13 outubro 2009

Aí estão as primeiras novidades da SE Famalicão

No mesmo dia em que o Famalicão Motor fez um ponto de situação (especulativo, diga-se) do que poderia ser a Super Especial de Famalicão 2009, a organização do evento lançou também as primeiras nuances que explicam aos famalicenses e a todos os interessados o que de facto se irá desenrolar no próximo dia 31 de Outubro.

Segundo um comunicado de imprensa, houve uma série de contratempos que condicionaram os planos da organização, em concreto ao nível da data pretendida para a realização da prova. "Primeiro, a vontade da Câmara Municipal, de não a fazer coincidir com a feira de artesanato; segundo, o cuidado de não a realizar na semana da mobilidade e Dia Europeu sem Carros; a terceira, a primeira data escolhida dia 27 de Setembro, que coincidiu com as eleições legislativas, depois ainda consideramos o dia 11 de Outubro, que mais uma vez colide com as eleições autárquicas. Por fim, a quarta, a nossa última opção, tendo em conta o calendário da FPAK e a não coincidência com provas dos calendários nacionais, foi o fim-de-semana de 31 de Outubro e 1 de Novembro. Finalmente, tendo em conta a importância e significado religioso das celebrações do dia 1 de Novembro, optamos por realizar a 4ª Super Especial apenas num só dia, neste caso no dia 31 de Outubro. No próximo ano, voltaremos por certo ao formato de dois dias e com as novidades que tinha-mos preparado para este ano", refere o comunicado.

Quanto aos participantes e interessados, a organização assume que terá uma postura pouco popular, mas defende-se com a salvaguarda do interesse que a prova tem para Famalicão, mantendo em alta todas as expectativas criadas, no crescendo de qualidade das edições anteriores. "Vamos limitar o número de participantes, dado que não temos tempo de fazer apuramentos e vamos puxar muito para cima a qualidade dos carros e pilotos, de forma a compensar a quantidade, que este ano não é exequível. Sabemos antecipadamente que haverá descontentamentos entre os pilotos que em edições anteriores tiveram a possibilidade de participar, contudo quem organiza tem que fazer opções tendo sempre em conta que a valorização da prova é para nós a prioridade das prioridades".

Relativamente ao figurino, não serão apresentadas alterações face à edição passada, "podendo vir a surgir uma nova versão numa finalíssima que será disputada pelos melhores dez classificados da geral", assume a organização.

Com a limitação de inscritos e com a vontade de manter um nível de competitividade elevado a organização tem já a garantia de pilotos ex-campeões nacionais nas modalidades de Velocidade, Montanha e Ralis, uns ainda em acção, outros, podem marcar o seu regresso à competição.

A partir de agora, o site: www.válvulasecilindros.pt, disponibilizará todas as novidades relativas à Super Especial, juntamente com o Famalicão Motor, em prol de um grande esforço para manter todos os verdadeiros adeptos dos desportos motorizados com toda a informação que pudermos disponibilizar.

12 outubro 2009

Super Especial de Famalicão é já no final do mês

Conhecida como um das cidades pioneiras neste tipo de eventos, Famalicão irá acolher a tradicional Super Especial nos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro, contudo as informações relativas ao evento são ainda escassas.

De facto, a proximidade daquela que será a 4ª edição da prova famalicense é uma realidade e pouco ou nada se tem ouvido falar, tal como o site do Demoporto, clube organizador, ainda nada refere nem disponibiliza o regulamento e o boletim de inscrição. Este ponto de situação a menos de 3 semanas da data marcada prende-se com o facto de ao Famalicão Motor chegarem vários pedidos de informação e assim para todos os visitantes, leitores e interessados cá ficam as notas essenciais do que se sabe por enquanto.

O calendário apresentado pela FPAK deixa antever que a prova famalicense terá novamente dois dias de duração, devendo o Sábado ficar marcado para as qualificações e o Domingo para as finais. No entanto, algumas novidades terão de ser apresentadas pois quem passa no local onde se desenrola habitualmente a Super Especial, já se deparou com as obras na Escola Camilo Castelo Branco, local de concentração e assistência dos carros que compunham a prova. Resta saber qual a alternativa que o Demoporto e a própria Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão apresentam para a edição deste ano para a Super Especial manter o nível que sempre teve, numa altura em que proliferam um pouco por toda a parte este tipo de competições, que são sempre um sucesso principalmente para os espectadores. Quanto ao traçado, não parece nem se visulmbram quaiquer alterações.

Loulé marcou passo importante para Nuno Pina

Inicialmente apostado em vencer o Desafio Modelstand, Nuno Pina entrou, fruto da sua regularidade, na luta por outros títulos. O piloto de Vila Nova de Famalicão é líder isolado da Categoria 1 e detém a vice-liderança do Campeonato Open de Ralis. Por essa razão, disputou o Rali de Loulé, uma prova que não estava no programa inicial, uma vez que não é pontuável para o Desafio Modelstand.

A aposta nesta prova extra-troféu foi claramente ganha, com Nuno Pina a distanciar-se ainda mais dos seus adversários, colhendo os louros de uma estratégia inteligente e realista. O rápido piloto fala acerca do desenrolar da prova: "tivemos um azar na super especial de Sábado, ficámos sem ar num pneu, derivado a uma jante empenada. Perdemos algum tempo mas não baixámos os braços, no primeiro troço de Domingo entrámos ao ataque e fizemos o quarto tempo absoluto, repetindo-o no segundo troço. A partir daqui tudo se tornou diferente, o João Ruivo e o Ricardo Costa estavam fora, eles que eram os nossos principais adversários. Os objectivos mudaram completamente, levar o carro até ao final era imperativo, e assim foi. Sem olhar para tempos e com muitas cautelas, conseguimos um grande resultado para as contas finais do Campeonato Open de Ralis".

Com sentimento de missão cumprida, o piloto navegado por Guilherme Pereira justifica a estratégia adoptada da parte da tarde, "temos noção que abrandámos muito o ritmo da parte da tarde, mas não queríamos arriscar nada. Falta-nos apenas um ponto para sermos campeões da Categoria 1 (duas rodas motrizes) e consolidámos uma grande vantagem para a conquista do vice-campeonato".

Grato pelo esforço dos seus parceiros, o famalicense diz: "contámos mais uma vez com um excelente desempenho dos pneus Kuhmo, o que nos permitiu andar muito depressa quando foi necessário. Ao nosso novo parceiro, Hotel Lar Condes de Barcelos, um muito obrigado pelo apoio e confiança depositada. Gostaria de agradecer aos principais intervenientes neste projecto, Amob, Silvafer, Cup –Car, Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e Hotel Lar Condes de Barcelos. Quanto à SFR Motorsport demonstrou, mais uma vez, ser uma grande equipa, talvez uma das melhores no Campeonato Open de Ralis".

A próxima prova de Nuno Pina, onde voltará a defrontar os concorrentes do Desafio Modelstand, será o Rali de Penafiel, a penúltima do campeonato.

Pedro Silva somou primeiro pódio no Open

À terceira foi de vez! O melhor resultado de Pedro Silva e Vítor Martins, ao cabo de três provas com o Mitsubishi Carisma GT surgiu no Rali de Loulé, a terceira prova de terra do Campeonato Open de Ralis.

O pódio conquistado na prova do Clube Automóvel do Algarve foi um justo prémio para a dupla de Famalicão que tem mostrado um forte andamento com um carro muito abaixo dos apresentados pelos principais candidatos aos lugares de maior destaque.

Numa prova com excelentes pisos (troços utilizados no rali de Portugal), Pedro Silva esteve ao seu melhor nível, imprimindo um andamento que lhe permitiu, com excepção da super especial e do troço de Loulé 1, rodar entre os três primeiros "no inicio estava um pouco tenso e demorei um pouco a entrar no ritmo certo, mesmo sendo bastante pressionado pelo Vítor para me libertar. Quando partimos para a segunda especial do dia – S.Brás, estava bem diferente, a partir dai demos o máximo, julgo que andamos muito para além dos limites do carro. Julgo que merecemos plenamente este prémio, o primeiro pódio à geral na minha carreira no Campeonato Open, num rali bastante duro, com a limitação de passagens nos reconhecimentos e muito rápido, à mundial. Ao cabo da primeira secção já detínhamos uma larga vantagem que nos permitia assegurar um lugar no pódio. Depois, ainda tentamos chegar ao segundo, mas, o desgaste dos pneus e os problemas de embraiagem que já vínhamos a sentir durante a manhã levou-nos a refrear um pouco os ânimos nas duas ultimas especiais", começou por afirmar Pedro Silva, que manteve durante todo o rali a mesma toada "não tínhamos nada a provar, sempre dissemos que queríamos conhecer o carro e, prova a prova iríamos melhorar. A ascensão foi muito rápida e, só mesmo com o excelente entrosamento que existe entre mim e o Vítor é possível obter momentos fantásticos como este que vivemos em Loulé, na primeira vez que faço este rali", adiantou o piloto de Famalicão.

Na hora da consagração, Pedro Silva afirma também que "este resultado também se deve à excelente equipa de mecânicos que tem feito um trabalho extraordinário, três ralis de terra sem desistir… e, aos amigos que nos tem apoiado em todas as provas – aquela equipa de tempos que viaja de Famalicão para todo o lado acompanhando a Mariana, foi fantástica, com a sua prontidão no final de cada troço, dando-nos muita força, a eles o nosso muito obrigado".

Problema mecânico atrasa João Ruivo na luta do campeonato

Um problema com a caixa de direcção do Fiat Stilo Multijet acabou com as aspirações do Crédito Agrícola Rally Team, no Rali de Loulé, numa altura em que estavam na luta para poderem vencer entre os carros de duas rodas motrizes.

Depois de um excelente quarto lugar na Super-Especial de sábado à noite, para a dupla João Ruivo e Duarte Costa, o domingo começou bem, com um tempo na primeira especial dentro dos objectivos propostos. Quis o azar que a sua prestação em terras algarvias durasse mais pouco tempo, pois logo a seguir tiveram que ficar pelo caminho: "Estava tudo a correr como tínhamos planeado, quer na Super-Especial, quer na classificativa seguinte. Como gostávamos muito da terceira e quarta especial, a ideia era atacar aí para saber até onde podíamos ir, ou seja, sempre em busca da nossa posição ideal. Isto estava a ser conseguido, quando sofremos um problema mecânico ao nível da direcção do carro sem solução imediata", disse João Ruivo pouco depois de ter ficado parado na estrada: "Foi pena e estamos muito tristes pelo sucedido, pois podíamos ter perfeitamente alcançado um bom resultado neste Rali deLoulé, indo de encontro à concretização dos nossos objectivos", acrescentou ainda.

Agora há que olhar para o futuro e, apesar deste contratempo, ainda há objectivos que podem ser concretizados: "Acho que sim e vamos lutar por eles. Está ainda em aberto a luta pelo terceiro lugar absoluto e o segundo entre os carros de duas rodas motrizes. Sabemos que as contas ficaram complicadas, mas não vamos baixar os braços até final do ano", concluiu o piloto apoiado pelo Crédito Agrícola, Avetel, Rol da Casa e Integra Support.

Duplo abandono para a Macominho Sport em Loulé

As duplas famalicenses que ostentam as cores da Macominho Sport, Ricardo Costa/Nuno Almeida e Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins não foram felizes na incursão do Open de Ralis pelo Sul do país, não conseguíndo concluir a prova disputada nos troços rápidos algarvios.

Ricardo Costa e Nuno Almeida começaram a prova com o terceiro melhor tempo na super especial que se realizou nos arruamentos da zona industrial de Loulé, deixando grande expectativa para o segundo dia de prova. Logo na primeira especial de classificação da segunda secção, a dupla do Mitsubishi Lancer VI sofre uma saída de estrada que os leva a perder cerca de quatro minutos no troço, hipotecando logo aqui uma possível vitória no rali. Ainda assim a dupla de Famalicão prossegue na prova apenas a pensar nos pontos para o campeonato, quando na terceira PEC um toque numa pedra parte o triângulo de suspensão traseiro impossibilitando a dupla de continuar.

"Estamos tristes, pois não conseguimos realizar nenhuma classificativa em condições normais, e dessa forma também não ficamos com nenhuma referência do andamento que poderíamos ter. Entramos neste rali convictos de alcançar um bom resultado, mas uma vez mais a sorte não quis nada connosco", refere Ricardo Costa.

Os problemas no carro da dupla Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins começaram ainda antes de a prova ir para a estrada quando após as verificações técnicas a terceira velocidade do Suzuki Ignis deixou de colaborar. Com os objectivos da prova a serem alterados em cima da hora, Mariana Neves de Carvalho teve que se adaptar á caixa de velocidades sem terceira, cumprindo as duas primeiras classificativas com algumas cautelas. Na terceira especial de classificação, a dupla da Macominho Sport aumenta ligeiramente ao ritmo e começa a ter mais confiança, chegando ao final da segunda secção na quinta posição da prova reservada ao campeonato Júnior de ralis.

A antepenúltima especial de classificação foi madrasta para a dupla famalicense, e um toque numa pedra danificou a barra estabilizadora que de seguida fez com que a transmissão do Suzuki partisse. "Um mal nunca vem só, primeiro foi a caixa agora um pequeno toque numa pedra partimos a transmissão, mas as corridas são assim mesmo", começa por dizer Mariana Neves de Carvalho que acrescenta, "apesar do contratempo com a caixa de velocidades estava a gostar do rali, pois nos reconhecimentos tive oportunidade de passar uma vez com o Ricardo Costa e isso deu-me mais confiança na forma de abordar as curvas. Agora vamos pensar no próximo".

Peres garantiu o "Tri" em Loulé, com Pedro Silva no pódio

Apesar do ligeiro atraso, nunca é tarde para falar do Rali de Loulé, prova que garantiu a Pedro Peres e Tiago Ferreira o terceiro título consecutivo no Open de Ralis. A prova algarvia fica marcada pelo pódio da dupla famalicense Pedro Silva/Vítor Martins, bem como pelo passo importante dado por Nuno Pina rumo ao vice-campeonato.

A luta pela vitória nunca existiu e Pedro Peres, que encarava o rali com uma postura bastante tranquila face às condições em que estava para repetir o título, cedo se viu sem adversários de maior e portanto não será exagero dizer que o piloto do Mitsubishi Carisma GT "passeou", ainda que tenha vencido todas as especiais.

E a hecatombe dos adversários deu-se logo nas primeiras especiais, com especial incidência para duas equipas famalicenses, nomeadamente João Ruivo/Duarte Costa e Ricardo Costa/Nuno Almeida. Para a dupla do Fiat Stilo Multijet, o rali até começou bem na Super Especial, mas uma penalização no início do dia de Domingo atrasou-os na classificação, ainda que fosse possível recuperar o tempo perdido. Contudo, na PEC 3, a direcção do carro italiano não quis colaborar e deixou-os sem condições de prosseguir. Na mesma PEC e já depois de uma saída de estrada na especial inaugural do dia em que perdeu cerca de 4 minutos, Ricardo Costa via a suspensão do Mitsubishi Lancer VI ceder e portanto a prova terminava por ali igualmente. Do lote dos favoritos, Luís Mota também abandonou antes do final da parte matinal do rali.

Posto isto, foi Pedro Leone quem secundou Pedro Peres no pódio, alcançando a vitória entre os concorrentes do Regional Sul. O piloto do Ford Sierra Cosworth teve uma animada luta com Pedro Silva, com as diferenças entre ambos a serem sempre bastante curtas, mas o piloto de Famalicão nunca conseguiu suplantar o seu adversário. Para Pedro Silva, o 3º lugar é um excelente resultado e efectiva o que há muito já vinha ameaçar, isto é, uma posição que espelhasse o andamento evidenciado no rali. Quem sabe se o famalicense tivesse iniciado o campeonato mais cedo, certamente a sua classifcação fosse outra, contudo não deixa de ser um bom pronúncio para o que resta da temporada.

Também em luta pelo pódio ao longo de todo o rali estiveram Armindo Neves e Gil Antunes, levando a decisão do 4º posto para a derradeira classificativa, onde foi o piloto do Opel Astra quem entrou na frente, mas no final foram somente 0,2 segundos que colocaram Armindo Neves na sua frente. Para Gil Antunes fica o prémio de ter sido o mais rápido entre a Categoria 1, respeitante às viaturas com 2 rodas motrizes.

Um pouco mais atrás e autor de uma prova bastante táctica, pensando nas contas do campeonato, Nuno Pina e Guilherme Pereira foram os 7ºs classificados. O famalicense viu um furo na Super Especial atrasá-lo alguns segundos, mas nas especiais propriamente ditas apenas deu um "ar de sua graça" até João Ruivo e Ricardo Costa estarem em prova. Quando viu os seus conterrâneos fora de prova, o piloto do Peugeot 206 GTI passou a impôr um ritmo mais cauteloso e apenas se preocupou em chegar ao final, para assim aumentar a vantagem quer no campeonato, quer nas contas da Categoria 1, para a qual necessita somente de terminar a próxima prova para garantir o título.

Azarada uma vez mais esteve a dupla Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins. Com os objectivos delineados na soma de mais alguns pontos para o Júnior, a tarefa até não seria complicada pois havia poucos inscritos. Contudo e apesar da jovem piloto não tomar qualquer tipo de risco, a dureza dos troços algarvios traiu as aspirações à dupla do Suzuki Ignis, que após uma pancada mais forte, viu ceder uma transmissão e obrigá-los a abandonar. André Pimenta foi o vencedor da competição e alcançou desde já o título Júnior.

Com o título absoluto já entregue, o Rali Sentir Penafiel marcado para os dias 23 e 24 de Outubro poderá decidir mais alguns títulos, nomeadamente nas 2 Rodas Motrizes e nos troféus Desafio Modelstand e Fastbravo.

Classificação Final
1º Pedro Peres/Tiago Ferreira (Mitsubishi Carisma GT) - 54m17,6s
2º Pedro Leone/Bruno Ramos (Ford Sierra Cosworth), a 2m10,9s
Pedro Silva/Vitor Martins (Mitsubishi Carisma GT), a 2m16,1s
4º Armindo Neves/Filipe Serra (Mitsubishi Carisma GT), a 2m34,2s
5º Gil Antunes/Daniel Amaral (Opel Astra GSI), a 2m34,4s
6º Nuno Pinto/João Silva (Mitsubishi Lancer III), a 3m11,3s
Nuno Pina/Guilherme Pereira (Peugeot 206 GTI), a 3m32,8s
8º António Lampreia/António Morais (Ford Escort Cosworth), a 3m48,6s
9º Pedro Lança/Ricardo Batista (Citroen Saxo Cup), a 4m00,2s
10º André Pimenta/Marcos Gonçalves (Skoda Fabia TDI), a 5m40,6s

Classificação Open Ralis (8/10)
1º Pedro Peres (180 pts)
Nuno Pina (115 pts)
João Ruivo (88 pts
Ricardo Costa (77 pts)
5º Luís Mota (62 pts)
(...)
Frederico Ferreira (58 pts)
(...)
15º Pedro Silva (36 pts)

Fotos: Ralis.Online, Via Racing e Dpi.com.pt

02 outubro 2009

João Ruivo com novo navegador mas objectivos inalterados

O Campeonato Open de Ralis desloca-se agora para Sul, para cumprir a sua oitava etapa em terras de Loulé, onde o Crédito Agrícola Rally Team, parte novamente com as aspirações em alta.

Desta vez, a equipa vai sofrer uma modificação, pois ao lado de João Ruivo estará Duarte Costa em virtude do impedimento de Alberto Silva. "Por motivos pessoais ele não pode estar em Loulé, mas continuará comigo em Penafiel e Gondomar. Trata-se de uma questão pontual, tivemos que escolher um navegador que fosse uma mais valia e a escolha recaiu em Duarte Costa, que tem muita experiência. Já fizemos a necessária adaptação e correu tudo bem", explica o piloto.

Em termos de resultado esperado para esta prova do Clube Automóvel do Algarve, "obviamente que esperamos seja muito positivo. Acima de tudo queremos continuar a mostrar as evoluções que tivemos em Murça, nesta prova que é muito rápida. Como temos agora mais tracção, penso que isso nos pode beneficiar em Loulé".

João Ruivo ainda tem objectivos bem definidos para esta ponta final de temporada e estes apontam para lutar "pelo vice-campeonato nacional e pela vitória na Categoria 1. Neste último caso sei que não dependemos apenas de nós, mas vamos lutar até ao final, pode ser que a sorte esteja connosco. Em relação ao segundo lugar absoluto, dependemos só de nós e vamos tentar o tudo por tudo para conseguir esse objectivo. Este é o terceiro ano no Campeonato Open e era um prémio merecido terminar com o vicecampeonato", concluiu o piloto apoiado pelo Crédito Agrícola, Avetel, Rol da Casa e Integra Support.

Costa lança-se para a vitória e Mariana quer somar no Júnior

É já no próximo fim-de-semana que se realiza em Loulé mais uma prova do Campeonato Open de Ralis, onde a Macominho Sport com os seus pilotos Ricardo Costa/Nuno Almeida e Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins marcam presença.

Relativamente à dupla Mariana Neves de Carvalho e Filipe Martins aos comandos do pequeno Suzuki Ignis, os objectivos passam por terminar a prova o mais à frente possível do campeonato Júnior de ralis. A jovem piloto de Famalicão vem de uma desistência, e em Loulé, "vamos entrar com algumas cautelas, por aquilo que tenho falado com os meus companheiros de equipa, esta é uma prova algo rápida e com bom piso o que os torna também um pouco escorregadios", confessou Mariana que acrescenta, "ainda assim espero realizar uma boa prova".

Já Ricardo Costa/Nuno Almeida têm outros objectivos, que é manterem-se entre os lugares do pódio, e dessa forma continuar no assalto aos lugares da frente do open nacional de ralis. A dupla do Mitsubishi Evo VI espera ter melhor sorte do que em Murça e desta forma regressar às vitorias no na competição.

"Em Murça, lideramos o rali até meio e só um problema com o filtro de ar nos retirou a vitória, por isso no Algarve vamos atacar para tentarmos alcançar novamente o lugar mais alto do pódio", disse Ricardo Costa. Já Nuno Almeida salienta, "este é um rali que normalmente tem bons pisos tornado também as classificativas muito rápidas, penso que podemos conseguir um bom resultado".

O Rali de Loulé tem a organização do Clube Automóvel do Algarve e é composto por sete especiais de classificação, realizando-se ao longo dos dias de sábado e domingo e utilizando parte das classificativas do Rali de Portugal.

Loulé pode sagrar campeão no Open

Com um leque de famalicenses inscritos e com grandes aspirações, o Rali de Loulé pode garantir o campeão do Open de Ralis, com Pedro Peres muito bem posicionado para conseguir manter o feudo dos dois últimos anos.

Com um esquema semelhante ao habitual, a prova do Clube Automóvel do Algarve mantém a super especial no Sábado à noite, para durante o dia de Domingo ter dupla passagem pelas especiais de Loulé, São Brás de Alportel e Cortelha, utilizando traçados utilizados pela caravana do Mundial de Ralis.

Em termos desportivos, Pedro Peres mantém-se aos comandos do Mitsubishi com que venceu em Murça e basta-lhe um 8º lugar para se sagrar virtual campeão, pelo que certamente não entrará em loucuras pela vitória. Para essa posição não faltarão favoritos, com Ricardo Costa à cabeça, depois da boa exibição em Murça em que a vitória fugiu por um fio. A concorrência alarga-se ainda a Armindo Neves e Luís Mota, que certamente quererão vingar o azar da última prova.

Na luta pelos lugares da frente, estarão igualmente Nuno Pina e João Ruivo, que face à menor capacidade das suas viaturas neste tipo de piso, jogam com os pontos da categoria para minimizar as diferenças. Pina defende a liderança na Categoria 1 e é o único que pode alcançar Peres, uma tarefa quase impossível para o famalicense, que neste rali não tem que se preocupar com os adversários do Desafio Modelstand, que não pontua no Algarve. Já o piloto do Fiat Stilo Multijet enfrenta o Rali de Loulé com uma novidade no banco do lado direito, pois em vez de Alberto Silva - indisponível por assuntos pessoais -, estará o experiente Duarte Costa, que será uma mais valia na busca de pontos nesta luta entre famalicenses pelo vice campeonato e pela Categoria 1. Embora não pontue para o Open de Ralis, a presença de Ricardo Teodósio é sinónimo de espectáculo, ele que foi um dos grandes animadores da prova do ano passado, optando agora pelo Citroën Saxo Kit Car.

Também na luta pelos lugares cimeiros, provando essa capacidade nas provas de terra efectuadas até ao momento, Pedro Silva/Vítor Martins procuram uma oportunidade para mostrar que os tempos efectuados dentro dos três primeiros não são obra do acaso. A dupla famalicense contará, como habitual, com o Mitsubishi Carisma GT preparado pela Macominho Sport como um forte aliado na busca dos objectivos.

Por decidir está ainda o Campeonato Júnior, com André Pimenta em posição muito favorável para o conseguir, tal como a jovem famalicense Mariana Neves de Carvalho estará à espreita de somar mais alguns pontos que permitam a subida na tabela nesta sua temporada de estreia nos ralis, muito auspiciosa diga-se.

Reconhecido como um dos melhores do país, o Campeonato Regional Sul junta-se à caravana do Open, podendo vários dos seus concorrentes intrometer-se nos lugares cimeiros, quer da geral, quer das categorias secundárias. Também presente estará o Troféu Fastbravo, o que se traduz num total de 62 equipas inscritas, com destaque natural para as 5 duplas famalicenses presentes:

2 - Nuno Pina/Guilherme Pereira (Peugeot 206 GTI)
3 - João Ruivo/Duarte Costa (Fiat Stilo Multijet)
4 - Ricardo Costa/Nuno Almeida (Mitsubishi Carisma GT)
11 - Pedro Silva/Vítor Martins (Mitsubishi Carisma GT)
14 - Mariana Neves de Carvalho/Filipe Martins (Suzuki Ignis)