22 junho 2010

Famalicenses com má sorte em Santo Tirso

No passado fim de semana, Santo Tirso acolheu mais uma etapa do Campeonato Regional de Ralis/Norte, marcado pela presença de vários concorrentes famalicenses. Contudo, a grande maioria não foi feliz, ficando pelo caminho, numa prova vencida por Renato Pita, em Mitsubishi Lancer VI.

A prova tirsense começou com uma arrojada super-especial nos principais arruamentos da cidade vizinha, sendo Gil Antunes o mais rápido. Um toque do piloto do Opel Astra não impediu ter sido o primeiro líder da prova, mas causou alguns danos nas afinações do carro, pelo que não foi possível dar continuidade à liderança nas classificativas de Sábado. Ainda assim, Antunes permanece no comando do campeonato, mas com a margem a diminuir após este rali.

Assim, Renato Pita entrou ao ataque e venceu cinco especiais, acabando o dia já em ritmo de gestão, somando uma importante vitória no Regional Norte, depois de dois segundos lugares. Tiago Almeida ocupou o 2º lugar, em mais um resultado excelente para o piloto do Mitsubishi Lancer III. De regresso aos ralis, Ricardo Oliveira segurou o 3º lugar face às investidas de Luís Mota, que encetou uma boa recuperação depois de um furo na fase inicial.

Nas hostes famalicenses, a dupla Ricardo Santos Costa/Manuel Macedo regressou às provas no seu BMW 320is e conquistou o 8º lugar. Com uma prova em crescendo e a ganhar ritmo competitivo à medida que as especiais iam sucedendo, o piloto de Famalicão impôs a espectacularidade, aliando a uma consistência de andamento muito boa face à concorrência que utilizava carros idênticos de tracção traseira. Entre eles, o famalicense Paulo Marques, navegador de Luís Bastos, que viu a prova terminar cedo devido a um despiste que deixou o BMW M3 fora de estrada e algo maltratado, mas sem consequências físicas para a dupla.

Em Santo Tirso houve lugar também a uma Prova Extra, aproveitada por João Ruivo e Alberto Silva para testar soluções a pensar no Rali de Vila Verde, que se disputa já no próximo fim de semana. Sendo constantemente os segundos mais velozes, mesmo sem correr riscos desnecessários, os famalicenses viram um problema na caixa de velocidades do Fiat Stilo Multijet causar o abandono no derradeiro troço. Também Jorge Lopes esteve presente na prova organizada pelo Demoporto, mas desta feita trocou o volante pelo caderno das notas. Ao lado de António Freitas no Ford Escort RS, a prova deste famalicense foi muito positiva até ao abandono, causado igualmente pela caixa de velocidades, numa altura em que seguia no pódio, logo atrás dos conterrâneos. O vencedor foi Armando Oliveira, em Citroën C2 R2 Max.

Classificação Final CRRN
1º Renato Pita/Marco Macedo (Mitsubishi Lancer VI) -- 25m05,4s
2º Tiago Almeida/Ricardo Matos (Mitsubishi Lancer III), a 23,7s
3º Ricardo Oliveira/Pedro Alves (Mitsubishi Lancer VI), a 38,9s
4º Luís Mota/Alexandre Ramos (Mitsubishi Lancer IV), a 44,5s
5º Gil Antunes/Daniel Amaral (Opel Astra GSI), a 1m08,8s
6º Júlio Bastos/Aníbal Pereira (BMW M3), a 1m32,4s
7º Paulo Silva/Sofia Mouta (BMW 325i), a 1m42,9s
Ricardo S. Costa/Manuel Macedo (BMW 320is), a 1m49,5s
9º Gil Costa/Mário Costa (Citroën AX GTI), a 1m58,0s
10º Sérgio Paiva/Frederico Carvalho (Peugeot 106 XSI), a 1m58,7s

Fotos: Bruno Fernandes (Ralis.Online)

11 junho 2010

Furos e indisposição condicionam prestação de Mariana

Arganil foi o palco da primeira prova com pisos de terra, do Campeonato Open de Ralis, equivalendo desta forma à sexta prova da temporada. Num rali em tudo idêntico ao da temporada passada, onde a dureza dos troços marca a região e com as temperaturas a passarem a marca dos 30 graus dentro das viaturas, os furos foram os principais adversários da dupla da Macominho Sport, Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins, que uma vez mais marcaram presença aos comandos do Peugeot 206 GTI.

Embora a disputar o Rali de Arganil pela segunda vez, tudo para a dupla de Famalicão era novo, dado que apenas rodaram cerca de 15kms com o carro antes da prova neste tipo de piso. Com um arranque algo cauteloso e tendo como objectivo principal o de terminar a prova, a piloto ia subindo o ritmo cada km que passava chegando mesmo a rodar após a segunda especial de classificação dentro dos cinco primeiros da prova reservada ao Campeonato de Portugal Júnior de Ralis.

No início do terceiro troço, o mais longo e duro, um furo, viria a tirar todas as hipóteses de Mariana e Filipe almejarem a um resultado de acordo com as suas reais possibilidades. Assim, perderam mais de oito minutos para os directos adversários na competição. "Tudo vinha a correr conforme o planeado, estávamos progredindo aos poucos. Em terra e em ritmo de prova nunca tinha guiado o Peugeot e até estava a ter uma boa adaptação. Com o furo, e na mudança da roda, o Filipe terá forçado um pouco mais, contraindo uma lesão muscular, com fortes dores, o que obrigou então a baixar um pouco o nosso andamento", referiu Mariana Neves de Carvalho.

Após a passagem pela assistência, havia que repetir as classificativas da primeira secção, estando a equipa empenhada em recuperar o tempo perdido no último troço da manhã. Com as duas primeiras classificativas a correrem dentro do previsto e com a equipa de Famalicão a recuperar posições, eis que na última PEC do rali o inferno regressa, e praticamente no mesmo sítio o carro da marca do leão, não sofre um, mas sim dois furos seguidos, que faz com que Mariana e Filipe percam ainda mais tempo.
Só com um pneu a suplente, a opção foi colocar o novo pneu na parte da frente do carro e rolar com o vazio na traseira, e eis que quando tudo está praticamente resolvido e os pilotos se preparam para arrancar, e porque um azar nunca vem só, Filipe Martins sofre uma quebra de tensão, sentindo-se indisposto, perdendo momentaneamente os sentidos.

Aqui valeu a persistência de Mariana que "consegui fazer mais alguns kms até onde se encontrava um médico de prova, prestando desde logo a assistência devida". Foram aí aconselhados a abandonar a prova, sendo agora a vez de Filipe com a sua teimosia e persistência, que apostou em chegar ai fim do troço, já em condições muito débeis. Já no Parque de Assistência, foi novamente assistido pelos Paramédicos dos Bombeiros de Arganil, dando-lhe a força final para efectuar o último controlo. Valeu o esforço e o espírito combativo de ambos os pilotos, para que a dupla pudesse continuar e apesar de todas as contrariedades, concluírem o objectivo a que se propuseram. "Estamos tristes com o resultado final, pois tínhamos capacidades de fazer um bom resultado no Júnior. Apesar de tudo o que nos aconteceu, aproveitamos esta prova para conhecer melhor o carro neste tipo de piso e esperamos ter mais sorte nos ralis futuros", concluiu a piloto de Famalicão.

De referir, a má escolha de pneus por parte da Organização do Troféu Peugeot, que de facto penalizou e muito, a equipa essencialmente na pontuação Júnior, que é aquela em que a equipa se centra no Open. Os pneus utilizados em todos os carros do Desafio, embora sendo da Pirelli, tinham mistura muito mole e desadequada a pisos tão duros,.

O Campeonato Open de Ralis entra agora num período de férias, regressando no próximo mês de Setembro com a realização do Rali Cidade de Gondomar.

08 junho 2010

Arganil discutido ao segundo

Grande emoção ao longo de todo o Rali de Arganil, discutido entre Manuel Coutinho e Fernando Peres, que chegaram ao final separados por 1,5 segundos favoráveis ao piloto do Mitsubishi. Famalicenses tiveram prestação discreta, naquela que foi a primeira prova de terra nesta temporada do Open de Ralis.

Depois de ter passado pela liderança, o piloto da Peres Competições, penalizou um minuto, caindo para o quarto posto da classificação geral passando a distar 34.7s do líder. Em apenas duas especiais, Fernando Peres só não conseguiu recuperar 1.5s para Manuel Coutinho (Mitsubishi Lancer Evo VI), que desta forma venceu o Rallye de Arganil.

Peres andou muito, e nos últimos quilómetros a margem esbateu-se ao ponto de nem vencedor ou vencido saberem muito bem como tudo ia terminar, para gáudio do público que assistia na estrada e pôde vibrar com este desfecho de rali.

Daniel Nunes (Mitsubishi Lancer VI) foi terceiro, ele que é considerado uma das grandes revelações do Open de Ralis, sendo inclusivé o primeiro líder em Arganil, depois de vencer a primeira PEC. Paulo Correia, em carro idêntico, terminou logo a seguir, na frente do vencedor das 2 Rodas Motrizes, Gil Antunes. A jogar em casa, Raul Aguiar teve vários problemas que o impediram de chegar mais à frente, pelo que no final foi o 6º colocado.

Com a chegada dos pisos de terra, maiores dificuldades para os homens do Desafio Modelstand, com Daniel Ribeiro/Hugo Magalhães (Peugeot 206 GTI) a vencerem, mesmo assim suplantando pilotos equipados com carros superiores, nomeadamente, Diogo Salvi Mitsubishi Lancer VI) e Luís Mota (Mitsubishi Lancer Evo IV), que cedo se viu afastado da luta pelos primeiros lugares, em virtude de problemas mecânicos. Já fora do top 10, ficaram classificados António Rodrigues e o famalicense Jorge Carvalho Jr, que bem podiam ter chegado mais à frente, não fosse o muito tempo perdido atrás de um concorrente que seguia furado. Assim, ao 2º lugar do troféu que utiliza os Peugeot 206 GTI, juntaram o 12º lugar final, na frente de outro famalicense Alberto Silva. O co-piloto fez equipa com Marco Lazarino, num Fiat Punto HGT, com um ritmo gradual ao longo da prova, sendo o forcing final que permitiu chegar às portas dos dez mais rápidos.

Já longe e com vários problemas ao longo da prova, Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins não tiveram uma prova fácil, mas lá somaram mais alguns pontos quer para o Desafio Modelstand, quer para o principal objectivo que é o Campeonato Júnior. As duas passagens pela especial de Alqueve foram madrastas para a equipa da Macominho Sport, impedindo um melhor resultado do que a 32ª posição. Uma prova de readaptação da jovem piloto aos pisos de terra, a primeira com o Peugeot 206 GTI, onde deixou já boas indicações para os ralis que se avizinham.

Menos sorte teve Jorge Carvalho, co-piloto de Diogo Gago no Seat Marbella, que foi obrigado a abandonar logo na PEC inaugural, em virtude de uma avaria no pequeno bólide do Troféu Fastbravo. Já na derradeira especial, Augusto Pinheiro, navegador famalicense que substituiu Paulo Marques na bacquet do lado direito do Citroën C2 de Luís Bastos, foi forçado a desistir depois de uma saída de estrada, numa altura em que seguia na 14ª posição.

Entre os troféus, no Desafio Modelstand, o pódio foi preenchido por Daniel Ribeiro, António Rodrigues e Pedro Ortigão, enquanto no Troféu Fastbravo, a vitória sorriu a Fábio Ribeiro, secundado por Rui Garcia e Sérgio Vaz.

Classificação Final
1º Manuel Coutinho/Manuel Babo (Mitsubishi Lancer VI) - 48m48,1s
2º Fernando Peres/Ricardo Caldeira (Ford Escort Cosworth), a 1,5s
3º Daniel Nunes/Carlos Ramiro (Mitsubishi Lancer VI), a 28,1s
4º Paulo Correia/Ricardo Correia (Mitsubishi Lancer VI), a 1m43,9s
5º Gil Antunes/Daniel Amaral (Opel Astra GSI), a 2m31,5s
6º Raul Aguiar/Pedro Pereira (Mitsubishi Lancer IV), a 2m39,0s
7º Nuno Cardoso/Mário Paiva (Mitsubishi Carisma GT), a 3m26,4s
8º Ricardo Soares/Joaquim Alvarinhas (Mitsubishi Lancer VI), a 3m33,2s
9º Daniel Ribeiro/Hugo Magalhães (Peugeot 206 GTI), a 3m35,8s
10º Diogo Salvi/Filipe Carvalho (Mitsubishi Lancer VI), a 4m05,4s
(...)
12º António Rodrigues/Jorge Carvalho (Peugeot 206 GTI), a 8m03,4s
13º Marco Lazarino/Alberto Silva (Fiat Punto HGT), a 9m15,9s
(...)
32º Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins (Peugeot 206 GTI), a 39m00,8s
NC - Diogo Gago/Jorge Carvalho (Seat Marbella) -- Avaria na PEC 1
NC - Luís Bastos/Augusto Pinheiro (Citroën C2) -- Despiste na PEC 6

O Open de Ralis regressa agora em Setembro, com a disputa do Rali Cidade de Gondomar.

Fotos: Ralis.Online

04 junho 2010

Open vai à terra pela primeira vez

O Rali de Arganil marca simultaneamente a primeira prova da segunda metade da temporada do Open de Ralis e a primeira disputada em pisos de terra. Com os carros 4x4 cada vez mais a dominarem este campeonato, agora isso sairá ainda mais evidenciado, portanto apontar favoritos não é tarefa simples. Famalicenses são em menor número, mas prometem bons resultados.

A aposta do Clube Automóvel do Centro é praticamente a mesma ao nível do traçado, utilizando as míticas estradas da Serra do Açor, onde outrora o Rali de Portugal se celebrizou. Com três classificativas com dupla passagem em cada uma delasl, perfazendo mais de 62 quilometros contra o cronometro.

Fernando Peres, desta feita com o navegador com que se sagrou tri-campeão nacional, Ricardo Caldeira, é um dos nomes mais apontados à vitória. O piloto do Ford Escort RS Cosworth já venceu esta época, mas não esteve em todas as provas, pelo que se quer lutar pelo título, terá que continuar a somar triunfos. Manuel Coutinho começa a estar na linha da frente para chegar ao final no 1º lugar, apesar das 3 vitórias terem sido intercaladas por dois abandonos. Na terra, Luís Mota sente-se bem mais à vontade, mas o facto de abrir a estrada pode jogar contra si, no entanto está no lote dos candidatos, onde também se podem incluir Daniel Nunes, Raul Aguiar ou Pedro Leone.

No que toca ao Desafio Modelstand e quase por consequência à luta pelas 2 Rodas Motrizes, um dos factos mais relevantes é a ausência de Nuno Pina/Sérgio Rocha. Os famalicense deram por terminada a época, após uma série de maus resultados obtidos nos primeiros ralis, pelo que resta saber se a paragem é temporária ou se direccionam o projecto para outra direcção. Assim, Daniel Ribeiro, António Rodrigues - com Jorge Carvalho como navegador -, Francisco Brites ou Pedro Ortigão discutirão entre si o duelo dos Peugeot 206 GTI. Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins têm aqui mais uma hipótese de somar pontos para o troféu, assim como para o Júnior onde a jovem famalicense tem pretensões.

A lista de pilotos oriundos de Famalicão que estarão a representar as nossas cores em Arganil é a seguinte:

15 - António Rodrigues/Jorge Carvalho (Peugeot 206 GTI)
19 - Luís Bastos/Paulo Marques (Citroën C2)
25 - Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins (Peugeot 206 GTI)
40 - Marco Lazarino/Alberto Silva (Fiat Punto HGT)
45 - Diogo Gago/Jorge Carvalho (Seat Marbella)

Prova raínha do TT nacional começa amanhã

Com um figurino totalmente renovado e sob a organização do Automóvel Clube de Portugal, a já mítica Baja 1000 transformou-se no Estoril-Portimão-Marraquexe. Com uma semana de duração entre Portugal e Marrocos, a ausência de nomes de vulto do panorama internacional não tira o bonito colorido que esta prova certamente trará. Miguel Veloso é o único famalicense presente.

Pela frente, os concorrentes terão 3872,65 Km de percurso com 8 etapas e 10 sectores selectivos, que totalizarão 1794,46 Km, num duro e exigente desafio a máquinas e pilotos, em situações tão diferentes como as classificativas corridas em solo nacional ou as especiais disputadas nas pistas de terra marroquinas. Na verdade, os participantes começarão a encontrar as primeiras dificuldades ao longo de três dias pelas estradas do Alentejo e do Algarve, que já demonstraram a sua elevada competitividade, para terem depois pela frente cinco etapas de contrastes, onde se conjugam vários cenários que incluem as melhores pistas de Marrocos, com passagem em areia, planaltos, montanhas e rios secos.

Em termos de campeonatos, o Rally TT Vodafone Estoril-Portimão- Marrakech é válido para a Taça do Mundo FIA de Ralis TT, Campeonato de Portugal de TT e Desafio ELF-Mazda. Em termos das competições nacionais, será estabelecida uma classificação no final do quinto sector selectivo, que determinará as pontuações para ambas as classificações. Ao todo, são 75 inscrições nas duas categorias - autos e motos - o que representa um excelente indicador da aceitação que esta competição recebeu por parte dos pilotos e equipas. Este total reparte-se por três sectores: evento internacional, com 48 concorrentes inscritos, evento nacional, com 10 equipas e motos, com 17 pilotos.

Os favoritos são os pilotos nacionais, que lutam pelas vitórias no Nacional, nomeadamente Filipe Campos (BMW X3) e Miguel Barbosa (Mitsubishi Racing Lancer), sendo mais complicado devido às características da prova existirem surpresas como nas duas últimas provas. Leonid Novitsky, também em BMW, é o nome internacional mais sonante, sendo preciso considerar os outsiders Ricardo Leal dos Santos, Rui Sousa ou Hélder Oliveira.

Miguel Veloso é o único famalicense em prova, contando desta feita com Filipe Veloso ao seu lado, perante a indisponibilidade de Filipe Martins. Apostado em manter-se na luta pelo campeonato no que toca ao Agrupamento T8, que é considerado como evento nacional neste rali, a dupla famalicense conta com alguns adversários, com a regularidade e consistência a ser um dos trunfos do Americano Racing Team, que ostentará o número 302 nas portas da Nissan Navara.

01 junho 2010

Famalicenses com presença apática no Rali de Portugal

Foram 4 dias de muita emoção, grandes lutas, com a mistura dos melhores pilotos lusos com os especialistas mundiais nas mais diversas categorias. O Rali de Portugal viu um novo vencedor em provas do Mundial de Ralis, o francês Sebastien Ogier, que suplantou ao compatriota e homónimo Loeb. Quanto às cores lusas, Armindo Araújo foi o mais veloz, perante uma presença famalicense bastante cinzenta.

Sintetizando o que se passou na frente, não se pode dizer que a vitória de Ogier tenha sido uma grande surpresa. O jovem francês cedo impôs um ritmo forte e mesmo abrindo a estrada na 2ª etapa, conseguiu segurar atrás de si Sebastien Loeb. Sem ordens da equipa Citroën, Loeb não forçou muito o andamento na derradeira etapa e mesmo somando vitórias nas classificativas, "permitiu" a vitória de Sebastien Ogier, a sua primeira no Campeonato do Mundo de Ralis.

Nova exibição pálida da Ford, com Jari Matti Latvala a coleccionar mais um despiste nas estradas algarvias, enquanto Mikko Hirvonen esteve incapaz de se chegar mais à frente e discutir o triunfo. O finlandês e vice-campeão do Mundo ainda se aproximou de Dani Sordo, só que não conseguiu suplantar o piloto espanhol e só mesmo um toque de Petter Solberg na Super Especial final fez Hirvonen chegar ao 4º lugar, atrás de Sordo.

Na categoria SWRC, o triunfo foi para Jari Ketomaa, em Ford Fiesta S2000, enquanto no JWRC, o holandês Kevin Abbring foi o mais rápido, ao volante de um Renault Clio R3.

Entre os concorrentes lusos, Armindo Araújo fez um rali a seu belo prazer, sem qualquer preocupação a nível de resultados. O campeão do Mundo do PWRC deu espectáculo e forçou apenas o andamento até ver o adversário pela vitória no Grupo N fora de estrada. Araújo repete assim o feito do ano transacto, em que também foi o melhor português em prova, terminando a prova raínha dos ralis nacionais na 14ª posição.

Pouco interessante foi entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis, pois eram poucos e porque Bernardo Sousa preferiu centrar as suas atenções nesta competição, em vez de apostar no SWRC, onde foi 4º, mesmo sem atacar muito. O piloto do Ford Fiesta S2000 não teve o desejo de pressionar Armindo Araújo pela posição de melhor português e viu os concorrentes ao campeonato sempre bem lá atrás. Bernardo Sousa soma assim a pontuação máxima e dá um pulo rumo à conquista do ceptro final.

Autor de uma excelente prova e gerindo o andamento como melhor lhe convinha, Pedro Peres foi o 2º mais rápido, conseguíndo por fim demonstrar no principal campeonato as prestações que trazia do Open de Ralis. O piloto do Mitsubishi Lancer IX sobreviveu aos problemas que uma prova desta envergadura normalmente traz e garantiu ainda o 2º lugar entre os concorrentes do Agrupamento de Produção. A encerrar o pódio do Nacional, ficou Vítor Sá (Peugeot 207 S2000), numa das melhores prestações do piloto madeirense fora da ilha.

Abaixo uns furos esteve Vítor Pascoal, que não foi além do 4º lugar no CPR e ainda do 7º no SWRC, competição para a qual recebeu um wildcard. No início segurou a posição atrás de Bernardo Sousa, ainda que a uma distância considerável, mas depois o Peugeot 207 S2000 deu alguns problemas a nível de motor, levando Pascoal a cair na tabela. Pedro Meireles foi o 5º do CPR, e apesar do abandono na 1ª etapa, a incursão no Super Rally permitiu ao vimaranense somar mais alguns pontos numa época que começa a correr de feição.

Entre os concorrentes de Famalicão que chegaram ao final, a particularidade de todos eles serem navegadores, a melhor prestação foi de Jorge Carvalho Jr. Ao lado de Carlos Oliveira, terminou na 37ª posição, num rali em que estreavam o Renault Clio R3 nos pisos de terra, onde mostraram rápida adaptação e chegaram ao final de todas as etapas, apesar de não pontuarem para o Campeonato de Portgual de Ralis. Os maiores problemas foram o pó sentido por partirem com um número alto e os pisos demolidores, pois a nível mecânico nada há a salientar.

Uns lugares abaixo terminou Duarte Costa, co-piloto de Filipe Traila, no 39º lugar. Depois do teste no Rali de Famalicão, a prova desta dupla minhota correu como o esperado, sem precalços no Mitsubishi Lancer VIII e concluindo todas as etapas, ainda que a alguma distância para os adversários lusos no Agrupamento de Produção. Mesmo não estando inscritos no CPR, Traila e Costa terminaram no Top-10 entre os concorrentes portugueses.

Fazendo mais uma prova ao volante do Mitsubishi Lancer IX, João Fernando Ramos contou com a experiência do famalicense Jorge Carvalho para levar avante as odisseias algarvias. Ainda sem grande rodagem na viatura, a dupla moderou muito o andamento e não correu riscos demasiados, o que se traduziu no 44º lugar da tabela geral.

Menos feliz tive José Pedro Miranda, famalicense que tripulou um Mitsubishi Lancer VIII, mas que abandonou definitivamente ainda no decorrer da etapa inaugural, fruto de problemas mecânicos, que o atormentaram nos poucos troços que fez, como os tempos podem comprovar. Ainda com mais azar, José Janela terminou mais um Rally de Portugal na sua carreira na cama do hospital. Ao lado do jovem madeirense e campeão Júnior local, João Silva, viu um aparatoso acidente numa ligação, já na última etapa, levar ao abandono. A dupla do Renault Clio R3, na estreia do piloto neste tipo de pisos, apresentou um bom e consistente andamento, onde não será alheia a ajuda e experiência do famalicense.

Uma nota final para o muito público presente, com destaque para o grande número de espanhóis e para as condições climatéricas excelente que deram outro brilho a mais uma edição do Rally de Portugal.

Classificação Final
1º Sebastien Ogier/Julien Ingrassia (Citroën C4 WRC) -- 3h51m16,1s
2º Sebastien Loeb/Daniel Elena (Citroën C4 WRC), a 7,9s
3º Dani Sordo/Marc Martí (Citroën C4 WRC), a 1m17,6s
4º Mikko Hirvonen/Jarmo Lehtinen (Ford Focus WRC), a 1m32,0s
5º Petter Solberg/Phil Mills (Citroën C4 WRC), a 1m35,7s
(...)
11º Jari Ketomaa/Mika Stenberg (Ford Fiesta S2000), a 16m20,0s (1º SWRC)
(...)
14º Armindo Araújo/Miguel Ramalho (Mitsubishi Lancer X), a 22m40,7s (1º Português)
15º Bernardo Sousa/Nuno R. Silva (Ford Fiesta S2000), a 25m41,3s (1º CPR)
(...)
18º Pedo Peres/Tiago Ferreira (Mitsubishi Lancer IX), a 34m02,3s (2º CPR)
(...)
21º Kevin Abbring/Erwin Mombaerts (Renault Clio R3), a 36m18,3s (1º JWRC)
22º Vítor Sá/José Pedro Silva (Peugeot 207 S2000), a 36m20,3s (3º CPR)
(...)
24º Vítor Pascoal/Mário Castro (Peugeot 207 S2000), a 37m39,3s (4º CPR)
(...)
34º Pedro Meireles/Jorge Henriques (Subaru Impreza), a 51m20,6 (5º CPR)
(...)
36º Ricardo Moura/António Costa (Mitsubishi Lancer IX), a 57m41,6s (6º CPR)
37º Carlos Oliveira/Jorge Carvalho (Renault Clio R3), a 57m46,4s
38º Armindo Neves/Filipe Serra (Mitsubishi Lancer VII), a 58m13,0s (7º CPR)
39º João Traila/Duarte Costa (Mitsubishi Lancer VIII), a 1h00m10,9s
(...)
44º João Fernando Ramos/Jorge Carvalho (Mitsubishi Lancer IX), a 1h15m14,9s (8º CPR)
NC - José Pedro Miranda/Filipe Paiva (Mitsubishi Lancer VIII) -- Problemas mecânicos na PEC 5
NC - João Silva/José Janela (Renault Clio R3) -- Acidente na ligação para PEC 17

Fotos: Ralis.Online

18 maio 2010

Mariana satisfeita e com objectivos alcançados

A dupla Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins em representação da Macominho Sport, terminou o Rali V. N. de Cerveira na quarta posição da prova reservada ao Campeonato de Portugal Júnior de Ralis somando ainda a vigésima quinta posição da geral. "Cumpri os objectivos, não cometi erros... estou satisfeita, pois era uma prova exigente", revelou a jovem famalicense.

Sempre com um andamento cauteloso, e apenas a pensar em amealhar pontos para a competição Júnior, a piloto de Famalicão cumpriu na perfeição o objectivo que a levou a Cerveira que era o de terminar dentro do Top Five. "O objectivo nesta prova era não cometer erros, e alcançar o maior numero de pontos para o campeonato, e conseguimos por isso estamos satisfeitos", desabafou Mariana Neves de Carvalho que acrescenta, "esta é uma prova extremamente exigente, quer em termos físicos como psicológicos, pois encontramos verdadeiras classificativas de ralis em que toda a concentração é necessária para que tudo saia na perfeição", coisa que em alguns instantes não foi conseguido devido a um problema com a embraiagem do Peugeot 206 GTI.

Após de cumprida a primeira metade do campeonato, Mariana Neves de Carvalho está na 7ª posição da competição Júnior. Em termos organizativos a jornada do Alto Minho, a cargo do Targa Clube deixou muito a desejar, preocupando-se apenas na quantidade e não na qualidade e bem estar das equipas.

A partir de agora a estrutura da Macominho Sport começa a preparar a fase de terra do campeonato, que tem inicio dentro de três semanas numa das capitais dos ralis em Portugal que é Arganil.

Pouca emoção na visita da Velocidade ao Algarve

O Circuito Algarve 1 marcou um ponto de alerta para a velocidade nacional. Com listas de inscritos bastante curtas, a emoção nas provas foi praticamente nula e é altura de soar o alarme. O conceito Racing Weekend pode ser engraçado e uma boa fórmula, mas não significa que seja o caminho que a nossa realidade necessite. César Machado e Luís Barros não foram felizes na jornada do Autódromo Internacional do Algarve.

O resumo do Campeonato de Portugal de Circuitos é muito breve e fácil de se fazer. O vencedor foi o mesmo nas duas corridas, José Monroy e o Mitsubishi Lancer IX, que não fez outra coisa a não ser passear no traçado algarvio. E se na primeira corrida, Nuno Batista e António João Silva lutaram pelo 2º lugar, já na segunda manga, os "adversários" de Monroy tratar de se envolver numa carambola na primeira curva e abandonaram todos. Sobrou Miguel Fontes, que viu o motor do Renault Clio ceder e portanto José Monroy foi o único a ver a bandeira de chegada.

César Machado esteve em nível elevado na 1ª corrida, obtendo o 4º lugar, vencendo a Categoria 3, contudo viu-se envolvido no acidente da corrida seguinte, com o seu Renault Clio a ficar bastante mal tratado. Contudo, o jovem famalicense ainda foi ao hospital do circuito, mas nada de grave se viria a confirmar, sendo apenas uma medida de precaução.

Classificação 1ª Corrida
1º José Monroy (Mitsubishi Lancer Evo IX)
2º Nuno Batista (SEAT Leon Supercopa)
3º António João Silva (SEAT Leon SCLR)
César Machado (Renault Clio RS 2000)
5º Miguel Fontes (Renault Clio RS 2000)

Classificação 2ª Corrida
1º José Monroy (Mitsubishi Lancer Evo IX)
2º Miguel Fontes (Renault Clio RS 2000)

No Campeonato de Portugal de Clássicos/Circuitos, o domínio foi dos homens dos Porsche, tal como haviam evidenciado nos treinos. Ribeirinho Soares foi quem brilhou no primeiro embate. O piloto do Porsche 930 não teve grandes dificuldades em levar de vencida, relegando Joaquim Jorge e José João Baptista para as demais posições do pódio. Já no segundo embate Ribeirinho Soares não esteve ao mesmo nível. O vencedor da primeira corrida teve de se contentar com o intermédio do pódio na tirada da tarde depois de ser batido por Carlos Filipe Santos (Porsche 911 RSR), isto enquanto Joaquim Jorge (Ford Escort RS) ficou na terceira posição. O piloto de Famalicão, Luís Barros, não conseguiu repetir as vitórias já conquistadas, contudo bem se pode dizer que não foi por falta de vontade. Se na 1ª manga, não foi além do 7º posto, já na 2ª as coisas seriam piores, pois numa luta travada com Joaquim Jorge, o piloto do Ford Escort RS que corre com as cores da AMOB foi colocado fora de pista. Desta forma, Barros caiu para o 3º lugar do campeonato, mas permanece em boas condições para chegar ao título.

Nas restantes competições presentes no espectacular circuito de Portimão, o Campeonato de Portugal de GT/SP teve na dupla César Campaniço/João Figueiredo (Audi R8 LMS) os vencedores das duas corridas. Nos restantes lugares do pódio, ficaram José P. Fontes/Diogo Castro Santos (Aston Martin) e Patrick Cunha/José C. Ramos (Lamborghini Gallardo GT3), apesar de boa réplica dada. Na 2ª corrida, atrás da dupla do Audi, desta feita os lugares foram ocupados por António Nogueira/António Nogueira (Porsche 911 GT2) e Miguel Ferreira/Francisco Carvalho (Porsche 911 GT3).

Falta apenas referir as duas corridas dos Clássicos 1300, que conheceram dois vencedores. Na primeira corrida, João Ramos (Toyota Starlet) partiu da pole e soube tirar partido dessa posição. Começou a ganhar vantagem, mas uma penalização de 25 segundos por exceder a velocidade nas boxes retirou-lhe o triunfo, relegando-o para o 3º posto. Alexendre Beirão com o Alfa Romeo foi o vencedor na frente de Vitor Araújo num Datsun 1200. Na segunda corrida, João Ramos pôde repetir o domínio, e desta vez com a correspondente vitória. Rui Azevedo (Ford Escort) foi 2º e Vitor Araújo repetiu o 3º posto, mas desta vez sem promoções ao lugar acima.

Resta esperar melhores ventos para os lados da velocidade, talvez com a novidade do Troféu Ford Transit haja maior emoção, porque com os campeonato nacionais a tarefa não está fácil. Uma nota ainda para o facto de não exisitirem classificações disponíveis...

Fotos: Pedro Contente (Sportmotores)

Coutinho soma e segue! Abandonos marcaram prestações dos famalicenses

Com um dia de calor a brindar os adeptos nas míticas estradas da Serra de Arga e quase uma centena de participantes, o Rali Vila Nova de Cerveira teve em Manuel Coutinho um inequívoco vencedor. A prova do Targa Clube teve muitas peripécias e desistência, com os famalicenses a contribuirem em bom número para elas. Entre os que terminaram, destaque para Pedro Pereira que venceu o Troféu Fiat(e) em Nós.

Logo na Super Especial de abertura, a prova teve as suas primeiras incidências, com vários despistes, o último dos quais - de Paulo Azevedo - impediu que os restantes concorrentes, por sinal os teoricamente mais rápidos, tomassem parte da primeira especial. Quem ficou também de fora e igualmente por despiste foi o navegador famalicense Paulo Marques, com Luís Bastos, a terminarem com o BMW quase de rodas para o ar. Antes já se registara uma baixa na comitiva de pilotos famalicenses, devido à ausência de Alberto Silva, que estava inscritos como navegador de Marco Lazarino.

Assim, tudo se começou a decidir nas primeiras passagens de Domingo e Manuel Coutinho entrou ao ataque, perante uma tímida resposta de Fernando Peres. A tarefa de Coutinho ficou bem mais facilitado com o abandono do ex-campeão nacional, com problemas mecânicos no Ford Escort RS Cosworth, numa altura em que eram apenas dois os segundos que os separavam. A partir deste momento, o primeiro lugar estava entregue e com um Mitsubishi Lancer VI bastante colaborante, Manuel Coutinho elevou para três o número de vitórias nesta temporada.

Cada vez mais surpreendentes tem sido as prestações de Daniel Nunes. O jovem piloto aliou a rapidez com espectáculo e pode ser uma agradável surpresa até final do ano, pois o Mitsubishi Lancer VI que tripula pode catapulta-lo para outros voos. para já ficou com a vitória no que toca aos concorrentes Júnior. A encerrar o pódio, Luís Mota venceu dessa forma o Regional Norte e obteve mais um excelente resultado para as contas do Open de Ralis, onde já se sabe que a regularidade é um dos trunfos.

Também autor de uma boa prova, subindo de forma e ritmo consoante a época vai evoluíndo, Renato Pita foi o 4º classificado, deixando Ivo Nogueira um pouco mais atrás, ele que venceu as 2 Rodas Motrizes, naquele que foi um bom teste para o jovem piloto que milita no Campeonato de Portugal de Ralis.

As prestações famalicenses não foram positivas. No 25º lugar surgem os melhores representantes, neste caso a dupla da Macominho Sport, Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins. Sem preocupações ao nível do Desafio Modelstand, pois esta prova não era pontuável, as atenções da jovem piloto eram somente no que toca ao Júnior, onde foi a 4ª mais rápida. Mariana Neves de Carvalho não cometeu erros e teve no Peugeot 206 GTI um fiel aliado na conquista destes preciosos pontos para os objectivos finais.

Mais atrás terminou Guilherme Pereira, navegador do estreante Nuno Pombo, conseguíndo o 37º lugar final. Esta posição não espelha a prestação da dupla do Fiat Punto, pois uma saída de estrada comprometeu alguns lugares na tabela classificativa, depois de terem rodado em lugares mais acima. Ainda assim, uma bela estreia do piloto que contou com a preciosa ajuda do navegador famalicense neste rali, deixando boas perspectivas se a experiência se repetir.

Um dos famalicenses em bom nível, cumprindo os objectivos a que se comprometeu, Pedro Pereira levou de vencida a competição reservada aos Fiat Uno 45 R, o Troféu Fiat(e) em Nós. O piloto de Famalicão, navegado por Carlos Pinto, venceu todas as classificativas da competição que utiliza os pequenos carros italianos, deixando o seu mais directo perseguidor, Luís Delgado, a 43 segundos. Apesar da vitória, Pedro Pereira ficou arredado da conquista do troféu, pois Delgado sagrou-se em V. N. Cerveira o virtual vencedor.

No Troféu Fastbravo e logo atrás do vencedor Fábio Ribeiro, também um famalicense se apresentou em bom nível. Jorge Carvalho, co-piloto de Diogo Gago, somou um brilhante 2º lugar na competição dos Seat Marbella, chegando inclusivé a passar pelo comando, na fase intermédia da prova. A experiência do famalicense foi uma vez mais útil neste que é o primeiro ano de Gago nos ralis, conseguíndo desta feita efectivar o andamento demonstrado.

Quantos aos restantes, todos somaram abandonos. Ainda na fase matinal da prova, Nuno Pina/Sérgio Rocha abandonaram com problemas na caixa de velocidades do Peugeot 206 que utilizaram, uma unidade diferente da utilizada no Desafio. Também Jorge Carvalho Jr, navegador de António Rodrigues, deu por terminada a prova com o Peugeot 206 GTI fora da estrada na PEC 4, já depois de Duarte Costa, co-piloto de Luís Cambão, ter tido igual desfecho no Citroën Saxo Kit Car.

O pano do Rali V. N. Cerveira não cai sem se falar do caso do rali. Um Subaru Impreza N12 participou aos comandos da dupla Fernando Costa/Amadeu Pereira, sendo um carro de tracção total e ainda com homologação, pelo que se considera ter sido uma presença completamente ilegal. A prestação saldou-se com uma desistência já depois de completadas todas as especiais, situação particularmente conveniente, digamos. Dá a idéia que vale tudo e que estão todos de olhos fechados... e o Open está a padecer por isto.

Classificação Final
1º Manuel Coutinho/Manuel Babo (Mitsubishi Lancer VI) - 39m50,3s
2º Daniel Nunes/Carlos Ramiro (Mitsubishi Lancer VI), a 21,4s
3º Luís Mota/Alexandre Ramos (Mitsubishi Lancer IV), a 49,2s
4º Renato Pita/Marco Macedo (Mitsubishi Lancer VI), a 1m03,9s
5º Ivo Nogueira/Vítor Hugo (Citroën C2 R2 Max), a 1m16,4s
6º Tiago Almeida/Ricardo Matos (Mitsubishi Lancer III), a 2m08,3s
7º Ricardo Marques/Armando Veiga (Citroën C2 R2), a 2m13,5s
8º Paulo Silva/Sofia Mouta (BMW 325i), a 2m39,2s
9º José Carlos Figueiras/Marcos Fernandez (Renault Clio), a 2m40,9s
10º Juan Bugarin/Daniel Garcia (Citroën Saxo), a 2m55,3s
(...)
25º Mariana N. Carvalho/Filipe Martins (Peugeot 206 GTI), a 6m16,9s
(...)
37º Nuno Pombo/Guilherme Pereira (Fiat Punto HGT), a 7m58,7s
(...)
40º Pedro Pereira/Carlos Pinto (Fiat Uno 45R), a 8m52,1s
(...)
43º Diogo Gago/Jorge Carvalho (Seat Marbella), a 10m11,7s
NC - Marco Lazarino/Alberto Silva (Fiat Punto HGT) -- Ausência
NC - Luís Bastos/Paulo Marques (BMW M3) -- Despiste na PEC 1
NC - Luís Cambão/Duarte Costa (Citroën Saxo Kit Car) -- Despiste na PEC 2
NC - Nuno Pina/Sérgio Rocha (Peugeot 206 GTI) -- Caixa de Velocidade na PEC 3
NC - António Rodrigues/Jorge Carvalho (Peugeot 206 GTI) -- Despiste na PEC 4

Fotos: Bruno Fernandes (Ralis.Online)

14 maio 2010

Pensamento exclusivamente no Júnior

É já no próximo fim de semana que a fase de asfalto do Campeonato Open de Ralis chega ao fim, com da disputa do Rali V. N. de Cerveira e onde a dupla da Macominho Sport, Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins marcam presença. "Espero chegar ao fim nos cinco primeiros do Junior", revela a piloto de Famalicão.

Composto por sete especiais de classificação num total de 64 kms cronometrados, a jornada do Alto Minho tem inicio no sábado à noite com a disputa de uma super especial espectáculo e prossegue ao longo do dia de domingo com a realização dos troços Calvário / Covas (a mítica classificativa de Vilar de Mouros), Fontela / Gondar que têm dupla passagem, Vilares / Dem e Sra. da Encarnação.

Aos comandos do Peugeot 206 GTI, a dupla de Famalicão tem como objectivo o de terminar entre os cinco primeiros do Campeonato Portugal Júnior de Ralis. "Este é um rali mítico que tem classificativas muito interessantes para nós pilotos, como também para o público em geral. Dado que só por uma vez o disputei, e não ter o mesmo conhecimento de alguns dos meus adversários, vamos ter algumas cautelas, mas ainda assim espero cumprir o nosso objectivo que é o de terminar nos cinco primeiros da Júnior", refere Mariana Neves de Carvalho, que nos últimos ralis disputados no Campeonato Open tem mostrado uma grande evolução na habituação ao carro da marca francesa.