14 julho 2010

Mecânica impediu vitória de Mauro Marques

Mauro Marques esteve uma vez mais no país vizinho, onde participou em mais uma jornada do Campeonato Open de Velocidade de Espanha inserido na categoria Formula BME – MJF. As coisas não correram de feição ao piloto de Famalicão, mas não lhe retira o ânimo e a ambição, pois "ainda falta disputar muito campeonato e a próxima prova irá correr melhor".

O Circuito de Castelloli na região da Catalunha foi o palco desta terceira prova, e o piloto de Famalicão realizou uma prova de altos e baixos devido a um problema com a caixa de velocidades. Nos treinos livres Mauro Marques foi o mais rápido, deixando antever um bom resultado para os treinos cronometrados. Coisa que não viria acontecer devido a "um carro me ter impedido quando ia na melhor volta", começa por desabafar o piloto apoiado pela CMSocks, Pureco e MadiMarques, que devido a este percalço apenas consegue o terceiro melhor tempo da grelha de partida.

Na primeira corrida e depois de um excelente arranque, o jovem famalicense assume o comando da prova na terceira volta, mas à passagem pela sétima volta um problema com a caixa fez com que o piloto tivesse que moderar o andamento, terminando a corrida na terceira posição.

Na segunda corrida os problemas de caixa mantém-se e ao final da terceira volta o piloto de Famalicão opta por uma passagem pela boxe, sendo de imediato aconselhado a abandonar a corrida. "Não tenho duvidas que no fim-de-semana ganharia as 2 corridas. Fui sempre o mais rápido em pista e tinha consciência que poderia ganhar as corridas. Se não fosse os problemas da caixa de velocidades tudo seria diferente, mas tenho consciência que são corridas e os problemas aparecem". Referiu Mauro Marques que termina dizendo, "ainda falta bastante campeonato e espero que a próxima prova corra melhor".

13 julho 2010

Breves da Super Especial

As principais incidências, histórias e peripécias da Super Especial de Famalicão, que decorreu no passado Domingo e teve em António Barros o seu vencedor, repetindo assim o triunfo de 2009 e tornando-se o primeiro piloto a vencer por mais do que uma vez a prova que decorre há 5 anos nas ruas da cidade.

Sendo residente em Famalicão, António Barros contribuiu para uma série de vitórias famalicenses. Nuno Pina venceu em 2008 e Barros fê-lo nas duas últimas edições, pelo que começa a ser tradição a vitória "ficar em casa".

A aposta da organização em antecipar a prova para Julho não foi assim tão benéfica. O público não compareceu como em outras edições e o calor que se fez sentir pode ter encaminhado muita gente para a zona das praias. O facto de não haver muitas provas automobílisticas também não ajudou, pois devido a isso mesmo, muitos pilotos optam por fazer revisões mais profundas aos seus carros e isso torna impeditiva a presença.

Outra das novidades foi o impedimento de levar navegador. Por um lado, aceita-se pois vários pilotos optavam por irem ao lado e assim conhecer melhor o percurso, mas por outro é uma medida que afasta patrocinadores, familiares e amigos da adrenalina sentida num carro de competição. Em certa medida e por tratar-se de um evento sob a égide da FPAK, a medida aceita-se pois muitos destes intervenientes não terão conhecimento nem experiência face a uma situação anómala, como por exemplo um acidente.

A lista de inscritos deixou muito a desejar e o público fez sentir isso mesmo, ficando à espera de mais, isto de acordo com alguns comentários que se ouviram. Se eram cerca de 90 inscritos, no dia foram bem menos os que participaram, com as ausências a terem particular incidência nos pilotos reconhecidamente mais rápidos e nos chamados cabeças de cartaz. Aliás, basta fazer um breve exercício de memória relativamente à edição do ano passado e relembrar a variedade e qualidade dos participantes, assim como dos carros presentes.

Entre as ausências, particular destaque para as dos principais pilotos famalicenses que participam regularmente em campeonatos de ralis e velocidade. Se muitos nem se inscreveram, casos de João Ruivo, Nuno Pina, Ricardo Costa, Frederico Ferreira, César Machado ou José Janela, já outros nem sequer apareceram apesar de inscritos, nomeadamente Mariana Neves de Carvalho, Miguel Campos, Adélio Machado e Luís Barros, com motivos mais ou menos justificativos para tal. E perde-se uma bela oportunidade para as gentes da terra aplaudirem alguns dos seus pilotos mais talentosos.

A organização apostou no espectáculo e convidou Ricardo Costa e Júlio Bastos a fazerem o traçado por várias vezes, com ambos a arrancarem muitos aplausos do público, com as enormes derrapagens e piões que os BMW e a sua tracção traseira proporcionam. De certa forma, foi uma maneira legal de permitir que estes pilotos não comprometam a sua prova e ainda mostrem tudo o virtuosismo da sua condução. Também Miguel Veloso (Nissan Navara) e Rui Azevedo (Ford Transit) constituiram o lote de convidados, demonstrando que carros um pouco ortodoxos neste tipo de provas, também podem dar espectáculo.

Apenas uma situação mais delicada a registar. Patrícia Silva, em Alfa Romeo 33, despistou-se e embateu fortemente numa árvore. Ainda se temeu outro tipo de consequências físicas, mas tudo não passou de um susto e a piloto nada sofreu, ainda que se tenha deslocado ao Hospital de Famalicão por precaução. Ainda uma palavra de reconhecimento para a rápida intervenção dos meios de socorro prestados pelos Bombeiros Voluntários de Famalicão. As melhoras para Patrícia Silva e que rapidamente volte às pistas!

António Campos foi o homenageado desta edição. O pai de Miguel Campos, que foi piloto na década de 70 e 80, deu nome ao habitual prémio que é entregue ao melhor famalicense em prova, sendo entregue a Martine Pereira... que pela classificação final foi apenas o 5º concorrente de Famalicão. Estranho! Então e o vencedor António Barros, que mesmo não sendo natural de Famalicão, foi várias vezes anunciado aos microfones como tal?

Parte integrante do programa, o desfile de carros antigos tem sido uma aposta continuada e dá outro colorido, ainda que pouco público estivesse presente, devido à proximidade da hora de almoço. Os carros estiveram depois em exposição no Parque da Juventude, onde muitos curiosos podiam vê-los mais de perto. A própria competição sofreu um ligeiro atraso inicial devido a isso mesmo e ao muito calor que se fazia sentir, que tal como já foi referido, afastou muito público.

António Barros bisou na Super Especial

Com uma mão cheia de edições, a Super Especial de Famalicão não conheceu um novo vencedor. António Barros, conceituado piloto e residente na cidade, repetiu o feito do ano passado e torna-se o primeiro a angariar mais do que um triunfo na prova. Sem dar quaisquer tréguas, Barros nem precisou de impôr um ritmo muito forte para levar de vencida a concorrência.

A prova organizada pelo Demoporto, contando com a preciosa ajuda da associação local Válvulas e Cilindros, a Super Especial de Famalicão não teve o brilho de outras edições, mas o espectáculo e a emoção continuam a marcar presença, naquela que é considerada com uma das melhores provas da especialidade e é já um ponto referencial do desporto motorizado de Famalicão.

No âmbito desportivo, o apuramento para a Finalíssima contemplava agora os 16 melhores concorrentes, de acordo com a categoria e a classe a que pertencia, sendo que os mais rápidos tinham então a hipótese de percorrer novamente o traçado circundante à zona desportiva e escolar da cidade, numa reedição do circuito utilizado em 2008. Desta feita, o público presente tinha mais oportunidades de ver os pilotos em prova, assim como aumentava consideravelmente o espectáculo que estes proporcionam com a sua condução.

António Barros não deu a mínima chance aos adversários nas suas incursões pela pista, mesmo contando com um BRC que não é o que tripula na Montanha, com o acréscimo de ser uma unidade da geração anterior. O piloto não teve necessidade de puxar dos galões, conseguíndo mesmo assim uma vantagem considerável para os concorrentes que o seguiram, que só mesmo com um grande contratempo poderia aspirar à vitória.

António Magalhães, jovem piloto famalicense, foi o 2º classificado, ao volante de um Peugeot 205 GTI. Depois da auspiciosa estreia no Rali de Famalicão, Magalhães consegue uma excelente prestação na Super Especial, superiorizando-se a carros bem superiores ao seu. A encerrar o pódio, Carlos Carvalho (Renault Clio RS).

Classificação Final
1º António Barros (BRC CM02) - 1m42,033s
2º António Magalhães (Peugeot 205 Rally) - 1m48,881s
3º Carlos Carvalho (Renault Clio RS) - 1m49,118s
4º Manuel Giro (Renault Clio RS) - 1m49,296s
5º Francisco Batista (Mini 1275 GT) - 1m50,697s
6º Sérgio Paiva (Peugeot 106) - 1m50,912s
7º Jacinto Oliveira (Renault Mégane) - 1m50,947s
8º Pedro Rodrigues (Subaru Impreza N12) - 1m51,459s
9º Rodrigo Silva (Mini 1275 GT) - 1m51,603s
10º Martine Pereira (Lola T70) - 1m52,508s
11º Nuno Ralha (Citroën Saxo) - 1m53,195s
12º Manuel Ferreira (Mitsubishi Lancer VI) - 1m53,417s
13º Rui Amorim (Citroën AX) - 1m54,195s
14º Paulo Nogueira (Peugeot 106) - 1m54,374s
15º João Faria (Peugeot 205 Rally) - 1m54,713s
16º José Mendes (Ford Escort RS Cosworth) - 1m55,119s
17º António Areal (Fiat Punto HGT) - 1m55,332s
18º Ricardo Costa (BMW 320is) - 1m55,833s
19º Filipe Martins (Peugeot 206 GTI) - 1m55,927s
20º Belmiro Silva (Peugeot 106 GTI) - 1m56,535s

Classificaram-se 56 concorrentes.

Foto: João Aguiar

08 julho 2010

Tudo pronto para a Super Especial! Já há lista de inscritos!

Pelo quinto ano consecutivo as ruas da cidade de Famalicão voltam a encher-se de animação e muita adrenalina em mais uma edição da Super Especial de Famalicão. A prova conta com uma vasta lista de participantes, proporcionando momentos espetaculares de condução aos pilotos e de visibilidade aos milhares de espectadores esperados nas ruas da nossa cidade.

Uma série de novidades irão ser apresentadas no desenrolar dos dois dias de atividades, estando apenas o dia de Domingo - 11 de Julho destinado à competição, com pilotos em diferentes carros, de diferentes classes e divisões e, de diferentes gerações. Desta forma, a organização, numa parceria entre a Demoporto - Desportos Motorizados do porto e a Válvulas e Cilindros com o apoio da Câmara Municipal de Famalicão, tem em expectativa mais um grande evento motorizado para a cidade de Famalicão, a exemplo das anteriores edições.

Face à elevada qualidade dos pilotos e viaturas presentes, com antigos campeões nacionais nas modalidades da Velocidade, Montanha e Ralis, espera-se muita competitividade ao longo dos 1,800 metros de extensão do percurso, que apresenta um figurino, igual ao das três primeiras edições, podendo vir a surgir uma nova versão numa finalíssima que será disputada pelos melhores dez classificados da geral.

Uma tarde em grande, pode desde já fazer parte do seu próximo fim de semana, mantendo o desporto motorizado famalicense a ocupar um lugar de relevo na competição automóvel em Portugal. Uma terra onde os automóveis, em geral, e o desporto motorizado, em particular, são alvo de um carinho muito próprio, que tem motivado um elevado numero de eventos que tanto dignificaram este desporto e, também, o nosso concelho.

Saiba quem são os participantes AQUI, onde figuram nomes importantes do panorama nacional e também alguns dos mais conceituados pilotos de Famalicão.


Programa

Sábado, 10 de Julho
10h - Abertura da 5ª Super Especial de Famalicão com a exposição de viaturas de competição e carros antigos do Clube Automóvel Antigo e Clássico de Famalicão
15h - Inicio da demonstração de pilotagem com os Westfield Sportscars da Comval Racing que criou a Drift School (Circuito Vasco Sameiro Braga); e convívio entre pilotos e público (tenda da organização).
21h - Animação musical e convívio (tenda da organização)

Domingo, 11 de Julho
13h30 - Desfile das viaturas antigas do Clube Automóvel Antigo e Clássico de Famalicão
14h - Inicio da 5ª Super Especial de Famalicão
18h - Entrega de Prémios (tenda da organização)

06 julho 2010

Vitória madeirense para Janela

Surpreendente! É o mínimo que se pode dizer do Rali do Marítimo, pontuável para o Campeonato da Madeira de Ralis, que teve José Janela como vencedor. O conceituado navegador de famalicense fez equipa com João Silva viu os principais adversários ficarem pelo caminho, isto sem tirar qualquer mérito ao excelente andamento da dupla madeirense-famalicense.

Perante condições meteorológicas complicadas, com muita chuva, o rali teve um início atribulado, com os favoritos a ficarem desde logo fora de prova. Vítor Sá viu o motor do Peugeot 207 S2000 calar-se logo na PEC inicial, assim como Bernardo Sousa, que aproveitou para rodar nas especiais que constituirão o Rali Vinho Madeira, abandonou devido a 2 furos no Mitsubishi Lancer IX e com somente um pneu suplente, nada havia a fazer. Restava Miguel Nunes, mas também o motor do seu Peugeot 207 S2000 não colaborou, numa altura em que já seguia bastante atrasado.

Assim, seguiam na frente Samir Sousa e João Silva, com duas gerações diferentes do Renault Clio. Logo no inicio da 2ª ronda pelas classificativas e numa altura em que o São Pedro deu algumas tréguas aos concorrentes, Samir Sousa abandonou devido a um toque, deixando Silva e Janela isolados na frente e com uma margem que permitia gerir face aos concorrentes dos 4x4 que se atrasaram nas primeiras rondas. Com uma afinação intermédia entre chuva e seco no Clio R3, a dupla lucrou com isso e sem baixar o ritmo e contando com a experiência do navegador famalicense, tudo correu de feição a João Silva, que inesperadamente somou o primeiro triunfo no Campeonato da Madeira de Ralis, sendo logicamente o primeiro concorrente Júnior.

A próxima prova do campeonato madeirense é o Rali Vinho Madeira, no primeiro fim de semana de Agosto, naquela que é a etapa raínha nos ralis da Pérola do Atlântico, onde se juntarão ainda os concorrentes do Campeonato de Portugal e o IRC, pelo que motivos de interesse não faltarão. A presença de José Janela ao lado de João Silva está garantida não só nesta prova, mas também até ao final do campeonato.

Classificação Final
1º João Silva/José Janela (Renault Clio R3) - 1h15m22,6s
2º João Magalhães/Jorge Pereira (Mitsubishi Lancer X), a 40,3s
3º Filipe Freitas/Daniel Figueiroa (Mitsubishi Lancer X), a 1m01,7s
4º Luís Serrado/Marco Sousa (Peugeot 206 S1600), a 1m57,7s
5º André Silva/Jorge Gonçalves (Citroën C2), a 3m44,8s

Mais um desafio para Mauro Marques

Mauro Marques está uma vez mais de partida para o país vizinho. O famalicense vai participar em mais uma jornada do Campeonato Open de Velocidade de Espanha, inserido na categoria Formula BME – MJF. "O objectivo é andar nos lugares da frente, mesmo sabendo que este campeonato é muito competitivo", assume o jovem Mauro Marques.

O palco desta terceira prova é o Circuito de Castelloli, e o piloto apoiado pela CM Socks, Pureco e MadiMarques, está confiante na conquista de um bom resultado, até para se manter nos lugares do pódio da tabela classificativa. Recorde-se que o jovem de Famalicão vem de dois resultados condizentes com as ambições do piloto para a presente temporada. "Inicialmente, optamos por tentar realizar uma época de habituação aos monolugares, mas dado os resultados que consegui, leva-me a exigir um pouco mais de mim e quero andar nos lugares da frente, porque só assim conseguirei alcançar o maior número de pontos", comentou Mauro Marques.

O circuito onde a prova se desenrola é dos autódromos mais rápidos de todo o Campeonato Open de Velocidade de Espanha e, como para o piloto de Famalicão tudo este ano é novidade, "espero dificuldades acrescidas, até porque não tenho o mesmo conhecimento de alguns dos meus adversários, vou aproveitar ao máximo as sessões de treinos para no decorrer da prova alcançar um bom resultado", referiu Mauro Marques, que acrescenta, "este é um campeonato muito competitivo e por isso também tenho que ter algumas cautelas, mas estou confiante num bom resultado", conclui o piloto de Famalicão, que por compromisso competitivos em Espanha não vai estar presente na Super Especial de Famalicão.

Luís Barros ficou perto da Taça

Acompanhando o programa internacional do Mundial de Turismos e da Fórmula 2, o Autódromo do Algarve viu o programa ser completo pelas derradeiras provas da Taça de Portugal. Mas somente os Clássicos estiveram presentes, pois no que toca ao Campeonato de Portugal de Circuitos e aos GT/Sport Protótipos, a falta de inscritos adiou a prova para o fim do mês. A triste sina da velocidade nacional...

Deste modo, Luís Barros foi o único representante famalicense presente, chegando ao Algarve com boas hipóteses de chegar ao primeiro título da temporada, a Taça de Portugal de Clássicos/Circuitos. O piloto da AMOB Racing começou bem a sua missão, sendo o 2º mais rápido na Qualificação, suplatando o seu adversário Joaquim Jorge, também em Ford Escort RS, sendo apenas superado pelo Porsche de Carlos Santos.

Na 1ª Corrida, a liderança da prova teve grande animação, com Ribeirinho Soares a juntar-se aos dois homens que partiram na frente. Desde cedo que Barros percebeu que era impossível lutar com os pilotos dos carros alemães, pelo que se resignou na sua posição, vendo Carlos Santos abandonar perto do final. Assim, o piloto de Famalicão subiu ao 2º lugar, seguído do seu companheiro de equipa, Rui Alves e de Joaquim Jorge.

Para a manga seguinte, tudo em aberto, com a conquista da Taça na mente de Luís Barros, mas tal não se veio a verificar por um contratempo próprio das corridas. Partindo do final da grelha, Carlos Santos assumiu a liderança assim que Ribeirinho Soares abandonar, tendo Luís Barros igual desfecho, devido a um despiste no final da recta da meta. O seu mais directo adversário, Joaquim Jorge, também abandonou, em virtude de problemas mecânicos. Rui Alves conseguiu o 2º posto, ao passo que Kiko Mora resistiu aos ataques de José Luis Moura para chegar a 3.

Joaquim Jorge e Luis Barros terminaram a taça empatados em pontos, empataram no primeiro factor de desempate, (um 1º, um 2º e um 4º lugar cada um), e acabou por ser o segundo factor de desempate (§ 2ºdo art. 23º das prescrições gerais) a dar a vitória a Joaquim Jorge graças ao seu primeiro triunfo em Vila Real.


Classificação 1ª Corrida
1º Ribeirinho Soares (Porsche 911 Turbo) - 10v. em 20m17,598s
Luis Barros (Ford Escort RS), a 11,861s
3º Rui Alves (Ford Escort RS), a 17,672s
4º Joaquim Jorge (Ford Escort RS), a 17,758s
5º José Luis Moura (Ford Escort RS), a 53,456s

Classificação 2ª Corrida
1º Carlos Santos (Porsche 911 RSR) - 10v. em 20m33,999s
2º Rui Alves (Ford Escort RS), a 21,442s
3º Kiko Mora (Porsche 911 RSR), a 38,113s
4º Rui Silva (Porsche 911 RSR), a 38,755s
5º Pedro Fins (Lotus Elan), a 1m13,700s

02 julho 2010

João Ferreira já é campeão em Baltar!

No passado fim de semana disputou-se a penúltima prova do Baltar Kart Cup 2010, no Kartódromo de Baltar, onde os jovens famalicenses João Ferreira e Ricardo Costa alcançaram os mais altos lugares do pódio na categoria X30 Júnior. E assim ficou o primeiro título entregue para Famalicão...

João Ferreira não só foi o vencedor de todas as corridas, como já garantiu o título de campeão. Ricardo Costa obteve sempre o segundo lugar, posição que também mantém no campeonato.

A prova de Domingo começou com os treinos cronometrados, com João Ferreira a mostrar desde logo a sua determinação, garantido a pole-position, tendo o seu conterrâneo Ricardo Costa não indo além da 4ª posição. Na largada para a 1ª Semi-Final, João Ferreira sofreu um toque na primeira curva, situação que quase lhe comprometia a corrida, mas rapidamente recuperou a liderança da corrida, que manteria até final, seguído de Ricardo Costa. Na 2ª Semi-Final, João Ferreira parte da frente e manteve a liderança até ao levantar da bandeira axadrezada. Ricado Costa, que arrancou logo atrás, terminou na 2ª posição.

Sob intenso calor teve lugar a Final, na qual, uma vez mais, os dois famalicenses partem da 1ª linha e por aí estiveram toda a prova, com João Ferreira sempre na frente de Ricardo Costa. Perante estas prestações, foi notória a satisfação e o contentamento dos pilotos famalicenses, bem como da equipa de mecânicos, Jorge Amaro e Fernando Teixeira, que os acompanha desde o início do campeonato.

Para finalizar a Baltar Kart Cup, inserida no calendário da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, falta a última prova, marcada para Outubro, que será a consagração do jovem famalicense João Ferreira, um piloto bastante promissor, assim como Ricardo Costa, que procurará manter a vice-liderança.

01 julho 2010

Vila Verde destronou Ruivo da liderança no CPR2

A dupla, João Ruivo e Alberto Silva foi a quarta classificada no Rali de Vila Verde, a terceira etapa do Campeonato de Portugal de Ralis, na Categoria de 2 Litros / 2 Rodas Motrizes, que se disputou este fim-de-semana. Mesmo caíndo da liderança do campeonato, Ruivo não deita a toalha ao chão: "Estamos em segundo e ainda faltam três provas para disputar, está tudo em aberto".

Com este resultado, a dupla famalicense perdeu a liderança do campeonato por apenas um ponto, mas os objectivos traçados para esta temporada continuam intactos, pois ainda estão 30 pontos em jogo em três ralis a disputar. Nesta prova do Clube Automóvel do Minho, a prestação pode ser divida em duas partes. A primeira, disputada no sábado, não correu de feição à equipa: "Escolhemos uma mistura nos pneus que não foi a adequada e isso reflectiu-se no cronómetro, ainda por cima com o forte calor que se fez sentir", explicou João Ruivo, admitindo que com isto a prova não esteve dentro do objectivo.

Para o segundo dia, apesar de saber que seria complicado chegar aos primeiros lugares, João Ruivo e Alberto Silva entraram determinados e ir em busca do prejuízo, com a intenção clara de subir posições e isso foi conseguido, mas apenas um lugar: "Rectificámos alguns pormenores, mas desta vez foram os travões a darem dores de cabeça. Os discos empenaram e, quanto mais andávamos, mais estes pioravam e foi complicado. Mesmo assim, ainda fomos a tempo de ir buscar o quarto lugar do CPR2 (quinto da geral) e não deu para mais, pois os troços da segunda etapa eram mais rápidos e exigiam muito dos travões".

João Ruivo não saiu de Vila Verde triste, até porque, apesar de perder a liderança do Campeonato, as coisas estão longe de estar decididas: "Estamos em segundo e ainda faltam três provas para disputar. Vamos ter que trabalhar bem, preparar bem esses ralis, bem como arranjar a melhor afinação para o Fiat Stilo Multijet".

29 junho 2010

Duas vitórias em Vila Verde

O título pode parecer estranho e até dar a entender uma prova disputadíssima, em que os concorrentes terminaram empatados. Longe disso, é mais uma das incongruências do Campeonato de Portugal de Ralis e da sua versão 2L/2 RM, que teve uma prova algo cinzenta em Vila Verde. José Pedro Fontes levou o Porsche à vitória absoluta, mas foi Adruzilo Lopes quem somou a pontuação máxima.

Já era de esperar que o rali levado a cabo pelo Clube Automóvel do Minho ficasse aquém dos restantes eventos do Campeonato de Portugal de Ralis, pois dificilmente um rali com 12 participantes teria interesse mediático e sabia-se que a Prova Extra não cria esse efeito. Ainda para mais a divisão do rali por dois dias não foi muito benéfica, pois o público não compareceu em massa nem no Sábado, nem no Domingo, o que é justificável pelo muito calor que se fez sentir.

Também de esperar era a vitória de José Pedro Fontes. De regresso aos comandos do Porsche 911 GT3, Fontes não teve qualquer tipo de dificuldade em impôr-se nas estradas minhotas e mesmo sabendo que apenas pontua para a classe GT, sendo mesmo o único participante, não desmoralizou e imprimiu um andamento muito rápido. Apenas um pequeno problema de embraiagem na Super Especial impediu José Pedro Fontes de fazer o pleno de vitórias em especiais, contudo não tirou brilho ao triunfo categórico do carro alemão.

Impotente para fazer frente a Fontes, Adruzilo Lopes e o seu navegador, o famalicense Vasco Ferreira, preocuparam-se com os concorrentes do CPR2, mas também foi uma preocupação curta. No primeiro dia, Barros Leite não permitiu que a dupla do Renault Clio R3 se distanciasse muito, conquistando uma vantagem de cerca de 20 segundos. Já no Domingo, uma penalização imposta a Adruzilo Lopes fez diminuir a diferença entre ambos, mas rapidamente tudo voltou ao normal e o 2º lugar da geral ia para Lopes e Ferreira, que venceram entre o CPR2, assumindo a liderança do campeonato.

Disposto a acabar com o azar que o perseguia há vários ralis, Barros Leite entrou muito forte e pressionando fortemente Adruzilo Lopes. Incapaz de manter essa pressão constante, o piloto do Seat Leon TDI optou por segurar os pontos preciosos do 2º lugar do CPR2, depois de dois abandonos em outros tantos ralis, neste início de temporada. Um pouco mais atrás de Barros Leite, Paulo Antunes efectuou uma grande prestação no seu regresso ao Citroën C2 R2 Max. Também Antunes começou com uma toada ofensiva, terminando o primeiro dia a somente 0,2 segundos do 3º lugar absoluto. Depois, um problema com uma roda fez com que perdesse o comboio da frente e remeteu-se ao lugar mais baixo do pódio entre o CPR2.

Chegando a Vila Verde como líderes do campeonato, João Ruivo e Alberto Silva não tiveram uma prova fácil. Se no primeiro dia foram os pneus a causar dores de cabeça à dupla famalicense, no segundo dia os travões do Fiat Stilo Multijet não quiseram colaborar eficazmente, deixando-os impotentes para travar a luta pela vitória do CPR2. Ainda assim, João Ruivo não deixou de atacar, conseguíndo suplantar Ivo Nogueira, que terminara o dia de Sábado à sua frente. Num campeonato em que todos os resultados contam, este 4º lugar acaba por ser um mal menor para Ruivo, que continua na luta pelo título, agora que chegamos a meio da temporada.

De regresso ao campeonato, Martinho Ribeiro e o co-piloto de Famalicão, Paulo Marques, terminaram no 8º lugar. Fazendo o que era possível face à concorrência e procurando encontrar o melhor ritmo na primeira prova da época ao volante do Renault Clio R3, a espaços foram surgindo cronos animadores. Sem cometer erros, a dupla soma assim os primeiros pontos da temporada, sendo ainda uma incógnita se continuarão a ser presença no campeonato ou se esta presença foi esporádica, até porque o piloto é oriundo daquela região.

Mais atrás, Ricardo Marques, navegado pelo famalicense Jorge Carvalho, não teve uma prova fácil. Logo na PEC 1, um furo deitou por terra as aspirações no que toca a um lugar cimeiro e, também, no Citroën Trophy. Depois, apenas restava como objectivo o de cumprir a prova à espera de um erro alheio para ir subindo na tabela, mas tal não se verificou, pelo contrário pois a dupla viu ainda o Citroën C2 R2 Max apresentar algumas debilidades ao nível do motor, pelo que o 10º lugar foi o resultado possível nesta prova complicada.

Relativamente à Prova Extra, Renato Pita (Mitsubishi Lancer VI) foi o vencedor, conseguíndo superar Manuel Ferreira, em carro idêntico, somente no início do 2º dia. A encerrar os lugares do pódio ficou Paulo Silva, em BMW 325i. Sérgio Aguiar, famalicense que navegou José Rodrigues, num Honda Civic, terminou a prova minhota após uma aparatoso despiste, ainda na fase inicial do rali.

Classificação Final
1º José Pedro Fontes/António Costa (Porsche 911 GT3) -- 1h05m07,4s *não pontua CPR2
2º Adruzilo Lopes/Vasco Ferreira (Renault Clio R3), a 2m12,3s
3º Francisco Barros Leite/Luís Ramalho (Seat Leon TDI), a 2m47,9s
4º Paulo Antunes/Alberto Oliveira (Citroën C2 R2 Max), a 3m28,6s
João Ruivo/Alberto Silva (Fiat Stilo Multijet), a 4m47,2s
6º Ivo Nogueira/Vítor Hugo (Citroën C2 R2 Max), a 5m10,1s
7º Frederico Gomes/Luís Cavaleiro (Citroën C2 R2 Max), a 5m35,7s
8º Martinho Ribeiro/Paulo Marques (Renault Clio R3), a 5m50,7s
9º Armando Oliveira/Alexandre Rodrigues (Citroën C2 R2 Max), a 6m15,7s
10º Ricardo Marques/Jorge Carvalho (Citroën C2 R2 Max), a 8m07,9s

Fotos: Miguel Castro, Ralis.Online e Oficiais