25 junho 2010

Mariana Neves de Carvalho leva ralis à escola

Na passada semana, a piloto Mariana Neves de Carvalho acompanhada pelo seu navegador Filipe Martins, levaram o Peugeot 206 GTI com que disputam o Campeonato Open de Ralis até à Escola EB 1 de São Cláudio, em Antas.

Esta iniciativa à muito que estava programada por parte desta equipa famalicense, mas só agora foi possível. "Tínhamos esta surpresa preparada para os miúdos há já algum tempo, esperamos pelo final do ano, até porque é uma altura em que as escolas realizam iniciativas extra curriculares", disse Filipe Martins.

Com alegria bem estampada no rosto de cada criança que se sentava ao volante do carro francês, para tirar uma foto para mais tarde recordar, os alunos mostraram-se muito curiosos sobre a modalidade, querendo saber todos os pormenores sobre os ralis. "Eles faziam todo tipo de perguntas, desde como eram os ralis em geral, até ao ponto de me perguntarem o porquê de termos dois extintores no interior do carro", confessava Mariana Neves de Carvalho, que no balanço desta acção acrescenta, "penso que iniciativas como esta deveriam ser repetidas mais vezes, pois com esta visita à escola de Antas e para além de promovermos a imagem dos nossos patrocinadores, divulgamos também a modalidade, assim como a segurança rodoviária, pois eles tinham a lição bem estudada".

Por parte dos alunos, a satisfação de terem um carro de ralis na sua escola era colectiva, deixando eles um pedido à dupla famalicense, o de lá voltarem, mas dessa feita para poderem vestir a pele de navegadores. Pedido que de pronto foi aceite por Mariana e Filipe.

Após a visita à Escola de São Cláudio, a piloto da Macominho Sport rumou até ao troço do Vizo, em Celorico de Basto onde realizou uma sessão de testes como forma de habituação ao Peugeot 206 GTI, em pisos de terra.

Ruivo quer segurar a liderança do CPR2

A dupla João Ruivo e Alberto Silva alinha nos dias 26 e 27 de Junho no Rali de Vila Verde, a terceira etapa do Campeonato de Portugal de Ralis. na Categoria de 2 Litros / 2 Rodas Motrizes. "Pensamos manter na liderança, até porque depois de duas vitórias, os adversários olham para nós de outra forma e nós estamos mais confiantes", revela o famalicense na antevisão do rali.

Vindos de duas importantes vitórias nas provas já disputadas, obviamente que o objectivo para esta etapa minhota é manter a liderança em termos absolutos na classificação, sabendo de antemão que a concorrência é, mais uma vez, forte, mas mantendo intactas todas as suas legítimas aspirações: "Obviamente que nesta altura só pensamos em manter a dianteira, lutando neste rali pelos lugares da frente, como vem sendo hábito. Sabemos que teremos que encarar a prova com alguma contenção, pois não podemos desistir numa competição onde contam todos os resultados", começa por referir João Ruivo na abordagem ao Rali de Vila Verde.

O piloto famalicense não esconde ainda que gosta "bastante desta prova e ao longo dos anos correu-nos sempre bem, à excepção de uma vez. Assim, estamos muito confiantes para um rali disputado em dois dias que é sempre uma mais valia". Estando nesta altura na frente do CPR2, a responsabilidade aumenta um pouco, mas a dupla famalicense está preparada para esse facto: "Sabíamos no início da época que poderíamos lutar pelos lugares cimeiros. Agora vencer as duas provas talvez não estivesse nos nossos planos. De qualquer forma, penso que o triunfo em Fafe, em pisos de terra, e o ritmo que apresentámos, mudou um pouco a opinião sobre nós. Claro que a responsabilidade passou a ser outra, e os adversários passaram a olhar para nós de outro modo".

João Ruivo e Alberto Silva alinharam no Rali de Santo Tirso, este fim-de-semana, "essencialmente para testar algumas novas soluções que teriam que ser testadas em condições de prova. Foi também para ganhar um pouco de ritmo, depois desta paragem de dois meses. De qualquer forma, vamos utilizar a afinação no carro tal como nas provas anteriores", concluiu o piloto.

Super Especial de Famalicão adiada para 11 de Julho (Actualizada)

A 5ª Super Especial de Famalicão foi adiada. Inicialmente marcada para o fim de semana de 3 e 4 de Julho, a prova organizada pelo Demoporto irá ocorrer uma semana depois, no dia 11 de Julho. Aqui estão algumas das novidades da edição deste ano, assim como o boletim de inscrição e o regulamento para todos os pilotos interessados.

Numa primeira perspectiva, a antecipação para o mês de Julho ia de encontro ao regresso ao formato de dois dias e permitia que se disputasse numa altura em que não se diputam tantas provas no panorama automobílistico nacional. Outro dos motivos foi o de não entrar em conflito com outros certames que ocorrem na cidade, como já foi o caso da Feira de Artesanato ou de datas religiosas, como aconteceu no ano passado em que se realizou no Dia de Todos os Santos.

Na impossibilidade de disputar-se já no primeiro fim de semana de Julho, foi tomada a decisão de passar uma das provas de eleição no concelho e provavelmente a prova de referência neste tipo de eventos, para o fim de semana seguinte,ocupando somente o Domingo, ou seja, com formato de um só dia. Curiosamente, outra das provas de referência do desporto motorizado famalicense também se disputa no mesmo fim de semana, pois o Supercross de Oliveira Santa Maria também se disputará no dia 10 de Julho, sendo pontuável para o Nacional da especialidade.

Para os interessados, aqui ficam os primeiros documentos da 5ª Super Especial de Famalicão, que manterá o centro nevrálgico na Escola D. Sancho I, assim como o percurso se prevê inalterado, com os mesmos 1,81 kms.

Boletim de inscrição: Aqui
Regulamento: Aqui

Vila Verde acolhe CPR 2. Famalicenses vão estar na luta pelo triunfo

Este fim de semana, Vila Verde acolhe mais uma etapa do Campeonato de Portugal de Ralis 2L/2RM, mais de dois meses depois da última prova. A prova minhota tem muitos motivos de interesse e nem mesmo o facto de ter poucos concorrentes para esta competição acalma os ânimos, até porque a luta pela vitória promete ser intensa... e com famalicenses à mistura!

Muito se discutiu, tal como aconteceu no ano transacto, se faz sentido ter uma prova como Vila Verde, com somente 12 inscritos para o CPR2, aos quais se juntam cerca de 35 distribuídos pela Prova Extra (aliás, pelas 2 Provas Extras... uma que faz a totalidade do rali e outra que faz somente uma passagem por cada uma das especiais). A verdade é que o Clube Automóvel do Minho aposta muito neste rali, que é do gosto da maioria dos pilotos, por apresentaram uma variedade de estradas para todos os gostos, maioritariamente rápidas e com uma paisagem deslumbrante, ainda que não convide a grandes distracções por parte dos concorrentes.

A dupla famalicense João Ruivo/Alberto Silva parte na liderança do campeonato, fruto de dois triunfos nas provas já disputadas. Ruivo tudo fará para segurar a liderança após o rali, sabendo que há muitos candidatos a querer ocupar o seu lugar, contudo o piloto do Fiat Stilo Multijet não deixará os créditos por mãos alheias e promete lutar afincadamente pelas posições cimeiras.

Um dos maiores adverários de João Ruivo tem sido Adruzilo Lopes, navegado pelo famalicense Vasco Ferreira. Nos dois ralis anteriores, Adruzilo mostrou um andamento impressionante no asfalto, deitando tudo a perder com uma penalização, mas na terra não teve argumentos para chegar a Ruivo, pelo que será interessante ver o que espera novo duelo. Nesta luta poderá entrar ainda Paulo Antunes, campeão em título do CPR2, que regressa aos comandos do Citroën C2 R2 Max, depois de duas provas a meio-gás. Também Barros Leite quer diminuir o atraso que traz na bagagem e tem no Seat Leon TDi um grande aliado, sendo mais um adversário de Ruivo também no que toca à categoria Diesel. Depois de uma infortunada estreia aos comandos do Renault Clio S1600, Martinho Ribeiro volta ao campeonato, só que desta feita ao volante de um Renault Clio R3, contando com o famalicense Paulo Marques na bacquet do lado direito.

Nome de maior destaque será José Pedro Fontes, que apesar de não pontuar para o CPR2, tem a mente no título no que toca aos GT's... onde é o único participante. O Rali Torrié mostrou que Fontes e o Porsche podem ter andamento para discutir os lugares cimeiros no campeonato absoluto, pelo que em Vila Verde, parte como grande favorito à vitória geral. Não esquecer ainda os restantes participantes no C2 Trophy, para além de Paulo Antunes, pilotos como Ricardo Marques - navegado pelo famalicense Jorge Carvalho -, Frederico Gomes, Armando Oliveira, Paulo Neto e Ivo Nogueira podem entrar em lutas engraçadas. Carlos Lopes completa a lista que compõe o troféu.

Na Prova Extra, para além de muitos concorrentes espanhóis, alguns pilotos nacionais aproveitam para testar para as provas seguintes dos campeonatos que disputam, casos de Renato Pita (Mitsubishi Lancer VI) ou Paulo Silva (BMW 325i). Sérgio Aguiar é o único famalicense presente, navegando José Rodrigues, num Honda Civic.

Dividido pela tarde de Sábado e manhã de Domingo, o Rali Vila Verde conta com 13 especiais, distribuídas por duplas passagens por Fojo, Duas Igrejas e Vade no primeiro dia e por Santa Ana, Valdreu e Valbom no derradeiro dia. Pelo meio, na noite de Sábado, há Super Especial no centro da cidade.

Apoie os famalicenses em prova:
1 - Adruzilo Lopes/Vasco Ferreira (Renault Clio R3)
5 - João Ruivo/Alberto Silva (Fiat Stilo Multijet)
6 - Ricardo Marques/Jorge Carvalho (Citroën C2 R2 Max)
11 - Martinho Ribeiro/Paulo Marques (Renault Clio R3)
51 - José Rodrigues/Sérgio Aguiar (Honda Civic)

24 junho 2010

Mauro Marques com excelente prestação em Espanha

Mauro Marques esteve no passado fim de semana no Circuito de Calafats em Espanha a disputar a segunda ronda do Campeonato Open de Velocidade de Espanha, onde conquistou mais um bom resultado. A ambição do piloto famalicense é enorme: "sei que ainda posso fazer melhor e esse será o próximo objectivo".

Aos comandos de um monolugar da Formula BMW – MJF, o piloto de Famalicão não teve uma jornada fácil, uma vez que Mauro Marques apenas participou numa sessão de treinos livres devido a um problema com o motor do seu monolugar.

Sem o mesmo conhecimento dos seus adversários do circuito, e devido ao problema sofrido nos treinos livres, que o impossibilitou de tirar o mesmo rendimento da pista o piloto apoiado pela CMSocks, Pureco e Madimarques apenas alcança o quinto tempo nos cronometrados. Sem nunca baixar os braços e partindo em busca do prejuízo, o jovem famalicense realiza um bom arranque, chegando cedo aos lugares do pódio, rodando nesta posição durante varias voltas, até que a tentativa de ultrapassagem por parte de um adversário: "demos um pequeno toque e terminei a primeira corrida na quarta posição", confessou Mauro Marques.

Na segunda corrida, o piloto de Famalicão repete o bom arranque da primeira, e logo se coloca na luta pela vitória. Após uma prova muito intensa Mauro termina na segunda posição, "apesar dos contratempos iniciais, saímos desta jornada com o sentimento do dever cumprido, sei que ainda posso fazer melhor e esse será o próximo objectivo", concluiu o piloto.

Mauro Marques regressa ao país vizinho no próximo mês de Julho, para a disputa da terceira jornada Open Espanhol Fórmulas / Campeonato Catalan, Categoria Formula BMW – MJF que se realiza no Circuito de Castelolli (Barcelona), entre os dias 10 e 11.

Areal/Machado com prova para esquecer

Apesar de já ter ocorrido no fim de semana de 12 e 13 de Junho, a visita do Desafio FEUP ao Autódromo do Estoril só agora é relatada. A presença da dupla de Famalicão, António Areal/César Machado ficou marcada por vários contratempos, que justificam um resultado aquém do esperado.

Foram vários os problemas que deram várias dores de cabeça a António Areal, que desta feita tinha o jovem César Machado como companheiro de equipa. Na 1ª corrida e com Areal ao volante, foi um pneu que causou o abandono, ainda nas voltas iniciais, como explica o piloto: "francamente já começo a ficar farto, sucede sempre qualquer coisa. Os pneus condicionaram a nossa recuperação, aliás foi uma situação que aconteceu com outros concorrentes, e no meu caso à 3ª volta, um pneu ficou completamente desvulcanizado e com o piso a sair. Tive de vir para a box, sendo obrigado a desistir nesta corrida, quando já estava entre os dez primeiros, depois de uma excelente recuperação, que poderia ter sido muito melhor, senão tivesse acontecido isto".

Para a 2ª Manga e com César Machado aos comandos do Fiat Punto HGT, novo problema mecânico afectou a equipa famalicense, desta feita ao nível da caixa de velocidades. "Não deu para encetar qualquer tipo de recuperação, depois de ter largado da última posição, e já estar a rodar a meio da tabela quando surgiu este contratempo, logo na 1ª volta", revelou o piloto.

Por fim, e como diz o ditado: "não há duas, sem três", na última prova, a Resistência, onde os dois pilotos alternam o volante do carro italiano, a esperança de obter um bom resultado esfumou-se num toque de António Areal num adversário. "Depois de largar das últimas posições, recuperei logo muitos lugares e entrei nos dez primeiros, só que depois um violento toque, sem intenção nenhuma pois foi um incidente de corrida, teve repercussões na direcção do carro e foi impossível segurar posições, até ao 15º lugar. Foi uma corrida para esquecer, ainda por cima na estreia de um novo carro", confidenciou António Areal.

22 junho 2010

Destaque para os famalicenses em Vila Real

A visita anual ao histórico traçado de Vila Real foi no passado fim de semana, ficando marcado por alguma polémica, pela não adesão de muitos pilotos e também pelas boas prestações dos pilotos famalicenses que estiveram presentes. Luís Barros venceu nos Clássicos e José Pedro Miranda estreou-se no Transit Trophy.

Ainda os motores não roncavam na cidade transmontana e já a FPAK avisava que são necessárias obras de vulto para que Vila Real continue a receber competições para o ano, uma notícia que não caiu bem nas hostes locais. Foi dado novo sinal que a Velocidade não vai bem em Portugal, com os principais campeonatos (PTCC e GT/SP) a não conseguirem compôr as grelhas de partida com mais de 10 carros, o que deixa uma pálida imagem do automobilismo nacional, ainda para mais num traçado que outrora assistiu a competições e duelos épicos.

Antes de mais, uma ressalva especial para identificar o que aconteceu em Vila Real. Não foram campeonatos, mas sim a primeira prova da Taça de Portugal de Circuitos, de Clássicos/Circuitos, de Clássicos 1300 e de GT/SP. Outros nomes, os mesmos e poucos actores...

José Monroy dominou as duas corridas da Taça de Portugal de Circuitos, impondo-se sempre com naturalidade aos 4 outros concorrentes presentes. Mesmo numa pista em que o Mitsubishi Lancer IX tem alguma desvantagem face aos Seat Leon, Monroy venceu sempre com alguma margem. Fábio Mota e Nuno Batista ocuparam os lugares que restaram no pódio, trocando de posições de uma corrida para outra.

Nos GT/Sport Protótipos, alguma polémica a marcar a 1ª Corrida, com a desclassificação de Pedro Salvador (Juno SSE), após vitória avassaladora... mas pelos vistos, com peso abaixo do regulamentar. César Campaniço/João Figueiredo viram-lhes atribuído o triunfo, na frente de António Coimbra e dos vencedores entre os SP, Luís Martins/Tiago Ribeiro. Na 2ª Corrida, Salvador vingou-se e venceu, apesar de alguma resistência por parte da dupla do Audi R8 LMS, Campaniço/Figueiredo. Graças a uma hecatombe dos demais concorrentes, Manuel Caetano levou o Caterham até ao 3º posto.

Nos Clássicos, Joaquim Jorge (Ford Escort) partiu na frente e viu Luís Barros atrasar-se e descer até ultimo, tendo depois o piloto de Famalicão efectuado uma recuperação que o levou ao 4º lugar. Com este atraso de Barros, beneficiou Rui Alves e Rui Costa que subiram ao 2º e 3º lugar, mas atrás de um inalcansável Joaquim Jorge. Na segunda corrida, Joaquim Jorge não conseguiu resistir à excelente partida de Luís Barros, tendo estes dois pilotos protagonizado uma emocionante luta que terminou quando Joaquim Jorge falhou uma travagem e Barros aproveitou para se isolar na liderança. O piloto da AMOB Racing não mais foi alcançado, tendo o seu adversário errado novamente e a partir daí preferiu segurar o 2º posto, na frente de Rui Alves, também em Ford Escort.

Nos "irmãos mais novos", os Clássicos 1300, Rui Azevedo levou o Ford Escort a dupla vitória. O piloto da Trofa largou da pole-position em ambas as corridas e em ambas afastou-se consistentemente dos seus perseguidores, alcançando duas vitórias confortáveis. Álvaro Figueira (Toyota Starlet) assegurou o segundo posto nas duas corridas, tendo beneficiando dos problemas de João Ramos, que abandonou. Vítor Araújo, em Datsun 1200, fechou o pódio. Já na 2ª corrida e incapazes de alcançar Azevedo, Álvaro Figueira e João Ramos completaram o pódio, após uma excelente recuperação deste último.

Um dos motivos de grande interesse em Vila Real era a estreia nacional do Transit Trophy, uma competição que traz às pistas as conhecidas carrinhas comerciais da Ford. Para uma primeira aparição compareceram somente 8 Transit e o impacto não foi tão grande como o esperado, contudo poderá ser uma competição com muito sucesso no nosso país. Depois do sucesso nos Clássicos 1300, Rui Azevedo estava num fim de semana perfeito, bisando também no Transit Trophy. Em ambas as corridas, os lugares seguintes foram ocupados por João Lopes/Filipe Martins e por Pedro Fins. O famalicense José Pedro Miranda, fazendo equipa com Hélder Silva sob as cores da Maivex, teve uma prestação positiva, conseguíndo atingir o 5º lugar na 2ª corrida, depois do seu colega ter sido 8º na primeira manga.

Classificação Taça Portugal Circuitos - 1ª Corrida/2ª Corrida
1º José Monroy (Mitsubishi Lancer IX) -- 11v em 23m55,448s
2º Nuno Batista (Seat Leon SuperCopa), a 44,574s
3º Fábio Mota (Seat Leon SuperCopa), a 1 volta
4º Adolfo Madeira (BMW 120d), a 2 voltas
5º Pedro Marreiros (Hyundai Coupé V6), a 5 voltas

1º José Monroy (Mitsubishi Lancer IX) -- 11v em 23m05,589s
2º Fábio Mota (Seat Leon SuperCopa), a 3,044s
3º Nuno Batista (Seat Leon SuperCopa), a 1m15,435s
4º Adolfo Madeira (BMW 120d), a 2 voltas

Classificação Taça Portugal GT/SP - 1ª Corrida/2ª Corrida
1º César Campaniço/João Figueiredo (Audi R8 LMS) -- 30v em 1h01m24,067s
2º António Coimbra (Porsche 911 GT2), a 1 volta
3º Luís Martins/Tiago Ribeiro (CVO R02), a 1 volta
4º António Nogueira (Porsche 911 GT2), a 2 voltas
5º Manuel Caetano (Caterham Seven), a 2 voltas

1º Pedro Salvador (Juno SSE) -- 30v em 1h00m55,729s
2º César Campaniço/João Figueiredo (Audi R8 LMS), a 3,710s
3º Manuel Caetano (Caterham Seven), a 1 volta
4º Manuel Ferreira/Manuel Ferrão (Porsche 911 GT3), a 2 voltas
5º António Nogueira (Porsche 911 GT2), a 13 voltas

Classificação Taça Portugal Clássicos - 1ª Corrida/2ª Corrida
1º Joaquim Jorge (Ford Escort RS) -- 10v em 24m48,848s
2º Rui Alves (Ford Escort RS), a 4,937s
3º Rui Costa (Ford Escort RS), a 9,705s
Luís Barros (Ford Escort RS), a 30,450s
5º Pedro Fins (Lotus Elan), a 50,427s

Luís Barros (Ford Escort RS) -- 10v em 21m39,223s
2º Joaquim Jorge (Ford Escort RS), a 2,497s
3º Rui Alves (Ford Escort RS), a 27,305s
4º Rui Costa (Ford Escort RS), a 34,075s
5º Kiko Mora (Porsche 911 RSR), a 1m49,859s

Classificação Taça Portugal Clássicos1300 - 1ª Corrida/2ª Corrida
1º Rui Azevedo (Ford Escort) -- 9v em 23m47,509s
2º Álvaro Figueira (Toyota Starlet), a 5,001s
3º Vítor Araújo (Datsun 1200), a 5,381s
4º Fernando Soares (Fiat 128), a 41,577s
5º Carlos Abreu (Alfa Romeo Sprint), a 59,520s

1º Rui Azevedo (Ford Escort) -- 9v em 19m52,694s
2º Álvaro Figueira (Toyota Starlet), a 10,863s
3º João Ramos (Toyota Starlet), a 37,654s
4º Alexandre Beirão (Alfa Romeo Sprint), a 51,183s
5º Carlos Abreu (Alfa Romeo Sprint), a 1m18,362s

Classificação Transit Trophy - 1ª Corrida/2ª Corrida
1º Rui Azevedo -- 12v em 30m41,377s
2º João Lopes/Filipe Martins, a 1,727s
3º Pedro Fins, a 7,315s
4º João Fontaínhas/Nuno Fontaínhas, a 45,775s
5º Luís Prazeres/José Fontes, a 49,068s
(...)
José Pedro Miranda/Hélder Silva, a 2 voltas

1º Rui Azevedo -- 12v em 30m25,656s
2º João Lopes/Filipe Martins, a 0,392s
3º Pedro Fins, a 1,031s
4º João Fontaínhas/Nuno Fontaínhas, a 35,618s
José Pedro Miranda/Hélder Silva, a 1m06,218s

Fotos: Gil Alves, Oficiais, Digimotores

Famalicenses com má sorte em Santo Tirso

No passado fim de semana, Santo Tirso acolheu mais uma etapa do Campeonato Regional de Ralis/Norte, marcado pela presença de vários concorrentes famalicenses. Contudo, a grande maioria não foi feliz, ficando pelo caminho, numa prova vencida por Renato Pita, em Mitsubishi Lancer VI.

A prova tirsense começou com uma arrojada super-especial nos principais arruamentos da cidade vizinha, sendo Gil Antunes o mais rápido. Um toque do piloto do Opel Astra não impediu ter sido o primeiro líder da prova, mas causou alguns danos nas afinações do carro, pelo que não foi possível dar continuidade à liderança nas classificativas de Sábado. Ainda assim, Antunes permanece no comando do campeonato, mas com a margem a diminuir após este rali.

Assim, Renato Pita entrou ao ataque e venceu cinco especiais, acabando o dia já em ritmo de gestão, somando uma importante vitória no Regional Norte, depois de dois segundos lugares. Tiago Almeida ocupou o 2º lugar, em mais um resultado excelente para o piloto do Mitsubishi Lancer III. De regresso aos ralis, Ricardo Oliveira segurou o 3º lugar face às investidas de Luís Mota, que encetou uma boa recuperação depois de um furo na fase inicial.

Nas hostes famalicenses, a dupla Ricardo Santos Costa/Manuel Macedo regressou às provas no seu BMW 320is e conquistou o 8º lugar. Com uma prova em crescendo e a ganhar ritmo competitivo à medida que as especiais iam sucedendo, o piloto de Famalicão impôs a espectacularidade, aliando a uma consistência de andamento muito boa face à concorrência que utilizava carros idênticos de tracção traseira. Entre eles, o famalicense Paulo Marques, navegador de Luís Bastos, que viu a prova terminar cedo devido a um despiste que deixou o BMW M3 fora de estrada e algo maltratado, mas sem consequências físicas para a dupla.

Em Santo Tirso houve lugar também a uma Prova Extra, aproveitada por João Ruivo e Alberto Silva para testar soluções a pensar no Rali de Vila Verde, que se disputa já no próximo fim de semana. Sendo constantemente os segundos mais velozes, mesmo sem correr riscos desnecessários, os famalicenses viram um problema na caixa de velocidades do Fiat Stilo Multijet causar o abandono no derradeiro troço. Também Jorge Lopes esteve presente na prova organizada pelo Demoporto, mas desta feita trocou o volante pelo caderno das notas. Ao lado de António Freitas no Ford Escort RS, a prova deste famalicense foi muito positiva até ao abandono, causado igualmente pela caixa de velocidades, numa altura em que seguia no pódio, logo atrás dos conterrâneos. O vencedor foi Armando Oliveira, em Citroën C2 R2 Max.

Classificação Final CRRN
1º Renato Pita/Marco Macedo (Mitsubishi Lancer VI) -- 25m05,4s
2º Tiago Almeida/Ricardo Matos (Mitsubishi Lancer III), a 23,7s
3º Ricardo Oliveira/Pedro Alves (Mitsubishi Lancer VI), a 38,9s
4º Luís Mota/Alexandre Ramos (Mitsubishi Lancer IV), a 44,5s
5º Gil Antunes/Daniel Amaral (Opel Astra GSI), a 1m08,8s
6º Júlio Bastos/Aníbal Pereira (BMW M3), a 1m32,4s
7º Paulo Silva/Sofia Mouta (BMW 325i), a 1m42,9s
Ricardo S. Costa/Manuel Macedo (BMW 320is), a 1m49,5s
9º Gil Costa/Mário Costa (Citroën AX GTI), a 1m58,0s
10º Sérgio Paiva/Frederico Carvalho (Peugeot 106 XSI), a 1m58,7s

Fotos: Bruno Fernandes (Ralis.Online)

11 junho 2010

Furos e indisposição condicionam prestação de Mariana

Arganil foi o palco da primeira prova com pisos de terra, do Campeonato Open de Ralis, equivalendo desta forma à sexta prova da temporada. Num rali em tudo idêntico ao da temporada passada, onde a dureza dos troços marca a região e com as temperaturas a passarem a marca dos 30 graus dentro das viaturas, os furos foram os principais adversários da dupla da Macominho Sport, Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins, que uma vez mais marcaram presença aos comandos do Peugeot 206 GTI.

Embora a disputar o Rali de Arganil pela segunda vez, tudo para a dupla de Famalicão era novo, dado que apenas rodaram cerca de 15kms com o carro antes da prova neste tipo de piso. Com um arranque algo cauteloso e tendo como objectivo principal o de terminar a prova, a piloto ia subindo o ritmo cada km que passava chegando mesmo a rodar após a segunda especial de classificação dentro dos cinco primeiros da prova reservada ao Campeonato de Portugal Júnior de Ralis.

No início do terceiro troço, o mais longo e duro, um furo, viria a tirar todas as hipóteses de Mariana e Filipe almejarem a um resultado de acordo com as suas reais possibilidades. Assim, perderam mais de oito minutos para os directos adversários na competição. "Tudo vinha a correr conforme o planeado, estávamos progredindo aos poucos. Em terra e em ritmo de prova nunca tinha guiado o Peugeot e até estava a ter uma boa adaptação. Com o furo, e na mudança da roda, o Filipe terá forçado um pouco mais, contraindo uma lesão muscular, com fortes dores, o que obrigou então a baixar um pouco o nosso andamento", referiu Mariana Neves de Carvalho.

Após a passagem pela assistência, havia que repetir as classificativas da primeira secção, estando a equipa empenhada em recuperar o tempo perdido no último troço da manhã. Com as duas primeiras classificativas a correrem dentro do previsto e com a equipa de Famalicão a recuperar posições, eis que na última PEC do rali o inferno regressa, e praticamente no mesmo sítio o carro da marca do leão, não sofre um, mas sim dois furos seguidos, que faz com que Mariana e Filipe percam ainda mais tempo.
Só com um pneu a suplente, a opção foi colocar o novo pneu na parte da frente do carro e rolar com o vazio na traseira, e eis que quando tudo está praticamente resolvido e os pilotos se preparam para arrancar, e porque um azar nunca vem só, Filipe Martins sofre uma quebra de tensão, sentindo-se indisposto, perdendo momentaneamente os sentidos.

Aqui valeu a persistência de Mariana que "consegui fazer mais alguns kms até onde se encontrava um médico de prova, prestando desde logo a assistência devida". Foram aí aconselhados a abandonar a prova, sendo agora a vez de Filipe com a sua teimosia e persistência, que apostou em chegar ai fim do troço, já em condições muito débeis. Já no Parque de Assistência, foi novamente assistido pelos Paramédicos dos Bombeiros de Arganil, dando-lhe a força final para efectuar o último controlo. Valeu o esforço e o espírito combativo de ambos os pilotos, para que a dupla pudesse continuar e apesar de todas as contrariedades, concluírem o objectivo a que se propuseram. "Estamos tristes com o resultado final, pois tínhamos capacidades de fazer um bom resultado no Júnior. Apesar de tudo o que nos aconteceu, aproveitamos esta prova para conhecer melhor o carro neste tipo de piso e esperamos ter mais sorte nos ralis futuros", concluiu a piloto de Famalicão.

De referir, a má escolha de pneus por parte da Organização do Troféu Peugeot, que de facto penalizou e muito, a equipa essencialmente na pontuação Júnior, que é aquela em que a equipa se centra no Open. Os pneus utilizados em todos os carros do Desafio, embora sendo da Pirelli, tinham mistura muito mole e desadequada a pisos tão duros,.

O Campeonato Open de Ralis entra agora num período de férias, regressando no próximo mês de Setembro com a realização do Rali Cidade de Gondomar.

08 junho 2010

Arganil discutido ao segundo

Grande emoção ao longo de todo o Rali de Arganil, discutido entre Manuel Coutinho e Fernando Peres, que chegaram ao final separados por 1,5 segundos favoráveis ao piloto do Mitsubishi. Famalicenses tiveram prestação discreta, naquela que foi a primeira prova de terra nesta temporada do Open de Ralis.

Depois de ter passado pela liderança, o piloto da Peres Competições, penalizou um minuto, caindo para o quarto posto da classificação geral passando a distar 34.7s do líder. Em apenas duas especiais, Fernando Peres só não conseguiu recuperar 1.5s para Manuel Coutinho (Mitsubishi Lancer Evo VI), que desta forma venceu o Rallye de Arganil.

Peres andou muito, e nos últimos quilómetros a margem esbateu-se ao ponto de nem vencedor ou vencido saberem muito bem como tudo ia terminar, para gáudio do público que assistia na estrada e pôde vibrar com este desfecho de rali.

Daniel Nunes (Mitsubishi Lancer VI) foi terceiro, ele que é considerado uma das grandes revelações do Open de Ralis, sendo inclusivé o primeiro líder em Arganil, depois de vencer a primeira PEC. Paulo Correia, em carro idêntico, terminou logo a seguir, na frente do vencedor das 2 Rodas Motrizes, Gil Antunes. A jogar em casa, Raul Aguiar teve vários problemas que o impediram de chegar mais à frente, pelo que no final foi o 6º colocado.

Com a chegada dos pisos de terra, maiores dificuldades para os homens do Desafio Modelstand, com Daniel Ribeiro/Hugo Magalhães (Peugeot 206 GTI) a vencerem, mesmo assim suplantando pilotos equipados com carros superiores, nomeadamente, Diogo Salvi Mitsubishi Lancer VI) e Luís Mota (Mitsubishi Lancer Evo IV), que cedo se viu afastado da luta pelos primeiros lugares, em virtude de problemas mecânicos. Já fora do top 10, ficaram classificados António Rodrigues e o famalicense Jorge Carvalho Jr, que bem podiam ter chegado mais à frente, não fosse o muito tempo perdido atrás de um concorrente que seguia furado. Assim, ao 2º lugar do troféu que utiliza os Peugeot 206 GTI, juntaram o 12º lugar final, na frente de outro famalicense Alberto Silva. O co-piloto fez equipa com Marco Lazarino, num Fiat Punto HGT, com um ritmo gradual ao longo da prova, sendo o forcing final que permitiu chegar às portas dos dez mais rápidos.

Já longe e com vários problemas ao longo da prova, Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins não tiveram uma prova fácil, mas lá somaram mais alguns pontos quer para o Desafio Modelstand, quer para o principal objectivo que é o Campeonato Júnior. As duas passagens pela especial de Alqueve foram madrastas para a equipa da Macominho Sport, impedindo um melhor resultado do que a 32ª posição. Uma prova de readaptação da jovem piloto aos pisos de terra, a primeira com o Peugeot 206 GTI, onde deixou já boas indicações para os ralis que se avizinham.

Menos sorte teve Jorge Carvalho, co-piloto de Diogo Gago no Seat Marbella, que foi obrigado a abandonar logo na PEC inaugural, em virtude de uma avaria no pequeno bólide do Troféu Fastbravo. Já na derradeira especial, Augusto Pinheiro, navegador famalicense que substituiu Paulo Marques na bacquet do lado direito do Citroën C2 de Luís Bastos, foi forçado a desistir depois de uma saída de estrada, numa altura em que seguia na 14ª posição.

Entre os troféus, no Desafio Modelstand, o pódio foi preenchido por Daniel Ribeiro, António Rodrigues e Pedro Ortigão, enquanto no Troféu Fastbravo, a vitória sorriu a Fábio Ribeiro, secundado por Rui Garcia e Sérgio Vaz.

Classificação Final
1º Manuel Coutinho/Manuel Babo (Mitsubishi Lancer VI) - 48m48,1s
2º Fernando Peres/Ricardo Caldeira (Ford Escort Cosworth), a 1,5s
3º Daniel Nunes/Carlos Ramiro (Mitsubishi Lancer VI), a 28,1s
4º Paulo Correia/Ricardo Correia (Mitsubishi Lancer VI), a 1m43,9s
5º Gil Antunes/Daniel Amaral (Opel Astra GSI), a 2m31,5s
6º Raul Aguiar/Pedro Pereira (Mitsubishi Lancer IV), a 2m39,0s
7º Nuno Cardoso/Mário Paiva (Mitsubishi Carisma GT), a 3m26,4s
8º Ricardo Soares/Joaquim Alvarinhas (Mitsubishi Lancer VI), a 3m33,2s
9º Daniel Ribeiro/Hugo Magalhães (Peugeot 206 GTI), a 3m35,8s
10º Diogo Salvi/Filipe Carvalho (Mitsubishi Lancer VI), a 4m05,4s
(...)
12º António Rodrigues/Jorge Carvalho (Peugeot 206 GTI), a 8m03,4s
13º Marco Lazarino/Alberto Silva (Fiat Punto HGT), a 9m15,9s
(...)
32º Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins (Peugeot 206 GTI), a 39m00,8s
NC - Diogo Gago/Jorge Carvalho (Seat Marbella) -- Avaria na PEC 1
NC - Luís Bastos/Augusto Pinheiro (Citroën C2) -- Despiste na PEC 6

O Open de Ralis regressa agora em Setembro, com a disputa do Rali Cidade de Gondomar.

Fotos: Ralis.Online