09 novembro 2009

José Pedro Fontes é campeão do PTCC e António Barros bisa na Resistência

O Autódromo Internacional do Algarve recebeu o fecho da temporada de 2009 no que toca aos principais campeonatos de Velocidade, com um programa bastante vasto e animado, com corridas muito disputadas até ao último segundo.

No PTCC, a luta pelo título estava ainda em aberto entre José Pedro Fontes (BMW) e Duarte Félix da Costa (Seat), mas era César Campaniço quem se mostrou mais forte nos treinos cronometrados e partia em vantagem para a 1ª Corrida. E essa vantagem foi evidente ao longo de toda a corrida, com Campaniço a terminar com mais de 10 segundos face a José Monroy, em Mitsubishi Lancer. Na luta dos candidatos, Félix da Costa foi 3º, enquanto Fontes não conseguiu melhor do que 4º lugar, mas as perspectivas para chegar ao título estavam intactas. Na 2ª Corrida, mesmo partindo de 8º, César Campaniço levou novamente o BMW 320si ao lugar mais alto do pódio, superiorizando-se a João Figueiredo por somente 10 milésimos de segundo. José Monroy foi o 3º classificado na frente de Duarte Félix da Costa, a quem o 4º lugar não foi o suficiente para retirar José Pedro Fontes, 6º classificado, da rota da conquista do campeonato.

Nos Clássicos, dupla vitória para Carlos Barbot (Lola T70), sempre secundado por Carlos Filipe Santos, em Porsche 911 que foi um adversário de respeito na luta pelo triunfo. O famalicense Luís Barros, ao volante do Ford Escort RS, foi 3º na 1ª Corrida, não conseguíndo acompanhar o ritmo dos dois pilotos da frente. Já na 2ª Corrida do dia, Barros não terminou, deixando o lugar mais baixo do pódio para Joaquim Jorge, também em Ford Escort RS.

No Campeonato de Portugal de Resistência, o piloto residente em Famalicão, António Barros, em Ginetta G20 foi um inesperado vencedor de ambas as corridas, beneficiando do abandono de António Nogueira e de um atraso da dupla Sande e Castro/Cruz Martins (Porsche 911 GT3), assim como da equipa do CVO, Luís Martins e João Fonseca. Já na manga seguinte, Barros tinha a vantagem de não ter nenhum handicap, ao contrário dos seus adversário, pelo que alcançou nova vitória, numa fase em que o piloto está numa excelente forma e os resultados aparecem em catadupa, depois da Rampa da Penha e da Super Especial de Famalicão.

Ainda presente no Algarve estiveram os Clássicos 1300, com o trofense Rui Azevedo a levar o Ford Escort RS à vitória em ambas as corridas, apesar do título já estar entregue a Miguel Ferreira. O Campeonato de Espanha de GT's e o International Open GT deram outro colorido à prova algarvia, que viu a dupla portuguesa Lourenço Beirão da Veiga e Ricardo Bravo chegar ao título na competição do país vizinho.

Fotos: Digimotores

Sortes diferentes para os famalicenses presentes na Baja Portalegre

No último fim de semana de Outubro, realizou-se a festa e o fecho do Campeonato Nacional Todo-o-Terreno com a realização da carismática Baja de Portalegre, organizada impecavelmente pelo Automóvel Clube de Portugal, onde toda a equipa do desaparecido José Megre se encontra em estreita colaboração, aquele que foi o criador da disciplina TT no nosso país.

Uma vez mais, foram escolhidas pistas muito técnicas e rápidas, com alguma dureza à mistura, no interior das vastas herdades que cobrem o magnífico Concelho de Portalegre, este ano muito secas devido à ausência de chuva e com muito pó.

Este ano dois pilotos famalicenses fizeram-se representar na prova auto, sendo eles Paulo Marques em Mitsubishi navegado por João Parreira e José Janela a navegar António Mendes, em Nissan Navara. Qualquer um deles dispensa apresentações - inclusivé ambos já venceram em Portalegre -, e nesta edição estavam montados em máquinas que lhes permitiam aspirar a um lugar no top 10, como de facto se veio a verificar logo no final do 2.º Sector Selectivo. A lista de inscritos não sendo a melhor, tinha nomes e automóveis de grande valor, já que aqui se discutia ainda os títulos nacional e europeu de Bajas.

Nomes como Filipe Campos, Miguel Barbosa, Hélder Oliveira, Leal dos Santos, Pedro Grancha, Rui Sousa, Boris Gadasin, Van Deijne, Miroslav Zapletal, Manuel Plaza, entre muitos outros, num total de 70 equipas inscritas no Evento Fia. No âmbito nacional para os carros de T8 e grupo A, contavam-se ainda mais 20 participantes.

O prólogo traçado nas proximidades de Portalegre, foi realizado na manhã de sexta-feira, posicionando os pilotos mais rápidos nos lugares da frente, com os pilotos de Famalicão integrados nos vinte primeiros, o que desde logo indiciava uma boa prestação para os 500km de pistas. Da parte da tarde correu-se o SS2 com 116km, em que Filipe Campos foi o mais rápido, com José Janela a chegar em 9.º e Paulo Marques em 10.º, lugares muito bons tendo em com os adversários em acção.

No sábado foram cumpridos dois sectores selectivos com um total de 380km, em que os famalicenses começaram bem, mas que o meio do sector matinal ditou a desistência de José Janela com o motor partido, com Paulo a aguentar a pressão dos seus seguidores e a completar o sector em 13.º lugar da geral. Nos lugares da frente tudo se mantinha em aberto, com os quatro primeiros muito próximos.

A última etapa foi discutida ao sprint, onde novamente os BMW mandaram, terminando seguidos Filipe Campos (que se sagrou campeão nacional), Miguel Barbosa e Ricardo Leal dos Santos, com o barcelense Hélder Oliveira em Nissan Pathfinder em 4.º lugar a apenas 2 sec. do 3.º. Neste sector, sem dúvida o mais longo e duro, o "Marquês" teve alguns problemas mecânicos no Mitsubishi Pajero que o fizerem atrasar bastante e o relegaram para um modesto 21.º lugar, aquém daquilo que de facto estava ao seu alcance.

Terminado o Campeonato Nacional de Todo Terreno de 2009, há que aguardar pelas 24 Horas de Fronteira e finalmente pelo novo ano, para ver se há coisas novas e um panorama do desporto automóvel com crescimento.

Redacção e Fotos: A. Neves de Carvalho

02 novembro 2009

Notas soltas da Super Especial de Famalicão

Todos os acontecimentos da Super Especial de Famalicão, disputada no passado Sábado e ganha por António Barros, num espectacular BRC.

Segundo a organização, foram 20 mil espectadores que estiveram na zona onde se desenrolou a Super Especial. Números bastante optimistas para um evento que teve menos um dia do que no ano passado, assim como não foi possível estar dentro da Escola Camilo Castelo Branco, que acompanha grande parte do percurso. Ainda assim, não se pode dizer que tenham sido poucas as pessoas presentes, apesar de algumas clareiras nas bancadas existentes. Quem não apareceu foi a chuva, ainda que tenha ameaçado por diversas situações.

Com uma lista de inscritos não tão vasta, a prova foi bastante concentrada, durando pouco mais de 4 horas. Um percurso mais curto e a rápida intervenção, por parte dos membros da organização, em casos de avaria ou despiste, também em muito contribuiu para o facto.

Perante as obras na Escola Camilo Castelo Branco, a solução foi transferir o Secretariado e o Parque de Assistência para a Escola D. Sancho. O espaço foi bastante mais reduzido e mais alternativas haveria certamente, onde até poderia ter havido outro colorido e mais acções promocionais, por exemplo. Fica a sugestão, uma vez mais.

Mais uma vez e como vem sendo normal neste tipo de provas, alguns pilotos (principalmente famalicenses) mostraram-se algo insatisfeitos em relação aos pilotos convidados e aos critérios de como esses convites são formulados. Em causa devia estar primeiramente o palmarés do piloto independentemente do carro que tripula, mas também se deve pensar mais na "prata da casa" do que nas "gentes de fora". Também não caiu bem a inclusão de alguns concorrentes posteriormente à elaboração da lista de inscritos, quando outros já tinham manifestado essa mesma pretenção e lhes foi negada.

Por vários motivos, houve várias ausências, até de alguns anunciados como cabeças de cartaz. Joaquim Jorge, Frederico Ferreira, Marco António Pinto, Pedro Meireles não compareceram, enquanto Rui Azevedo se viu forçado a ter de tripular um Ford Focus, à ultima hora. Em relação à lista de inscritos, a opinião geral defendia que houve muita qualidade, variedade e espectáculo, contudo defendia também o outro extremo, ou seja, havia um intervalo qualitativo muito alargado entre os particpantes.

Problemas de última hora surgiram ao Mitsubishi Carisma GT de Ricardo Costa, que enquanto se dirigia para a partida acusou problemas de travões. A prestação de Ricardo Costa terminou portanto ainda antes do início, uma prova que é algo azarada para o famalicense.

Numa prova com alguns incidentes, o mais grave foi provocado, involuntariamente, por João Ferreira. Já na fase final da prova, o piloto viu saltar uma das rodas do seu Renault 19 16V e uma das peças da mesma foi projectada para uma zona onde se encontrava alguns espectadores, entre os quais uma espectadora na qual a dita peça acertou. Assistida de pronto pelos BV Famalicão e posteriormente transferida para o hospital, a espectadora não sofreu ferimentos graves.

O vencedor da prova, António Barros, teve uma intevenção curiosa no final. O experiente piloto do BRC é natural do Porto, mas reside em Famalicão há cerca de 1 ano e portanto afirmou que já se sente como um famalicense e vive o espírito dos automóveis que aqui existe. É mesmo caso para se dizer: Famalicão é terra de amigos e de campeões!

Alguns pilotos famalicenses não tiveram a sorte pelo seu lado. Marco Vilas Boas teve problemas no seu BMW, tal como Filipe Martins não concluiu a prova, pois o motor do Opel Corsa não quis colaborar. José Carvalho e Miguel Castro sofreram despistes, enquanto Pedro Silva chegou ao final mas com a frente do seu Mitsubishi com novas formas. Também Martine Pereira sentiu calafrios, quando logo na primeira curva do traçado, talvez devido a pneus frios no Renault Clio, efectuou um pião que poderia ter tido outras consequências, dada a velocidade a que vinha.

Ficou também por esclarecer o critério das penalizações. Um dos concorrentes no seu apuramento falhou a travagem e derrubou por completo uma das chicanes existentes ao longo do percurso, com danos visíveis na frente do seu carro. Logicamente, e apesar do tempo perdido, efectuou um tempo que lhe deu um lugar no Top-10 e tomou por isso lugar na final. Não está em causa o piloto, está sim o não apuramento de um piloto que efectuou o percurso integralmente e sem mácula, em detrimento deste.

Depois da presença de Acuko na edição do ano passado, este ano não houve momentos de exibição, mas houve um prémio atribuído pelo público e pelos fotógrafos presentes ao piloto mais espectacular. Júlio Bastos venceu-o categoricamente, dando um verdadeiro recital no seu BMW M3. Os famalicenses Pedro Ramos e Ricardo Santos Costa também não deixaram os créditos por mãos alheias e brindaram o público belas passagens.

O homenageado desta edição foi Domingos Casimiro, um dos pilotos da Famalicão há mais tempo em actividade, que entregou o prémio com o seu nome a João Ruivo, por ter sido o melhor famalicense em prova. A organização da Válvulas e Cilindros fez questão de lembrar Nuno Carvalho, que faleceu recentemente, dirigindo-lhe um sentido texto no guia da prova.

Margarida Barbosa apurou-se para as Finais Mundiais Rotax

Na última prova do Challenge Rotax, diputada no Kartódromo do Bombarral, prova essa que dava o apuramento para as Finais Mundiais Rotax, a piloto famalicense Margarida Barbosa venceu e garantiu o passaporte para o Egipto.

Depois de uma época onde rodou sempre nos lugares cimeiros da categoria Rotax Max, Margarida Barbosa apresentou-se no Bombarral com o intuito de conseguir o tão desejado apuramento directo, que lhe fugiu ao longo da época por vários problemas. A famalicense liderou várias corridas, mas nem sempre conseguiu efectivar a vitória e esta era assim a sua derradeira chance para conseguir o tão almejado objectivo.

Margarida Barbosa cedo mostrou que estava disposta a não dar hipóteses à concorrência, obtendo o melhor tempo nos treinos cronometrados, que lhe dava óptimas perspectivas para as mangas. Contudo, um mau arranque na 1ª Corrida fez com que a jovem famalicense perdesse algumas posições e apesar de inúmeras tentativas de ultrapassar os seus principais adversários, teve que se contentar com o 3º lugar.

Para a 2ª Manga, Margarida Barbosa largou na frente, mas cedo Paulo Pereira a suplantou, mas a piloto de Famalicão nunca baixou os braços e seguiu o adversário de bem perto. Toda a pressão de Margarida teve os seus frutos após uma espectacular ultrapassagem, abrindo a partir daí alguma vantagem para o 2º classificado. Já no final, a famalicense estava bastante satisfeita: "Não esperava este lugar ,visto ao longo do campeonato as vitórias me terem fugido nas últimas voltas, mas desta vez fui buscar forças a onde não pensava ter. Agradeço ao meu irmão, aos meus pais e a todas as pessoas que me acompanharam nas provas, assim como a todos os famalicenses".

Agora, segue-se a viagem até ao Egipto, onde a Final Mundial Rotax está marcada, a partir do dia 5 de Dezembro, esperando mais um bom resultado para a jovem famalicense Margarida Barbosa, que é cada vez mais uma certeza no automobilismo da nossa cidade.

Barros cumpriu e dominou a Super Especial

Mais um grande êxito desportivo para a cidade de Famalicão! Foram mais de 20 mil pessoas (dados da organização) que vibraram com a passagem das mais de sete dezenas de viaturas de diferentes gerações e várias modalidades de diferentes competições nacionais.

A quarta especial de Famalicão teve a particularidade de consagrar o quarto vencedor diferente. Desta feita, António Barros seguiu-se a Nuno Pina, vencedor do ano passado, ao cabo que na segunda edição tinha sido José Pedro Gomes a triunfar, depois de Joaquim Jorge abrir o livro dos consagrados!

Na vertente competitiva, António Barros, um portuense que, agora reside em Famalicão, impôs-se com o seu BRC CM05 EVO, quer na fase de apuramento, quer na final, com uma escassa vantagem de 0,375 milésimas de segundo para outro BRC tripulado por Nuno Guimarães. O pódio acabaria por ser monopolizado pelos BRC’s com Luís Martins a assegurar a terceira posição. Depois de uma primeira fase com a totalidade dos participantes a realizaram uma volta ao circuito, ficaram apurados para a segunda fase os 25 melhores. Foi aqui que os BRC’s justificaram o favoritismo, sendo cerca de cinco segundos mais rápidos que os restantes. Vítor Pascoal no seu habitual Peugeot 207 S2000 foi quarto da geral, levando de vencido o duelo com o Austin Mini de Pedro Salvador. Seguiram-se na classificação geral três Ford Escort RS, encabeçados pelo madeirense José Carlos Magalhães que se superiorizou a Rui Alves e Joaquim Santos. José Pires em BMW M3 foi nono, na frente de um moderno e competitivo Mitsubishi Evo VIII MR de José Pedro Miranda que fechou o top ten.

Patrícia Silva em Alfa Romeo 33 venceu a Taça das Senhoras. A organização instituiu ainda um prémio para o piloto que mais leva-se o público ao rubro, com a sua actuação. O Prémio Show foi para Júlio Bastos que não defraudou as expectativas com espectaculares atravessadelas com o seu BMW M3.

De forma a premiar o desempenho do melhor famalicense, o Troféu Domingos Casimiro instituído pelo pelouro do desporto da Câmara Municipal de Famalicão, foi entregue pelo próprio Domingos Casimiro a João Ruivo – piloto do Open de Ralis que fez deslocar até sua casa o Fiat Stilo Multijet, terminando às portas dos dez mais rápidos. Domingos Casimiro é um ilustre famalicense, dos mais antigos licenciados ainda em actividade – a 1ª licença desportiva já completou 45 anos! Referência incontornável do pioneirismo do automobilismo em Portugal, Domingos Casimiro inicia a sua actividade desportiva pelas perícias no ano de 1970, seguindo-se o autocross e, por fim as competições de velocidade, com o seu Alfa Romeo Giulia. Nos dias de hoje, continua a ser presença assídua nas provas de resistência em Braga e Estoril, para além de integrar o núcleo duro do Automóvel Antigo e Clássico de Famalicão.

Classificação Geral (em breve estará completa)
1º António Barros (BRC), 1m26,455s
2º Nuno Guimarães (BRC), 1m26,830s
3º Luís Martins (BRC), 1m27,876s
4º Vítor Pascoal (Peugeot 207 S2000), 1m31,370s
5º Pedro Salvador (Austin Mini), 1m31,551s
6º José Magalhães (Ford Escort), 1m34,446s
7º Rui Alves (Ford Escort), 1m34,551s
8º Joaquim Santos (Ford Escort), 1m36,410s
9º José Pires (BMW M3), 1m36,974s
10º José Miranda (Mitsubishi Evo VIII), 1m37,258s

Fotos: António Freitas (CMVNF)

30 outubro 2009

António Barros é candidato à vitória

António Barros, conhecido piloto do Porto mas actualmente a residir na nossa cidade, vai alinhar este fim de semana na 4ª edição da Super Especial de Vila Nova de Famalicão, ao volante do seu BRC CM05.

Terminado que está o Campeonato de Portugal de Montanha, onde Barros venceu a Rampa da Penha/ExpoClássicos no passado fim de semana, chegando ao 3º lugar do campeonato, a prova famalicense é o próximo desafio para o rápido piloto.

Em declarações ao site Velocidadeonline.com, António Barros traçou os seus objectivos que passam pela "luta pela vitória. Espero que a pista esteja adequada ao meu carro, pois ainda não vi a lista de inscritos, mas disseram-me que vai haver adversários de respeito. Contudo, o meu objectivo é poder lutar pela vitória, não vai ser fácil, mas é bom que assim seja, pois torna tudo mais interessante", disse o piloto, que certamente dará muito espectáculo nas ruas de Famalicão.

29 outubro 2009

Lista de Inscritos da SE Famalicão

Foram dados a conhecer hoje os nomes que irão marcar presença no próximo Sábado, na 4ª edição da Super Especial de Famalicão, onde pontificam vários nomes de referência no panorama dos Ralis, Velocidade, Montanha e até do Todo-Terreno!

Depois da vitória em 2008, Nuno Pina não está inscrito, mas candidatos para sucederem ao famalicense não faltam. Vencedor da 1ª edição, Joaquim Jorge está de volta a Famalicão e do ramo da Velocidade terá a concorrência de Rui Azevedo (Ford Escort RS), Pedro Salvador (Austin Mini) ou dos famalicenses Luís Barros (Ford Escort RS), Martine Pereira (Renault Clio), António Areal (Ford Escort RS).

Dos ralis, o vice-campeão nacional Vítor Pascoal é apontado como um dos favoritos à vitória absoluta, no seu Peugeot 207 S2000. Também dos ralis surgem nomes como João Ruivo (Fiat), Pedro Silva (Mitsubishi Carisma GT), Frederico Ferreira (Ford Escort RS), Joaquim Santos (Ford Escort RS), José Pedro Miranda (Mitsubishi Lancer VIII), Ricardo Costa (Mitsubishi) e Pedro Meireles (Subaru Impreza).

António Barros, Nuno Guimarães e Luís Martins são homens da Montanha e irão conduzir os espectaculares BRC03. Nota de referência para a presença de Adélio Machado, mais habituado às areias do deserto, que irá conduzir um Ford Escort RS.

Fique a conhecer a lista de inscritos, a grande maioria pilotos de Famalicão, que tomarão parte da 4ª edição da Super Especial, no próximo Sábado a partir das 12h:

1 Nuno Carneiro (Renault Clio) - 1
2 Marco Vilas Boas (BMW 318is)- 1
3 Nelson Almeida (BMW 316i) - 1
4 Miguel Pinheiro (Datsun 1200) - 1
5 Alfredo Passos (Renault Super 5 GL) - 1
6 José Freitas (Opel Kadett) - 1
7 Delfim Magalhães (VW Golf GTI) - 1
8 Pedro Dias (Datsun 1200) - 1
9 Daniel Miranda (Citroen AX 4x4) - 2
10 Ricardo Costa (Mitsubishi) - 2
11 Ricardo Paiva (VW Scirocco) - 1
12 Aventino Carvalho (Peugeot 306 T16) - 1
14 António Magalhães (Peugeot 205 Rally) - 1
15 Patrícia Silva (Alfa Romeo 33) - 1
16 Pedro Carneiro (Seat Marbella) - 1
17 Claudio Santos (Mini 1000) - 1
18 João Ferreira (Renault 19 16V) - 1
19 Filipe Martins (Opel Corsa) - 1
20 Ernesto Ferreira (Mini 1000) - 1
21 Belmiro Silva (Peugeot 205 Rally) - 1
22 Rui Raimundo (Opel 1904 SR) - 1
23 Joaquim Maia (Ford Fiesta) - 1
24 Jacinto Oliveira (Renault Megane) - 1
25 Ricardo Cardoso Costa (BMW 320i) - 1
26 João Faria (Citroën AX Sport) - 1
27 Rui Meireles (Citroën C2) - 1
28C Aires Cunha (Citroën AX Sport) - 1
29 José Carvalho Fiat Punto HGT) - 1
30 Jorge Lopes (Fiat Punto HGT) - 1
31 Márcio Pereira (Peugeot 309) - 1
32 Armando Pereira (Renault Twingo) - 1
33 Sérgio Vilaça (BMW 320i) - 1
34C António Freitas (Ford Escort RS) - 1
35C Marco António Pinto (Seat Leon SuperCopa) - 1
36C Tiago Reis (Fiat Punto) - 1
37C Luís Rocha (Toyota Corolla T-Sport) - 1
38 José Pedro Miranda (Mitshubishi Lancer VIII MR) - 2
39 Pedro Ramos (Opel 1904 SR) - 1
40C Luis Silva (Fiat Punto) - 1
41 José Mendes (Ford Escord Cosworth) - 2
42 Sérgio Paiva (Peugeot 106 Rally) - 1
43 Jacinto Torres (Toyota 2000 T) - 1
44C António Fernandes (Renault Clio) - 1
45 Adélio Machado (Ford Escort RS) - 1
46C Francisco Couceiro (Opel 1904 SR) - 1
47 Júlio Bastos (BMW M3) - 1
48C Nuno Guimarães (BRC) - 3
49C Hélder Pimenta (Ford Escort RS) - 1
50C Martine Pereira (Lola T70) - 3
51 Pedro Silva (Mitsubishi Carisma GT) - 2
52 Franco Pereira (Subaru Impreza) - 2
53C Manuel Neto (Ford Escort RS) - 1
54C Rui Amorim (Citroën AX Sport) - 1
55C Marco António Pinto (Renault Clio RS 2000) - 1
56C Avelino Reis (Fiat Punto HGT) - 1
57C Luís Campos (Toyota Corolla) - 1
58 Filipe Traila (Mitsubishi Lancer VIII) - 2
59 Ricardo Santos Costa (BMW 320is) - 1
60C André Pimemta (Ford Escort RS) - 1
61C António Areal (Ford Escort RS) - 1
62C Pedro Couceiro (Opel 1904 SR) - 1
63 Miguel Castro (Toyota Corolla T-Sport) - 1
64C José Silva (Renault Clio) - 1
65 João Ruivo (Fiat) - 1
66C Rui Alves (Ford Escort RS) - 1
67 Luis Bastos (BMW M3) - 1
68 António Barros (BRC) 3
69C Luis Martins (BRC) - 3
70 Paulo Torres (Ford Escort RS) - 1
71C Rodrigo Silva(Mini 1275 GT) - 1
72C Frederico Ferreira (Ford Escort RS) - 1
73 Pedro Meireles (Subaru Impreza) - 2
74C José Carlos Magalhães (Ford Escort RS) - 1
75C Martine Pereira (Renault Clio RS) - 1
76 Vitor Pascoal (Peugeot 207 S2000) - 1
77 Pedro Salvador (Austin Mini) - 1
78 Joaquim Santos (Ford Escort RS) - 1
79C Rui Azevedo (Ford Escort RS) - 1
80C Luis Barros (Ford Escort RS) - 1
81C Joaquim Jorge (Ford Escort RS) - 1

Penafiel é para Nuno Pina esquecer rapidamente

Nuno Pina poderia ter garantido, no Rali Sentir Penafiel, vários títulos no Campeonato Open de Ralis e Desafio Modelstand, mas um ligeiro erro, já no segundo dia de prova, adiou os festejos para Gondomar, onde o piloto famalicense promete aplicar-se.

Foi ostentando o número 1 na porta, que Nuno Pina se apresentou ao muito público presente em Lousada, na super-especial de abertura do rali, a quem ofereceu muito espectáculo. O piloto navegado por Guilherme Pereira entrou no segundo dia de prova cauteloso, mas averbando um bom tempo no primeiro troço. No troço seguinte, a situação alterou-se, "não estávamos a arriscar muito, mas uma saída de estrada veio complicar um pouco as coisas, pois ficámos com o braço de direcção empenado, temendo a partir daí, que se partisse a ponteira de direcção a qualquer momento. No final do último troço da manhã e na última curva, esta cedeu, levando-nos a embater na parte interior da curva e capotando de seguida, o que nos obrigou a desistir".

Apesar da tristeza causada por uma desistência tão atribulada, o famalicense fazia questão de frisar: "os ralis são assim e quem lá anda sabe disso. Valeu o companheirismo que existe no nosso campeonato, já que após o embate e já no troço de ligação, foram vários as equipas, salvo raras excepções, que nos deram força naquele momento difícil. Agradeço a todos eles, em especial a uma pessoa extraordinária, que demonstrou (mais uma vez) uma amizade enorme para connosco, o Sr. Zé Mário (pai do João Ruivo), um grande amigo sem dúvida".

Feito o balanço de Penafiel, Nuno Pina já só pensa no Rali de Gondomar, onde promete voltar ao melhor nível, com toda a força e motivação, tendo como objectivos a conquista do vice-campeonato no Open de Ralis, a vitória na Categoria 1 do mesmo, e ainda o triunfo no Desafio Modelstand. Concluindo diz: "agradeço aos nossos patrocinadores, Hotel Lar Condes de Barcelos, em especial à Dr.ª Lídia e seu filho Miguel, à Kumho, em especial ao Sr. Humberto Matos, Cup Car, Silvafer e Amob, um muito obrigado pelo apoio incondicional. À equipa da SFR Motorsport um abraço especial pela dedicação. Para terminar, e não menos importante, gostaria de agradecer ao André Pimenta toda a ajuda que nos tem dado e a todos que o rodeiam".

Excelente colheita para a Macominho Sport

A Macominho Sport esteve presente no passado fim-de-semana no Rali Sentir Penafiel, onde conquistou a vitória absoluta no rali, como também a segunda posição da prova reservada a campeonato Júnior.

Num rali marcado pela chuva e pela lama, Ricardo Costa e Nuno Almeida ao volante do Mitsubishi Evo VI venceram de forma categórica a penúltima jornada do campeonato open de ralis, ao registarem o melhor crono em todas as especiais de classificação que compunham a prova.

Os pilotos da Macominho Sport entraram com uma toada rápida logo na super especial de Lousada, e terminaram a 1ª secção do rali já com oito segundos de vantagem para o segundo classificado. Nas três classificativas que compunham a 2ª secção, Costa e Almeida mantém o ritmo e aumentam a distância para mais de um minuto. A partir daqui a dupla de Famalicão controlou os acontecimentos e terminou a prova com mais de minuto e meio sobre o segundo classificado. Um excelente rali para Ricardo Costa que para além da vitória na geral, venceu também a prova reservada a campeonato Regional de Ralis/Douro. Com este resultado o piloto da Macominho Sport mantém as suas aspirações face ao campeonato, que é terminar dentro dos lugares do pódio.

"Entrámos na prova ao ataque até para ver como é que os adversários respondiam, mas a meio da prova verificamos que já tínhamos uma boa vantagem, e então começamos a gerir o andamento e a poupar a mecânica. A prova estava muito dura em virtude do tempo, mas ainda assim deu para brindar o público com um bom espectáculo", referiu Ricardo Costa que acrescenta, "ainda não atirámos a toalha ao chão, e vamos na próxima prova procurar uma nova vitória, pois só assim conseguiremos cumprir os objectivos do campeonato".

A dupla Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins também realizaram uma boa colheita pontual para o campeonato Júnior de ralis, ao terminarem a prova na vigésima quarta posição da geral, segundos da classificação Júnior. Apesar do bom resultado, a formação de Famalicão sentiu problemas mecânicos no pequeno Suzuki, uma vez que a partir da segunda especial de classificação, a embraiagem do Ignis quase levou a dupla ao abandono.

Com os pisos bastante duros face à intempérie que dias antes marcou presença na região, Mariana e Martins apenas tinham como objectivo terminar a prova, uma vez que a experiencia da piloto neste tipo de piso era completamente nula, "foi melhor o resultado que a exibição, pois com os problemas que tivemos na embraiagem não dava para arriscar nem aspirar um melhor resultado. Ainda assim saio desta prova com o dever cumprido, que era o de pontuar e atacar o pódio do campeonato", confessou Mariana Neves de Carvalho, que após esta jornada subiu ao terceiro lugar da competição, "para além de todo o sacrifício que fizemos para conseguirmos chegar ao fim, este resultado deve-se também ao empenho de toda a equipa que ao longo da prova foi tentando solucionar o problema, a eles o nosso obrigado", acrescentou a piloto que remata, "pelo que vi na super especial, conduzir neste tipo de condições deve ser extremamente divertido, mas ao mesmo tempo perigoso pois nunca sabemos qual será a reacção do carro na abordagem a cada curva".

Objectivos cumpridos para João Ruivo

Objectivo cumprido é o que se pode dizer da prestação do Crédito Agrícola Rally Team, com a dupla João Ruivo e Alberto Silva, no Rali Sentir Penafiel, que assinalou a penúltima etapa do Campeonato Open 2009.

O quinto lugar final e o triunfo entre os carros de duas rodas motrizes, acabou ser o possível visto as forças em presença numa prova em que os pisos de terra são favoráveis aos carro de tracção total: "Não começamos esta prova da melhor maneira. Na Super-Especial de sexta-feira e no primeiro troço de sábado, perdemos algum tempo em virtude dos alinhamentos do carro para as provas anteriores não terem sido bons para este Rali em Penafiel. O terreno estava molhado e em parte com lama, restando-nos corrigir algumas coisas ao longo da prova. Na assistência ainda trocámos de electrónica e o carro ficou melhor, mas não ideal para as condições que encontrámos", explicou João Ruivo.

Com isto, houve que minimizar os problemas e lutar mesmo assim pelos objectivos traçados: "Estivemos sempre na luta pela nossa Categoria, mas com a desistência do Nuno Pina, as coisas ficaram um pouco mais facilitadas". Este facto veio ainda acalentar algumas esperanças para a última prova em termos de classificação final no campeonato: "Embora saibamos que ainda vai ser complicado chegar ao segundo lugar absoluto e vitória na Categoria 1, quando apenas falta uma prova. Temos o quarto classificado mais perto e agora há que defender o nosso lugar na última prova em Gondomar, espreitando sempre o segundo, sabendo que as contas não estão muito a nosso favor. Temos que trabalhar um pouco mais no carro para estar nas melhores condições para a derradeira jornada do ano, querendo andar um pouco melhor que agora", concluiu o piloto apoiado pelo Crédito Agrícola, Avetel, Rol da Casa e Integra Support.