15 julho 2009

Estreia de José Carvalho soube a muito pouco

O Grande Prémio Histórico da Boavista marcou a estreia de José Carvalho na Velocidade, contudo foi um fim-de-semana bastante inglório para o famalicense que fez equipa com Vítor Lopes, no Desafio FEUP 2.

Ainda no decorrer dos treinos livres, o Fiat Punto 85 apresentou algumas limitações, mas ainda assim José Carvalho obteve o 11º tempo. "O carro não passava das 2000 rpm em algumas zonas do circuito, com isso estava mais lento uns 3 ou 4 segundos em relação aos adversários, pelo que o tempo até surpreendeu e deixava boas indicações para as corridas", explicou o piloto de Famalicão, que porém se deparou nos treinos cronometrados com "os mesmos problemas, não valendo de nada o esforço da equipa mecânica para tentar resolvê-los, ainda assim iríamos partir na 12ª posição".

Ainda no decorrer da volta de apresentação da 1ª Manga, onde foi o companheiro de equipa de José Carvalho, o experiente Vítor Lopes a tomar o lugar no Fiat Punto, os problemas de motor voltaram a surgir e a equipa optou por não continuar. Na 2ª Manga e depois de novas tentativas de solucionar o arreliador problema, José Carvalho também não chega a participar. "Verifiquei que o carro não estava em condições que me permitissem fazer uma boa prova e acima de tudo divertir-me. O carro nunca esteve nas condições ideais, mas as corridas por vezes são assim inglórias e é óbvio que fiquei triste, até por todo o envolvimento e cenário que este Circuito da Boavista apresenta. Hei de voltar a este traçado para vingar este azar, não tenho dúvidas disso", afirmou, convictamente, José Carvalho.

Abandono perto do fim roubou pódio a Luís Campos

Teve lugar no passado fim de semana nas ruas do Porto o Grande Prémio Histórico da Boavista, um fim de semana repleto de boas provas e bons carros onde Luís Campos formou dupla com o estreante Luís Rocha ao volante dos pequenos Fiat Uno da competição FEUP

Num fim de semana onde as emoções foram várias e estiveram ao rubro, houve espaço para tudo nesta competição: "Estava desejoso de correr na Boavista, é sem dúvida um excelente circuito onde é preciso ter muita alma para se rodar rápido mas também é preciso ter muito cuidado pois qualquer descuido se pode pagar muito caro", dizia Luís Campos, antes da prova.

Com um ritmo mais elevado rodava Luís Campos que demonstrava desta forma uma forte competitividade face à concorrência. "Esta era na prática a minha primeira prova ao volante deste carro e desde o início que senti uma grande à vontade com tudo, o carro estava bom e a pista era fantástica. Nos treinos cronometrados consegui realizar o quinto tempo, algo que me deixou satisfeito pois a diferença para os pilotos à minha frente era pequena e sentia que podia andar muito bem no dia seguinte. Como íamos partir muito à frente na primeira corrida e como o meu companheiro de equipa não tinha tanta experiência em prova optamos por ser eu o primeiro a correr. A partida era lançada e fiz um bom arranque, mantive a quinta posição durante três voltas até que consegui passar três pilotos à minha frente chegando a segundo classificado. Ainda rodei nesta posição algumas voltas, até que a duas voltas do fim e quando perseguia o primeiro classificado uma pequena desconcentração fez com que tudo fosse por água abaixo. À saída da chicane da Boavista dei um ligeiro toque nos pneus que me fez arrancar uma roda e capotar o carro sem que eu pudesse fazer nada para o evitar. Foi muito triste, estava a fazer uma óptima corrida e estava perto do final, nunca devia ter deixado que isto acontecesse, mas as corridas são mesmo assim e só tenho de aprender com isto e fazer melhor para a próxima, além de pedir desculpas ao meu companheiro de equipa claro", resumiu o famalicense.

Com um fim de semana que se mostrou bastante positivo apesar de não ter acabado da melhor forma, Luís Campos agradece a todos os que contribuíram para mais esta prova, "desde a equipa até ao meu companheiro de prova, Luís Rocha, passando pelos patrocinadores como a Energie, Nazanijeans, Frion, Campos & Campos, assim como aos meus amigos, pois sem eles não seria possível correr desta forma e esperando que para a próxima as coisas corram da melhor maneira. Muito obrigado a todos".

Boavista reviveu outras épocas

O segundo fim de semana de corridas na Boavista foi recheado de saudosismo, com máquinas de outras gerações a fazerem roncar os seus motores no traçado citadino da cidade do Porto. Entre os muitos pilotos presentes no GP Histórico da Boavista, foram alguns os famalicenses que não faltaram à chamada.

Na Taça de Portugal de Circuitos/Clássicos, Luís Barros foi um digno representante das cores de Famalicão, continuando a sua adaptação ao Ford Escort RS com que já alinhara no Autódromo do Estoril. Contudo o piloto que corre com as cores da AMOB não foi feliz e viu-se obrigado a desistir nas duas corridas que compunham o programa, devido a problemas mecânicos, nomeadamente no alternador do Ford, depois de discutir um lugar nos cinco mais rápidos. As vitórias foram repartidas entre Miguel Paes do Amaral e Carlos Barbot, ambos em Lola T70, com Joaquim Jorge a repetir o 3º posto em ambas as corridas.

No Desafio FEUP 1, reservado aos Fiat Uno 45, quem mais se destacou foi José Janela, que obteve um excelente 6º lugar na 1ª Manga, depois de partir de 8º, para depois ver o seu colega de equipa Manuel Seabra sofrer um toque na partida da 2ª Manga, que o fez descer muito na tabela classificativa, não indo além do 20º posto. Quem não teve a sorte pelo seu lado foi Luís Campos que na primeira corrida esteve a um passo de terminar no pódio, depois de ter chegado ao 2º lugar ainda na fase inicial, contudo já perto do terminar da prova um toque numa chicane originou um aparatoso capotanço. Foi um abandono inglório para o piloto famalicense, que se estreava praticamente nesta competição, depois de igual desfecho nos treinos da primeira prova.

Classificação Desafio FEUP 1 - 1ª Manga
1º José Costa - 8 voltas em 26m46,370s
2º José Ferreira - a 1,052s
3º Filipe Fontes - a 2,559s
José Janela - a 7,215s

Classificação Desafio FEUP 1 - 2ª Manga
1º Henrique Silva - 8 voltas em 26m33,203s
2º José Francisco - a 4,252s
3º Domingos Castro - a 5,590s

Nos "primos" mais velhos, os Fiat Punto 85 do Desafio FEUP 2, as hostes famalicenses tiveram sortes bastantes distintas. António Areal foi o mais feliz, obtendo o 4º lugar na 1ª Corrida, apesar de um ligeiro toque. Já o seu colega de equipa, Alexandre Pereira, não teve a sorte pelo seu lado naquela que era a sua primeira prova, abandonando depois de um encontro com os rails que limitavam a pista. Também presente esteve Luís Barros que foi mais feliz do que nos Clássicos, obtendo um 7º lugar na 2ª Manga, ele que partilhava o carro com Rui Alves. Menos sorte ainda tiveram Avelino Reis que abandonou na 2ª Manga, depois do colega de equipa Luís Silva ter sido 15º na 1ª Manga, enquanto José Carvalho nem sequer alinhou na 2ª Manga, tal como o seu companheiro de equipa Vítor Lopes não participou na 1ª, em virtude de problemas de motor no carro italiano.

Classificação Desafio FEUP 2 - 1ª Manga
1º Mário P. Borges, 9 voltas em 25m28,993s
2º José Pedro Leite, a 4,039s
3º Jorge Meireles, a 13,552s
António Areal, a 29,000s

Classificação Desafio FEUP 2 - 2ª Manga
1º Vasco Campos - 9 voltas em 2m49,701s
2º Tiago Martinho - a 0,959s
3º Miguel Monteiro - a 10,094s
Luís Barros- a 35,480s

Encerram-se assim as competições na Boavista, ficando o regresso marcado para 2011, depois de mais dois fins de semana de muita adrenalina e emoção, ficando apenas marcado pela fraca adesão dos espectadores no Grande Prémio Histórico, contudo isso será apenas uma pequena nódoa em todo este grande espectáculo.

10 julho 2009

Supercross este fim de semana em Oliveira

Uma vez mais a pista de supercross de Oliveira Santa Maria, em Vila Nova de Famalicão irá receber no próximo dia 11 de Julho as principais estrelas para a terceira ronda do Campeonato Nacional de Supercoss.

A animada luta do campeonato serão atractivos muito fortes para assistir a corridas espectaculares, nas várias categorias. Na Classe SX 2, O piloto Paulo Alberto (Suzuki) lidera o respectivo campeonato seguido de Nuno Gonçalves (Suzuki) e Daniel Pinto (Kawasaki). Na classe SX 1 os triunfos foram repartidos nas duas primeiras jornadas, com o espanhol Roman Perez (Suzuki) e o algarvio Henrique Venda a dividirem o primeiro lugar do campeonato com 47 pontos seguindo-se Nelson Silva (Kawasaki) no terceiro posto. Na Classe SX Elite a luta pela primeira posição mantêm-se ao rubro, com Roman Perez e Henrique Venda a dividirem os triunfos das duas primeiras jornadas e onde Paulo Alberto ocupa o terceiro posto, do campeonato nacional.

Os treinos serão a partir das 17H30 e as corridas a partir das 19H00. Estes horários requerem confirmação por parte da federação, uma vez que o numero de participantes ira condicionar os respectivos horários.

09 julho 2009

Emoção prossegue este fim de semana na Boavista

É caso para dizer que o Porto não pára e está já tudo preparado para novo fim de semana intenso de competição no Circuito da Boavista, desta feita com a realização do Grande Prémio Histórico, que juntará máquinas que marcaram gerações para além de alguns troféus nacionais.

O programa é novamente bastante extenso, com 15 corridas, para além de uma espectacular demonstração de alguns F1 de outrora, desde 1969 até 1994, com carros que pertenceram a pilotos como Jackie Stewart, Niki Lauda, Ayrton Senna ou Michael Schumacher, alguns chegando mesmo a ser campeões mundiais.

Essencialmente direccionado para os Clássicos, onde conta com Taça de Portugal de Clássicos e também com a Taça de Portugal de Clássicos 1300, para além de duas corridas bastantes interessantes nomeadamente a de Grande Turismo e Turismo até 1966 e a prova raínha que será a Turismo, GT, Sport, Protótipos até 1977.

Completando o programa temos os troféus monomarca organizados pela FEUP, o Desafio Único nas suas vertentes de Fiat Uno e Fiat Punto, para além do Campeonato de Portugal de Resistência.

Quanto à presença de pilotos a representar Famalicão, a adesão é bastante boa, sendo eles, com Luís Campos/Rui Marques (14), José Janela (17), Cristina Silva (25), todos estes no Desafio FEUP 1; Luís Barros (4), António Areal (6), Avelino Reis (17), José Carvalho (33), estarão no Desafio FEUP 2. Na Taça de Portugal de Clássicos, Luís Barros (318) e Luís Gomes (320), ambos em Ford Escort RS são presenças confirmadas igualmente.

Mais informações sobre o GP Histórico da Boavista na barra lateral

07 julho 2009

Boavista marca estreia de José Carvalho na Velocidade

Os motores ainda há pouco acabaram de roncar no Circuito da Boavista, onde estiveram alguns dos melhores pilotos do Mundo e já no próximo fim-de-semana estará de volta a acção ao circuito citadino do Porto, desta feita com o Grande Prémio Histórico. O piloto famalicense José Carvalho irá marcar presença, naquela que será igualmente a sua primeira participação numa prova de Velocidade.

Depois de alguns bons resultados no Campeonato Open de Ralis, José Carvalho prepara-se agora para uma aventura na Velocidade, em concreto no Desafio FEUP II, competição monomarca que utiliza os Fiat Punto 85 e onde terá Vítor Lopes como companheiro de equipa. Segundo o famalicense, "foi uma oportunidade que surgiu através da Cup Car/APT Racing Team e mesmo não tendo experiência na Velocidade, não a podia deixar escapar. Estar presente num circuito com tanta história e mística como o da Boavista é um marco histórico na carreira de qualquer piloto". Quanto ao seu companheiro de equipa, José Carvalho está confiante até porque "o Vítor Lopes é um piloto de créditos firmados, muito experiente e certamente vai ser uma excelente ajuda nesta aventura que será a minha estreia na Velocidade".

Para melhor se ambientar ao Fiat Punto 85, José Carvalho irá efectuar um teste de adaptação esta semana, chegando assim à Cidade Invicta bem mais familiarizado com o carro e com a equipa. "É importante este primeiro contacto, pois assim nos treinos já só tenho que me centrar no conhecimento da pista e não tanto com o carro. Sei de antemão que não devo apontar para qualquer tipo de objectivo a não ser o de terminar, pois este traçado é bastante traiçoeiro. Há vários pilotos que já cá estiveram noutras edições, pelo que poderão ter alguma vantagem, mas tudo pode acontecer nas corridas e não irei virar a cara à luta", concluiu o piloto de Famalicão.

O Desafio FEUP II tem os seus treinos livres marcados para 6ª feira de manhã, ficando para a parte da tarde a sessão de treinos cronometrados. As mangas serão no Sábado, a primeira às 8h50 e a segunda às 17h35, tendo a duração de 25 minutos cada uma.

Rui Lapa somou dois pódios no regresso

A jornada inaugural da Taça de Portugal de Circuitos/PTCC que teve lugar no Circuito da Boavista, marcou o regresso de Rui Lapa ao mais alto nível competitivo, assegurando dois pódios na Categoria 1 da mais importante competição da velocidade nacional.

As duas corridas do PTCC foram para Rui Lapa bem distintas, depois de uma excelente secção de treinos cronometrados no dia anterior ao colocar o Alfa Romeo na quinta linha na formação da grelha de partida – lançada - da primeira corrida. Com a pista molhada e a ameaça de chuva, o piloto famalicense rapidamente deixou boas indicações ao chegar-se ao pelotão da frente. Já depois da saída do safety car e, quando faltavam cerca de quatro minutos para o final da corrida, Rui Lapa quando abordou a ultrapassagem ao BMW de José Pedro Fontes – que lhe daria a quinta posição, o Alfa Romeo parou por completo: "começou a falhar na zona da Vilarinha e acabou por calar-se quando descia a circunvalação, já com a meta à vista, em poucos metros perdi sete posições… Foi pena porque tinha tudo à minha mercê de poder vencer a Categoria 1 e alcançar um excelente resultado num circuito recheado de público e em condições adversas, com a pista molhada e muito imprevisível a causar acidentes. Senti que tinha condições de rodar nos oito primeiros da geral com um carro de uma geração mais antiga que os principais candidatos, mas, ainda muito competitivo e bem assistido pelos mecânicos da Auto Pintura Trofense", afirmou Rui Lapa no final de uma conturbada recta final de corrida.

Para a derradeira jornada, com a grelha de partida a ser formada em função da posição alcançada na primeira a tarefa antevia-se bastante complicada para o piloto do Alfa Romeo que ocupava uma posição no segundo pelotão. Logo no arranque, Lapa recupera três posições, estando bem lançado para uma recuperação, quando, se dá a primeira paragem da corrida, com a entrada do safety car, permanecendo em pista durante quatro longas voltas – devido ao violento acidente do Alfa Romeo de Martine Pereira: "uma situação que complicou um pouco a minha ascensão na classificação. Estava bastante bem com um bom ritmo, mas a paragem veio penalizar a minha estratégia de corrida”, começou por adiantar Rui Lapa que acabou por não ter tempo de recuperar já depois do safety car ter abandonado a pista: "duas voltas apenas decorridas e dá-se um novo acidente à saída da chicane, numa altura da corrida em que ainda tentava recuperar dois ou três lugares. Ainda tentei forçar um pouco o andamento mas o motor do Alfa 156 S2000 começou a não passar das 4000 rotações. Foi nesta altura que levantei o pé e me apercebi das bandeiras amarelas, era o fim de uma jornada que podia ser brilhante e acabou por ser apenas positiva. Ainda deu para entrar nas boxes e subir ao pódio" terminou Rui Lapa, que viu ainda a sua posição ser validada, devido à classificação desta derradeira corrida ser atribuído pelas posições ocupadas na volta anterior.

Segue-se agora nova ronda da TPC/PTCC, no Circuito de Vila Real, a 25 e 26 de Julho, onde Rui Lapa voltará a estar presente.

Jornada acidentada para Martine Pereira

A jornada inaugural da Taça de Portugal de Circuitos, que este fim-de-semana decorreu no traçado citadino da Boavista foi madrasta para Martine Pereira que se viu afastado de ambas as corridas, motivado por dois acidentes:

Desportivamente os objectivos de Martine Pereira ficaram por cumprir! O principal candidato à vitória na Categoria 3, bem cedo se viu arredado de somar o maior número de pontos para a Taça de Portugal de Circuitos/PTCC Cup (TPC/PTCC), quando o Alfa Romeo 147 teve um primeiro contacto com os pneus e danificou a direcção no decorrer da primeira corrida. O pior estaria para vir, quando um aparatoso acidente danificou por completo a viatura do líder do Campeonato de Portugal na derradeira abordagem ao circuito portuense.

Após uma inicial secção de treinos cronometrados condicionada pela quebra de rendimento do motor do Alfa Romeo na tarde de Sábado: "perdia rotações e não consegui efectuar uma volta limpa", as duas corridas de Domingo não revelaram as excelentes capacidades do piloto de Famalicão e do seu Alfa 147, preparado pela A.Miranda Competições para esta jornada dupla do circuito citadino do Porto: "não esperava uma jornada tão negra…", afirmou Martine Pereira.

A primeira corrida, com partida lançada permitiu ao piloto de Famalicão aproximar-se rapidamente dos seus principais adversários, no entanto o piso escorregadio provocado pela chuva que caíra ao longo da manhã deixou a pista algo inconstante, provocando algumas situações inesperadas e, numa delas: "o Alfa saiu em direcção aos pneus e danificou a direcção dianteira, tendo arrancado uma roda da frente já depois da subida da Vilarinha". Partindo da cauda do pelotão para a segunda corrida, Martine Pereira estava esperançado em recuperar o lugares até ascender – se possível, à liderança da Categoria 3. Na verdade tudo se conjugava para tal, face ao andamento evidenciado logo na primeira volta: "seguia atrás do BMW do Manuel Fernandes quando este embateu por duas vezes no Clio do Fábio Mota na subida para Boavista, ficando alguns destroços dos carros na pista. Estes foram, quase de certeza, os responsáveis pelo furo ligeiro provocado no pneu da frente do Alfa Romeo 147. Já na descida para a circunvalação ia em quinta e a uma velocidade de 219km/hora quando o caro saiu-me de frente após a primeira esquerda e ainda tentei contrariar o seu movimento, mas foi insuficiente, não evitando sucessivos encontros com os separadores de betão da pista" comentou o piloto.

Martine Pereira teve de ser transportado ao hospital de campanha montado no local, sendo diagnosticado apenas algumas escoriações e uma pequena rotura num pé: "felizmente foi mais o aparato, consegui sair pelos meus próprios meios, numa altura em que o carro estava com um início de incêndio de pronto extinto pelos comissários presentes no local. O carro ficou bastante mal tratado, mas o mais importante é que regressei a casa sem qualquer lesão grave. Uma situação muito incómoda situação para quem ia à Boavista para vencer! As corridas são assim mesmo, vamos agora recuperar o carro para estar à partida para Vila Real".

Vitórias repartidas na Boavista e famalicenses entre altos e baixo

A primeira jornada da Taça de Portugal de Circuitos/PTCC teve lugar na Boavista, ficando marcada por vários acidentes e pelas vitórias divididas entre José Monroy e José Pedro Fontes.

Com o Domingo a amanhecer chuvoso, a primeira corrida foi efectuada com o piso molhado e aí José Monroy viu nas 4 rodas motrizes do Mitsubishi Lancer IX uma grande vantagem. Monroy foi construíndo alguma vantagem, contudo essa vantagem foi anulada pelas duas entradas do Safety Car, devido a alguns excessos mais para trás, nomeadamente de João Figueiredo e posteriormente de Joffrey Didier e Nuno Barroso Pereira.

Quando o Safety Car deixou a pista, apenas mais duas voltas foram efectuadas, ficando marcadas pelo atraso de José Pedro Fontes, que se atrasava propositadamente para obter uma melhor posição na 2ª manga, caíndo de 2º para 5, permitindo a Francisco Carvalho, Jorge Areal e Patrick Cunha suplantá-lo. Também o famalicense Rui Lapa entrou nesta luta, mas o seu Alfa Romeo 156 viu o motor calar-se nos derradeiros metros e perdeu inúmeras posições. Ainda assim o regressado piloto foi 2º na Categoria 1.

Aliás para os famalicenses não foi uma prova muito tranquila, pois Martine Pereira abandonou em virtude de um toque na zona da Vilarinha. A "honra do convento" ficou a cargo de Luís Barros que levou o Renault Clio até ao 12º lugar, sendo 2º na Categoria 3 e com José Pedro Miranda um pouco mais atrás, no 18º posto, com o Mitsubishi Lancer VIII mais habituado aos ralis, mas que ainda valeu um 2º lugar na Categoria 4.

Classificação 1ª Corrida

1º José Monroy (Mitsubishi Lancer Evo IX) - 9 voltas, em 25m44,318s -- 1º Cat.4
2º Francisco Carvalho (Seat Leon Supercopa), a 4,325s -- 1 º Cat.2
3º Jorge Areal (Seat Leon Supercopa), a 8,424s
4º Patrick Cunha (Seat Leon Supercopa), a 8,817s
5º José Pedro Fontes (BMW 320si), a 34,929s -- 1º Cat.1
6º Gonçalo Manahu (Seat Leon Supercopa), a 35,031s
7º Álvaro Figueira (Seat Leon Supercopa), a 35,479s
8º Duarte Felix da Costa (Seat Leon Supercopa), a 36,584s
9º João Carvalho (Seat Leon Supercopa), a 45,119s
10º José Madaleno (Seat Leon Supercopa), a 46,133s
11º Vasco Campos (Renault Clio RS), a 47,405s -- 1º Cat.3
12º Luís Barros (Renault Clio RS), a 48,175s -- 2º Cat. 3
(...)
14º Rui Lapa (Alfa Romeo 156), a 49,200s -- 2º Cat.1
(...)
18º José Pedro Miranda (Mitsubishi Lancer VIII), a 58,792 -- 2º Cat.4

A segunda corrida praticamente não existiu, pois limitou-se a somente 4 voltas. Com a grelha a sofrer a inversão dos oito primeiros da primeira corrida, Félix da Costa ainda segurou por pouco a liderança, mas foi José Pedro Fontes quem se instalou no comando após um problema com o piloto do Seat, levando atrás de si Patrick Cunha e José Monroy já um pouco atrás.

O primeiro momento quente desta corrida dá-se quando Martine Pereira se despistou violentamente numa zona bastante rápida, onde circulava assim dos 200 km/h, vendo o Alfa Romeo 147 ir de encontro aos separadores de betão e pegando fogo de imediato, contudo não passou de um susto, com o famalicense a sair pelos seus próprios meios.

Com isto o Safety Car voltou a aparecer em pista, enquanto o Alfa Romeo era removido, e quando a corrida é retomada, foi a vez de Patrick Cunha e José Monroy se envolverem num toque em plena recta da mecta, ficando as duas viaturas a obstruir a passagem. Assim, a corrida foi dada por terminada, pois já estavam decorridos 75% da mesma e a direcção de prova entendeu que não era necessário reatamento, até para evitar mais atrasos, ficando a classificação da volta anterior como classificação final.

Sem grande história, os restantes famalicenses não tiveram grandes chances de brilhar, com Rui Lapa a terminar no 13º posto e novamente no pódio entre a Categoria 1, enquanto Luís Barros não foi além do 4º lugar na Categoria 3, sendo 16º classificado. José Pedro Miranda não terminou a prova.

Classificação 2ª Corrida
1º José Pedro Fontes (BMW 320si) -- 6 voltas, em 19m37,674s -- 1º Cat.1
2º Patrick Cunha (Seat Leon Supercopa), a 0,878s -- 1º Cat.2
3º José Monroy (Mitsubishi Lancer Evo IX), a 1,256s -- 1º Cat.4
4º Álvaro Figueira (Seat Leon Supercopa), a 1,921s
5º Jorge Areal (Seat Leon Supercopa), a 2,390s
6º Gonçalo Manahu (Seat Leon Supercopa), a 3,215s
7º Francisco Carvalho (Seat Leon Supercopa), a 4,163s
8º João Figueiredo (Peugeot 407 S2000), a 4,457s
9º João Carvalho (Seat Leon Supercopa), a 6,543s
10º José Madaleno (Seat Leon Supercopa), a 7,224s
11º Tiago Petiz (Mini Cooper S Challenge), a 7,887s -- 1º Cat.3
(...)
13º Rui Lapa (Alfa Romeo 156), a 8,748s -- 3º Cat.1
(...)
16º Luís Barros (Renault Clio RS), a 11,500s -- 4º Cat.3

A próxima prova e última da TPC/PTCC é novamente num circuito citadino, o Circuito de Vila Real, já a 25 e 26 de Julho.

A par do PTCC e do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo, o Circuito da Boavista acolheu ainda duas competições monomarca, a Eurocup Seat Leon e o Trofeo 500 Abarth, este último com a presença de um piloto famalicense que regressou à competição depois de alguns anos de ausência, Manuel Martins. Os pequenos carros italianos apenas pecaram por serem poucos, o que se traduziu em alguma monotonia, até porque eram vários os pilotos que se estreavam na competição. Manuel Martins foi o 6º na primeira corrida, repetindo a posição na 2ª manga, desta feita atrás do seu companheiro de equipa Patrick Cunha. Emanuele Moncini venceu ambas as provas.

Fotos: Tiago Costa (Direita 3)

Mariana faz balanço positivo do Open de Ralis

Numa altura em que o Open de ralis está parado devido ao período de férias, a piloto da Macominho Sport, Mariana Neves de Carvalho faz o balanço á sua participação no Campeonato de Portugal Júnior de Ralis.

Sendo uma estreia absoluta nos ralis, a piloto de Famalicão que é acompanhada por Filipe Martins tem como objectivo principal para esta época a aprendizagem, tentando ainda assim terminar esta competição dentro dos cinco primeiros do campeonato.
Mariana concluiu a fase de asfalto dentro dos seus objectivos, mostrando também uma boa adaptação à modalidade. A jovem famalicense que terminou todas as jornadas do campeonato em que participou foi ainda coroada com o segundo lugar no Rali de Cerveira terminando as restantes provas de asfalto, Barcelos e Marinha Grande na sexta e quarta posição respectivamente.

"O balanço só pode ser positivo, tenho conseguido cumprir os meus objectivos e aprendido muito", começou por dizer Mariana Neves de Carvalho que acrescentou, "tudo para mim é novidade, o que me deixa sempre um pouco apreensiva, mas com ajuda de toda a equipa tenho conseguido ultrapassar todas as dificuldades". A piloto confessou ainda, "o asfalto devia estar a começar agora pois já me sinto um pouco mais a vontade, (risos). Mas o calendário é para cumprir e agora na terra é um novo desafio que encaro da mesma forma que encarei o asfalto, mas com mais algumas cautelas".

Já com a primeira jornada em piso de terra cumprida no Rali de Arganil, Mariana Neves de Carvalho passou no primeiro teste ao sair desta jornada com mais um excelente quarto lugar, que coloca a menina da Macominho Sport na terceira posição do campeonato Júnior de ralis em igualdade de pontos com outro concorrente. "Este meu primeiro contacto com a terra correu bem, apesar de alguns sustos iniciais que me tiraram alguma confiança. Mas com o avançar da prova e com a experiência do Filipe consegui recuperar essa confiança e realizar tempos interessantes que me deixam muito expectante em relação às próximas provas", concluiu Mariana Neves de Carvalho.

Quem acompanha a piloto de Famalicão é Filipe Martins que confessa, "cada prova que passa a Mariana tem evoluído e isso tem-se mostrado pelos resultados conseguidos. Penso que num futuro breve poderemos almejar resultados de maior relevo, mas neste momento o principal é conseguir-nos terminar as provas para desta forma alcançar-mos a confiança necessária para conquistar-mos os nossos objectivos".

O campeonato regressa em meados do mês de Setembro com a realização do rali de Murça, sendo mais um desafio que a piloto espera ultrapassar