses que dificultaram a prestação de Bernardo Sousa e Jorge Carvalho ao longo de todo o rali. A nível mecânico, um problema com uma porta e posteriormente com a direcção assistida foram os únicos motivos para alguma preocupação, mas pouco prejudicaram a táctica que optaram para este rali, que pedia bastantes cautelas, para assim somarem alguns pontos.

Já Justino Reis não teve a sorte pelo seu lado no Rali Ilha Azul, pontuável para o Campeonato dos Açores de Ralis. O famalicense que acompanha Ricardo Carmo, num Mitsubishi Lancer IX, viu a prova terminar mais cedo, em virtude de um toque numa pedra que cortou o tubo dos travões, impedindo assim a dupla de prosseguir em prova. Até esse momento, Ricardo Carmo e Justino Reis estavam na discussão pelo 3º lugar com Luís Pimentel, seu adversário mais directo em termos de campeonato, que contudo viria a ter alguns problemas também. Contas feitas, mesmo com o abandono, a dupla açoreana/famalicense mantém o 3º lugar no campeonato, ainda que agora empatados com o 4º classificado e cada vez mais longe do líder, Ricardo Moura.

Foto B. Sousa/J. Carvalho: Aifa
Foto R. Carmo/J. Reis: Luís Carlos Pacheco

Resultado final não espelha o andamento de Pedro Silva

Uma situação que, pode acontecer nos ralis, mas, com diferentes critérios na atribuição dos tempos numa especial de classificação quando ocorre uma neutralização de um troço, penalizou severamente o resultado final da dupla Pedro Silva/Vitor Martins na estreia ao volante do Mitsubishi Carisma em pisos de terra no Campeonato Open de Ralis que decorreu este Sábado em Arganil.

Depois de assumirem claramente a candidatura à quarta posição da geral, Pedro Silva e Vitor Martins oram claramente penalizados pelo acidente de Vítor Santos e, desceram para sétimos no final da prova, quando tinham praticamente reservado para si, a posição imediata aos lugares do pódio: "Foi um rali fantástico. Afirmo com toda a convicção: foi melhor a exibição do que o resultado final. Uma estreia que vou recordar para sempre, pela forma como encaramos o rali e na forma como soubemos gerir a nossa evolução, com um caro de tracção total que pela primeira vez guiei em terra, um Mitsubishi de geração antiga, mas muito bem preparado pela Macominho Sport. Divertimo-nos imenso. Entramos sem receio e terminamos com o dever de missão cumprida. No final da primeira secção ficamos surpreendidos com nós próprios pela posição que ocupávamos entre uma lista muito bem recheada de viaturas 4x4, sendo este o rali de estreia em terra com o Carisma. Depois, mesmo desconhecendo qual o tempo que nos seria atribuído pela neutralização da quarta classificativa, demos o nosso máximo para anular a desvantagem dos adversários que nos precediam com o intuito de ir buscar os dois lugares que estariam mais ao nosso alcance, pois eram apenas 13s que nos separavam da quarta posição. Arriscamos tudo e conseguimos não só anular a desvantagem como cimentar essa posição com larga superioridade, mas, não quiseram aliar a nossa excelente exibição ao resultado final. Parabéns à organização do Clube Automóvel do Centro que montou um excelente rali com troços espectaculares numa região que sabe bem receber e tratar bem quem os visita".

O despiste de Vitor Santos na quarta especial de classificação – segunda passagem pelo troço de Arganil, obrigou à paragem do rali aquando da passagem pelo local do acidente da equipa famalicense: "quando nos aproximamos do acidente não tínhamos como passar, o Ford Sierra estava a impedir a passagem, não tivemos outra alternativa que não parar, sendo no final penalizados severamente com um tempo igual ao que levou os concorrentes mais lentos, numa altura do rali em que estávamos a discutir a quarta posição da geral. Foi uma situação muito desagradável com uma equipa formada por pessoas com largos anos na competição e que, talvez pudessem tornar as coisas mais facilitadas já que estavam praticamente arredadas do rali e, se não teimassem em tirar o carro da situação que estava nós teríamos passado tal como os outros passaram, mas, quando lá chegamos o carro mantinha-se imobilizado e a ocupar mais de meia estrada. O navegador, Filipe Fernandes foi peremptório em afirmar que não seriamos penalizados por esta situação, vindo-se a verificar o contrário, fomos muito prejudicados, infelizmente, por um contratempo provocada por eles e, em que saímos muito lesados, já que o quarto lugar seria bem mais saboroso do que o sétimo…"começou por afirmar Pedro Silva.

O famalicense mostrou-se algo aborrecido com a decisão final do Colégio de Comissários Desportivos que não teve em conta o andamento do Mitsubishi em relação aos restantes carros e, pelo facto de na primeira passagem ter efectuado um tempo muito inferior ao que lhe foi atribuído: "mesmo agindo em conformidade com os regulamentos Federativos, o Colégio de Comissários Desportivos poderia ter em conta os tempos obtidos nas outras classificativas, onde fomos claramente mais rápidos do que os concorrentes que acabaram por terminar à nossa frente. Penso que seria mais sensato atribuir-nos o tempo igual ao da primeira passagem, dado que vínhamos a imprimir um andamento bastante rápido nas especiais anteriores. Este ano já tivemos em Portugal uma situação idêntica em que foram atribuídos tempos diferenciados a cada concorrente, faça ao seu andamento e à classificação que obtinham. Se, fosse na altura o líder do rali teria este tratamento? Uma situação que certamente seria tida em conta e resolvida de outra forma. Já antes de o rali partir para a estrada alteraram a nossa ordem de partida, com o número 23 fomos o trigésimo quarto carro na estrada, o ultimo de quatro rodas motrizes! Tratamos diferentes para equipas em igual circunstância das nossas" continuou narrando toda a situação que deixou o piloto de Famalicão bastante desolado e sem alternativa de se fazer justiça face ao excelente desempenho na estreia ao volante de uma viatura de quatro rodas motrizes em pisos de terra.

"Naturalmente que ficamos muito tristes com esta situação e manifestamo-la junto dos responsáveis do Clube Automóvel do Centro – Director de Prova e Relações com os Concorrentes que fez chegar ao Colégio de Comissários Desportivos mas em vão, nada foi alterado, fomos na realidade a quarta equipa mais rápida na prova e terminamos na sétima posição final, uma situação difícil de digerir mas que não vai abalar a nossa forma de estar nos ralis, com grande desportivismo" concluiu algo resignado o piloto de Famalicão que acima de tudo, teve no rali de Arganil um excelente: "teste em terra com vista às próximas provas do calendário do Open, podem contar connosco porque não vamos desanimar".

Objectivos cumpridos na Macominho Sport

Considerado por muitos como uma das catedrais dos ralis em Portugal, realizou-se no passado fim-de-semana em Arganil, a primeira prova em pisos de terra do campeonato Open de Ralis equivalente á sexta jornada da temporada, contando com a presença da Macominho Sport.

Ricardo Costa e Nuno Almeida, em Mitsubishi Lancer VI, venceram a prova entre os VSH pontuável para o Regional Centro, sendo terceiros da classificação geral, enquanto Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins, em Suzuki Ignis, terminaram a prova reservada ao campeonato Júnior na quarta posição ao serem vigésimos terceiros da geral, ao que se juntou ainda um terceiro carro da equipa tripulado por Pedro Silva e Victor Martins em Mitsubishi Carisma GT, que foram sétimos na classificação final.

Para Costa e Almeida, esta prova era aguardada com grande expectativa, dado que a dupla da Macominho Sport pouco tinha testado com o carro nipónico neste tipo de piso. Ainda assim e sem nunca virarem a cara à luta, os pilotos de Famalicão entraram com o objectivo de alcançar um lugar no pódio. O Mitsubishi de Ricardo Costa viu-se com problemas eléctricos ao longo de toda a prova, agravando-se no decorrer da terceira especial de classificação que levou á paragem do carro dos três diamantes em pleno troço, levando mesmos a dupla a pensar em abandonar a prova. "Foi uma prova muito difícil, pois debatemo-nos com problemas eléctricos ao longo de toda a prova que nos tirava potência ao carro. Ainda assim conseguimos vencer a prova do Regional Centro ao que juntamos o terceiro lugar da geral o que acaba por ser um resultado positivo", explicou Ricardo Costa que acrescentou, "para nós esta foi a prova mais difícil do campeonato". Ricardo remata dizendo, "embora um pouco escorregadias as classificativas eram muito giras e fomos brindados com a presença de muito publico que nos apoiou ao longo de toda a prova".

A realizar a sua estreia em provas de terra esteve Mariana Neves de Carvalho acompanhada de Filipe Martins. Aos comandos do Suzuki Ignis, a dupla famalicense entrou na jornada arganilense com muitas cautelas pois "não sabia como seriam as reacções do carro neste tipo de piso, por isso optamos por entrar com algum cuidado e ir progredindo ao longo da prova. De manhã e logo nas primeiras curvas íamos ter uma saída de estrada que podia ser grave e noutra classificativa demos um toque o que me deixou algo nervosa. Com ajuda do Filipe consegui ultrapassar esta dificuldade e a partir daí consegui andar mais rápido, onde realizei tempos dentro dos lugares do pódio do meu campeonato", disse a piloto de Famalicão.

Mariana e Filipe concluíram a prova do Clube Automóvel do Centro na vigésima terceira posição da geral, sendo quartos do Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, um resultado que deixa boas perspectivas para as provas futuras.

A próxima prova do Campeonato Open de Ralis realiza-se no mês de Setembro e disputa-se em Murça.

Martine Pereira aproxima-se do título

Naquela que foi a segunda passagem da principal competição da velocidade nacional pelo circuito Fernanda Pires da Silva, Martine Pereira levou o Alfa Romeo 147 a nova vitória na categoria 3 do principal campeonato de Velocidade, o PTCC.

Este feito aconteceu apenas no decorrer da segunda corrida, depois de na primeira ter sido abalroado por um concorrente, deixando a traseira do Alfa bastante mal tratada. Saindo na linha da frente dos carros da categoria 3, o piloto de Famalicão ficaria arredado da corrida logo na primeira volta: "quando sofri um toque do Fábio Mota, na traseira do Alfa Romeo, na curva 3. Ainda fui às boxes tentar remediar os estragos regressando à pista para amealhar alguns pontos mas o carro estava inguiavel e não consegui completar sete voltas", começou por relatar Martine Pereira que na segunda corrida e, já com as mazelas do Alfa Romeo 147 consertadas não sentiu qualquer dificuldade em amealhar mais um precioso triunfo com vista ao título nacional.

"Tudo foi diferente, ataquei forte e rapidamente me distanciei dos meus principais adversários e parti para uma corrida calma que culminou com nova vitória na categoria 3, sem qualquer percalço de maior e com um carro em excelentes condições" afirmou no final de subir ao mais alto lugar do pódio, tendo falhado a tão prometida dobradinha: "foi pena, seria a segunda do ano, mas haverá mais oportunidades. Sentia que seria possível, porque o carro estava muito competitivo e não fosse aquele contratempo estaria perfeitamente ao meu alcance. Vamos agora preparar os circuitos citadinos para depois de regressar ao campeonato com a mesma filosofia e tentar garantir quanto antes o tão ambicionado título nacional".

O Campeonato irá sofrer um interregno para dar lugar à Taça de Portugal Circuitos/PTCC Cup 2009 que terá como palcos os circuitos urbanos da Boavista (de 3 a 5 de Julho) e Vila Real (25 e 26 de Julho), regressando o Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC a 12 e 13 de Setembro para a realização da quinta jornada com o Circuito de Braga II.

Motor traiu aspirações de João Ruivo

O Rali de Arganil, a primeira prova em pisos de terra, e a sexta do Campeonato Open de Ralis terminou mais cedo para o Crédito Agrícola Rally Team, com a dupla João Ruivo e Alberto Silva, depois de problemas com o motor do Fiat Stilo Multuijet.

Tudo estava a correr como o planeado para a equipa famalicense, pois na quarta especial ocupava o quarto lugar da geral e liderava a Categoria 1, carros de duas rodas motrizes. Com este triunfo à sua mercê, eis que no quinto troço o azar voltou a bater-lhes à porta e ficaram fora de prova. "Estávamos a fazer um rali com muita cabeça, impondo o ritmo que achávamos necessário para controlar os adversários na nossa Categoria", começou por explicar João Ruivo, prosseguindo: "no segundo troço da segunda secção, talvez derivado ao imenso calor, soltou-se um tubo da água do radiador e o motor partiu-se".

Obviamente aborrecido com este resultado, João Ruivo admitiu que: "em termos de Campeonato, claro que foi um péssimo resultado e agora há que pensar no que vamos fazer daqui para a frente. Se até aqui, dependíamos apenas de nós para chegármos à vitória na Categoria, isso agora já não sucede. Se não tivéssemos este azar, podíamos ter dado um passo importante para esse objectivo e agora temos cerca de três meses para pensar".

Apesar de tudo, foi a estreia do carro este ano em pisos de terra, e João Ruivo ainda conseguiu retirar algumas ilações sobre o seu comportamento: "Penso que adoptamos a estratégia certa e o carro estava a corresponder. Sabíamos que naquele troço a subir era complicado, mas tivemos este azar. A equipa está toda triste e agora há que pensar no futuro e tentar o melhor possível", concluiu o piloto apoiado pelo Crédito Agrícola, Avetel, Rol da Casa e Integra Support.

PTCC ao rubro no Estoril

O Circuito ACDME 2 veio baralhar por completo as contas do Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC. Patrick Cunha e José Pedro Fontes foram os vencedores do fim de semana, mas na pista houve muito mais emoção e histórias para contar.

Na primeira prova, Duarte Félix da Costa e João Figueiredo, primeiro e terceiro respectivamente, foram penalizados ambos com 25 segundos tendo sido relegados para terceiro e quinto lugares, depois dos comissários terem analisado alguns toques para além dos limites. Assim, Patrick Cunha vence e Álvaro Figueira, que este fim-de-semana voltou ao PTCC, vê o seu regresso ser recompensado com o segundo lugar. Outros dos dois favoritos, José Pedro Fontes e César Campaniço não foram felizes com o primeiro a ser posto fora de pista com o toque de dois adversários enquanto o segundo, devido a uma má escolha de pneus, teve de ir às boxes para mudar as borrachas. Terminaram os dois no sétimo e nono posto respectivamente.

Na segunda prova realizada ao final da tarde de hoje, José Pedro Fontes, que largou da segunda posição da grelha, rapidamente se colocou no comando sem dar tréguas aos seus adversários vencendo de forma destacada a oitava corrida da época do PTCC. Logo atrás ficou João Pedro Figueiredo que ainda tentou nas primeiras voltas pressionar o líder mas sem sucesso. Com a desistência de Duarte Félix da Costa que ocupava o terceiro posto e depois de ter feito uma corrida de trás para a frente, César Campaniço viria a ocupar o último lugar do pódio protagonizando uma excelente recuperação tendo mesmo chegado a incomodar Figueiredo.

Na Categoria 3, Nuno Batista venceu a primeira corrida e a Martine Pereira triunfou na segunda. O piloto de Famalicão viu um toque de um adversário colocá-lo de fora na primeira manga, enquanto na segunda atacou desde cedo, cavando uma margem confortável que conseguiu gerir ao longo das voltas que compunham a corrida.

Nas contas do Campeonato, José Pedro Fontes lidera a tabela classificativa com 50 pontos seguido de Duarte Félix da Costa com 49. Patrick da Cunha passou para o terceiro posto com 41 e Campaniço caiu uma posição para o quarto posto com 39.

Classificação 1ª Corrida
1º Patrick Cunha (Seat Leon Supercopa) - 22m42,6s -- 1º Cat.2
2º Álvaro Figueira (Seat Leon Supercopa), a 17,6s
3º Duarte Félix da Costa (Seat Leon Supercopa), a 23,9s
4º Gonçalo Manahu (Seat Leon Supercopa), a 36,5s
5º João Figueiredo (Peugeot 407 S2000), a 38,5s -- 1º Cat.1
6º Joffrey Didier (Seat Leon Supercopa), a 49,9s
7º José Pedro Fontes (BMW 320si), a 51,6s
8º Nuno Batista (Honda Civic Type R), a 1m42,2s -- 1º Cat.3
9º César Campaniço (BMW 320si), a 1 volta
10º José Monroy (Mitsubishi Lancer Evo 9), a 9 voltas. -- 1º Cat.4

Classificação 2ª Corrida:
1º José Pedro Fontes (BMW 320si), 22m43,8s -- 1º Cat.1
2º João Figueiredo (Peugeot 407 S2000, a 3,8s
3º César Campaniço (BMW 320si), a 3,9s
4º Patrick Cunha (Seat Leon Supercopa), a 4,4s
5º Joffrey Didier (Seat Leon Supercopa, a 16,3s
6º José Carlos Ramos (Seat Leon Supercopa), a 31,2s
7º Gonçalo Manahu (Seat Leon Supercopa), a 35,3s
Martine Pereira (Alfa Romeo 147), a 1m12,1s
9º Nuno Batista (Honda Civic Type R), a 1m15,5s
10º Fábio Mota (Renault Clio), a 1m21,2s

Classificação PTCC
1º José Pedro Fontes (50 pts)
2º Duarte Félix da Costa (49 pts)
3º Patick Cunha (41 pts)
4º César Campaniço (39 pts)
5º João Figueiredo (35 pts)

Lugar agora para as duas rondas citadinas que compõem a Taça de Portugal de Circuitos, a primeira já daqui a duas semanas, no Circuito da Boavista.

Peres continua no caminho das vitórias

O Rali de Arganil marcou a entrada do Open de Ralis na fase de terra, porém o vencedor manteve-se o mesmo da últimas rondas. Pedro Peres voltou a ser o mais rápido, num rali que mais pareceu uma luta para a sobrevivência.

Cedo se percebeu que Pedro Peres não teria adversários à altura, tendo mesmo visto os seus adversários mais directos pelo título abandonarem, pelo que não é descabido dizer que Arganil poderá ter marcado a entrega do 3º título do Open de Ralis ao piloto do Ford Escort, objectivo que está à distância de duas vitórias.

Pelo 2º posto também não houve grande luta, pois o local Raul Aguiar mostrou-se bem aguerrido em manter essa posição, mesmo face aos ataques da dupla de Famalicão, Ricardo Costa/Nuno Almeida, que viram alguns problemas eléctricos refrear as suas intenções de chegar ao lugar intermédio do pódio. Apesar deste 3º lugar, Ricardo Costa foi, para além de Peres, quem mais lucrou em termos de campeonato, somando preciosos pontos que o relançam na discussão do vice-campeonato.

A parte matinal do rali foi bastante dura e foram vários os homens que foram ficando pelo caminho. Logo na especial de abertura, Armindo Neves abandona com um problema de travões no Mitsubishi e na classificativa seguinte foi a vez de Luís Mota, cujo Mitsubishi evidenciava problemas de motor, bem como de Daniel Ribeiro, com uma transmissão partida no Peugeot 206. No derradeiro troço da manhã, foi a vez de Nuno Pina que viu uma roda do seu Peugeot soltar-se num gancho e assim terminava o seu domínio no Desafio Modelstand, naquele que foi o primeiro abandono do famalicense esta temporada. A quando da desistência, Nuno Pina seguia no 5º posto, na peugada de João Ruivo e bem destacado em termos de troféu.

Alheio a isto tudo e com tudo a seu favor estava João Ruivo, que a partir do momento que viu os seus adversários pelo 2º lugar no campeonato e na categoria relativa às 2 rodas motrizes, optou por uma táctica bem mais segura e de gestão de andamento. Contudo, o Fiat Stilo Multijet não quis colaborar com a equipa famalicense e na penúltima especial do rali o motor entregou a "alma ao criador", numa altura em que seguiam no 4º posto.

Com tantos abandonos (entre desistências e ausências, dos 7 primeiros do campeonato, apenas Pedro Peres terminou o rali), foi um surpreendente Sérgio Arteiro quem terminou no lugar imediato ao pódio, somando igualmente a vitória na Categoria 1 e no Desafio Modelstand. A fechar os 5 mais rápidos ficou Pedro Gaspar, num espectacular BMW 325ix.

Rodando sempre dentro do Top-10, Pedro Silva/Vítor Martins mostraram-se bastante adaptados ao Mitsubishi Carisma GT, tendo ficado com um amargo de boca no final do rali. Ao serem obrigados a parar devido a um despiste de um concorrente, a dupla famalicense viu ser lhe atribuído um tempo de um piloto claramente mais rápido e com isso cairam alguns lugares na tabela. Pedro Silva ainda tentou contrariar essa situação e mostrou-se bem rápido nos derradeiros troços, contudo não conseguiu melhor do que o 7º lugar final, depois de chegar a ter rodado no 4º posto.

Um pouco mais atrás e ainda a adaptar-se aos pisos de terra, Mariana Neves de Carvalho alcançou o 4º posto no Júnior, enquanto na geral foi 23ª classificada. A jovem famalicense teve alguns precalços ao longo da prova, nomeadamente alguns toques, pelo que optou por um ritmo mais cauteloso e que não pusesse em causa a sua continuidade no rali. Mariana continua sem somar nenhuma desistência e com isso prova que a regularidade é uma das tácticas mais acertadas para a obtenção de bons resultados.

Relativamente aos troféus, Sérgio Arteiro venceu o Desafio Modelstand, superiorizando-se a Pedro Ortigão e a José Cruz, enquanto no Troféu Fastbravo foi Paulo Barros quem triunfou, sendo secundado por Ivo Nogueira e Óscar Coelho.

Classificação Final
1º Pedro Peres/Tiago Ferreira (Ford Escort RS Cosworth) - 44m27,0s
2º Raúl Aguiar/Pedro Pereira (Mitsubishi Lancer IV), a 1m10,0s
Ricardo Costa/Nuno Almeida (Mitsubishi Lancer VI), a 1m17,5s
4º Sérgio Arteiro/José Carlos Silva (Peugeot 206 GTi), a 4m54,1s
5º Pedro Gaspar/Fabrice Gaspar (BMW 325 IX), a 5m04,8s
6º Pedro Ortigão/Mário Castro (Peugeot 206 GTi), a 5m19,2s
Pedro Silva/Vitor Martins (Mitsubishi Carisma GT), a 5m26,9s
8º Diogo Salvi/José Carvalho (Mitsubishi Carisma GT), a 6m06,5s
9º Francisco Grilo/António Carrasco (Fiat Punto HGT), a 6m26,6s
10º Fernando Teotónio/Luís Morgadinho (BMW 325i), a 7m05,7s
(...)
23º Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins (Suzuki Ignis), a 17m11,1s

Classificação Open de Ralis
1º Pedro Peres (134 pts)
Nuno Pina (84 pts)
João Ruivo (69 pts)
4º Luís Mota (62 pts)
Frederico Ferreira (58 pts)
Ricardo Costa (58 pts)

O Open de Ralis tem agora a sua pausa de Verão, regressando ao Norte do país, mais concretamente em Murça, no mês de Setembro.

12 junho 2009

Martine Pereira só pensa na vitória

Será este fim-de-semana que Martine Pereira terá oportunidade de somar uma dobradinha na segunda passagem do Campeonato de Portugal de Circuitos/PTCC pelo Autódromo do Estoril, para a quarta jornada do ano.

O piloto do Alfa Romeo 147 lidera destacado a Categoria 3, somando 62 pontos, mas 18 que Nuno Batista – resultado de seis corridas (três jornadas duplas), tendo já esta temporada subido ao lugar mais alto do pódio por quatro vezes, com dois triunfos em Braga, um na ronda inaugural no Estoril e um outro na última passagem pelo Autódromo Internacional de Portimão: "tem sido um ano bastante positivo. Como tenho vindo a afirmar, o meu objectivo passa pelo título nacional, para isso, terei que vencer o maior número de corridas, o que já aconteceu este ano por quatro vezes em seis possíveis" começou por adiantar Martine Pereira.

O famalicense parte convicto que um duplo triunfo na jornada do Estoril poderá ser um passo de gigante em "direcção ao ceptro. Já aqui venci na primeira jornada e, um descuido na primeira corrida tirou-me a possibilidade da dobradinha, pode ser que venha a acontecer este fim-de-semana" afirmou o piloto de Famalicão que vai apresentar no Estoril um Alfa Romeo 147 de boa saúde, depois da forçada mudança de motor em Portimão: "Foi uma situação que estávamos a prever acontecer a qualquer altura, face ao intenso desgaste que o motor vinha a sofrer. Agora, tudo voltou à normalidade e continuo a depositar total confiança no senhor Miranda e seus homens que tem realizado um excelente trabalho ao longo da época, colocando-me à disposição um carro muito competitivo que me tem permitido alcançar os meus objectivos desportivos".

João Ruivo ao ataque em Arganil

Depois de terminada a fase de asfalto é tempo de começarem os pisos de terra com o Rali de Arganil, próxima etapa do Campeonato Open, agendada para os dias 12 e 13 de Junho, onde o Crédito Agrícola Rally Team, com a dupla João Ruivo e Alberto Silva aposta forte.

Na fase de asfalto a equipa famalicense sofreu alguns contratempos que não permitiram recolher os pontos ideais, isto apesar de neste momento estar na terceira posição em termos absolutos. "Temos perdido alguns pontos numa série de azares que nos perseguiram e agora é altura de recuperar. Estamos a trabalhar para que os problemas que sentimos não nos voltem a prejudicar. Vamos testar ainda antes desta prova para ver se está tudo bem com o carro e também para a adaptação aos pisos de terra", explicou João Ruivo.

O piloto de Famalicão já definiu a toada com que vai enfrentar esta prova do Clube Automóvel do Centro. "Esperamos estar muito competitivos, pois neste tipo de piso sempre fizemos bons resultados. Sabemos que, com os carros presentes de quatro rodas motrizes, será mais complicado ficar nos lugares cimeiros, mas não nos vamos acomodar e temos que atacar. Gerir já não faz parte da nossa estratégia e agora a ordem é mesmo recuperar os pontos perdidos. Não escondo que quero vencer a Categoria 1 e, claro, ficar na melhor posição em termos gerais", concluiu o piloto apoiado pelo Crédito Agrícola, Avetel, Rol da Casa e Integra Support.

Boas expectativas na estreia de Pedro Silva na terra

O Rali de Arganil conta também com a participação de Pedro Silva e Vítor Martins, ao volante do Mitsubishi Carisma, uma viatura alugada ao Team Macominho Sport e que apadrinhou a estreia do piloto de Famalicão no Campeonato Open de Ralis na prova do Targa Clube em Cerveira.

Concluídos os reconhecimentos, a dupla famalicense parte motivada para enfrentar o primeiro desafio da temporada de terra numa zona com grandes pergaminhos nos ralis com excelentes troços e pisos em bom estado para a prática da modalidade. "Este será mais um grande desafio, agora em pisos de terra, depois do primeiro contacto com o Mitsubishi no asfalto do Rali de Cerveira. Sabemos das dificuldades que vamos encontrar perante um excelente conjunto de adversários. No entanto, conhecemos os nossos limites e, os do carro, tendo consciência que não vai ser fácil andar ao nível do pelotão da frente, que se apresenta com viaturas com um nível de preparação mais elevado" começou por adiantar Pedro Silva que parte para Arganil com a ambição "primeiro de terminar e se for possível entrar nos dez mais. Um objectivo que poderá ser alcançado se mantivermos um andamento eficaz e não cometer erros, num rali muito rápido e que apresenta algumas ratoeiras, ao pequeno descuido será o fim…" afirmou.

Pedro Silva está convicto que entrar à "leão" poderá não ser a melhor táctica para quem corre pela primeira vez com um carro de tracção total em pisos de terra: "vamos com alguma moderação, o primeiro troço é um pouco traiçoeiro e podemos perder tudo logo à partida. Não temos que provar nada a ninguém, apenas evoluir de especial para especial e fazer o maior número de quilómetros. Se conseguirmos manter um andamento segura e dentro dos limites do carro e das nossas capacidades os resultados aprecem com naturalidade. Mas, também não queremos passar despercebidos, se for possível, vamos lutar por um resultado condigno. Depois de me estrear no asfalto do Rali de Cerveira espero corresponder pela positiva no primeiro contacto com os pisos de terra no Rali de Arganil".

A dupla famalicense parte para esta jornada com os apoios da BikeWorld, Neo Wash, Solução Optica, Rodribike, Predial Poveira, Uniauto – Estação Serviço, JR – Maquinas e Equipamentos Industriais, Antoauto e MCSDesign.