15 julho 2009

Ricardo Costa faz resumo da temporada

Após vários anos a disputar o nacional de ralis, a dupla Ricardo Costa e Nuno Almeida optaram esta temporada pela participação no Campeonato Open de Ralis. Estando esta competição parada devido ao período de férias,o piloto famalicense aproveita para fazer um balanço do que já se passou.

A dupla da Macominho Sport entrou com o pé direito no Campeonato Open ao vencer de forma categórica a primeira prova da temporada que se realizou em Fafe. Quando tudo fazia prever que iríamos ter um campeonato renhido eis que uma série de azares perseguem os pilotos de Famalicão fazendo com que Costa e Almeida fiquem sem pontuar durante três jornadas.

No Fundão e na Marinha Grande, problemas mecânicos levaram a dupla do Mitsubishi EVO VI ao abandono, enquanto em Barcelos um aparatoso acidente colocou também um ponto final na participação dos famalicenses. "Entramos bem no campeonato e alcançamos o nosso objectivo, sabíamos entretanto que a concorrência estava forte e na segunda prova um problema com os diferenciais tirou-nos a possibilidade de lutar por mais uma vitória. Seguiram-se mais duas desistências que nos tiram neste momento a possibilidade de lutar taco a taco pelo título", confessa Ricardo Costa.

A fechar o ciclo de asfalto do Open de Ralis, o piloto da Macominho Sport regressa aos bons resultados terminando o Rali de V. N. de Cerveira na segunda posição da geral e primeiro entre as viaturas que pontuam para o Regional Norte de Ralis.

Na terra, o seu terreno de eleição, Ricardo Costa espera ter melhor sorte e recuperar pontos perdidos, capazes de o colocar nos lugares do pódio. Em Arganil, um problema com o turbo que tirava potência ao carro dos três diamantes quase levou a uma nova desistência, valendo a pronta intervenção da equipa técnica que no parque de assistência conseguiu solucionar o problema. Ainda assim os pilotos da Macominho Sport conquistaram a vitória entre os concorrentes do Regional de Ralis Centro ao serem terceiros na classificação geral. "Apesar de todos os azares que tivemos, mostramos sempre um bom ritmo e estivemos sempre na luta pelos lugares do pódio, agora precisamos um pouco mais de sorte o que me leva a dizer, que nem tudo correu mal", acrescentou Ricardo Costa que remata, "agora só posso olhar para o futuro com optimismo e recuperar os pontos perdidos".

Concluídas que estão as primeiras seis provas do campeonato, a dupla da Macominho Sport está na quinta posição do campeonato estando em aberto o ataque aos lugares do pódio. Ricardo Costa e Nuno Almeida regressam à acção no mês de Setembro ao participarem no Rali de Murça.

Espectáculo em Oliveira com Henrique Venda a ser o grande vencedor

O Supercross em Oliveira Santa Maria fez subir a adrenalina do muito público presente, naquela que foi a 6ª edição da prova, sendo a 3ª jornada do Campeonato Nacional. Considerada pelos pilotos como uma das melhores pistas nacionais, 35 pilotos (14 da classe SX2 e 11 em SX1) e 10 Minimotos SX, proporcionaram um espectáculo cheio de emoção e com grande disputa pela vitoria nas respectivas classes.

Os pilotos da classe SX2 disputaram a primeira final da noite. Paulo Alberto continou com o seu domínio no campeonato, voltando a ser o vencedor desta final seguido novamente por Nuno Gonçalves e por Daniel Pinto. O espanhol Miguel de la Rosa e Marco Pereira seguiam-se com o 4º e 5º lugar, respectivamente.

Na final da classe SX1, Nélson Silva foi a surpresa da noite, conseguindo aqui a sua primeira vitória, deixando em 2º o espanhol Roman Perez que assim levou a melhor sobre Henrique Venda que terminou em 3º. Rui Rodrigues acabava em 4º e Carlos Alberto fica com o quinto lugar.

Muito emocionante e espectacular foi a Super-Final Elite. Henrique Venda aqui deixou a concorrência para trás levando de vencida a prova raínha da noite. Nélson Silva a continuar a fazer um excelente desempenho, terminava em segundo seguido por Paulo Alberto, o primeiro da classe SX2 que fica na frente de Roman Perez. Nuno Gonçalves encerrou o lote dos cinco mais rápidos.

Ainda referência para o Troféu de Minimotos SX, aqui com a sua segunda jornada do campeonato, com a vitoria a ficar para Tiago Borges seguido por Diogo Valença e Álvaro Gonçalves com o lugar mais baixo do pódio.

A organização dos Amigos de Oliveira Santa Maria quer deixar aqui os parabéns a todos os participantes pelo excelente espectáculo que proporcionaram e agradecer aos patrocinadores pelo apoio e confiança dado a esta organização e por último ao muito publico que se fez deslocar á nossa pista para colorir o nosso espectáculo e apoiar os pilotos com o grande calor humano que já nos habituou.

António Areal ficou a um passo do pódio

A jornada do Circuito da Boavista trouxe resultados bem distintos para a dupla da Padock Competições que se apresentou no traçado citadino do Porto com um novo piloto a fazer equipa com o experiente António Areal na competição reservada ao Desafio Único FEUP 2.

Alexandre Pereira começou por ter uma adaptação fácil ao Fiat Punto 85 no decorrer dos treinos livres e cronometrados, mas seria o seu colega de equipa – António Areal, com toda a naturalidade, a obter o melhor tempo para a formação da grelha de partida. Largando da quinta linha – nono tempo, o piloto de Famalicão esteve ao seu melhor nível, terminando a corrida – 9 voltas, na quarta posição da geral: "Foi um bom resultado tendo em linha de conta o excelente pelotão que formou esta corrida. A jornada correu-me bastante bem, acertamos com os alinhamentos e conseguimos encontrar um bom setup para este circuito. Partir numa posição mais dianteira é sempre favorável, porque evitamos um maior aglomerado de carros nas voltas iniciais. Do meio da corrida para o final comecei a sentir o carro um pouco desalinhado devido a um pequeno toque e optei por controlar a corrida e defender a posição. Correr num circuito citadino com bancadas vazias… Foi pena, penso que merecíamos mais gente nas bancadas. À hora em que se iniciou a corrida ainda muita gente estava a dormir! Correr neste circuito é um sonho para qualquer piloto, espero repetir na próxima oportunidade", afirmou António Areal.

Já Alexandre Pereira não foi muito feliz, tendo cumprido somente duas voltas ao traçado, terminando a prova com um despiste.

Estreia de José Carvalho soube a muito pouco

O Grande Prémio Histórico da Boavista marcou a estreia de José Carvalho na Velocidade, contudo foi um fim-de-semana bastante inglório para o famalicense que fez equipa com Vítor Lopes, no Desafio FEUP 2.

Ainda no decorrer dos treinos livres, o Fiat Punto 85 apresentou algumas limitações, mas ainda assim José Carvalho obteve o 11º tempo. "O carro não passava das 2000 rpm em algumas zonas do circuito, com isso estava mais lento uns 3 ou 4 segundos em relação aos adversários, pelo que o tempo até surpreendeu e deixava boas indicações para as corridas", explicou o piloto de Famalicão, que porém se deparou nos treinos cronometrados com "os mesmos problemas, não valendo de nada o esforço da equipa mecânica para tentar resolvê-los, ainda assim iríamos partir na 12ª posição".

Ainda no decorrer da volta de apresentação da 1ª Manga, onde foi o companheiro de equipa de José Carvalho, o experiente Vítor Lopes a tomar o lugar no Fiat Punto, os problemas de motor voltaram a surgir e a equipa optou por não continuar. Na 2ª Manga e depois de novas tentativas de solucionar o arreliador problema, José Carvalho também não chega a participar. "Verifiquei que o carro não estava em condições que me permitissem fazer uma boa prova e acima de tudo divertir-me. O carro nunca esteve nas condições ideais, mas as corridas por vezes são assim inglórias e é óbvio que fiquei triste, até por todo o envolvimento e cenário que este Circuito da Boavista apresenta. Hei de voltar a este traçado para vingar este azar, não tenho dúvidas disso", afirmou, convictamente, José Carvalho.

Abandono perto do fim roubou pódio a Luís Campos

Teve lugar no passado fim de semana nas ruas do Porto o Grande Prémio Histórico da Boavista, um fim de semana repleto de boas provas e bons carros onde Luís Campos formou dupla com o estreante Luís Rocha ao volante dos pequenos Fiat Uno da competição FEUP

Num fim de semana onde as emoções foram várias e estiveram ao rubro, houve espaço para tudo nesta competição: "Estava desejoso de correr na Boavista, é sem dúvida um excelente circuito onde é preciso ter muita alma para se rodar rápido mas também é preciso ter muito cuidado pois qualquer descuido se pode pagar muito caro", dizia Luís Campos, antes da prova.

Com um ritmo mais elevado rodava Luís Campos que demonstrava desta forma uma forte competitividade face à concorrência. "Esta era na prática a minha primeira prova ao volante deste carro e desde o início que senti uma grande à vontade com tudo, o carro estava bom e a pista era fantástica. Nos treinos cronometrados consegui realizar o quinto tempo, algo que me deixou satisfeito pois a diferença para os pilotos à minha frente era pequena e sentia que podia andar muito bem no dia seguinte. Como íamos partir muito à frente na primeira corrida e como o meu companheiro de equipa não tinha tanta experiência em prova optamos por ser eu o primeiro a correr. A partida era lançada e fiz um bom arranque, mantive a quinta posição durante três voltas até que consegui passar três pilotos à minha frente chegando a segundo classificado. Ainda rodei nesta posição algumas voltas, até que a duas voltas do fim e quando perseguia o primeiro classificado uma pequena desconcentração fez com que tudo fosse por água abaixo. À saída da chicane da Boavista dei um ligeiro toque nos pneus que me fez arrancar uma roda e capotar o carro sem que eu pudesse fazer nada para o evitar. Foi muito triste, estava a fazer uma óptima corrida e estava perto do final, nunca devia ter deixado que isto acontecesse, mas as corridas são mesmo assim e só tenho de aprender com isto e fazer melhor para a próxima, além de pedir desculpas ao meu companheiro de equipa claro", resumiu o famalicense.

Com um fim de semana que se mostrou bastante positivo apesar de não ter acabado da melhor forma, Luís Campos agradece a todos os que contribuíram para mais esta prova, "desde a equipa até ao meu companheiro de prova, Luís Rocha, passando pelos patrocinadores como a Energie, Nazanijeans, Frion, Campos & Campos, assim como aos meus amigos, pois sem eles não seria possível correr desta forma e esperando que para a próxima as coisas corram da melhor maneira. Muito obrigado a todos".

Boavista reviveu outras épocas

O segundo fim de semana de corridas na Boavista foi recheado de saudosismo, com máquinas de outras gerações a fazerem roncar os seus motores no traçado citadino da cidade do Porto. Entre os muitos pilotos presentes no GP Histórico da Boavista, foram alguns os famalicenses que não faltaram à chamada.

Na Taça de Portugal de Circuitos/Clássicos, Luís Barros foi um digno representante das cores de Famalicão, continuando a sua adaptação ao Ford Escort RS com que já alinhara no Autódromo do Estoril. Contudo o piloto que corre com as cores da AMOB não foi feliz e viu-se obrigado a desistir nas duas corridas que compunham o programa, devido a problemas mecânicos, nomeadamente no alternador do Ford, depois de discutir um lugar nos cinco mais rápidos. As vitórias foram repartidas entre Miguel Paes do Amaral e Carlos Barbot, ambos em Lola T70, com Joaquim Jorge a repetir o 3º posto em ambas as corridas.

No Desafio FEUP 1, reservado aos Fiat Uno 45, quem mais se destacou foi José Janela, que obteve um excelente 6º lugar na 1ª Manga, depois de partir de 8º, para depois ver o seu colega de equipa Manuel Seabra sofrer um toque na partida da 2ª Manga, que o fez descer muito na tabela classificativa, não indo além do 20º posto. Quem não teve a sorte pelo seu lado foi Luís Campos que na primeira corrida esteve a um passo de terminar no pódio, depois de ter chegado ao 2º lugar ainda na fase inicial, contudo já perto do terminar da prova um toque numa chicane originou um aparatoso capotanço. Foi um abandono inglório para o piloto famalicense, que se estreava praticamente nesta competição, depois de igual desfecho nos treinos da primeira prova.

Classificação Desafio FEUP 1 - 1ª Manga
1º José Costa - 8 voltas em 26m46,370s
2º José Ferreira - a 1,052s
3º Filipe Fontes - a 2,559s
José Janela - a 7,215s

Classificação Desafio FEUP 1 - 2ª Manga
1º Henrique Silva - 8 voltas em 26m33,203s
2º José Francisco - a 4,252s
3º Domingos Castro - a 5,590s

Nos "primos" mais velhos, os Fiat Punto 85 do Desafio FEUP 2, as hostes famalicenses tiveram sortes bastantes distintas. António Areal foi o mais feliz, obtendo o 4º lugar na 1ª Corrida, apesar de um ligeiro toque. Já o seu colega de equipa, Alexandre Pereira, não teve a sorte pelo seu lado naquela que era a sua primeira prova, abandonando depois de um encontro com os rails que limitavam a pista. Também presente esteve Luís Barros que foi mais feliz do que nos Clássicos, obtendo um 7º lugar na 2ª Manga, ele que partilhava o carro com Rui Alves. Menos sorte ainda tiveram Avelino Reis que abandonou na 2ª Manga, depois do colega de equipa Luís Silva ter sido 15º na 1ª Manga, enquanto José Carvalho nem sequer alinhou na 2ª Manga, tal como o seu companheiro de equipa Vítor Lopes não participou na 1ª, em virtude de problemas de motor no carro italiano.

Classificação Desafio FEUP 2 - 1ª Manga
1º Mário P. Borges, 9 voltas em 25m28,993s
2º José Pedro Leite, a 4,039s
3º Jorge Meireles, a 13,552s
António Areal, a 29,000s

Classificação Desafio FEUP 2 - 2ª Manga
1º Vasco Campos - 9 voltas em 2m49,701s
2º Tiago Martinho - a 0,959s
3º Miguel Monteiro - a 10,094s
Luís Barros- a 35,480s

Encerram-se assim as competições na Boavista, ficando o regresso marcado para 2011, depois de mais dois fins de semana de muita adrenalina e emoção, ficando apenas marcado pela fraca adesão dos espectadores no Grande Prémio Histórico, contudo isso será apenas uma pequena nódoa em todo este grande espectáculo.

10 julho 2009

Supercross este fim de semana em Oliveira

Uma vez mais a pista de supercross de Oliveira Santa Maria, em Vila Nova de Famalicão irá receber no próximo dia 11 de Julho as principais estrelas para a terceira ronda do Campeonato Nacional de Supercoss.

A animada luta do campeonato serão atractivos muito fortes para assistir a corridas espectaculares, nas várias categorias. Na Classe SX 2, O piloto Paulo Alberto (Suzuki) lidera o respectivo campeonato seguido de Nuno Gonçalves (Suzuki) e Daniel Pinto (Kawasaki). Na classe SX 1 os triunfos foram repartidos nas duas primeiras jornadas, com o espanhol Roman Perez (Suzuki) e o algarvio Henrique Venda a dividirem o primeiro lugar do campeonato com 47 pontos seguindo-se Nelson Silva (Kawasaki) no terceiro posto. Na Classe SX Elite a luta pela primeira posição mantêm-se ao rubro, com Roman Perez e Henrique Venda a dividirem os triunfos das duas primeiras jornadas e onde Paulo Alberto ocupa o terceiro posto, do campeonato nacional.

Os treinos serão a partir das 17H30 e as corridas a partir das 19H00. Estes horários requerem confirmação por parte da federação, uma vez que o numero de participantes ira condicionar os respectivos horários.

09 julho 2009

Emoção prossegue este fim de semana na Boavista

É caso para dizer que o Porto não pára e está já tudo preparado para novo fim de semana intenso de competição no Circuito da Boavista, desta feita com a realização do Grande Prémio Histórico, que juntará máquinas que marcaram gerações para além de alguns troféus nacionais.

O programa é novamente bastante extenso, com 15 corridas, para além de uma espectacular demonstração de alguns F1 de outrora, desde 1969 até 1994, com carros que pertenceram a pilotos como Jackie Stewart, Niki Lauda, Ayrton Senna ou Michael Schumacher, alguns chegando mesmo a ser campeões mundiais.

Essencialmente direccionado para os Clássicos, onde conta com Taça de Portugal de Clássicos e também com a Taça de Portugal de Clássicos 1300, para além de duas corridas bastantes interessantes nomeadamente a de Grande Turismo e Turismo até 1966 e a prova raínha que será a Turismo, GT, Sport, Protótipos até 1977.

Completando o programa temos os troféus monomarca organizados pela FEUP, o Desafio Único nas suas vertentes de Fiat Uno e Fiat Punto, para além do Campeonato de Portugal de Resistência.

Quanto à presença de pilotos a representar Famalicão, a adesão é bastante boa, sendo eles, com Luís Campos/Rui Marques (14), José Janela (17), Cristina Silva (25), todos estes no Desafio FEUP 1; Luís Barros (4), António Areal (6), Avelino Reis (17), José Carvalho (33), estarão no Desafio FEUP 2. Na Taça de Portugal de Clássicos, Luís Barros (318) e Luís Gomes (320), ambos em Ford Escort RS são presenças confirmadas igualmente.

Mais informações sobre o GP Histórico da Boavista na barra lateral

07 julho 2009

Boavista marca estreia de José Carvalho na Velocidade

Os motores ainda há pouco acabaram de roncar no Circuito da Boavista, onde estiveram alguns dos melhores pilotos do Mundo e já no próximo fim-de-semana estará de volta a acção ao circuito citadino do Porto, desta feita com o Grande Prémio Histórico. O piloto famalicense José Carvalho irá marcar presença, naquela que será igualmente a sua primeira participação numa prova de Velocidade.

Depois de alguns bons resultados no Campeonato Open de Ralis, José Carvalho prepara-se agora para uma aventura na Velocidade, em concreto no Desafio FEUP II, competição monomarca que utiliza os Fiat Punto 85 e onde terá Vítor Lopes como companheiro de equipa. Segundo o famalicense, "foi uma oportunidade que surgiu através da Cup Car/APT Racing Team e mesmo não tendo experiência na Velocidade, não a podia deixar escapar. Estar presente num circuito com tanta história e mística como o da Boavista é um marco histórico na carreira de qualquer piloto". Quanto ao seu companheiro de equipa, José Carvalho está confiante até porque "o Vítor Lopes é um piloto de créditos firmados, muito experiente e certamente vai ser uma excelente ajuda nesta aventura que será a minha estreia na Velocidade".

Para melhor se ambientar ao Fiat Punto 85, José Carvalho irá efectuar um teste de adaptação esta semana, chegando assim à Cidade Invicta bem mais familiarizado com o carro e com a equipa. "É importante este primeiro contacto, pois assim nos treinos já só tenho que me centrar no conhecimento da pista e não tanto com o carro. Sei de antemão que não devo apontar para qualquer tipo de objectivo a não ser o de terminar, pois este traçado é bastante traiçoeiro. Há vários pilotos que já cá estiveram noutras edições, pelo que poderão ter alguma vantagem, mas tudo pode acontecer nas corridas e não irei virar a cara à luta", concluiu o piloto de Famalicão.

O Desafio FEUP II tem os seus treinos livres marcados para 6ª feira de manhã, ficando para a parte da tarde a sessão de treinos cronometrados. As mangas serão no Sábado, a primeira às 8h50 e a segunda às 17h35, tendo a duração de 25 minutos cada uma.

Rui Lapa somou dois pódios no regresso

A jornada inaugural da Taça de Portugal de Circuitos/PTCC que teve lugar no Circuito da Boavista, marcou o regresso de Rui Lapa ao mais alto nível competitivo, assegurando dois pódios na Categoria 1 da mais importante competição da velocidade nacional.

As duas corridas do PTCC foram para Rui Lapa bem distintas, depois de uma excelente secção de treinos cronometrados no dia anterior ao colocar o Alfa Romeo na quinta linha na formação da grelha de partida – lançada - da primeira corrida. Com a pista molhada e a ameaça de chuva, o piloto famalicense rapidamente deixou boas indicações ao chegar-se ao pelotão da frente. Já depois da saída do safety car e, quando faltavam cerca de quatro minutos para o final da corrida, Rui Lapa quando abordou a ultrapassagem ao BMW de José Pedro Fontes – que lhe daria a quinta posição, o Alfa Romeo parou por completo: "começou a falhar na zona da Vilarinha e acabou por calar-se quando descia a circunvalação, já com a meta à vista, em poucos metros perdi sete posições… Foi pena porque tinha tudo à minha mercê de poder vencer a Categoria 1 e alcançar um excelente resultado num circuito recheado de público e em condições adversas, com a pista molhada e muito imprevisível a causar acidentes. Senti que tinha condições de rodar nos oito primeiros da geral com um carro de uma geração mais antiga que os principais candidatos, mas, ainda muito competitivo e bem assistido pelos mecânicos da Auto Pintura Trofense", afirmou Rui Lapa no final de uma conturbada recta final de corrida.

Para a derradeira jornada, com a grelha de partida a ser formada em função da posição alcançada na primeira a tarefa antevia-se bastante complicada para o piloto do Alfa Romeo que ocupava uma posição no segundo pelotão. Logo no arranque, Lapa recupera três posições, estando bem lançado para uma recuperação, quando, se dá a primeira paragem da corrida, com a entrada do safety car, permanecendo em pista durante quatro longas voltas – devido ao violento acidente do Alfa Romeo de Martine Pereira: "uma situação que complicou um pouco a minha ascensão na classificação. Estava bastante bem com um bom ritmo, mas a paragem veio penalizar a minha estratégia de corrida”, começou por adiantar Rui Lapa que acabou por não ter tempo de recuperar já depois do safety car ter abandonado a pista: "duas voltas apenas decorridas e dá-se um novo acidente à saída da chicane, numa altura da corrida em que ainda tentava recuperar dois ou três lugares. Ainda tentei forçar um pouco o andamento mas o motor do Alfa 156 S2000 começou a não passar das 4000 rotações. Foi nesta altura que levantei o pé e me apercebi das bandeiras amarelas, era o fim de uma jornada que podia ser brilhante e acabou por ser apenas positiva. Ainda deu para entrar nas boxes e subir ao pódio" terminou Rui Lapa, que viu ainda a sua posição ser validada, devido à classificação desta derradeira corrida ser atribuído pelas posições ocupadas na volta anterior.

Segue-se agora nova ronda da TPC/PTCC, no Circuito de Vila Real, a 25 e 26 de Julho, onde Rui Lapa voltará a estar presente.